Arquivo mensal: Setembro 2025

Comunicações alternativas

Em caso de tempestade, incêndio, sismo, ou qualquer outra situação que te impossibilite de comunicar por telefone e/ou telemóvel, não hesites em recorrer aos rádios e walkie-talkies CB (citizens band), ou PMR446 para comunicar com os teus familiares e amigos.

Aparente inépcia de seguradoras em proteção civil pode estar a lesar os segurados no risco sísmico

Exmas(os) Senhoras(es)

Como é do conhecimento geral e em particular dos especialistas de proteção civil, o risco sísmico é um dos fenómenos da natureza, contudo, as seguradoras “vendem” a cobertura de risco sísmico para imóveis como um extra fenómenos da natureza.

Quem estudou geologia, proteção civil, entre outras áreas de estudo, sabe que quantos aos riscos, eles são categorizados quanto à sua génese como de causa natural (por ação da Natureza), causa antropogénica (por ação do Homem), ou causa mista ou complexa quando há ação da Natureza e do Homem envolvidas.

Entende assim a APROSOC – Associação de Proteção Civil que, esta prática das seguradoras, separarem o risco sísmico dos fenómenos da natureza, é contrária à ciência, sendo mesmo ludibriosa para os segurados que ao contratarem um seguro com fenómenos da natureza, descobrem mais tarde que, os fenómenos sísmicos são contratados em separado e com custos adicionais.

Por outro lado, não deixa de ser igualmente surpreendente que, seja possível fazer uma simulação com diferentes franquias, mas que não seja possível ter em conta no prémio de seguro a pagar, factores tais como a resistência do edifício a sismos, o estudo geotécnico e inerente risco de danos face a sismos, bem como a estatística de sismicidade do local do imóvel resultante por exemplo dos resultados dos inquéritos realizados pelo Instituto Português de Meteorologia e Geofísica. Isto possibilita que por exemplo, um apartamento em Carnaxide, num local onde nos últimos sismos sentidos em Algés, Cascais e Lisboa, etc, não foi sentida qualquer atividade sísmica, o proprietário pague o mesmo que nos locais onde a atividade sísmica se fez sentir ou, mesmo onde se sentiu com maior intensidade.

Para a APROSOC – Associação de Proteção Civil, tal situação afigura-se como lesiva dos legítimos direitos dos segurados, mas altamente benéfica para os seguradores que, a menos que tenham obtido a conivência deliberada do legislador, só pode resultar de inépcia técnico-científica.

O que é um zombie?

