Arquivo mensal: Fevereiro 2025

O preparador sobrevivencialista…

…tem de ter em conta por um lado o que consegue carregar e, por outro a sua condição física para o carregar e transportar.

O exemplo na imagem seria um exemplo com muitas limitações, já que mesmo para calçar as botas e apertar os atacadores ou mesmo fechar um fecho de correr o volume abdominal impossibilitaria tal tarefa.

Por outro lado, a carga exemplificada totaliza um volume e peso aparente inviável e que compromete só por si a área a percorrer.

Os diferentes conceitos de mochilas contemplam uma mochila de evasão para sair de casa (BOB – Bug Out Bag), uma mochila para o regresso a casa (GHB – Get Home Bag), uma ou mais mochilas (BOLT – Bag Out Long Time) / arrecadações / caixas em local seguro como reserva e, uma mochila ou mala no veículo para evasão (VBOB – Vehicle Bug Out Bag), uma bolsa ou pequena mochila de desenrasque quotidiano (EDC – Everyday Carry). Em alguns casos, importa que seja possível somar a carga do EDC em harmonia com a GHB ou BOB e o peso total e conforto do conjunto deve ser compatível com pelo menos uns dez quilómetros de caminhada (até ao local seguro de reserva). Algumas mochilas possibilitam acoplar rapidamente bolsas, ou mesmo a acoplar outra mochila, algumas marcas desenvolvem essas opções a pensar em equipas táticas, contudo, uma mochila tática pode ser motivo de atração de atenções indesejadas, a colocação de uma capa de proteção de chuva, numa cor neutra, pode afastar olhares indesejados sobre a sua mochila.

O preparador sobrevivencialista deve impor a si próprio uma disciplina diária de pelo menos 10.000 passos de caminhada contínua, com momentos de paragem para rotação de braços, cervical, anca, e extensão de pernas e braços, para manter condição física adequada ao aumento da probabilidade de sobrevivência.

As pessoas com algum tipo de limitação física, mas com alguma capacidade de locomoção, não devem deixar de se preparar, sendo que o ideal quer para estas quer para outras no geral é a preparação em comunidade, para possibilitar a entreajuda resultante das valências físicas e intelectuais de cada membro da comunidade e, sem descorar os animais de companhia, que podem vir a revelar-se uma importante ajuda, por exemplo, um cão treinado pode alertar o dono que alguém se aproxima e, esse aviso não tem necessariamente que ser ruidoso (ladrar).

O mundo dos preparadores e sobrevivencialistas é feito de diferentes correntes de opiniões, cabe a cada um ou a cada comunidade, encontrar as soluções mais seguras e que melhor se adequam ao seu caso ou à sua comunidade. É normal existirem diferentes opiniões, delas resulta a possibilidade de alargar a panóplia de opções a equacionar ou mesmo para compreender e distinguir o que é certo do que é errado face a cada cenário possível, já que o que se aplica em alguns cenários pode não se aplicar a outros, o que faz com que algumas soluções que possam numa primeira abordagem parecer completamente descabidas, ter afinal aplicabilidade noutras situações, por vezes extremas.

CRIMINALIDADE ESTÁ A AUMENTAR EM PORTUGAL

Exmas(os) Senhoras(es)

Não existe (em nossa convicção) correspondência entre as estatísticas de criminalidade e a efetiva criminalidade, pelo simples facto de que ao longo de anos as polícias foram perdendo capacidade de resposta e o sistema judicial revela-se improficiente, gerando nas vítimas de crimes um sentimento de descrédito do qual resulta a ausência de apresentação de queixas sejam elas de furto, roubo, violência, ou outros crimes.

Acreditar nos relatórios de segurança das forças de segurança é algo equiparável a acreditar que, há no céu um ser invisível que está em todo o lado e vê tudo, e tem dez regras para os comuns mortais que se as violarem (e que ao invés de evitar a violação dessas 10 regras), condena os prevaricadores  que, quando morrerem vão parar a um sitio especial para arderem e sofrerem até ao fim dos tempos, e que isso acontece porque esse ser invisível ama os comuns mortais, mas precisa de dinheiro, é alegadamente o criador de tudo, mas precisa de muito dinheiro. Cada um crê no que bem lhe aprouver.

