Arquivo da Categoria: BLOG

Frequência rádio APROSOC para sobrevivencialismo

A APROSOC dispõe uma frequência rádio nacional com código de proteção dedicada ao sobrevivencialismo, devidamente licenciada pela ANACOM e que possibilita ao sobrevivencialista membro da APROSOC o contacto com familiares fora das frequências mais comummente usadas (CB e PMR446), que possibilita ainda o teste de rádios portáteis de 5W dedicados somente a situações de desastre.

É contudo sabido que no âmbito do sobrevivencialismo a confidencialidade é importante, sendo por isso recomendável o uso da menor potência possível para evitar chegar mais longe do que o estritamente necessário, bem como existe a possibilidade de recurso a equipamentos com secrafonia para dificultar a intercetação da comunicação por outros utilizadores de meios de radiocomunicações.

 

 

 

Informação à comunidade CB (citizens band)

Um grupo de radioperadores CB da APROSOC não reconhece legitimidade na ocupação de quaisquer canais por radiobalizas, utilizando estes radioperadores todos os canais independentemente de ali existirem ou não radiobalizas analógicas ou digitais, sempre que no momento de acesso a um determinado canal esse não se encontre ocupado.

Verificando-se a ocupação abusiva do canal 3, um grupo de radioperadores da APROSOC intensificou a sua atividade naquele canal, o que pode gerar constrangimentos à informação ali veiculada digitalmente de meia em meia hora.

APROSOC agradece a participação…

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, realizou ontem (domingo dia 13) mais uma atividade de radiocomunicações cidadãs, com uma vertente de treino emergêncista na reta final já por volta das doze horas.

Participaram nesta atividade as seguintes estações de rádio CB27 e/ou PMR446 a quem agradecemos a participação e convidamos desde já para a mesma atividade no próximo domingo:

  • Astra (Corroios)
  • Braga (Abrunheira)
  • Caramão (Ajuda)
  • Duke (Amadora)
  • Gavião (Seixal)
  • General (Paio Pires)
  • Grão-de-Bico (Palmela)
  • Oscar Alfa
  • Morcego (Massamá)
  • Pantera (Rio de Mouro)
  • Serra (Monsanto)
  • Sete (Queluz)
  • Zeus (Amadora)

O sobrevivencialismo como forma de autoproteção em contexto de proteção civil

O sobrevivencialismo é estar preparado tanto quanto possível “para sobreviver tudo”, desde uma emergência, passando por um acidente grave, catástrofe ou o caos, mesmo sabendo-se que efetivamente nunca se estará preparado para tudo. Sobreviver em ambientes inóspitos e em total privação de acesso a bens essenciais à vida, mas que podem ser armazenados ou produzidos através das habilidades próprias,  para possibilitar ganhar alguma autonomia. Em todo o mundo de forma tendencialmente discreta os sobrevivencialistas preparam-se para o pior desfrutando dos tempos que possibilitam viver o melhor na paz e na segurança quotidiana.

Na APROSOC como em quaisquer outras organizações ou fora delas, existem alguns sobrevivencialistas que procuram incessantemente quase que em jeito de passatempo adquirir competências e equipamentos para a autoproteção, sua e dos seus.

No seio da APROSOC um núcleo muito restrito acompanha continuamente o que de melhor se conhece pelo mundo no âmbito do sobrevivencialismo, partilhando-se com todos os membros da APROSOC de forma estudada e pedagogicamente programada, aquilo que é tido por adequado à educação coletiva para sobreviver face a emergências ou situações de exceção.

Fora do âmbito Associativo geral, os sobrevivencialistas que integram a APROSOC estão em permanente contacto mesmo que falhem as telecomunicações e sabem por que vias alternativas e em que canais ou frequências conseguem estabelecer contacto, desenhando-se espontaneamente um plano de ação de interajuda que somente quem está integrado conhece.

Não há propriamente secretismo, mas sim a indispensável indiscrição para aumentar a probabilidade de sobrevivência mesmo no caos (Estado sem aplicabilidade das Leis), embora sempre mantendo a escrupulosa preocupação de manter toda a atividade e equipamentos possuídos totalmente dentro dos limites legais, por exemplo, existe que seja detentor de equipamentos de radiocomunicações que só estará legitimado para usar quando esteja instalado o caos, mas que não são usados quotidianamente exceto com carga fictícia para treino e formação em espaço confinado. Estes equipamentos estão fechados em caixa de proteção garantindo-se que não é sequer presumido o seu uso fora do contexto de “desastre”.

