Voluntariado em OEIRAS

O programa de voluntariado da APROSOC no concelho de Oeiras (concelho de origem desta Associação), é plurissectorial e pluridisciplinar possibilitando a integração de jovens a partir dos 16 anos de idade acompanhados dos encarregados de educação e, de adultos sem limite de idade nas seguintes vertentes de voluntariado:

*a) Promoção de ações de sensibilização e de informação das populações no domínio da proteção civil e da autoproteção face a riscos;

*b) Realização de ações de formação orientadas para a educação para o risco e para a autoproteção;

*c) Gestão do enquadramento de voluntários a título individual;

*d) Reforço da difusão de alertas e avisos com recurso a meios próprios de comunicação, por solicitação dos órgãos competentes;

*e) Participação em exercícios e simulacros de proteção civil;

*f) Auxílio à reabilitação de redes e serviços específicos;

*g) Colaboração na logística de suporte às operações de socorro e de apoio às populações afetadas;

*h) Apoio na montagem e guarnição de postos de triagem e/ou postos médicos avançados;

*i) Auxílio na montagem e assistência aos postos de comando, zonas de apoio, zonas de concentração e reserva e zonas de receção de reforços;

*j) Apoio às radiocomunicações de emergência;

*k) Apoio ao desenvolvimento de ações de busca, salvamento e movimentação das populações afetadas e de proteção de bens, da propriedade e do ambiente;

*l) Colaboração na prestação de apoio psicológico e social;

*m) Apoio à realização de ações de avaliação e reconhecimento de danos;

*n) Colaboração em outras ações de apoio integradas no Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro.

*o) atividades lúdicas e/ou amadoras de radiocomunicação não emergêncista.

p) apoio às atividades administrativas e operacionais da Associação.

q) solidariedade social (preparação e distribuição de bens essenciais a pessoas e famílias carenciadas e, gestão de armazéns de bens essenciais).

r) apoio técnico informático.

*s) apoio à observação aérea de áreas de sinistro em tempo real (detentores de Drones).

*t) salvamento e/ou apoio a animais em risco em situações de acidente grave ou catástrofe.

*= atividades reservadas a Associados

Como nosso Associado e/ou Voluntário temos muito gosto em que faça parte desta sua Associação, Inscreva-se já!

Todos os voluntários recebem:
– Cartão de Identificação de Voluntário
– Certificado de Voluntário
– Declaração curricular comprovativa do tempo e funções desempenhadas no âmbito do voluntariado (a pedido do voluntário)
– Colete identificativo (empréstimo)

Sendo a APROSOC uma Associação de âmbito nacional, está aberta a propostas de grupos de 5 ou mais cidadãos interessados em replicar este programa em qualquer parte do país.

Estimados Associados…

As telecomunicações de acesso público são frequentemente alvo de ataques, alguns dos quais provenientes de países com quem não temos as melhores relações. Importa por isso dotar as famílias de capacidade de comunicação alternativa, sem qualquer dependência de qualquer operador de telecomunicações móveis terrestres ou via satélite.

Recomendamos que cada membro da família tenha pelo menos um bom walkie-talkie PMR446, e que em casa automóvel exista um rádio CB com antena magnética, que combinem o canal de encontro e exercitem o uso desses equipamentos. É também por isso e para isso que instituímos o domingo de manhã para exercitar as radiocomunicações cidadãs, não somente para exercitar os procedimentos radiotelefónicos, mas para que cada um domine o manuseamento e funções de cada um dos seus equipamentos, porque não é adequado descobrir como funciona em caso de emergência.

Para além do exercício nacional de radiocomunicações aos domingos originado pela APROSOC, no concelho de Oeiras exercitamos também durante a semana, por exemplo no trajeto entre a residência e o local de trabalho, para que cada um reconheça os alcances possíveis e não conte com mais do que aquilo que pode contar, mas conte com tudo aquilo que pode contribuir para a segurança e bem-estar, seu e da sua família.

