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Teste da rede CAOS

Esta noite foi testada a rede de COMUNICAÇÕES ALTERNATIVAS PARA OPERAÇÕES DE SOBREVIVÊNCIA (CAOS) …

O exercício procurou demonstrar os constrangimentos de comunicação de curta e média distancia face a uma situação de colapso social na sequência de um desastre e, situações de exceção requerem soluções de exceção pelo que as comunicações decorreram  com recurso a frequências em HF, VHF e UHF, incluindo as bandas dos 27 e dos 446 MHz, bem como redes privativas. As frequências e potências usadas nos testes foram limitadas ao estritamente necessário para que a comunicação se estabelecesse de forma eficaz, contando todos os participantes com equipamentos especialmente preparados para o efeito.

A rede CAOS é um programa de radiocomunicações no âmbito do sobrevivencialismo, que procura capacitar os interessados para as alternativas de radiocomunicações com os seus familiares quando as telecomunicações de acesso público colapsam.

São poucos os cidadãos que se preparam para manter a comunicação familiar via rádio quando falham as telecomunicações de acesso público mas, os que o fazem, fazem-no com grande empenho, é esta a conclusão deste exercício. Sendo bastante gratificante constatar o grau de preparação de pessoas de todas as idades, no caso, desde crianças desde os 7 anos, até mesmo a idosos com mais de 70 anos que surpreenderam pela positiva com a sua elevada proficuidade na operação, estando todos de parabéns.

A APROSOC agradece a todos os que participaram nesta iniciativa, realizada sem anuncio público prévio por motivos filosóficos no âmbito do sobrevivencialismo.  Foram 5 famílias num total de 14 participantes que nos preencheram de sentimento de gratidão pela entrega e disponibilidade.

Obrigado.

João Paulo Saraiva

Presidente da Direção

Fugas de Gás – como atuar

⚠ Cheira a gás ou o seu detetor de gás apitou?

Saiba como atuar e evitar acidentes 🔥

➡ Desligue os aparelhos de queima e a válvula (torneira) de segurança do gás
➡ Não ligue ou desligue aparelhos elétricos, interruptores nem use o telemóvel
➡ Abra as janelas e portas e saia de casa

➡ Já no exterior da casa, contacte a empresa fornecedora de gás ou os bombeiros (tenha os números memorizados no telemóvel).

Já existem no mercado detetores de gás conectáveis à internet, possibilitando assim mesmo que esteja ausente de casa ser avisado da existência dessa fuga.

O que você não fizer para proteger o que é seu, dificilmente alguém fará por si. Evite acidentes através de ações de prevenção.

Opinião: A “utilidade pública” da CB e PMR446

Eu gosto mais de operar em CB (citizens band) FM e AM, porque é mais inclusivo e não tenho de andar sempre a sintonizar de cada vez que do outro lado fala outra estação. Para além disso, na minha experiência nos incêndios, aparecem muitas vezes colegas com jipes e apenas com rádios de AM e/ou FM, e também colegas trabalhadores do mundo rural com esse tupo de rádios, raramente aparecendo gente com rádios com SSB nesses meios e nessas alturas.

Por vezes as informações prestadas por esses colegas são fundamentais para se conseguir fazer chegar meios de socorro a quem deles necessita no meio rural, muitas vezes em zonas onde ou nunca existiu rede de telemóvel, ou deixou de existir devido aos cabos terem ardido.

Também no PMR446 (personal mobile radio) este tipo de interação acontece frequentemente nos incêndios, cheias e inundações, tempestades e outras ocorrências.

CB27 e PMR446 são de extrema utilidade nestas e muitas outras situações de emergência e, a informação trocada por estas vias embora passe despercebida à maioria dos cidadãos dos grandes centros urbanos e aos decisores da administração central do Estado continua a contribuir para que vidas de pessoas, animais e bens sejam poupados.