Neste grupo informal não são permitidas armas ilegais nem o tema armas é abordado embora a defesa pessoal faça parte das preocupações de cada cidadão, somos uma organização pacífica e respeitadora das Leis do Estado democrático e não nos permitimos a qualquer violação das mesmas, sendo que por esse motivo o próprio uso de objetos cortantes para sobrevivência são inteiramente respeitadas as disposições da Lei n.º 5/2006 de 23 de Fevereiro.

É sabido que existem situações de exceção em que os cidadãos não vão ser auxiliados atempadamente pelos serviços governamentais também eles compostos por cidadãos que legitimamente em primeiro lugar vão proteger-se a si e aos seus, sendo por isso importante que cada cidadão, cada chefe de família (M/F), esteja preparado para se proteger a si e aos seus, ou mesmo se articule em comunidade para a autoproteção, por exemplo tendo planos que são regularmente discutidos em grupo e desenvolvidos, por exemplo no que respeita ao que ter para socorrer os feridos ou doentes, quem verifica e garante a validade dos medicamentos, quem e como se procede à evacuação de um doente ou ferido e para onde, se existem profissionais de saúde mais diferenciados no grupo ou se têm forma de contactar com um mesmo que as telecomunicações colapsem.

Logística de bens essenciais, energia, saúde, radiocomunicações alternativas e autónomas, adequação de vestuário, improviso de saneamento básico e higiene pessoal são alguns dos muitos temas estudados pelos sobrevivencialistas mas, o mais importante numa comunidade sobrevivencialista é a confiança, seguindo-se as competências, aptidões e as capacidades.

Ninguém se inscreve como sobrevivencialista na APROSOC, não existe um grupo de sobrevivencialistas na APROSOC, existe sim um conjunto de pessoas que integram a APROSOC que se preocupam com sobrevivencialismo e partilham ideias e planos entre si, estabelecendo grupos informais que efetivamente funcionam localmente, sim localmente porque, por exemplo se as pontes sobre o tejo ruírem ou se as estradas estiverem intransitáveis, ou mesmo se não houver acesso a veículos, todo o plano de ajuda de uma margem para a outra do Tejo pode ser anulado, motivo pelo qual a organização destes grupos espontâneos e informais é local, no limite da distância percorrível a pé com a sua BOB (bag out bag) às costas, dependendo essa distância da preparação física, psicológica e estado dos trajetos.

Esta é uma abordagem superficialista do assunto, mas que desejamos inspire muitos outros cidadãos e famílias a preparar-se para o pior, vivendo o que de melhor a vida em segurança tem para oferecer.

Imune a ciberataques e isento de taxas e licenças

Imune a ciberataques, possibilita estar em contacto com outros utilizadores desde algumas dezenas de metros a esporadicamente centenas ou milhares de quilómetros, não sujeito ao pagamento de taxas, licenças ou faturas de telemóvel. Tem um canal de chamada e um canal de emergências, e mesmo que todas as redes de telemóvel e internet estejam inoperativas, continua a funcionar enquanto tiver alimentação de 12 Volts e uma antena sintonizada e ligada, possibilitando a comunicação local. A velocidade de tráfego depende do número de palavras que cada operador seja capaz de transmitir por minuto. Chama-se rádio CB (citizens band) e foi a segunda mais importante rede social nos anos 70 a 90 em todo o mundo e continua ativa para quem tem o privilégio de a usar.



Ciberataque à Vodafone força Portugal a testar redundâncias, mas nem tudo correu bem

O ciberataque de qua a Vodafone foi salvo forçou a administração central do Estado a procurar ativar redundâncias, nomeadamente estações móveis SIRESP, mas nem tudo correu bem, o que possibilitou também identificar constrangimentos a corrigir, contudo, ficou demonstrada a vulnerabilidade das telecomunicações de acesso público em especial as que dependem da tecnologia digital, ou seja, todas.

Tratou-se de um ataque à medida e com objetivos específicos que nos levam a questionar-nos sobre as consequências que teram tido na área da emergência, da saúde e da segurança pública, mas que nos instam a questionar o que acontecerá no dia em que o ataque ou qualquer outro fenómeno inoperacionalizarem todos os operadores de telecomunicações e, não seja sequer efetuar pagamentos, levantar dinheiro num terminal multibanco, ou pedir uma ambulância para uma emergência médica, pedir meios de socorro para um incêndio ou operação de salvamento, ou mesmo chamar a polícia face a um assalto ou agressão.