Ainda que não existisse uma guerra na Europa, tanto o risco de ataque informático, como um acidente sideral ou mesmo um sismo podem deixar zonas, regiões, o país ou mesmo o planeta sem telecomunicações de acesso público, nessa altura, você saberá que as radiocomunicações cidadãs ou amadoras são importantes, se estiver preparado para as usar.

Se cada cidadão tem o dever de estar preparado, cada Associado da APROSOC tem o dever moral acrescido de preparar os seus familiares para o pior vivendo a cada dia que passa o melhor que a vida tem para lhe oferecer.

Obrigado pela sua atenção,

Importa viver o melhor, preparado para o pior … prepare-se!

Recentemente o Governo alemão através dos seus serviços de proteção civil, pediram aos cidadãos um conjunto de medidas para evitar constrangimentos mais graves provocadas pela crise resultante da invasão da Ucrânia pela Rússia. Dessas medidas destacam-se a reserva de alimentos para pelo menos dez dias, dar preferência a produtos alimentares não perecíveis e com um prazo de validade mais extenso.
A par desta medida os serviços de proteção civil da Alemanha pediram ainda uma poupança mínima de 10% nas energias, combustíveis e eletricidade, para evitar chegar-se ao racionamento ou falhas de abastecimento.

Sambemos que em Portugal a situação é diferente, porque as fontes de abastecimento de gás pelo menos são diferentes, ainda assim, a tensão no conflito armado em causa sobe e a escalada pode originar no limite a 3ª Guerra Mundial, sendo prudente estarmos preparados para o pior vivendo o melhor da forma possível, vários especialistas militares e/ou em relações internacionais apontam a possibilidade da escalada do conflito e de Portugal vir a sofrer ainda mais com ele.

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, volta por isso a recomendar aos cidadãos que façam reservas de alimentação para sobrevivência em autonomia total para período não inferior a 10 dias, sem esquecer pelo menos 2 litros de água potável para consumo humano por dia e, sem esquecer os animais de companhia, bem como 5 litros diários de água para lavagens e banhos.

A pensar na higiene corporal, em caso de escassez de produtos de higiene, tenha presente que o sabão azul e branco, não sendo o ideal, pode ser uma solução de recurso, sendo recomendável ter uma barra para cada família.

Sabemos que os ataques informáticos e outros a sistemas de telecomunicações em situações de conflito armado são frequentes, importando por isso dispor de formas de comunicação local alternativa. Dispor de walkie-talkies compatíveis com os de familiares e vizinhos de maior proximidade pode ser uma vantagem, mas não se esqueça da forma de os alimentar. Ter baterias de maior autonomia, preferir os que possibilitam o carregamento USB por exemplo através de powebank ou tomada de isqueiro de um veículo, ou mesmo ter um dínamo manual ou painel solar para recarregar os walkie-talkies e telemóveis pode ser importante.

Não esqueça que mesmo sem rede o telemóvel pode ser importante para aceder a informação guardada na memória interna.

Fique atento aos canais de informação da APROSOC, procuraremos mantê-lo informado, mas não deixe a sua preparação para quando for tarde demais, prepare-se, equipa-se, treine-se, forme-se.

ocupação dos canais CB

Esta lista tem como objetivo facilitar o encontro lúdico ou mesmo o pedido de ajuda / socorro quando ou onde não existem telecomunicações de acesso público.
Criação: 09/04/2016
Última atualização: 24/06/2022

