Arquivo em Maio 31, 2022

Os “macanudos” originais

O que distingue os macanudos (leia-se cebeístas) usufrutuários da banda do cidadão  (CB – citizens band) de outros, não é seguramente o uso de rádios de amador na banda do cidadão, nem tão pouco o uso de amplificadores de potência, mas sim o uso de genuínos rádios CB (citizens band).

Há uma nova espécie de ocupantes ilegítimos da banda do cidadão, os que o fazem com rádios de amador, com potências que só o radioamador poderia legalmente utilizar e que parasitam a banda do cidadão gerando constrangimentos aos legítimos e originais macanudos.

Ainda assim, existem ainda muitos “macanudos originais” que assim se mantém na essência da CB possibilita em termos de frequências e potências não prejudiciais à saúde dos próprios ou de terceiros.

Nos últimos anos têm-se provado que afinal com uma antena com zero decibéis de ganho, de que é exemplo por exemplo a antena colinear de 1/4 de onda  T2LT, é possível atingir alcances surpreendentes mesmo com os 4W em AM/FM, contudo, muitos procuram antenas capazes de multiplicar a potência aparente radiada ou mesmo amplificadores de potência, muitas vezes desprezando a qualidade dos componentes das baixadas coaxiais, optando pela solução menos eficiente e que garante o maior consumo de energia elétrica em detrimento das soluções licitas e mais amigas do ambiente.

Cada um decide se pretende ser um “macanudo original” ou um parasita da Banda do Cidadão que o acolheu e que acaba por ser prejudicada pelo acolhido. Não é o uso do termo “macanudo” que faz dele um cebeísta original, é o facto de ser um cebeísta original que faz dele um bom macanudo.

Recorde-se o que o dicionário PRIMBERAM nos diz sobre o termo “macanudo”:

macanudo

macanudo | adj.

ma·ca·nu·do

adjectivo

1. [Brasil]  Forte.

2. Respeitável.

3. Muito bom.

“macanudo”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/macanudo [consultado em 31-05-2022].
Podemos assim facilmente concluir que, no Brasil, a “terra sem lei” o termo é associado a “forte”, e que em muitos outros países que usam o termo tem um significado diferente, nomeadamente “respeitável” ou “muito bom”, contudo, como podem ser respeitáveis ou aceites como muito bons aqueles que recorrem à ilegalidade para sobrepor as suas transmissões às de outros ou mesmo prejudicar a saúde dos próprios ou terceiros com as suas potentes radiações invisíveis mas nocivas à saúde?

Convoy Madness! 12 Classic CB-Radio Ads | The Daily Drive | Consumer Guide®  The Daily Drive | Consumer Guide®

Brinde de Adesão

Pontualmente a APROSOC oferece a alguns dos seus novos Associados e não só, equipamentos de radiocomunicações, com o objetivo de promover o desenvolvimento das radiocomunicações cidadãs. A analise de cada caso é efetuada pelo Presidente da Direção e tem por base o interesse e potencial para contribuírem para o aumento de atividade nas radiocomunicações cidadãs, potenciadora de novas adesões a esta forma de comunicar via rádio essencialmente em proximidade.

Desde 2015, são já mais de uma centena os rádios oferecidos pela APROSOC como brinde de adesão, incentivo ou preparação para emergência e, pretendemos manter esta prática que acreditamos ser conducente à melhor autoproteção.

Hoje mesmo mais um feliz contemplado recebe o seu primeiro rádio PMR446 quem será?

