Arquivo em Outubro 26, 2021

Alegadas autoridades brincam à proteção civil

As alegadas autoridades consideram sempre que em caso de catástrofe vão avisar as populações através da radiodifusão e da radiotelevisão, assim como avisaram nos incêndios de Junho e Outubro de 2017, entendem?!!!

De facto, pode ser útil ter um rádio portátil para receber emissões de radiodifusão em situações de catástrofe, contudo, nas catástrofes caóticas não há coordenação, não há autoridade, muitas vezes não há verdade na informação transmitida, assim como não o houve em Junho e Outubro de 2017. Recordem-se que, nos incêndios de Junho de 2017, enquanto dezenas de pessoas estavam a morrer no incêndio, ao mesmo tempo um governante dizia para as câmaras da televisão “confiem em nós, estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance”. Neste caso, falha de comunicações de proximidade determinou inúmeras mortes.

Os governantes não recomendam as radiocomunicações de proximidade porque por um lado são contrárias aos interesses dos operadores de telecomunicações, por outro possibilitam uma informação em tempo real que apesar de poder gerar o pânico, possibilita também que as pessoas tenham uma noção real do que se passa e se coordenem e se ajudem umas às outras correndo riscos de vida, mas salvando mais do que qualquer sistema de proteção civil é capaz de salvar, até porque quem está perto tem muitas vezes maior probabilidade de salvar do que quem vem de longe para salvar.
Estes são alguns dos motivos pelos quais as alegadas autoridades nacionais não recomendam que todas as famílias tenham meios de radiocomunicações cidadãs, sejam eles CB (citizens band), PMR446 (personal mobile radio), ou LPD433 (low power device), portanto rádios que no caso do CB se podem instalar em casa, na viatura, ou usar em versão walkie-talkie tal como os PMR446 e LPD433, e que possibilitam quando na mesma banda e canal, manter toda a família em contacto de proximidade, ou mesmo todo o bairro ou aldeia em contacto.

Em Outubro de 2017 a informação recebida via PMR446 em Pedrogão Pequeno possibilitou a evacuação de um idoso acamado antes do incêndio se aproximar da casa onde morava com a sua esposa. Muitas outras situações de salvamento têm sido possibilitadas por esta forma de comunicação alternativa ou se preferirem paralela, que nenhum governo é capaz de controlar, aliás, o facto de ser praticamente impossível as autoridades controlarem o tráfego dos meios de radiocomunicações cidadãs, é outra das razões pela qual não recomendam aos cidadãos que se dotem destes meios de radiocomunicação integrando-os nos seus kits de emergência em casa ou nos seus veículos.

Cumpre-nos, enquanto Associação de Proteção Civil, manter os cidadãos informados com verdade e, não é concebível um kit de emergência familiar sem walkie-talkies para manter os membros da família em contacto. Em caso de catástrofe caótica mesmo que as infraestruturas dos sistemas de radiodifusão ou de telemóvel se mantenham operacionais, os funcionários também têm de se socorrer a si ou aos seus e abandonam funções, entrando esses sistemas em falência progressiva por falta de manutenção, nossas situações somente os walkie-talkies e radiotelefones fixos instalados em edifícios com fonte de energia alternativa, ou em veículos, continuam a possibilitar estabelecer comunicação, no caso dos radioamadores (pessoas que obtiveram aproveitamento em exame para obtenção do certificado de amador nacional), o alcance será superior devido ao facto de poderem usar frequências que possibilitam o médio e longo alcance, bem como maiores potências que o facilitam.

Na APROSOC “Associação de Proteção Civil” procuramos consciencializar a população em geral e os nossos Associados em particular, para a preparação no que às radiocomunicações de catástrofe caótica é atinente, preferimos estar preparados e nunca ser necessário, do que ser necessário e não estarmos preparados.