Considera esta Associação que, a liberalização de armas não letais, como sejam spray de gás pimenta, armas de choque elétrico e, pistolas de projeteis não letais que estão acessíveis aos comuns cidadãos em inúmeros países, certamente não fariam com que os criminosos as preferissem em detrimento de armas letais, mas, provavelmente possibilitaria que as vítimas ganhassem tempo para fugir aos agressores e contactar as forças de segurança. Não podemos esquecer que, de vítimas que não tiveram tempo de contactar as forças de segurança, ou que mesmo tendo contactado 112 não puderam beneficiar da proteção dessas forças do bem em tempo útil, estão os cemitérios cheios, seja em casos de roubo, violência doméstica, violação sexual, sequestro, entre outros crimes.

Nunca houve, não há, e nunca haverá forma de garantir ao cidadão que em caso de atentado contra a sua segurança e integridade física, as forças de segurança têm um agente ao virar da esquina e por isso beneficiam de proteção policial atempada. A maioria das vítimas que acabam mortas, apenas puderam contar consigo próprias, na maioria dos casos em desvantagem de força ou meios de proteção pessoal.

Entendemos que, cumpre aos grupos com assento parlamentar na casa da democracia, legislar no sentido do direito à autoproteção dos comuns cidadãos, de modo a reduzir a desvantagem em que se encontram os cidadãos de bem. Acreditamos que, deste modo, será possível evitar mortes evitáveis e, evitar as comuns histórias de que, “se  tivesse como se defender ou dissuadir o agressor, a vítima poderia ainda estar viva”.

Por outro lado, cremos que, o simples facto de se saber que em Portugal os cidadãos de bem passassem a ter livre acesso a armas não letais, seria só por si um fator dissuasor e de equilíbrio gerador da desejável segurança coletiva.

Numa população envelhecida em que milhares de cidadãos vivem sozinhos e, em que tanto no interior como nas grandes metrópoles há zonas sem cobertura de rede telefónica ou, o posto ou esquadra policial fica a distâncias impossíveis de percorrer em tempo útil para salvar, bem como por vezes o efetivo policial é reduzido e não é humanamente possível responder por exemplo a uma ocorrência de acidente e, um assalto ou agressão, por vezes do lado oposto da área operacional da força de segurança territorialmente competente.

Concluímos portanto que o cidadão de bem está em clara desvantagem em relação a quem se dedica à criminalidade, e que, o atual regime de armas para civis está longe de satisfazer as necessidades do país real que recomenda à casa da democracia a ação conducente à reversão do atual paradigma.

O radiosobrevivencialismo e o radiomontanhismo

Radiossobrevivencialismo

O Radiossobrevivencialismo é a equipagem de radiocomunicações aliada à prática de radiocomunicações familiares e comunitária, ou seja, o treino regular e o uso utilitário dos meios de radiocomunicações em família ou com amigos próximos, conducente à alternativa em caso de falha das redes de telecomunicações, seja num passeio ao ar livre, seja no caos durante ou pós sismo dentro de um centro comercial ou outro local de grande concentração de pessoas (estádio, feira, festas, etc.). O objetivo do radiossobrevivencialismo é nunca perder o contacto de proximidade com quem podemos ajudar ou nos pode ajudar.

A palavra radiossobrevivencialismo e o conceito subjacente, é originário da APROSOC – Associação de Proteção Civil e, insere-se no conceito mais abrangente de autoproteção no âmbito da proteção civil em que se inclui a preparação e o sobrevivencialismo.

Em suma, trata-se de usar o rádio como uma das ferramentas de sobrevivência em caso de desastre.

Radiomontanhismo

O radiomontanhismo da APROSOC é uma atividade de elite no âmbito das radiocomunicações aberta a todos os que se identificam com alguns princípios tais como, o gosto pelo contacto com a natureza em locais elevados, o gosto por reconhecer a existência de estações fixas, móveis ou portáteis de radiocomunicações nas imediações da sua área geográfica habitual e coloca-las em contacto umas com as outras, o gosto por desafiar as condições meteorológicas extremas dentro do limita da razoabilidade das condições seguras, com o objetivo de por à prova a sua resistência e a adequação dos seus equipamentos de radiocomunicações, bem como da adequação do vestuário, calçado e materiais de proteção.

São considerados radiomontanhistas na APROSOC os que todos os meses se deslocam a locais elevados com os seus meios de radiocomunicações e, neles efetuam contactos via rádio e auxiliam outros radioperadores a contactar entre si e, assim contribuem para o estabelecimento de redes locais comunitárias de radiocomunicações.