Aquivos por Autor: João Saraiva

APROSOC rejeita o estatuto de OVPC

Carta Aberta

Ex.mo Sr. Presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil

Cumpre-me na sequência da deliberação da Assembleia Geral desta Associação, em 10 de fevereiro de 2024, informar V Exa que, foi deliberado por unanimidade dos presentes, a não recandidatura ao reconhecimento como OVPC, como forma de protesto pelo facto de, não se vislumbrar qualquer vantagem decorrente deste estatuto, bem como, pelo facto de por um lado a ANEPC ignorar as OVPCs, bem como por outro, não reconhecermos idoneidade técnica à atual estrutura de comando, nem como à tutela.

Neste contexto, cessamos com efeitos imediatos a condição de OVPC, pelo que, oportunamente procederemos à reestruturação estatutária desta Associação no âmbito das atividades de Proteção Civil que continuaremos a desenvolver enquanto organização da sociedade civil, num espírito de cidadania proativa, sem nunca nos resignarmos à inércia e inépcia dos organismos públicos no que concerne ao cumprimento das suas competências e atribuições em proteção civil, corresponsabilizando a ANEPC e SMPCs por muitas das tragédias evitáveis.

O Presidente da Assembleia Geral

Nelson Teixeira Batista

Carta aberta ao partido PAN

Ex.mos Senhores

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, vem pelo presente lamentar a incomensurável ignorância do Partido Pessoas Animais e Natureza (PAN), sobre o uso da coleira de elos, também conhecida como coleira estranguladora. Em primeiro lugar esta coleira não se destina a estrangular, mas sim a comunicar com o canídeo através do som da fricção dos elos, contudo, se por qualquer motivo o canídeo se tornar agressivo possibilita aí sim através da aplicação de pressão, controlar o canídeo no seu ato errante. Tal como qualquer outra coleira ou peitoral, o uso incorreto pode gerar lesões. Na esmagadora maioria dos casos em que os canídeos não correspondem à obediência básica, constata-se que o problema não está no canídeo, mas sim no dono ou no “treinador”, pois qualquer canídeo atinge a obediência básica e comportamental com o treino adequado, mesmo os que sofrem de hiperatividade. Somente por desconhecimento de causa, se legisla tal proibição, já que, a solução em Portugal parece ser sempre optar pela solução mais simples, ou seja, é sempre mais simples proibir o objeto que regulamentar o correto uso, isto porque geralmente quem legisla também não conhece as técnicas de uso adequado, nem consulta os especialistas e associações suas representantes para o efeito.
O que não falta por aí são cães a puxar pelos donos e donos a arrastar os seus cães seja com coleira ou peitoral, situações essas sim preocupantes e notórias de incomensurável ignorância de pessoas que tratam os seus cães como objetos decorativos e que, pelo trato que lhes dão e obediência pretendida sem qualquer treino não mais merecem que um peluche telecomandado. A dignidade animal não está relacionada com o uso ou não uso de coleira de elos, por mais estudos que se façam, até porque, se se fizerem estudos sobre qualquer outro tipo de coleira em canídeos não treinados e que muitas vezes nem sequer têm o dono como referência, o resultado será o mesmo.

Raras são as pessoas preparadas para ter um cão como animal de companhia, raras são as que se vão dar ao trabalho de compreender o seu animal para interagir com ele.

Para se adotar uma criança é necessária avaliação psicossocial, mas para se adotar um cão é necessário apenas assinar um papel. Talvez valha a pena uma reflexão sobre o assunto.

João Paulo Saraiva
Presidente da Direção

COMUNIDADES RADIOCOMUNICÁVEIS

A sociedade portuguesa atravessa na atualidade mutações sem precedentes. A multiculturalidade atualmente existente no país traz-nos oportunidades de desenvolvimento, mas também com ela aspetos funestos, pois tudo tem os seus prós e contras e, o aumento da criminalidade é um desses aspetos funestos a qualquer sociedade democrática e pacífica.

