…tem de ter em conta por um lado o que consegue carregar e, por outro a sua condição física para o carregar e transportar.
O exemplo na imagem seria um exemplo com muitas limitações, já que mesmo para calçar as botas e apertar os atacadores ou mesmo fechar um fecho de correr o volume abdominal impossibilitaria tal tarefa.
Por outro lado, a carga exemplificada totaliza um volume e peso aparente inviável e que compromete só por si a área a percorrer.
Os diferentes conceitos de mochilas contemplam uma mochila de evasão para sair de casa (BOB – Bug Out Bag), uma mochila para o regresso a casa (GHB – Get Home Bag), uma ou mais mochilas (BOLT – Bag Out Long Time) / arrecadações / caixas em local seguro como reserva e, uma mochila ou mala no veículo para evasão (VBOB – Vehicle Bug Out Bag), uma bolsa ou pequena mochila de desenrasque quotidiano (EDC – Everyday Carry). Em alguns casos, importa que seja possível somar a carga do EDC em harmonia com a GHB ou BOB e o peso total e conforto do conjunto deve ser compatível com pelo menos uns dez quilómetros de caminhada (até ao local seguro de reserva). Algumas mochilas possibilitam acoplar rapidamente bolsas, ou mesmo a acoplar outra mochila, algumas marcas desenvolvem essas opções a pensar em equipas táticas, contudo, uma mochila tática pode ser motivo de atração de atenções indesejadas, a colocação de uma capa de proteção de chuva, numa cor neutra, pode afastar olhares indesejados sobre a sua mochila.
O preparador sobrevivencialista deve impor a si próprio uma disciplina diária de pelo menos 10.000 passos de caminhada contínua, com momentos de paragem para rotação de braços, cervical, anca, e extensão de pernas e braços, para manter condição física adequada ao aumento da probabilidade de sobrevivência.
As pessoas com algum tipo de limitação física, mas com alguma capacidade de locomoção, não devem deixar de se preparar, sendo que o ideal quer para estas quer para outras no geral é a preparação em comunidade, para possibilitar a entreajuda resultante das valências físicas e intelectuais de cada membro da comunidade e, sem descorar os animais de companhia, que podem vir a revelar-se uma importante ajuda, por exemplo, um cão treinado pode alertar o dono que alguém se aproxima e, esse aviso não tem necessariamente que ser ruidoso (ladrar).
O mundo dos preparadores e sobrevivencialistas é feito de diferentes correntes de opiniões, cabe a cada um ou a cada comunidade, encontrar as soluções mais seguras e que melhor se adequam ao seu caso ou à sua comunidade. É normal existirem diferentes opiniões, delas resulta a possibilidade de alargar a panóplia de opções a equacionar ou mesmo para compreender e distinguir o que é certo do que é errado face a cada cenário possível, já que o que se aplica em alguns cenários pode não se aplicar a outros, o que faz com que algumas soluções que possam numa primeira abordagem parecer completamente descabidas, ter afinal aplicabilidade noutras situações, por vezes extremas.

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