A frase feita “todos somos proteção civil” é um barrete que a maioria enfia na própria cabeça, mas na realidade poucos somos proteção civil, porque a proteção civil não é o que somos, é o que fazemos, porque a própria lei de bases de proteção civil (Lei 27/2006) refere no seu artigo 1º a proteção civil como uma atividade e não como aquilo que algo ou alguém é.

Uma coisa é a ficção em que algumas alegadas autoridades vivem, outra é a realidade a que os cidadãos são expostos.

Pela minha parte, prefiro “cidadãos preparados para as emergências de proteção civil”

Este é um artigo especial da comemoração do meu 52º aniversário, que espero possa contribuir para a segurança coletiva dos meus concidadãos.

João Paulo Saraiva
Presidente da Direção

#01 | CT1EBZ

HIERARQUIA NAS RADIOCOMUNICAÇÕES

Ouvimos por vezes nas radiocomunicações recorrentes atropelos resultantes do facto de uma estação não ouvir outra e, do facto de uma ou várias estações tentarem ajudar sem que essa ajuda tenha sido solicitada. Neste último caso o facto de a ajuda não ter sido solicitada não invalida que o radioperador que crê estar em posição de poder ajudar não manifeste essa disponibilidade, contudo, só deve prestar a ajuda após o diretor de rede lhe confirmar a pertinência dessa ajuda.

O diretor de rede, ou a estação diretora de rede (EDR) como é conhecida nas comunicações profissionais, é a pessoa que numa determinada organização está no topo da hierarquia ou por esta lhe foi delegada tal função. Quando se trate de comunicações que não envolvem organizações, mas sim apenas comuns cidadãos, o diretor de rede é o que iniciou a primeira chamada ou, aquele em quem o grupo reconheça mais capacidade para dirigir ou esteja em posição geográfica estrategicamente mais favorável para assumir essa função.

Por outro lado, em redes com vários canais, como por exemplo na banda do cidadão (CB -citizens band), todos têm igual direito de uso dos canais, sendo que neste caso têm direitos de direção de rede num canal aquele que efetuou a primeira chamada no canal de chamada, ou caso a chamada tenha ocorrido fora do canal de chamada (11), na mesma o primeiro que chamou, todos os que entrem após no QSO devem respeitar o primeiro como diretor de rede, é a ele, exceto se delegar essa função, que compete dirigir e passar a palavra a quem bem o entenda e, sempre que não passar a palavra a ninguém, assume-se que a palavra é dada à estação que transmitiu antes deste.

A direção de rede não deve ser uma forma de busca de protagonismo denotando ser superior a outro radioperador, mas sim antes, uma forma de fazer funcionar a rede de radioperadores com as suas estações num determinado canal, sem prejuízo de a atividade organizada ocorrer em vários canais, nesse caso haverá um diretor de rede, mas poderá se necessário delegar funções em vários adjuntos do diretor de rede.

Quando uma rede funcione em modo “rede dirigida”, a partir do momento em que anunciado pelo diretor de rede que a rede entrou nesse modo, as estações só comunicam entre si após solicitar autorização para usar o canal para contactar outra estação que deve indicar no pedido ao diretor de rede e somente o fará se a autorização for concedida.

Existem redes onde a direção é impraticável, geralmente devido à falta de conhecimento técnico por parte dos radioperadores utilizadores da rede, por exemplo o que se passa frequentemente na banda do cidadão em canais tais como o 22, 31, 34, nesse caso, se existir a necessidade de constituição de uma rede dirigida, por exemplo para resposta a necessidades de comunicações alternativas face a uma situação de acidente grave ou catástrofe, devem selecionar-se canais que habitualmente não sejam tomados de assalto pela lei do mais forte (o que tem mais potência para passar por cima de outros apesar de ilegal), mas onde pela habitual ausência ou adequação de tráfego, seja utilizada a lógica em detrimento da necessidade de autoafirmação de alegada superioridade. Não quero com isto dizer que todos os utilizadores daqueles canais tenham tais comportamentos, pois certamente muitos serão capazes de colaborar numa rede dirigida, mas o risco de tal não acontecer, pelo menos em determinado momento, é elevado.