Portugal tem vindo a entregar a privados todos os serviços que garantiam a independência e a soberania do Estado, pelo que em resumo concluímos que um país que entrega a privados os serviços essenciais da nação é um país de calças na mão.  

Carta aberta à Ex.ma Sr. Presidente da Câmara Municipal da Amadora

Ex.ma Sr. Presidente da Câmara Municipal da Amadora 

A morte do pequeno Rayan em Marrocos a todos nos deve convocar para evitar semelhantes situações em qualquer parte do mundo. Na serra da Carnaxide, numa área que cremos estar dentro do concelho da Amadora, loteada para construção embora com obras paradas há muitos anos, o furto das tampas de esgoto deixou a céu aberto mais de uma dezena de poços de esgoto, numa área muito frequentada por cidadãos de todas as faixas etárias que a procuram para a prática de desporto ao ar livre, podendo por distração qualquer um daqueles poços mais cedo ou mais tarde ser causador de um acidente eventualmente trágico. Apela-se assim à ação preventiva dessa autarquia para, caso de facto o referido território esteja efetivamente no concelho da Amadora, promova a anulação daqueles perigos, a bem da segurança coletiva de todos os que frequentam aquele espaço.  

Gratos pela atenção dispensada, 

“Cidadãos preparados para as emergências de proteção civil”

Com os melhores cumprimentos,

João Paulo Saraiva 
Presidente da Direção

Desfazer os mitos urbanos sobre a Antena CB Santiago 1200

Há quem por convicção diga que a “Santiago 1200” original é melhor que a “Super Santiago 1200”, o que essas pessoas não sabem é que são ambas exatamente a mesma antena na primeira fase de produção, feitas na mesma linha de fabrico.

Quando a empresa Sirtel deixou de encomendar a Santiago 1200 ao verdadeiro fabricante, este decidiu manter a produção a pedido de uma outra empresa a Jetfon que lhe chamou de chamou “Super Santiago 1200”, mudando-lhe apenas a forma do cone plástico que cobre a bobine e outros insignificantes pormenores estéticos.

Tanto no que tem de melhor quanto no que tem de pior, ambas as antenas “são a mesma”, ou seja, ambas partem a ponteira original, ambas são campeãs de alcance, ambas sofrem infiltrações de líquido na bobine, ambas têm a mesma má qualidade de cabo coaxial, ambas oxidam da mesma forma porque os materiais são os mesmos, originários de Taiwan.

A popularidade da Santiago 1200 veio a originar que algumas pessoas se dedicassem à produção de acessórios para a sua manutenção tal como a ponteira em latão ou em aço inox, ou mesmo a bobinagem em fio banhado a prata que melhora a SWR e, por conseguinte, reduz as perdas em 11,1%.

Inicialmente a Jetfon não colocou de imediato a sua marca no blister da antena, pois existiam receios de eventuais batalhas legais, contudo, tais batalhas não viriam a ocorrer devido à extinção da marca original e a empresa acabou por assumir publicamente a sua marca no produto em causa produzido em Taiwan, fabrica de onde saem ouras prestigiadas antenas como outra ainda melhor que a Santiago 1200, a Texas 1800 Power da President (já descontinuada), tal como a Colorado 1800 Power da President, e tantas outras antenas que conhecemos com marcas europeias ou até americanas  mas que são na sua génese tão asiáticas quanto os rádios CB que utilizamos.

Estamos, contudo, a falar de uma boa antena que modificada pode ser excelente e, para quem adquire uma nova seria recomendado para que ela dure mais, abrir a bobine e dar-lhe uma camada de verniz próprio para antenas para evitar que a água oxide o cobre e até o latão da base, bem como a aplicação de silicone para evitar a entrada de água por cima do cone.

Estamos a falar de uma antena com um custo de produção a rondar os menos de 8€, mas que chega ao mercado nacional inflacionada pelo transporte, pelos impostos, e pelo legítimo lucro de quem importa e tem de dar garantia.

Como é sabido em CB quanto maior a antena melhor e, para garantir melhor alcance e possibilitar comunicações a maior distância especialmente em situações de emergência ou de simples avaria do veículo onde não há rede de telemóvel é bom contar com uma antena de CB com o desempenho que a Super Santiago 1200 ou outras antenas com mais de 1,90m possibilitam.