Canal / Frequência

  • canal 1 – 26.965 MHz
  • canal 2 – 26.975 MHz
  • canal 3 – 26.985 MHz
    • Camionistas em QSY – Zona Centro e Norte – AM
    • Radiobaliza Olaias em AM
  • canal 4 – 27.005 MHz
  • canal 5 – 27.015 MHz
  • canal 6 – 27.025 MHz
  • canal 7 – 27.035 MHz – CBs de Queijas, Cova do Vapor e Trafaria
  • canal 8 – 27.055 MHz – CBs de Loures
  • canal 9 – 27.065 MHz – Canal de Segurança, Salvamento e Socorro (rara atividade, geralmente só ativo em catástrofes)
  • canal 10 – 27.075 MHz – Camionistas em QSY – AM
  • canal 11 – 27.085 MHz – Canal de chamada – AM/FM 
  • canal 12 – 27.105 MHz
  • canal 13 – 27.115 MHz
  • canal 14 – 27.125 MHz – Atividade diária da APROSOC  em AM/FM
  • canal 15 – 27.135 MHz
    • CBs de Setúbal – LSB
    • Praticantes de TT região Oeste e Leiria – FM
  • canal 16 – 27.155 MHz – Papa Tango DX Sintra – LSB
  • canal 17 – 27.165 MHz
  • canal 18 – 27.175 MHz
    • CBs de Setúbal – LSB
    • Praticantes de TT região Oeste e Leiria – LSB
  • canal 19 – 27.185 MHz – SER – Caldas da Rainha – FM
  • canal 20 – 27.205 MHz – CBs de Amadora e Margem Sul do Tejo – LSB
  • canal 21 – 27.215 MHz
  • canal 22 – 27.225 MHz – Camionistas em QSY Margem Sul do Tejo – AM
  • canal 23 – 27.255 MHz – Camionistas em QSY Zona Centro – AM
  • canal 24 – 27.235 MHz
  • canal 25 – 27.245 MHz – Grupos  na Zona de Lisboa e Norte (Fafe)
  • canal 26 – 27.265 MHz
  • canal 27 – 27.275 MHz
    • Clube CB Os Amigos de Torres Novas – LSB
    • Papa Alfa Tango – USB
  • canal 28 – 27.285 MHz
  • canal 29 – 27.295 MHz
  • canal 30 – 27.305 MHz – Grupo Radioamadores & CB Cova da Beira  – Todos os modos
  • canal 31 – 27.315 MHz – Camionistas em QSY – Todo país – AM
  • canal 32 – 27.325 MHz
  • canal 33 – 27.335 MHz – Grupo Cêbeista Rádios Avariados – LSB
  • canal 34 – 27.345 MHz – Muita atividade em todo o país e estrangeiro – LSB
  • canal 35 – 27.355 MHz
  • canal 36 – 27.365 MHz
  • canal 37 – 27.375 MHz
    • Associação Templários CB / DX Tomar – USB
    • Macanudos Sintra – LSB
  • canal 38 – 27.385 MHz
    • Os Marafádos C. B. Clube – LSB
    • QRX Norte – LSB
  • canal 39 – 27.395 MHz – Grupo da margem sul do Tejo
  • canal 40 – 27.405 MHz – Corpo de Voluntários Rádio Emergência – AM (sem atividade)

Se tiver alguma informação que queira partilhar connosco para melhorarmos esta lista, pode se assim o desejar fazê-lo através do e-mail: [email protected] ou WhatsApp 910 910 112.

RECINTO DAS FESTAS DE OEIRAS, A CATÁSTROFE ANUNCIADA

A APROSOC visitou ontem o recinto das Festas de Oeiras e, as insuficiências encontradas ao nível do planeamento de segurança são gritantes, determinando que só por acaso ali não ocorre uma catástrofe.

Analisamos alguns riscos e, concluímos que as falhas encontradas são inadmissíveis num concelho que se afirma um dos melhores para viver e trabalhar.