Acredito veemente que quanto mais rádios CB e PMR446 se distribuírem por comuns cidadãos, pesem embora alguns constrangimentos disso resultantes, mais serão as vidas e bens salvos. Por este motivo dediquei mais de 40 anos da minha vida às radiocomunicações cidadãs, tendo muito cedo compreendido as suas vantagens quando ainda morava em tercena e nas traseiras da casa onde morava entre aquele que é hoje conhecido como IC 19 (morava do lado oposto ao depósito da água de tercena) e a linha férrea de Sintra, um incêndio que terá começado na barreira da linha férrea ameaçava a nossa casa e, o CB possibilitou-me o contacto com os Bombeiros de Queluz. Mais tarde acabei por estabelecer comunicações de teste com as outras corporações de Bombeiros que atuavam na zona, Barcarena e Agualva-Cacém, nessas chamadas de teste respondiam sempre, naquele tempo a maioria das corporações de bombeiros tinham CB, na atualidade a maioria não tem, embora o número de utilizadores CB ativos seja crescente. Mas não é por isso que é menos importante ter CB e PMR446 do que naquela época, pois mesmo sem ser possível contactar diretamente os Bombeiros, consegue-se por vezes que a pessoa contactada contate por outra via ou mesmo se desloque á porta do quartel ou mesmo de uma esquadra ou posto policial e presta a informação recebida no apelo.
Em frente a onde morava e os meus pais tinham o restaurante rústico e os seus negócios de venda de palha, frutas (melão e melancia), pinheiros de natal, terra para plantas, os acidentes eram infelizmente muito frequentes e, no tempo em que o telefone fixo na zona ainda passava pela operadora de central PBX de Tercena dos TLP (Telefones de Lisboa e Porto) a quem tinha de se pedir para ligar para o número pretendido, o CB chegava primeiro, no tempo em que os número de telefone da área ainda tinham apenas 5 dígitos.

Como diziam os colegas de saudosas Associações de Clubes de CB de outrora, “a CB é de utilidade pública” e, podemos aqui acrescentar o PMR446 que em 2017 muito contribuiu para que a catástrofe não fosse ainda maior, que o digam os vigias florestais, tão pouco falados e cujo trabalho tão importante é.

Também devido a estas vivências, nas Associações por onde passei sempre trouxe comigo este desígnio das radiocomunicações cidadãs e, na APROSOC não foi exceção, motivo pelo qual mais de 90% dos nossos Associados têm rádio CB, uns que já tinham, mas a maioria que não tinham e passaram a ter, prosseguindo assim este desígnio que nunca dou por cumprido, porque a cada segundo que passa uns se findam e outros nascem, para a vida, e para as radiocomunicações cidadãs.

O interesse gerado tem sido tanto que, por vezes tenho de fazer reajustes para que as principais atividades da Associação não se centrem nas radiocomunicações, tendo por vezes a sensação que somos uma Associação de amigos das radiocomunicações, alguns dos quais predispostos a colaborar nas radiocomunicações nas situações de emergência, talvez esta mutação venha a ditar o futuro da Associação, já que faz falta e o interesse é inquestionavelmente mais que muito.

Obrigado a todas e todos que se tem deixado contagiar por esta minha paixão, que antes de minha já o era de muitos outros e, depois de mim de muitos outros será nesta passagem por aquilo a que chamamos de vida e que, para mim só faz sentido com causas, sendo esta uma das minhas causas, mas também de todos os que na APROSOC me acompanham neste desígnio.

João Paulo Saraiva
Estação Duke em CB e PMR446

 

CAOS | Comunicações Analógicas para Operações de Sobrevivencialismo

O país e o mundo estão inundados de especialistas de telecomunicações de emergência quotidiana e vendedores de sonhos a preços multimilionários que reiteradamente a história nos tem demonstrado que falham mais do que as espectativas.

