Arquivo mensal: Janeiro 2024

Carta aberta ao partido PAN

Ex.mos Senhores

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, vem pelo presente lamentar a incomensurável ignorância do Partido Pessoas Animais e Natureza (PAN), sobre o uso da coleira de elos, também conhecida como coleira estranguladora. Em primeiro lugar esta coleira não se destina a estrangular, mas sim a comunicar com o canídeo através do som da fricção dos elos, contudo, se por qualquer motivo o canídeo se tornar agressivo possibilita aí sim através da aplicação de pressão, controlar o canídeo no seu ato errante. Tal como qualquer outra coleira ou peitoral, o uso incorreto pode gerar lesões. Na esmagadora maioria dos casos em que os canídeos não correspondem à obediência básica, constata-se que o problema não está no canídeo, mas sim no dono ou no “treinador”, pois qualquer canídeo atinge a obediência básica e comportamental com o treino adequado, mesmo os que sofrem de hiperatividade. Somente por desconhecimento de causa, se legisla tal proibição, já que, a solução em Portugal parece ser sempre optar pela solução mais simples, ou seja, é sempre mais simples proibir o objeto que regulamentar o correto uso, isto porque geralmente quem legisla também não conhece as técnicas de uso adequado, nem consulta os especialistas e associações suas representantes para o efeito.
O que não falta por aí são cães a puxar pelos donos e donos a arrastar os seus cães seja com coleira ou peitoral, situações essas sim preocupantes e notórias de incomensurável ignorância de pessoas que tratam os seus cães como objetos decorativos e que, pelo trato que lhes dão e obediência pretendida sem qualquer treino não mais merecem que um peluche telecomandado. A dignidade animal não está relacionada com o uso ou não uso de coleira de elos, por mais estudos que se façam, até porque, se se fizerem estudos sobre qualquer outro tipo de coleira em canídeos não treinados e que muitas vezes nem sequer têm o dono como referência, o resultado será o mesmo.

Raras são as pessoas preparadas para ter um cão como animal de companhia, raras são as que se vão dar ao trabalho de compreender o seu animal para interagir com ele.

Para se adotar uma criança é necessária avaliação psicossocial, mas para se adotar um cão é necessário apenas assinar um papel. Talvez valha a pena uma reflexão sobre o assunto.

João Paulo Saraiva
Presidente da Direção

COMUNIDADES RADIOCOMUNICÁVEIS

A sociedade portuguesa atravessa na atualidade mutações sem precedentes. A multiculturalidade atualmente existente no país traz-nos oportunidades de desenvolvimento, mas também com ela aspetos funestos, pois tudo tem os seus prós e contras e, o aumento da criminalidade é um desses aspetos funestos a qualquer sociedade democrática e pacífica.

Um pouco por quase toda a Europa, os Estados emitem guias de preparação para a segurança interna e, alguns, face às guerras em curso no planeta, emitem mesmo manuais de preparação dos cidadãos para a guerra.

Sendo a APROSOC – Associação de Proteção Civil, uma organização da paz, tudo o que pode fazer é a preparação dos cidadãos interessados, para o sobrevivencialismo em geral e, nesse âmbito está também a capacidade de comunicar de forma imediata e mesmo alternativa às telecomunicações de acesso público.

Face ao estado da segurança interna bem como do serviço nacional de saúde, bem como da exponencial vulnerabilidade dos sistemas de telecomunicações e mesmo de radiocomunicações do Estado para emergências, é cada vez mais importante a existência de comunidades de radiocomunicações comprometidas com a operacionalidade e prontidão imediata para a entreajuda de proximidade no limite das competências e capacidades instaladas. A violência urbana, as doenças súbitas em qualquer idade, mas mais acentuadas numa sociedade envelhecida, determinam no âmbito das comunidades de radiocomunicações necessidades imperiosas de resposta imediata, pois ainda que as redes de telecomunicações de acesso público funcionem, a capacidade de atendimento é já de si quotidianamente limitada por picos de ocorrências. Por exemplo, numa situação de assalto, agressão, emergência médica, salvamento, pode ser necessário contornar o sistema de telecomunicações de acesso público para que o socorro seja atempado. Uma rede de radiocomunicações comunitária com membros comprometidos com a resposta imediata, pode possibilitar a quem necessita de socorro efetuar o pedido a alguém que responda de imediato e, quem dessa rede esteja junto a uma esquadra ou posto policial, a uma corporação de resposta à emergência, acionar diretamente os meios de socorro, isto enquanto a chamada via telecomunicações de acesso público ainda aguarda para ser atendida por todos os operadores estarem ocupados no momento.

Este comprometimento não é o que geralmente se observa num hobbie, mas sim um comprometimento doutrinário sério e comprometido pelo facto de dele depender o salvamento de vidas e/ou bens. Esta é de facto a parte mais difícil, pois no hobbie esporádico é fácil envolver pontualmente algumas pessoas pelo quão aprazível isso lhes seja, contudo, num bem maior que implique responsabilidade a disponibilidade para o compromisso é algo extremamente raro e em muitos casos impossível na atualidade, contudo, é algo que se instalará automaticamente e de modo informal na sequência de uma catástrofe, pese embora o facto do grau de preparação nesse caso ser geralmente muito baixo.

Urge que se gerem projetos piloto conducentes a esta preparação especializada. Que se teste até à exaustão os modelos que melhor sirvam os interesses das comunidades no âmbito das radiocomunicações de emergência quotidianas porque, mesmo sem uma catástrofe, todos os dias alguém morre por ausência de uma resposta imediata e, se as radiocomunicações não servirem para colmatar estas falhas, os seus demais usos são supérfluos ou meramente lúdicos.

É precisamente neste sentido que, a APROSOC – Associação de Proteção Civil, comprometida com a necessidade de alcançar uma solução que melhor responda às necessidades, testa e desenvolve diferentes modelos até à exaustão.

 

Carta Aberta

Exmo Sr. Ministro da Administração Interna

A APROSOC Associação de Proteção Civil, responsabiliza a tutela da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana, pelo facto dos agentes e guardas para cumprirem a sua missão de manutenção da ordem e da legalidade, se verem forçados a adquirir equipamentos de radiocomunicação fora da rede SIRESP, muitas vezes equipamento ilegais por operarem em frequências sujeitas a licença da ANACOM sem que esse procedimento seja cumprido e, colocando-se eventualmente em risco pelo facto dessas comunicações serem escutadas por terceiros.

A falta de rádios SIRESP tanto para a operação de manobra quanto para a operação tática, aliada à ausência de manutenção dos existentes, são alguns dos constrangimentos que se somam a tantos outros que os operacionais destes órgãos de polícia criminal sofrem no cumprimento da sua missão, situação que deveria envergonhar V.exa. e toda a sua equipa, podendo dizer-se que tem forças de segurança presas por arames e fita cola. Em certas operações os agentes e guardas necessitam ter um rádio para a comunicação tática e, em simultâneo outro em modo direto para operação local de manobra, coisa que não têm e os força à situação supra mencionada.

As forças de segurança merecem mais respeito da tutela, de quem não se vislumbra respeito algum, como se o interesse fosse mesmo o de condicionar a ação profícua daquelas forças, sabe-se lá porquê! Isto enquanto se somam mordomias a quem governa.   

Com os melhores cumprimentos. Atentamente,

 

João Paulo Saraiva 

Presidente da Direção

Técnico de Proteção Civil