Observa-se o seguinte:

  1. A sinalética aplicada não possibilita a adequada visibilidade em caso de apagão, bem como as distâncias a que se encontram colocadas
  2. O recinto está localizado a 350metros da linha de água do oceano atlântico, com um cota de 5 metros, sem qualquer sistema de aviso de tsunami.
  3. O recinto não tem controlo de acessos sendo a circulação de pessoas, animais, armas e engenhos explosivos totalmente livre.
  4. Embora esta não seja uma zona sismologicamente muito ativa o risco existe, tal como o de acidente sideral.
  5. Não se observam no recinto quaisquer recomendações suficientemente visíveis nem dispensadores de máscaras ou dispensadores de produto higienizante das mãos.
  6. e os seus ângulos dificultam a sua visibilidade em vários ângulos, bem como a visibilidade a cidadãos com deficiência visual parcial.
  7. Não existem corredores ou espaços reservados a pessoas com deficiência e em caso de necessidade de evacuação imediata do recinto estes estariam mais vulneráveis.
  8. Em caso de necessidade de evacuação imediata, o número de acessos e sua largura impossibilita o fluxo adequado de pessoas, possibilitando muitos prováveis atropelos, esmagamentos e consequentes ferimentos ou mortes. A ausência de sinalética que indique sentidos de entrada e sentidos de saída, bem como a direção do local seguro em caso de tsunami (por exemplo), é outra grave lacuna verificada e que inevitavelmente contribuiria para o número de vítimas.
  9. Não se observam corredores sectorizantes destinados a facilitar a deslocação das equipas de emergência no recinto, estando assim dificultada e a carecer da boa vontade das pessoas presentes no recinto.
  10. Observa-se o acesso a bebés e crianças, muitas delas em carrinhos de bebé, possibilitando a exposição destes a volumes de som potencialmente gerador de danos cocleares irreversíveis, contribuindo assim para o aumento do número de casos de cidadãos com deficiência auditiva.
  11. A ausência de videovigilância do recinto possibilita que umas infinidades de situações não sejam detetadas em tempo útil.
  12. Não se observa nos agentes de proteção civil (PSP, Polícia Municipal, Bombeiros) ali presentes, equipamento de proteção individual adequado ao cumprimento das suas missões nas diferentes situações possíveis de ali ocorrer.
  13. O controlo de tráfego e a ausência de planeamento de tráfego a pensar no evento, dificultaria o fluxo de veículos de emergência em caso de necessidade decorrente de acidente massivo.
  14. A ausência de sistema que possibilite contabilizar o número de visitantes, bem como a indefinição da lotação do recinto, impossibilita a adequação do dispositivo de segurança.

Conclui-se, portanto, que, um município que se afirma como vanguardista, no que concerne à segurança naquele recinto público, aplicou um dos conceitos de segurança mais conhecidos “o tudo ao molho e fé em Deus”.

Numa escala de 0 a 1o, a APROSOC – Associação de Proteção Civil, avalia a segurança naquele evento (quanto aos aspetos avaliados) em 3.

 

SEM REDE

5 anos passaram desde a tragédia de junho de 2017 e, muitas zonas que então não tinham rede de telemóvel continuam a não ter, outras felizmente passaram a ter.

Ajude-nos a compreender o que mudou desde então, informe-nos dos casos de que seja testemunha em que continua a não haver rede fora dos edifícios e dos casos onde passou a haver rede. Indique-nos por favor a localidade em causa.

Pode informar-nos em resposta a este artigo na zona de comentários, pelo e-mail: [email protected], ou por telegram ou WhatsApp 910 910 112.

O objetivo deste apelo é instar o poder político instituído a exercer sobre os operadores de telecomunicações as ações conducentes à resolução dos problemas identificados, não estamos a prometer nada para além de que faremos a nossa parte.

Ficamos muito gratos pela atenção e tempos dispensado,

APROSOC

APROSOC propõe rede de comunicações das Organizações de Voluntariado de Proteção Civil (OVPC)

A APROSOC – Associação de Proteção Civil é, uma das, organizações de voluntariado de proteção civil especializada em radiocomunicações de emergência, tendo por este motivo a iniciativa de propor que se criem redes comuns a todas as OVPC que a elas pretendam aderir, respeitando-se o direito de cada OVPC ter a sua identidade própria e por isso poder ter se assim o entender redes próprias e exclusivas de modo a garantir a salvaguarda da privacidade das suas atividades internas.

