Arquivo mensal: Junho 2024

CB (citizens band)

Verifique regularmente se o seu rádio está com os níveis de VOLUME, SQUELCH e GANHO de RF adequados a não perder nenhuma comunicação local.

Verifique igualmente se o GANHO DE MICROFONE  está adequado à sua voz e distância a que opera do microfone.

Teste regularmente os seus equipamentos para garantir a sua operacionalidade em caso de emergência.

CARTÃO DE IDENTIDADE ASSOCIATIVO

Os Associados da APROSOC | Associação de Proteção Civil, ou os não Associados membros do departamento de radiocomunicações, podem a seu pedido requerer a emissão do Cartão de Identidade Associativo, mediante o pagamento de um emolumento de 10.00€, desde que façam prova de difundir os cartazes de recomendações de autoproteção da APROSOC nas suas redes sociais.

Mantém-se válidos os cartões de modelo anterior dentro do prazo de validade nele inscrito.

Quem não faça prova de difundir os cartazes de autoproteção da APROSOC nas suas redes sociais ou deixe de o fazer regularmente, perde o direito à renovação do cartão.

Sem prejuízo da validade dos cartões já emitidos, a partir de 1 de julho de 2024, os cartões a emitir terão a validade máxima de um ano civil, exceto para os membros dos órgãos estatutários cuja validade corresponderá ao seu mandato.

Interferências como constrangimentos da radiocomunicação

O nosso Associado 86 é por força das circunstâncias um dos experts em interferências radioelétricas e, é inspirado nele e na troca de opiniões que tivemos ao longo dos tempos que decidi escrever este pequeno artigo de opinião.

Tenho ao longo dos anos desenvolvido e reinventado formas conducentes à preparação possível das comunidades locais, também nas radiocomunicações, no sentido da redundância local às radiocomunicações, contudo, há um fenómeno funesto que quase sempre escapa ao entusiasmo dos treinos e exercícios, os fatores constrangedores das radiocomunicações, e interferências evidentes e não evidentes, seja pela intensidade de sinal, seja pela frequência do sinal interferente.

É sem dúvida um fator importante quando testamos pontos de cobertura rádio, ter presente que a qualquer momento onde a comunicação é limpa, pode surgir uma fonte de interferência local ou até distante, bem como também é possível que num local onde antes se detetará uma interferência constrangedora, a mesma tenha desaparecido, o que ocorre não só com interferências locais mas também de fontes distantes.

Recomendo por isso que sempre atentem ao fator interferência e, caso esteja presente, o estudem por forma a compreender a possibilidade de mitigação, prevenção ou contorno redundante.

Saudações fraternas

João Paulo Saraiva

COMUNIDADES PORTUGUESAS RÁDIO PREPARADAS (CPRP)

Sendo a APROSOC uma Associação de Proteção Civil, seria hipócrita apregoar o que não fomenta internamente, pelo que, importa esclarecer interna e publicamente que, no âmbito das radiocomunicações, é uma recomendação interna, que todos os Associados e/ou membros do Departamento de Radiocomunicações da APROSOC, estejam munidos de meios de radiocomunicações que possibilitem o contacto com os membros do seu agregado familiar e/ou comunidade local, e que para isso, tenham combinado o canal ou frequência de encontro em situações  SHTF (Shit Hits The Fan), bem como reconheçam os locais a partir dos quais conseguem comunicar,  através da participação regular no treino semanal do Plano 3-3-9. Tendo ainda o dever acrescido de, incentivar aos familiares e/ou amigos, à posse de meios de radiocomunicação, bem como definir um plano local de indicativos ou nomes de estação de radiocomunicações para a sua rede comunitária.

A APROSOC | Associação de Proteção Civil, pretende ainda distinguir os seus Associados que cumpram a recomendação acima proposta através de um repto que consiste em: cada Associado interessado, partilhe regularmente no WhatsApp ou Telegram dos “RADIOCOMUNICAÇÕES”, vídeos ou áudios que corroborem que o Associado faz com membros do agregado familiar ou, caso não tenha familiares a residir consigo, com amigos da comunidade local, treino de radiocomunicações com indicativo rádio de âmbito comunitário local.

Os Associados que aceitem o repto e corroborem a prática regular da recomendação, embora possam usar o prefixo “RAIO” sempre que assim o entendam, passam a integrar a rede que os distingue como preparados no âmbito das radiocomunicações, com o indicativo a decidir por cada comunidade rádio preparada e registado na tabela publicada no sítio Internet oficial desta Associação

Os membros desta comunidade rádio preparada que assim o desejem, reunirão aos domingos pelas 21H30 no  grupo Telegram RADIOCOMUNICAÇÕES.

Em cada comunidade rádio preparada, pelo menos um dos membros deve ser Associado da APROSOC | Associação de Proteção Civil.

Compete aos Associados e/ou membros do departamento de radiocomunicações da APROSOC, de cada comunidade rádio preparada, solicitar acesso à edição da lista para atualização de dados.