É também pelos aspetos que aqui descrevi que, não é recomendável que diferentes organizações não agendem atividades para o mesmo canal no mesmo dia e período horário, sem prejuízo dos membros de cada uma poderem participar na atividade de outra organização no canal respetivo, pois a dupla direção num canal confunde a hierarquia.

Podemos assim concluir que, há uma hierarquia nas radiocomunicações, que se respeitada, possibilita evitar atropelos, mas importa por isso que não existam vários radioperadores a assumir a direção de rede num mesmo canal, ainda que ambos sejam lideres por exemplo de diferentes organizações, tal situação geraria constrangimentos de fluxo de tráfego de comunicações no canal.

Harmonia nas radiocomunicações

73

João Paulo Saraiva

#01 | CT1EBZ

RISCOS ELÉTRICOS DE INCÊNDIO

A manutenção preventiva pode evitar muitos incêndios.

Nas tomadas mais usadas, onde mais vezes colocamos e retiramos fichas, deve ser feita uma inspeção anual e reaperto dos condutores elétricos e contactos, mas antes de efetuar essa operação, garanta que desligou aquele sector no quadro elétrico.

As extensões elétricas devem adequar-se à intensidade de corrente que por elas vai passar, sob risco de sobreaquecimento e ignição de incêndio.

O consumo de energia não deve ultrapassar aquele para o qual a instalação elétrica está preparada, sempre que tal acontece, os componentes dessa instalação sofrem alteração das suas propriedades, aumentando o risco de incêndio.

O origem da saudação “73” nas radiocomunicações…

Atualmente uma das expressões mais utilizadas nas radiocomunicações é 73, mas, de onde vem, qual é a origem, como surge esta saudação "73".

Aqui ficam algumas teorias às quais o uso da expressão "73" (saudação / cumprimentos) é atribuída.

Uma das versões aponta para o alegado facto de que a expressão "73" como um sinal convencional para a saudação telegráfica é um jantar oferecido a Andrew Carnegie em seu 73º aniversário pela "Ordem dos Telégrafos Militares". O jantar de referência foi oferecido em 27 de novembro de 1908, e o sinal de "73" foi usado no marco de seu 73º aniversário. No entanto, há também quem afirme que o termo "73" já era usado muitos anos antes.

Outra versão, que para alguns seria a autêntica, é a citada na "Era do Telégrafo e do Telefone", de 1º de junho de 1934, que surge de uma investigação sobre as histórias do telégrafo em 1859. A Guilda dos Telégrafos realizou uma convenção e um dos tópicos foi a discussão sobre como economizar tempo na linha. Um comitê foi nomeado para desenvolver um código para reduzir as expressões padrão a símbolos ou números. Este comitê traçou um código numérico, começando dos números 1 a 92. A maioria desses símbolos tornou-se obsoleta com o tempo, outros caíram em quase total desuso, mas apenas alguns continuam a ser usados até hoje, como é o caso de talvez os mais usados. “73”, que originalmente significava “meus respeitos” (meus cumprimentos) atualmente comum Saudação.

Mas se há algo que a maioria das versões de radioperadores e radioamadores concordam que ainda usam o termo 73 ao escrever textos, mensagens, cartões QSL, etc., é que essa sigla não é usada no Plural, ou seja, não. acompanhada da letra "S" ou acompanhada de outros qualificadores como "73s", "73 Cordiais", etc.

Outro facto que coincide com o número “73” só para recordar é que em 1973, o European DX Council, organização que agrupa DX clubs na Europa, designou este ano como o “Year of DX Friendship” (“World DX Friendship Year”), Motivado por esta razão, a Rádio Nederland, a estação internacional da Holanda, criou para capturar o momento um dos cartões QSL mais lembrados da história.