Acreditamos em soluções analógicas sem infraestruturas, não dependentes de operadores privados, soluções locais de radiocomunicações a pensar na proteção de comunidades locais.

A legislação prevê regimes de exceção, mas as estruturas governamentais compreensivelmente não apontam caminhos, por outro lado de um modo geral os cidadãos com livre acesso às soluções usá-las iam em seu proveito mesmo fora das situações de exceção que legitimam esse uso, por esse motivo o CAOS é um grupo informal de pessoas, ao qual o acesso é feito pela consolidação de confiança e das demonstrações de valorização da ética e compreensão do enquadramento dos regimes de exceção.

Frequências de radiocomunicações de recurso em cenário de caos social, frequências pré-determinadas para comunicação de grupo, métodos e sistemas de segurança nas comunicações, procedimentos radiotelefónicos de elevada eficiência, bem como os equipamentos e acessórios mais adequados para cada situação são alguns dos temas debatidos pelos membros deste grupo informal que caso fosse aberto a quem pretende entrar sem o perfil adequado, seria uma fonte de acréscimo de problemas em cenários de caos social.

Para as estruturas governamentais estes assuntos são segredo de Estado, para as comunidades este assunto é um trunfo comunitário porque, “Até onde o sistema funciona há proteção civil, a partir daí somente o sobrevivencialismo possibilita a autoproteção do cidadão.”

Até então o grupo de pessoas interessadas e dedicadas a este assunto não tem sequer um canal comum, funcionando com base no encaminhamento de mensagens “privadas” em redes sociais, podendo, contudo, eventualmente a seu tempo vir a ser reunido num grupo comum, embora se identifiquem sérios constrangimentos ao tratamento destes assuntos em grupos, pois a qualquer momento todos os membros podem ser expostos e o seu saber acumulado e segurança pode ser colocada em causa.

TESTEMUNHO: Compatibilidade Eletromagnética (EMC)

“Estes transformadores foram removidos da minha instalação elétrica, 6 no total.
Claramente não respeitam as normas de compatibilidade eletromagnética, já o tinha descoberto há muitos anos.

Os restantes vizinhos não os devem ter substituído ou removido, a não ser por avaria.

Enquanto radioamador, e como tal, cliente da ANACOM, reclamei junto da mesma por este e outros motivos, por diversas ocasiões, e nada foi feito.

Temos por esse país fora milhares de instalações elétricas com equipamentos destes ou idênticos a estes, não conforme as normas de EMC.

Não deveria ser a ANACOM a chegar à conclusão que os equipamentos não respeitam as normas de EMC?

Não deveria ser a ANACOM a fazer cessar as interferências prejudiciais (EMI) provocadas por estes equipamentos, retirando-os de serviço?

Não deveria ser a ANACOM, juntamente com as demais autoridades, a proibir a importação, distribuição, comercialização e utilização de equipamentos não conforme as normas e diretivas EMC?

Pois..”

Sérgio Matias
Vogal da Direção
CT1HMN

DESASTRE: Fuga

Em caso de desastre ou caos social, pode ter de abandonar a sua casa e procurar um lugar seguro e, as principais vias rodoviárias podem estar impraticáveis, por exemplo: por longas filas de trânsito, incêndios, aluimentos, etc.

Procure saber se existem e conhecer todos os possíveis caminhos alternativos de fuga transitáveis para o seu veículo e, planeie com a sua família as rotas de fuga.

Autoproteção 2.0, o “sobrevivencialismo”

É sabido que nenhum sistema de proteção civil tem capacidades ilimitadas e, que nenhum sistema governamental garante a total segurança dos cidadãos face a fenómenos extremos de exceção que ultrapassem a capacidade de resposta atempada dos serviços de emergência. Dizer aos cidadãos que podem depositar toda a sua confiança nos serviços governamentais no que à proteção civil é atinente, em especial face a fenómenos catastróficos cuja dimensão o país e o mundo ainda não conhecem, tais como por exemplo a colisão de objeto sideral com o planeta terra, é no mínimo desonesto.