Note-se que existiu uma diferença de qualidade entre ambas, quando a original ainda tinha núcleo da bobine em cerâmica, contudo na reta final da produção já não existia essa diferença mas, existe uma outra diferença nas Santiago 1200 mais recentes, a base da bobine já não é em latão torneado, agora sim temos uma degradação da qualidade original, que não se observa nas antenas da President, talvez também por isso mais caras.

Na atualidade um dos problemas da Super Santiago 1200 é o L SO-239 que apresenta vários problemas, sendo recomendável usar outra base de conexão de melhor qualidade, bem como a substituição do cabo coaxial e conectores, sendo um muito comum mau contacto de massa da bobine pelo facto de o condutor não estar soldado mas sim encaixado na peça metálica da base.


Nota: na bobine com núcleo branco na foto (SIRTEL), faltam umas espiras de fio em baixo não porque seja diferente mas porque estamos a recuperá-la e retirámos esse bocado para encomendar da mesma secção mas banhado a prata, o mesmo pode ser feito na “super santiago 1200”.

APROSOC ajuda a combater a ocupação errática do espectro radioelétrico

Nesta semana um elemento da APROSOC detetou num grande estabelecimento comercial de produtos asiáticos em Cascais, o uso indevido de radiotelefones de UHF a funcionar em frequência sujeita a licença, mas não licenciados para o efeito e a provocar interferências em utilizadores devidamente licenciados. Procedeu assim o membro da APROSOC à abordagem pedagógica do operador económico que após informado da infração e transtornos causados pelo uso da frequência em causa e da ilegalidade do uso dos equipamentos em causa, procedeu à suspensão do uso dos mesmos.

Compreendendo-se a necessidade do operador económico dispor de meios de radiocomunicações para continuar a responder à necessidade de radiocomunicação no espaço comercial que explora, foi recomendado que passasse a usar equipamentos da norma PMR446, ao que prontamente o operador económico aderiu e agradeceu o aconselhamento.

Não competindo à APROSOC a fiscalização radioelétrica, a todos os cidadãos e organização compete no âmbitos dos deveres de cidadania, contribuir para uma sociedade mais harmoniosa com as regras de boa coabitação do espaço radioelétrico, não se eximindo esta Associação desse dever cívico.

Treino de busca de pessoa desaparecida

Com o regresso à normalidade a APROSOC retoma as suas atividades e para assinalar essa retoma da melhor forma nada melhor do que um treino de busca de pessoa desaparecida de baixo grau de dificuldade, por um lado para se evitar desanimar e por outro para proporcionar bons momentos de camaradagem e desenvolvimento pessoal.

O treino terá lugar em local não urbano no concelho de Oeiras em Fevereiro e, é aberto a todos os Associados de todos os grupos da APROSOC e tem como requisitos que todos os participantes possuam idealmente:

  1. Seguro de voluntário ativo
  2. Colete de alta visibilidade cor laranja
  3. Rádio PMR446 e/ou Rede Privativa da APROSOC
  4. Roupa e calçado adequado às condições meteorológicas
  5. Lanterna frontal
  6. Lanterna de mão
  7. Pequeno canivete
  8. Cantil com água potável
  9. Barras energéticas
  10. Apito
  11. Conhecimentos elementares de orientação
  12. Bússola fiável (convencional ou digital)
  13. GPS com cartografia terrestre off-road ou google hearth e internet e/ou podendo recorrer a cartas militares
  14. Mini kit de primeiros socorros (penso e contenção, hipotermia, hipoglicémia)
  15. Facultativamente podem dispor de sistema de visão noturna

O total de peso do equipamento além do vestuário e calçado não pode exceder os 6Kg.

O exercício consistirá em percorrer a área do teatro de buscas, nos sectores indicados pelo Posto de Comando, em busca de pistas (objetos ou peças de roupa) que conduzam à localização e proteção da pessoa desaparecida, bem como do reporte desses achados e da localização da vítima caso seja encontrada, via rádio ao colega que se encontra junto ao posto de comando.

A mobilização será efetuada sem dia ou hora marcada entre 18 e 28 de fevereiro de 2022 e de momento opta-se por não avançar mais pormenores do treino para o tornar ainda mais interessante.

Os voluntários que reúnam os requisitos e pretendam participar necessitam apenas de estar preparados e atentos ao canal “APROSOC DIFUSÃO” no Telegram.