Baseado em artigo originário do: radio club de la Araucania

Faz esta noite 4 anos…

Há 4 anos atrás, uma equipa de voluntários de proteção civil da APROSOC de prevenção no incêndio de Pedrogão Pequeno, após apelo à nossa presença por populares que haviam estado no seminário que realizámos no dia 14 em Pedrogão Grande (1º encontro para a autoproteção e resiliência das populações), recebêramos via rádio em canal 2 do PMR446 (personal mobile radio) a informação de vigias florestais de que o incêndio estava prestes a chegar ao Casal dos Bufos (uma pequena aldeia de Pedrogão Pequeno). Face à insistência dos vigias de que o incêndio estava lá a chegar, procurámos junto de populares saber onde ficava a referida aldeia e deslocámo-nos ao local, tendo de imediato sido informados da presença de um idoso acamado numa das casas mais próximas da frente de fogo que se dirigia para ali, prontamente contactei a nossa Estação Diretora de Rede (EDR) posicionada junto ao Hotel da Montanha e operada pelo nosso voluntário e coordenador da área de transmissões João Plácido, que após articulação com o CDOS nos deu instruções para transportar a vítima acamada para o lar da Santa Casa da Misericórdia da Sertã. De acordo com a instrução, a equipa por mim liderada e que integrava também os voluntários Cristina Frade, Vitor Frade e Fernando Miranda, distribuídos por duas viaturas todo-o-terreno, procedemos ao transporte do idoso, tendo naquele momento chegado uma viatura de comando de Bombeiros ao local, cujo trabalho já não presenciámos, mas que foi seguramente muito profícuo já que conseguiram poupar às chamas todas as habitações daquela aldeia.

Na manhã seguinte, em missão de reconhecimento, detetámos uma aldeia onde uma senhora lavada em lágrimas me disse quando lhe perguntei se já tinha ligado 112 ou 117, “como senhor, se aqui não há rede nenhuma”. Prontamente chamei a nossa EDR pelo rádio CB27, neste caso tendo de recorrer a mais potência que a legalmente permitida, e solicitei meios de combate a incêndios para aquelas coordenadas geográficas que informei. À saída da aldeia prestes a ser tomada pelas chamas e após prestar recomendações de autoproteção à cidadã em causa, encontrei uma equipa de Bombeiros do Alentejo que apagava fogo junto à estrada e, de imediato informei o chefe de viatura da aldeia em risco ali a escassas centenas de metros, ao que prontamente aquela viatura de dirigiu para o local e em conjunto com outras que chegaram posteriormente pouparam toda a aldeia às chamas.

Nesse mesmo dia, quando estávamos a sair para regressar a Lisboa, ouvimos em 145.500MHz um colega radioamador que se encontrava numa aldeia próxima de Oliveira do Hospital e que pedia ajuda para comunicar à filha que tinha tido bebé recentemente, que embora tudo tivesse ardido na Aldeia estava em casa de uma familiar e estavam todos bem, mas que não havia qualquer rede de telefone ou internet. Perante o apelo e já na posse do número de telemóvel da filha, procedemos à ligação direta da filha com o pai cruzando manualmente o áudio do telemóvel com o rádio VHF, algo que não se deve fazer mas que entendemos que se justificava.

Pouco tempo antes, em agosto de 2017, uma equipa de 3 voluntários da APROSOC em reconhecimento e avaliação de situação no incêndio que lavrava no concelho de Ferreira do Zêzere, uma equipa de três voluntários da APROSOC liderada pelo então voluntário Miguel Novais, detetou ao nascer do sol graças à perícia do voluntário João Plácido, um incêndio a lavrar junto a uma aldeia onde uma popular já dava tudo por perdido e dizia que já nada havia a fazer. Prontamente comunicámos a situação ao Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), tendo sido informados de que no momentos não existia disponibilidade de meios para o local. Prontamente o líder Miguel Novais mobilizou os populares daquela aldeia com os seus meios (ferramentas agrícolas, recipientes de água e outros) e com o auxilio do voluntário João Plácido conseguiram debelar o incêndio e assim evitar a chegada às habitações, isto enquanto eu insistia pelos meios de comunicação no envio de meios e, com auxilio de uma pá e um ramo continha pequenos focos de incêndio junto a um caminho de terra batida com auxilio de outro popular, para evitar que o incêndio passasse para o outro lado, o que foi conseguido. Felizmente, quando finalmente chegaram meios de combate a incêndios ao local, pouco mais havia a fazer do que rescaldo, tendo as equipas de bombeiros tido uma irrepreensível e profícua atuação.
Um reiterado agradecimento aos voluntários Miguel Novais e ao João Plácido.