Já no que concerne à resposta a fenómenos extremos adversos conhecidos são muitos os casos conhecidos de incapacidade de resposta atempada por parte dos serviços de emergência e proteção civil, facilmente se compreendendo que os cidadãos de Portugal e do mundo necessitam passar a uma fase 2.0 da preparação para fenómenos catastróficos geradores de caos social, extinção em massa, ou outros.

Até então, nenhuma organização nacional ousou fazer uma associação sequencial do sobrevivencialismo à proteção civil, de modo conducente à preparação dos cidadãos para a autoproteção quando vai poder contar com os serviços de emergência e proteção civil, mas também para quando a capacidade de resposta desses serviços colapsa, o que como sabemos já acontece frequentemente.

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, comprometida com a sensibilização dos cidadãos para a sua autoproteção, assume assim mais uma ação inovadora e geradora de sensibilização que vai muito para além do “em caso de emergência ligue 112” porque, sabemos que face ao caos social não existirão recursos de emergência para responder a todas as situações, provavelmente o 112 não funcionará, provavelmente de bombeiro, socorrista, médico, polícia e resgatador, todos os cidadãos terão de ter um pouco, importando por isso conferir a todos as “skills” indispensáveis à sua sobrevivência, tornando-os mais resistentes e resilientes, mas também menos dependentes de serviços que face a tais cenários nada garantem.

 

O que faz a APROSOC nos incêndios rurais em que intervém?

A capacidades desta pequena modesta Associação são como de qualquer outra organização finitas, contudo, a vontade de fazer parte da solução é maior do que a capacidade que gostaríamos de ter.

Ao longo dos anos em que intervimos nos incêndios rurais, a nossa ação passou por:

  • Apoio direto às populações, por exemplo ajudando as pessoas a apagar pequenos focos de incêndio junto das suas habitações e outras estruturas rurais;
  • Apoio à evacuação de pessoas em perigo, nomeadamente pessoas com mobilidade reduzida;
  • Apoio ao fornecimento e distribuição de alimentos às forças no terreno e outras pessoas a necessitar de acesso a esses e outros bens essenciais;
  • Apoio às radiocomunicações de emergência, fazendo a ponte entre os cidadãos e os serviços de emergência em locais em que não existem telecomunicações de acesso público, ou mesmo na ligação dos cidadãos afetados com outros seus familiares, nomeadamente para transmissão de informações  no sentido da tranquilização ou possibilitar a entreajuda;
  • Difusão de informações úteis à autoproteção das populações em risco;
  • Apoio à organização das populações para a proteção das pessoas, animais e bens;
  • Apoio aos agentes de proteção civil, por exemplo na movimentação de equipamentos de combate a incêndios;

Estas são algumas das ações desenvolvidas e, acabamos de celebrar uma parceria com entidade que pretende anonimato, que nos confere um aumento da capacidade de resposta já em 2022 que, desejamos não venha a ser necessária.

Somos gratos por toda a ajuda dos nossos mecenas, apoiantes, associados e voluntários.

Frequência rádio APROSOC para sobrevivencialismo

A APROSOC dispõe uma frequência rádio nacional com código de proteção dedicada ao sobrevivencialismo, devidamente licenciada pela ANACOM e que possibilita ao sobrevivencialista membro da APROSOC o contacto com familiares fora das frequências mais comummente usadas (CB e PMR446), que possibilita ainda o teste de rádios portáteis de 5W dedicados somente a situações de desastre.

É contudo sabido que no âmbito do sobrevivencialismo a confidencialidade é importante, sendo por isso recomendável o uso da menor potência possível para evitar chegar mais longe do que o estritamente necessário, bem como existe a possibilidade de recurso a equipamentos com secrafonia para dificultar a intercetação da comunicação por outros utilizadores de meios de radiocomunicações.