APROSOC entrega mais 6 rádios PMR446 a pessoas desprotegidas

Quando da intervenção da APROSOC nos incêndios em 2017 na região Centro e, sequente estudo realizado em diversas aldeias afetadas ou em risco de o serem, foram identificados alguns casos de vulnerabilidade a prazo e, porque não esquecemos as pessoas com quem nos cruzamos, em 2022 veio a confirmar-se numa dessas aldeias o que temíamos, somente 5 habitantes já idosos e debilitados, numa aldeia em que a rede de telemóvel não entra em suas casas e em que, em caso de aflição os seus habitantes não têm como pedir sequer ajuda a um vizinho. Por questões de segurança face à vaga de assaltos a pessoas vulneráveis não vamos aqui identificar a aldeia, contudo, temos orgulho em anunciar que, entregaremos esta semana mais 6 rádios PMR446, 5 que serão distribuídos pelos moradores isolados e, um 6º que será entregue a uma Associação recreativa e social de uma aldeia próxima e em local mais elevado que garante a comunicação, para manter o contacto regular com os moradores e em caso de necessidade pedir ajuda via 112, já que dispõe de rede de telemóvel e telefone fixo em várias habitações e numa mercearia.

Antes desta decisão foi efetuado um teste de adaptação após formação e, apesar de algumas dificuldades todas as pessoas passaram a conseguir operar um walkie-talkie, tendo mesmo enumerado diversas vantagens em relação ao telemóvel, a começar pelo facto de não terem de pagar recarregamentos a subtrair às suas parcas pensões de reforma, mas também que é uma forma de combater o isolamento social em especial em dias em que quer seja devido à chuva, ao sol muito forte ou poeiras em suspensão não seja recomendável sair à rua. Num dos casos concluiu-se que o utilizador só conseguia usar o rádio com um microfone de mão, dada a força que tinha de fazer no PTT (push-to-talk) do rádio e a dificuldade de o ver, tendo-se concluído que com o microfone de mão a operação decorria na perfeição.

Importa referir que foi testada a comunicação no interior de todas as habitações e que dada a proximidade todos se conseguem contactar a partir de dentro de casa, com exceção de um dos moradores que somente consegue contactar com outros três.

Por motivos práticos, os rádios fornecidos são leves, vão ter uma fita para usar ao pescoço e terão somente uma frequência programada para evitar a mudança acidental de canal.
Também o carregamento de bateria foi alvo de preocupação, tendo-se optado por entregar também carregadores de secretária de encaixe prático.

Esta oferta só é possível graças a um empresário mecenas que pretende manter o anonimato e que se disponibilizou de imediato a custear estes equipamentos bem como a sua manutenção futura e, a quem agradecemos ter-nos possibilitado cumprir mais esta missão em prol da segurança dos mais desprotegidos. O nosso incomensurável agradecimento.

ENCONTRO SEMANAL

Desde 2017 que na Área Metropolitana de Lisboa reunimos via rádio tendencialmente ao domingo de manhã, geralmente chamamos na banda do cidadão (CB – citizens band) em canal 12 AM/FM, em PMR446 (personal mobile radio 446 MHz) e LPD433 (low power device) estamos atualmente em canal 12.
Para os colegas radioamadores estamos tendencialmente em 145.3875MHz em NFM (narrow mode).

O encontro domingueiro ocorre sensivelmente entre as 10 e as 12 horas (+-30minutos) e durante a semana estamos geralmente ativos em função da coincidência de disponibilidades dos nossos membros.

Esta atividade funciona como um “clube” (Clube OÁSIS) de amigos locais que se comunicam via rádio e assim cultivam a amizade e as boas práticas em radiocomunicações partilhando bons momentos de companheirismo e ou mesmo de partilha de saberes, sendo aberta a todos os que se revejam nesta filosofia.

AM/FM na citizens band (CB)

Constata-se que o FM a 1,2KHz de modulação é insuficiente para melhorar a compreensibilidade em comunicações onde o AM já  a inviabiliza e que, para que tal aconteça o ideal é que o desvio seja de cerca de 2KHz, não devendo exceder os 2,5KHz  de pico para não interferir nos canais adjacentes, até porque a partir dos 3KHz os equipamentos mais modernos cortam a recepção. Conclui-se que para comunicações com sinais fortes o AM é o modo de operação mais confortável e menos agressivo ao ouvido e que, o modo de FM com desvio por volta dos 2KHz é o que mais facilita a compreensibilidade da mensagem onde o AM já não o possibilita.
Por outro lado, o ajuste de rádios de FM com desvio de modulação próximos dos 3KHz, em caso de uso de microfone com pré-amplificador facilmente excede os 3KHz tornando-se um constrangimento à comunicação com equipamentos mais modernos pelos motivos acima mencionados.