Defende assim a APROSOC que para além das diferenças que caracterizam e dão identidade a cada OVPC, estas organizações atentem ao facto de inevitavelmente mais cedo ou mais tarde todos precisarem de todos e a ação de cada uma poder ser convergente ou complementar da de outras. Neste contexto, faria sentido existir nas redes sociais um canal estratégico entre representantes de todas as OVPC, bem como um canal participado por todos os membros das OVPC que a ele entendam aderir e partilhar informação.

Por outro lado, a falta de estratégia de radiocomunicações, faz atualmente com que várias entidades recorram a frequências que não estão legalmente autorizadas a usar, ou que ainda que a frequência seja livre, a potência e equipamento usado não são lícitos nas referidas frequências, sendo que não existe um plano de frequências comum que em caso de emergência num teatro de operações complexo possibilite a comunicação entre estas diferentes OVPC, gerando assim constrangimentos semelhantes aos que se observam nos agentes de proteção civil com o SIRESP.

Um plano nacional acordado entre todas as OVPC que desejem aderir, pode representar uma ampliação de capacidades e, contribuir em muito para aumentar a segurança de todos os operacionais das OVPC.

A APROSOC está disponível para colocar diferenças e diferendos de parte, possibilitando que surjam sinergias coordenadas entre aderentes, como aquelas que se observam por exemplo entre corporações de bombeiros, cada uma com a sua identidade própria, mas que no terreno se auxiliam mutuamente sempre que necessário.

Neste sentido e, crendo ser do superior interesse público, a APROSOC manifesta abertura a todas as OVPC disponíveis para dar início e desenvolver as redes comuns às OVPC.

Entenda-se por OVPC não apenas as reconhecidas pela ANEPC, mas todas aquelas que independentemente do reconhecimento, prossigam atividades que concorram para fins de proteção civil e sejam tidas como uma mais valia no apoio desde que tenham génese Associativa e por isso não lucrativa.

Os representantes interessados na concertação sobre este assunto, podem se assim o desejarem contactar-nos através do e-mail: [email protected] ou telefone 910 910 112.

Não pretendemos assumir a liderança do projeto, somente somos uma das partes potencialmente interessadas e disponíveis para o diálogo, dai resultando a iniciativa.

EXERCÍCIO DE HOMENAGEM “17-06-2017”

Em 17, 18 e 19 de junho de 2017, vizinhos que não se falavam em muitos casos há décadas, ajudaram-se uns aos outros durante os trágicos incêndios que ficaram conhecidos por sendo de Pedrogão Grande, mas que atingiram outros concelhos.

Em 2022, a APROSOC lança um repto a todos os Cidadãos, Grupos e Associações, o de colocarem de parte diferenças e diferendos e, convergirem esforços no sentido de fazerem um exercício nacional de radiocomunicações de âmbito local, de modo a colocar à prova as competências e capacidades instaladas nas comunidades de radiocomunicações cidadãs e amadoras.

Neste contexto, convidamos todos os cidadãos para, na próxima sexta feira entre as 21 e as 22 horas, em homenagem às vítimas falecidas ou sobreviventes dos trágicos incêndios de 2017, estabelecerem contacto com outras estações em CB, PMR446 ou VHF de Radioamador, nas frequências que foram usadas nos incêndios em Pedrogão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.

Os membros da APROSOC, a partir das suas residências ou locais estratégicos, responderão sem qualquer discriminação a todas as estações que se façam presentes  nas frequências indicadas, colocando de parte todos os diferendos e diferenças, num gesto de humildade indissociável do facto de que, em situações de acidente grave ou catástrofe a ajuda vem por vezes de onde menos se espera e, “mais cedo ou mais tarde todos precisamos de todos”, porque, “qualquer catástrofe possível de ocorrer, mais cedo ou mais tarde ocorrerá” e, “ninguém pode garantir que esteja tão bem preparado que não precise de outro alguém”.