A indústria cinematográfica gerou na opinião pública uma imagem de zombie extrema de “mortos ressuscitados”, com cenários epidémicos ou pandémicos de grande mal, mas na realidade, os zombies são a maioria das pessoas com que os PREPPERS se cruzam quotidianamente.
Vamos começar pela figura do não zombie, a pessoa que faz reservas de alimentos e outros bens essenciais para uma autonomia mínima de um mês sem depender da cadeia de abastecimento, incluindo água potável, medicamentos e energias, mas também que tem ferramentas e habilidades para fazer qualquer reparação simples em casa ou no seu veículo sem depender de prestadores de serviços. Podemos acrescentar a isto, ser alguém com capacidade de comunicar com os seus familiares ou membros que lhe sejam mais próximos na sua comunidade (amigos confiáveis), bem como com reservas económicas e outras que sirvam de moeda de troca em caso de necessidade. Este é o conceito de não zombie, ou seja, alguém pouco ou nada dependente no imediato do mundo que o rodeia e, a este conceitos foram dados os nomes de PREPPERS nos Estados Unidos da América, Canadá, Austrália, Taiwan entre outros, e de Sobrevivencialistas no Brasil e em Portugal, sendo contudo que, embora a génese de ambos os conceitos partilhe de denominadores comuns, têm fatores diferenciadores que, na atualidade sofreram mutações simbióticas e que, praticamente são separados somente pelo língua em que são descritos, PREPPERS na língua inglesa e Sobrevivencialistas na língua Portuguesa, embora em Portugal o termo mais usado seja PREPPERS.
O PREPPER sente-se diariamente um ser diferente dos que o rodeiam, e é de facto um ser diferente porque é alguém que se prepara para enfrentar as adversidades não apenas no contexto quotidiano, mas também no contexto de exceção ou de catástrofe e caos social, contudo, deixar transparecer essa vantagem para os zombies é algo funesto ao interesse do PREPPER, e é ai que entra um outro conceito, o “GrayMan”, que consiste em parecer uma pessoa comum e confundível com qualquer outra, mesmo que até já tenha passado por uma fase de afirmação, procura agora com necessidade de maior esforço, apagar a imagem de pessoa com vantagem sobre as outras e, criar uma nova imagem de pessoa comum, banal, e em alguns casos mesmo há necessidade de criar a imagem de pessoa desinteressante e inferior, mas não demasiado, por um lado para evitar ser alvo de interesses funestos, mas por outro lado o excesso de aparência de vulnerabilidade pode levar a que seja mais facilmente visto como um alvo fácil, por exemplo para lhe subtrair bens.
Não existe uma receita certa para a preparação e equilíbrio da imagem que se transmite, mas existe uma contínua avaliação e adaptação em função dos resultados alcançados, por vezes o que se veste ou se ostenta faz toda a diferença na imagem que se passa e, através dessa imagem os zombies como seres astutos que me muitos casos são, vislumbram o que um preparador pode possuir.
O termo PREPPER significa apenas preparador, e diz-se preparador e não “preparado” porque estar preparado é um idealismo de certo modo utópico, pelo que a preparação é uma constante e estar preparado um ideal dificilmente alcançado face à multiplicidade de riscos e perigos.
De certo modo todos somos zombies, pois se perderes tudo o que reservaste na tua preparação ficas ainda mais vulnerável, mas há algo que te mantém em vantagem e que só a debilidade física ou mental te retiram, as habilidades.
Um mundo ideal é um mundo Zero Zombies Zone,mas o mundo possível é infelizmente Zero Zen Zone, o que implica estar permanente alerta. Os zombies estão por todo o lado, na tua rua, no teu trabalho, na tua casa, na tua cama. Não ser zombie é estar dez passos à frente na preparação.

Reação ao relatório do GPIAAF sobre o acidente que vitimou cinco minilares da GNR

Ex.mas(os) Senhoras(es)

Da nossa análise do relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), consideramos persistir uma omissão de que já há muito tempo vimos alertando e que, determina que no futuro os acidentes com aeronaves em combate a incêndios continuem a ocorrer com frequência não muito diferente da atual. Há muito a APROSOC alerta para a necessidade de dois pilotos a bordo, o que possibilita que em caso de doença súbita ou erro de um dos pilotos o outro possa assumir o comando da aeronave, situação que teria seguramente salvo algumas vidas, eventualmente entre as quais os cinco militares da Guarda Nacional Republicana que perderam a  vida em 30 de agosto de 2024.

Não é aceitável que, por motivo de erro de observação, alteração súbita de consciência, pico de adrenalina, uma imprecisão de decisão ou uma doença súbita, uma aeronave coloque em risco imediato de vida a tripulação ou mesmo quem no solo possa sofrer os efeitos da colisão da aeronave, sofrendo ferimentos ou mesmo a morte, não é racional nem contemporâneo face ao estado da arte e, estranha-se que, independentemente de ser ou não prática comum noutros países, o GPIAAF não vislumbre um pouco mais além no âmbito da segurança coletiva e, emita pareceres não conducentes a essa desejável segurança coletiva.

O custo de mais um piloto a bordo é seguramente inexpressivo se tivermos em conta o benefício de se evitarem perdas de vidas e bens como os que se têm verificado, lamentando-se que se coloquem questões economicistas acima do superior interesse público.

O número de acidentes aéreos com aeronaves em combate a incêndios em Portugal, justifica medidas que não se observam e que, ao que parece não são sequer equacionadas, facto que, na defesa dos legítimos direitos e interesses dos cidadãos no âmbito da proteção civil, a APROSOC – Associação de Proteção Civil, enquanto organização da sociedade civil comprometida estatutariamente com a representatividade dos cidadãos na defesa dos seus direitos no âmbito da segurança coletiva, não pode deixar de salientar e, considerar negligente a não proposta de que todas as aeronaves em atividades profissionais tenham a bordo dois pilotos.

O Presidente da Direção

João Paulo Saraiva