Quando a APROSOC ainda se denominava SUSF (2008), iniciou em Portugal a maior campanha de incentivo à utilização do FM, que nem mesmo o facto de em determinado período ter sido o único modo permitido em vários países da Europa incluindo Portugal, havia convencido os utilizadores da CB a usar, sendo mais os prevaricadores na época a usar o AM e SSB do que os utilizadores do FM. Desde 2017 com a intensificação das campanhas da APROSOC, o FM veio a ganhar cada vez mais adeptos, até por possibilitar atenuar ruídos modulados em amplitude, considerando-se um sucesso com o qual a APROSOC se congratula.

Contudo, o número de utilizadores de rádios CB somente com AM ainda é muito expressivo e, por outro lado é um modo de operação muito agradável e até nostálgico.

Por este motivo a APROSOC mantém-se ativa em AM e FM e, como já aqui reiterámos em diversos artigos, mantemos a determinação de continuar estes modos pelo facto de inequivocamente serem os mais inclusivos.

Existem muitos equipamentos trazidos de outros países da Europa somente com AM, outros somente com FM, outros ainda com apenas 1W (Watt) em AM e 4W em FM, outros com apenas alguns canais em AM e 40 canais em FM, outros ainda clássicos com apenas 1, 3, 6, 12 ou 23 canais, procurando a APROSOC ser agregadora de todos estes utilizadores nas suas áreas geográficas de influência, o que temos vindo a conseguir com a nossa presença assídua e comprometida com estes modos de operação.

Glossário:

  • CB citizens band (banda do cidadão)
  • AM – modulação de amplitude
  • FM – modulação de frequência
  • SUSF – Socorristas Unidos Sem Fronteiras

RADIOCOMUNICAÇÕES FAMILIARES DE EMERGÊNCIA

Garanta que todos os membros da família (mais próximos) tem permanentemente consigo walkie-talkies PMR446 (personal mobile radio) ou rádios CB (citizens band) compatíveis, com pilhas ou baterias de reserva e, que todos os membros estão treinados para comunicar em caso de emergência no canal pré estabelecido para o efeito.

Tenha presente que quanto mais alto estiver maior a probabilidade de conseguir contactar com familiares com meios de radiocomunicação cidadã em locais mais baixos mas, se eles estiverem dentro de edifícios ou sob escombros a probabilidade de contacto aumenta com a proximidade.

Consulte a sua Associação de Proteção Civil especializada em radiocomunicações de emergência, para o/a aconselhar sobre as soluções mais adequadas ao seu caso e o/a orientar sobre o treino e plano de comunicações familiares.

Na APROSOC testamos exaustivamente meios de radiocomunicação cidadã para que você não tenha de se preocupar com isso e possa beneficiar de todo o nosso conhecimento acumulado, evitando perdas de tempo ou custos adicionais desnecessários.

Artigo de opinião: DIZER A MARCA E MODELO DO RÁDIO PODE SER DESFAÇATEZ

É sabido que muitos utilizadores das bandas PMR446 (personal mobile radio) e CB (citizens band) o fazem com recurso a rádios de amador o que só por si é um ilícito contraordenacional, contudo, se não anunciarem com que rádio estão a operar embora tal possa ser muito funesto a quem usa rádios legais, o seu interlocutor embora possa suspeitar por exemplo pela largura da emissão, tratar-se de um rádio ilegal, não fica comprometido pelo ato ilícito. No entanto os detentores de rádios de amador a operar em CB e/ou PMR446 gostam de se gabar da ilegalidade cometida, de dar um ar de potentes através da potência do seu rádio e frequentemente dizem a marca e modelo do rádio em uso tornando assim os seus interlocutores coniventes com a ilegalidade e deixando-os por vezes num dilema, o de terminar de imediato o QSO (conversação via rádio), fazendo provavelmente mais um “inimigo”, ou informar que o rádio não é legal, fazendo provavelmente mais um “inimigo”.