Esta é uma proposta “de coração aberto”, uma proposta de paz, união, aproximação e empatia com todos os nossos semelhantes, irmãos da espécie humana nesta casa que a todos nos acolhe e que chamamos Terra.

Tal como em junho de 2017, estaremos operativos em:

  • CB canal 19 FM/AM
  • PMR446 canal 2
  • VHF 145.500MHz NFM para chamada e 145.450MHz para operação

Não são atualmente estes os canais que usamos, mas foram estes os canais que usámos naquela tragédia.

Não importa que equipamentos se usam em emergência, importa que funcionem e cumpram a missão sem prejudicar terceiros, ninguém deve recear o que quer que seja neste exercício, pelo contrário, devem esperar de todos uma postura cordata e de sentida homenagem.

Não importa que não saiba comunicar via rádio, ninguém nasce ensinado. Se assim o desejar, recomendamos que procure replicar os melhores exemplos nos procedimentos radiotelefónicos, deixe um espaço de 3 segundos entre transmissões, seja breve e objetivo na sua transmissão, use a expressão “escuto” ao passar a palavra a outra estação, refira sempre o nome de estação a quem passa a palavra, termine a transmissão quando nada mais tem a transmitir usando para isso a expressão de serviço “terminado”.

Tal como em Teatros de Operações, os membros da APROSOC não vão tendencialmente utilizar qualquer prefixo nas radiocomunicações cidadãs ou privativas, somente os seus números de Associado e, em caso de necessidade diferenciadora utilizarão o prefixo “APROSOC”.

Algumas estações da APROSOC vão transmitir e registar mensagens alusivas às operações de socorro naquela incêndio se desejar participar também na receção e registo ou mesmo transmissão de mensagens temos muito gosto em interagir com todos.

Pedrógão Grande, junho de 2017, 66 vítimas mortais. Para que tragédia idêntica não se repita, previna-se, prepare-se, equipe-se, forme-se, treine-se, estabeleça ligações e laços locais, e comunique.

A Direção 

A CATÁSTROFE DE PEDROGÃO GRANDE 5 ANOS DEPOIS

5 anos após a catástrofe de Pedrogão Grande, a APROSOC observa alguns sinais importantes de melhoria do Sistema Nacional de Proteção Civil, muitas promessas incumpridas e, mais por faze do que aquilo que foi feito e era expectável ter sido feito.
Ao nível da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e, dos agentes de proteção civil, há alguns indicadores positivos no âmbito da intervenção, contudo, no âmbito do envolvimento das populações, sua equipagem e treino, o pouco que existe é tão pouco que não tem expressão e, são meras amostras que caracterizam a ausência de responsabilidade da administração central do Estado nos seus diferentes níveis político territoriais em Portugal Continental.

Criaram-se, e bem, diplomas de incentivo à ação autárquica, contudo, a ausência de um regime sancionatório do incumprimento por um lado e, não menos importante, pelo contrário, um adequado pacote de financiamento, impossibilitaram a implementação das recomendações constantes do Decreto Lei 44/2019, que ficou esquecido na gaveta da maioria das autarquias.

Há inegavelmente desenvolvimentos, contudo, a lentidão por um lado e, a falta de estratégia central e local por outro, retiram-nos a esperança de que a memória das vítimas venha a ser honrada pelos atos conducentes a que tal tragédia se repita no futuro, tornando-o uma inevitabilidade. Não cremos que um monumento honre a memória das vítimas ou recompense os sobreviventes, mas sabemos que seguramente dará aos governantes a oportunidade para o protagonismo mediático de mais uma inauguração.