A organização destas comunidades rádio preparadas têm início em 17-06-2024, na sequência da reunião de 12-06-2024, sendo a data de início alusiva ao aniversário da data em que teve início a catástrofe dos incêndios de 2017 na região centro de Portugal.

LISTA DE COMUNIDADES RÁDIO PREPARADAS

Atenção! A edição da lista só pode ser efetuada por membros do departamento de radiocomunicações da APROSOC.

Unidades Locais de Proteção Civil no concelho de Oeiras

Foram aprovados recentemente os regulamentos, mas até que existam de facto Unidades Locais de Proteção Civil ainda falta nomeadamente:

  • Publicação do regulamento em Diário da República
  • Atribuição de espaço físico para funcionamento da ULPC
  • Recrutamento e formação de voluntários
  • Equipagem individual e coletiva dos recursos humanos
  • Criar a rede de comunicações alternativas dos voluntários em caso de falha das redes de telecomunicações de acesso público
  • Preparar e calendarizar ações de sensibilização e prevenção de riscos coletivos
  • Iniciar o levantamento de riscos, planeamento de prevenção, mitigação e intervenção local
  • Mobilização de toda a população de cada uma das freguesias para a mitigação ou prevenção de riscos, bem como para a primeira resposta de proximidade (boa vizinhança) na intervenção

Embora existam outras etapas, concluídas estas etapas iniciais pode considerar-se a existência de Unidades Locais de Proteção Civil, até lá apenas existem intenções.

O que podem os cidadãos fazer para instar o poder político à celeridade necessária?

Dirigirem-se à junta de freguesia e questionar como se podem inscrever como voluntários ou participar nas ações de cidadania ativa em proteção civil, bem como reiterar regularmente esse pedido de informações através de e-mail.
Pode ainda contactar o Serviço Municipal de Proteção Civil através do e-mail [email protected].
Um suma, instar, instar e instar até tudo estar a funcionar.

Fazer parte de uma bolsa de voluntários radioamadores em proteção civil não é apenas participar em exercícios programados

Cria-se nos radioamadores a convicção de que fazer parte de uma bolsa de voluntários em proteção civil no âmbito das radiocomunicações é participar em exercícios programados. Nada mais errado em nossa convicção e esta convicção aponta outros caminhos…

Só devem fazer parte de uma bolsa de radioamadores em proteção civil aqueles que:

  • Respondem tendencialmente às chamadas nos canais designados para emergências com elevada disponibilidade e prontidão a qualquer hora do dia ou da noite;
  • Estão disponíveis essencialmente para a sua comunidade local;
  • Têm disponibilidade e capacidade de face à previsão ou ocorrência de desastre estar em prontidão para responder às solicitações recebidas e fazer a ponte com outros cidadãos ou serviços que possam dar resposta;
  • Têm disponibilidade para integrar equipas multidisciplinares na projeção de força cidadã de resposta informal ou formal organizada;
  • Sejam exemplo de preparação pela capacidade, competências e disponibilidades.

Na maioria dos casos dos radioamadores que participam em exercícios programados, não têm a competência, disponibilidades e capacidades necessárias, sem prejuízo de alguns terem muita competência, outros terem muita capacidade, e outros muita disponibilidade, contudo, raramente a simbiótica convergência dos três fatores essenciais para integrar um banco de voluntários em proteção civil no âmbito das radiocomunicações ou de qualquer outra valência.

É ainda comum encontrar-se quem veja esta atividade como de resposta às solicitações das autoridades, nada mais errado. O mais importante nível de resposta é o local, a resposta à família, aos vizinhos, à sua comunidade, para isso é moralmente exigível ao radioamador que os prepare e equipe adequadamente de modo a que face a um cenário de exceção seja capaz de manter comunicação com  todos eles ainda que não existam redes de telecomunicações de acesso público operacionais, usando os meios de radiocomunicações sejam do serviço de amador ou outros, como forma alternativa de comunicação para localização de cada membro da família ou comunidade, seu estado e situação, bem como eventuais necessidades de resposta.

Os Preppers e Sobrevivencialistas em Portugal

O movimento Prepper em Portugal surge na primeira década deste milénio e, os sobrevivencialistas no final da primeira década, o que se acentua ainda mais em ambos os casos a partir de 2017 face à constatação de que os serviços de emergência e proteção civil do Estado são incapazes de assegurar a resposta atempada a emergências e que, a assimetria da qualidade desses serviços muitas vezes partidarizados é de tal modo grosseira e dantesca que compromete logo à partida tanto a qualidade quanto a capacidade da resposta. Pode assim dizer-se que, os pais dos Preppers e dos Sobrevivencialistas em Portugal são os decisores políticos e os quadros dos serviços de emergência e proteção civil, não porque tenham participado ativamente no surgimento, mas porque passivamente na sequência da sua inércia e inépcia tanto ao nível de freguesia, quanto ao nível municipal, bem como inevitavelmente ao nível regional e nacional isso originaram.