É certo e sabido que a maioria lida com este assunto de ânimo leve, já que a ética se tornou para a maioria uma questão de semântica, contudo, para os que pautam pela ética e legalidade, tal constitui um constrangimento ao desenvolvimento de amizades e mesmo de radiocomunicação.

É também certo que um rádio CB  antigo que até tenha sido outrora homologado e que não cumpre as atuais multinormas europeias pode em bom rigor face à falta de rigor da atual legislação nacional continuar a ser utilizado sendo por isso tolerado pelas autoridades, ou mesmo um rádio que tenha tido certificação num país da união europeia por norma que imponha características às nacionais (por exemplo o caso dos Super Star 3900 aprovados em Espanha com apenas 40 canais, 4W AM/FM 12W SSB e sem desvio de frequência em emissão no clarifier), contudo, tratando-se de um equipamento abrangido por situação de exceção e não pela regra geral, ficaria bem ao operador referir que está com o equipamento da marca tal mas que está com as potências legais.

Por exemplo, eu uso pontualmente alguns equipamentos CB clássicos de coleção, cujas características técnicas enquanto técnico tenho o dever de garantir que não excedem os limites legalmente permitidos, seja em potência, seja em radiações não essenciais, seja em largura de banda na emissão, seja de frequências.

Um equipamento que possibilita variar a frequência ou comutar para frequências que não as dos quarenta canais legalmente consignados à CB em Portugal, mais cedo ou mais tarde ainda que acidentalmente vai transmitir em frequências que não as legalmente permitidas, podendo até interferir em equipamentos telecomandados em canais intermédios aos da CB.

Um equipamento de radioamador a operar em CB em FM no modo de espaçamento de 25KHz (wide) independentemente do step de frequência selecionado, vai emitir com um desvio de modulação de frequência de 5KHz, acontece que os modernos equipamentos CB em FM cortam o que excede o desvio de 3KHz, ou seja, por mais potência que tenha no equipamento de amador, a modulação será recortada pelo recetor por exceder os seus limites e, o mesmo se passa noutros modos de emissão gerando não necessariamente cortes mas sim distorção da qualidade de áudio. Pode por isso considerar-se que um não radioamador não está tecnicamente habilitado para usar um equipamento de amador embora o opere, mas pode ainda constatar-se que inúmeros radioamadores também não estão tecnicamente habilitados a operar muitos dos equipamentos que operam. Pode por isto dizer-se que um operador CB não tem de se preocupar com estes aspetos técnicos, basta para isso que use um equipamento de CB com declaração de conformidade para operar em CB, pois sempre que usa outros equipamentos aumenta a probabilidade de cometer erros de operação ou mesmo interferências em frequências que não lhe são destinadas.
Agradeço a todos os leitores a atenção dispensada e, desejo que tenham um dia muito feliz e cheio de bons QSO´s com ética e legalidade.

João Paulo Saraiva
Estação FÉNIX 01 | CT1EBZ

Artigo de opinião: Os “impropéristas” da Banda do Cidadão são os responsáveis por não haver mais adesão

Aqueles que se acham no direito de proferir impropérios atrás de um microfone a operar um rádio CB (citizens band), são na realidade os responsáveis pelo facto de muitos desistirem da Banda do Cidadão.

Não se trata de as pessoas de bem não conhecerem os impropérios e vernáculos, mas sim do facto de quem tem algum nível de educação não proferir tais palavras.