Ao longo dos anos foram inúmeros os casos de ajuda dos voluntários da APROSOC às populações afetadas por acidentes graves ou catástrofes e, nesta modesta Associação de parcos recursos, continuamos a procurar manter a aptidão para quando necessário auxiliar quem necessita.

Reitero por isto o agradecimento a todos os nossos voluntários que ano após ano resistem às adversidades e se mentem de corpo e alma nesta sua Associação de Proteção Civil.

Desde a sua constituição em 2015, 2021 é o único ano em que os voluntários de proteção civil da APROSOC não registaram nenhuma ocorrência de incêndio em que se justificasse a sua intervenção, mas muitas foram as ações de prevenção de acidentes e relatórios de situações de perigo enviados aos serviços competentes, trabalho quase sempre invisível, mas igualmente importante porque, prevenindo evita-se a intervenção.

O nosso agradecimento a todos quantos nos cruzámos nestas nossas missões e, uma palavra de solidariedade para com os sobreviventes, não esqueçam que prevenindo através de ações de preparação e equipagem para o pior é possível evitar tragédias e viver o melhor da vida.

Cidadãos preparados para emergências de proteção civil

João Paulo Saraiva
Voluntário de Proteção Civil

ATIVAÇÕES E EXERCÍCIOS SEMANAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES PROSSEGUEM A TODO O VAPOR

Desde há já alguns anos que a APROSOC realiza o habitual encontro via rádio todos os domingos, primeiro na banda do cidadão (CB – citizens band) em 27 MHz, PMR446 (personal mobile radio) e frequências de radioamador e depois o retorno ao LPD433 (low power device).
Todas as semanas na APROSOC se prepara mais um exercício, a revisão de equipamentos e a difusão de informação para possibilitar que outros utilizadores das radiocomunicações cidadãs ou amadoras possam desfrutar de aprazíveis momentos de comunicação.

Todas as semanas a APROSOC despende de tempo e dinheiro para manter esta prática que levou a que outras organizações a replicassem, que outras organizações surgissem, que outras pessoas descobrissem as radiocomunicações ou que antigos utilizadores descobrissem que o renascimento da CB 27 em Portugal é uma realidade, ou mesmo para que muitos outros em quaisquer outros dias da semana chamassem no canal 11 ou mesmo no 9 da CB e se surpreendessem por ter resposta na área metropolitana de Lisboa.

Apesar de tudo isto sem pedirmos nada a ninguém e, financiando a nossa atividade somente através das quotas dos nossos Associados e alguns donativos de alguns mecenas, muitas vezes com sacrifício da vida pessoal e familiar de voluntários, as criticas e a maledicência daqueles que pouco ou nada fizeram ou fazem  para dinamizar as radiocomunicações cidadãs são uma constante, por vezes com recurso à inverdade, mas perante isto seguimos juntos e em frente de sorriso nos lábios apesar de todas as tentativas de sabotagem durante os nossos exercícios e ativações, sem esmorecer, porque fazemos algo que para além de aprazível pode em situações de emergência salvar vidas e, porque as nossas consciências continuam tranquilas e a impelirmo-nos a prosseguir.

Seria mais fácil desistir de facto, mas, “se fosse fácil não era para nós”.

73´s e harmonia nas radiocomunicações

João Paulo Saraiva

#01 | CT1EBZ