Os Preppers e os Sobrevivencialistas em Portugal são na atualidade alvo da atenção dos Serviços de Informação e Segurança do Estado, porque se preparam na saúde, na logística, nos recursos financeiros, mas especialmente porque se preparam na defesa e porque tendem a ser autónomos e autossuficientes, bem como tendencialmente não digitalmente rastreáveis nas suas atividades, algo invulgar numa sociedade dita moderna onde a digitalização dos serviços está em franco desenvolvimento.

No âmbito da defesa, sem prejuízo de soluções armadas, os Preppers e Sobrevivencialistas procuram essencialmente ter locais seguros, seja no meio de uma zona de pouco interesse, seja uma cave, seja uma sala de pânico, ou mesmo para os mais abastados num bunker que ou escapa aos olhos das autarquias no licenciamento, ou é muitas vezes licenciado como adega, arrumos, casa de apoio a atividade rural ou outro.

No âmbito da comunicação, as comunidades Preppers  e Sobrevivencialistas em Portugal são ainda na maioria dos casos muito dependentes de serviços públicos de telefone e internet e, os que recorrem a meios menos rastreáveis como walkie-talkies e estações de radiocomunicação, fazem-no na maioria dos casos de forma pouco inteligente, em frequências muitas vezes de risco, na maioria dos casos sem encriptação ou procedimentos de operação profícuos, sendo ainda que também na maioria dos casos recorrem a equipamentos de baixíssima qualidade que compromete a comunicação em cenários de grande saturação de radiofrequência ou elevado fluxo de tráfego de comunicações.

Na comunidade Prepper e Sobrevivencialista em Portugal existe um pouco de tudo, até ex. governantes que conhecem as improficiências do Estado e entenderam preparar-se.

Não existem dúvidas para os cidadãos mais informados e mais bem formados que, em cenários SHTF (shit hit the fan), os serviços do Estado são os primeiros a colapsar, o que gera um movimento alternativo de comunidades preparadas para entre os seus membros disponibilizarem uns aos outros as competências e capacidades que as disponibilidades lhes possibilitam. A máquina do Estado tornou-se, portanto para muitos algo pouco ou nada confiável, seja qual for o patamar politico-territorial e, a cada dia que passa mais preparadores e sobrevivencialistas surgem, por vezes já no nível de discrição Gray Man (homem cinza – invisível), a cada dia que passa a máquina do Estado, ainda que tente limitar o dinheiro físico e outras moedas de troca, tem menos controlo sobre os preparadores, sobrevivencialistas e homens cinza mais hábeis.

A inexistência de qualquer Associação de Preppers ou Sobrevivencialistas em Portugal, deve-se ao facto de esta ser uma atividade individualista ou, quando muito, de comunidades fechadas que nada reivindicam para não despertar quaisquer atenções sobre si e, porque tal implicaria forçosamente a identificação de alguns cidadãos como pertencentes a essa comunidade através quer da escritura pública do ato constitutivo, quer do Registo Central de Beneficiário Efetivo, formalidades contrárias a ambas as filosofias.

Apagão de Telecomunicações (para reflexão)

Communications blackout cuts off Gaza from world as Israel intensifies bombardment

Na sociedade global em que os conflitos assentes em convicções ideológicas são cada vez mais frequentes e, face ao atual nível de transição digital, os ataques às redes de telecomunicações e internet são cada vez mais um dos desafios mais apetecíveis dos países inimigos.

Ao nível dos serviços públicos, um ataque focado nas telecomunicações e transmissão de dados é suficiente para gerar o caos, fazendo com que os centros de coordenação não tenham como gerir os seus meios operacionais, e esses mesmos meios operacionais tenham de atuar autonomamente, não estando preparados para tal.

Ao nível familiar e social, um apagão de telecomunicações e dados, instalará o pânico gerado pela ansiedade de pais que não sabem dos seus filhos e se estão bem, sendo que o mesmo se passará entre outros graus de parentesco, amigos ou colegas de escola, trabalho, equipa.

A nova ordem mundial tornou os Estados, as famílias e as sociedades dependentes das telecomunicações e transmissão de dados, sendo o fluxo desse tráfego o sangue deste novo sistema em que a humanidade foi viciada, sem ele, o coração da humanidade, ou de pelo menos a parte que tem capacidade económica de adquirir e alimentar um smartphone, deixa de funcionar e, como num corpo de um ser humano, se a parte que depende diretamente da corrente sanguínea morre, a outra parte que depende indiretamente acaba também ela por morrer.

Um simples apagão total de telecomunicações e transmissão de dados, pode fazer colapsar o sistema financeiro e, ser capaz de gerar o caos que fará parecer a COVID19 algo inexpressivo quando comparado com esse risco.

A nova ordem mundial tende a fazer desaparecer o dinheiro físico e impor o dinheiro digital, acontece que, sem fluxo de dados os pagamentos não se processão e os saques, assaltos, furtos, roubos e violência instalam-se, sem que quase ninguém esteja preparado para vivenciar um cenário caótico e tumultuoso dessa dimensão.