Proferir impropérios ou vernáculos na Banda do Cidadão, é o equivalente a proferi-los gritando numa multidão, certamente a maioria ficaria perplexa a achar que o autor de tal episódio estaria ali a exteriorizar uma frustração, sendo tal ato provavelmente conotado a um aparente estado ébrio, que o toldado discernimento não possibilita identificar, mas que não passaria despercebido a quem observa.

Por outro lado, há os que usam os impropérios para se apropriarem dos canais pela “força” das palavras desagradáveis e terem assim o seu monopólio, geralmente fazem-no associado ao uso de potência excessiva.

Seja para se libertarem de alguma frustração reprimida ou para ter o monopólio de canais, estes seres que proferem impropérios são corresponsáveis por exemplo pelo facto de os serviços de emergência e proteção civil rejeitarem fazer escuta na Banda do Cidadão, seja pelos impropérios, seja por infantilidades que se revelam geralmente com sons impróprios da civilidade e do estado da arte da rádio operação.

Tais práticas fazem com que muitos cidadãos que tiveram contacto no passado com a CB, torcem o nariz, sendo que muitos dos que são convidados a regressar respondem que “já passaram essa fase”, associando a CB a uma fase inconsciente e/ou irresponsável da vida.

Não é necessário o uso de impropérios para comunicar via rádio e, tais práticas atraem os que se enquadram na mesma classe de nível de urbanidade, tais práticas afastam mais pessoas do que aquelas que atraem, já que a maioria dos usufrutuários da CB procuram diálogos respeitosos baseados em interesses por temas em comum e, quem recorre a impropérios tem geralmente um diálogo prolongado, mas sem qualquer substrato.

O vocabulário de cada um resulta das suas vivências experienciadas e ninguém deve ser criticado por não ter um vocabulário mais rico, sendo, contudo, totalmente reprovável quem substitui palavras agregadoras por palavras desagradáveis ao ouvido e à mente, qua mais não revelam que o baixo nível de educação e estados de frustração e complexos de inferioridade.

Não se tratam de canais, as frequências são inofensivas, são as pessoas que usam os canais que lhes dão a fama que este ou aquele canal tem, podendo ser uma boa ou uma má fama. Há muito boa gente nesses canais que apesar de tudo não se deixa influenciar pelo efeito de contágio das práticas mais reprováveis, sejam elas ébrias ou infantis.  A CB é uma avenida com 40 saídas, umas são travessas e outras becos sem saída, alguns mal frequentados e cujo odor não é agradável.

Há muito quem confunda o espaço radioelétrico público com o espaço de manobra de um telefonema privado e, entenda impor ao público em geral um espetáculo degradante, da sua falta de educação resultante.

Creio que este artigo de opinião pode ser “consciencializador” e, contribuir para algumas mutações comportamentais conducentes a uma banda do cidadão mais digna, inclusiva e agregadora. Fazer da Banda do Cidadão mais agradável e agregador depende de todos e é possível.

João Paulo Saraiva
utilizador da banda do cidadão

Grupo AM Rádio CB na Área Metropolitana de Lisboa

O grupo de adeptos do AM (modulação de amplitude) na banda do cidadão (CB – citizens band) está a crescer de dia para dia e todos os dias surgem novas estações a pôr à prova a veracidade das notícias veiculadas nas redes sociais sobre o regresso da CB em AM, destronando assim a convicção de que somente quem têm equipamentos com bandas laterais consegue conversar com outros interlocutores.

As “rodinhas” (conversas em grupo de utilizadores dos rádios CB) estão de novo ativas em AM na zona e a tendência é para que cresçam entre os adeptos do diálogo amigável, isento de impropérios e com elevado nível de educação e cordialidade, para além do substrato técnico que frequentemente norteia estes QSOs (conversações via rádio).

Continuamos fiéis às boas práticas, mantemo-nos em canal de chamada (11) até alguém chamar ou a nossa chamada ser correspondida e passamos a um canal livre e, “como as conversas são como as cerejas”, limitamos o nosso tempo máximo de emissão contínua a 3 minutos para dar oportunidade a outros colegas de usar o canal em uso e evitar o sobreaquecimento dos equipamentos rádio, bem como tendencialmente damos um espaço não inferior a 3 segundos entre transmissões para dar oportunidade a outros interlocutores de pedir para entrar na conversa ou até transmitir um pedido de ajuda.  Quando passamos a palavra a outro interlocutor identificamo-lo com o seu nome de estação e usamos a expressão de serviço “ESCUTO” e, quando nada mais temos a transmitir todos os interlocutores usam a expressão de serviço “TERMINADO” para anunciar a todas as estações à escuta que o canal ficou disponível. Neste grupo coibimo-nos do uso de câmaras de eco ou outros dispositivos que adulterem as características de voz.

Todos quanto se revejam nestes princípios são bem vindos aos nossos QSOs e ainda que não estejam habituados a comunicar via rádio nós cá estamos para ajudar.

Obrigado por seguir a APROSOC

REDE FÉNIX amizade e utilidade via rádio

Os clássicos na Banda do Cidadão

No conjunto dos projetos Associativos que culminaram no que é na atualidade a APROSOC, sempre defendemos a Banda do Cidadão (CB citizens band) inclusiva como na sua génese e, os modos de operação mais clássicos  e inclusivos (AM e FM) sempre foram alvo da nossa maior atenção pelo facto de existirem muitos grupos que praticamente só operam e promovem as bandas laterais ( LSB – lower side band / USB – uper side band), neste contexto, e porque o FM tem características com as suas vantagens, durante mais de 20 anos centrámos a nossa operação em FM e criámos mesmo programas de promoção conducente à maior atividade em FM, programas esses bem sucedidos e que prosseguem a sua atividade a bom ritmo. Contudo, são cada vez mais aqueles que regressam ao CB com os seus equipamentos clássicos, muitos dos quais somente com AM e, muitos destes sentem a frustração de não conseguir comunicar com ninguém por não terem bandas laterais. É ciente desta realidade e apostados na concretização da inclusão que caracteriza a APROSOC que, centramos a nossa atividade tendencialmente em AM (o modo mais clássico e original da banda do cidadão), deixando aos demais grupos e Associações a missão para a qual estão mais vocacionados em torno dos demais modos de operação, sem prejuízo de operarmos também em FM sempre que necessário.

Esta ação da APROSOC tem particular incidência na Área Metropolitana de Lisboa (AML), mantendo os hábitos originais da CB em Portugal de escuta tendencial em canal de chamada 11 (27.085MHz) e passagem a outro canal disponível, atualmente tendencialmente o canal 10.

Não só pelo facto de a partir do canal 23 serem mais frequentes as comunicações em bandas laterais, que não desejamos importunar, bem como pelo facto de outrora a maioria dos rádios móveis terem no máximo 23 canais, tendencialmente não passamos do canal 23 e, não esquecendo que também outrora o canal 14 era o único que muitos rádios portáteis (walkie talkies) tinham, vamos frequentemente ao canal 14 fazer chamada e por vezes comunicar com walkie talkies portáteis clássicos.

Convém não esquecer que a potência máxima atualmente permitida em CB é de 4 Watts à saída do emissor e que, muitos dos rádios clássicos dispunham de 5 Watts, contudo os Associados da APROSOC sabem que podem contar com os serviços da Associação para aferir os seus equipamentos dentro dos limites aceites pelas autoridades e de modo a não perturbar as comunicações de terceiros.

Se tens um rádio somente de AM, ou FM e estás na AML, estás convidado a juntar-te a nós via rádio e desfrutar de aprazíveis momentos de comunicação via rádio.

Juntos somos mais companhia

REDE FÉNIX amizade e utilidade via rádio