Um pouco por quase toda a Europa, os Estados emitem guias de preparação para a segurança interna e, alguns, face às guerras em curso no planeta, emitem mesmo manuais de preparação dos cidadãos para a guerra.

Sendo a APROSOC – Associação de Proteção Civil, uma organização da paz, tudo o que pode fazer é a preparação dos cidadãos interessados, para o sobrevivencialismo em geral e, nesse âmbito está também a capacidade de comunicar de forma imediata e mesmo alternativa às telecomunicações de acesso público.

Face ao estado da segurança interna bem como do serviço nacional de saúde, bem como da exponencial vulnerabilidade dos sistemas de telecomunicações e mesmo de radiocomunicações do Estado para emergências, é cada vez mais importante a existência de comunidades de radiocomunicações comprometidas com a operacionalidade e prontidão imediata para a entreajuda de proximidade no limite das competências e capacidades instaladas. A violência urbana, as doenças súbitas em qualquer idade, mas mais acentuadas numa sociedade envelhecida, determinam no âmbito das comunidades de radiocomunicações necessidades imperiosas de resposta imediata, pois ainda que as redes de telecomunicações de acesso público funcionem, a capacidade de atendimento é já de si quotidianamente limitada por picos de ocorrências. Por exemplo, numa situação de assalto, agressão, emergência médica, salvamento, pode ser necessário contornar o sistema de telecomunicações de acesso público para que o socorro seja atempado. Uma rede de radiocomunicações comunitária com membros comprometidos com a resposta imediata, pode possibilitar a quem necessita de socorro efetuar o pedido a alguém que responda de imediato e, quem dessa rede esteja junto a uma esquadra ou posto policial, a uma corporação de resposta à emergência, acionar diretamente os meios de socorro, isto enquanto a chamada via telecomunicações de acesso público ainda aguarda para ser atendida por todos os operadores estarem ocupados no momento.

Este comprometimento não é o que geralmente se observa num hobbie, mas sim um comprometimento doutrinário sério e comprometido pelo facto de dele depender o salvamento de vidas e/ou bens. Esta é de facto a parte mais difícil, pois no hobbie esporádico é fácil envolver pontualmente algumas pessoas pelo quão aprazível isso lhes seja, contudo, num bem maior que implique responsabilidade a disponibilidade para o compromisso é algo extremamente raro e em muitos casos impossível na atualidade, contudo, é algo que se instalará automaticamente e de modo informal na sequência de uma catástrofe, pese embora o facto do grau de preparação nesse caso ser geralmente muito baixo.

Urge que se gerem projetos piloto conducentes a esta preparação especializada. Que se teste até à exaustão os modelos que melhor sirvam os interesses das comunidades no âmbito das radiocomunicações de emergência quotidianas porque, mesmo sem uma catástrofe, todos os dias alguém morre por ausência de uma resposta imediata e, se as radiocomunicações não servirem para colmatar estas falhas, os seus demais usos são supérfluos ou meramente lúdicos.

É precisamente neste sentido que, a APROSOC – Associação de Proteção Civil, comprometida com a necessidade de alcançar uma solução que melhor responda às necessidades, testa e desenvolve diferentes modelos até à exaustão.

 

Carta Aberta

Exmo Sr. Ministro da Administração Interna

A APROSOC Associação de Proteção Civil, responsabiliza a tutela da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana, pelo facto dos agentes e guardas para cumprirem a sua missão de manutenção da ordem e da legalidade, se verem forçados a adquirir equipamentos de radiocomunicação fora da rede SIRESP, muitas vezes equipamento ilegais por operarem em frequências sujeitas a licença da ANACOM sem que esse procedimento seja cumprido e, colocando-se eventualmente em risco pelo facto dessas comunicações serem escutadas por terceiros.

A falta de rádios SIRESP tanto para a operação de manobra quanto para a operação tática, aliada à ausência de manutenção dos existentes, são alguns dos constrangimentos que se somam a tantos outros que os operacionais destes órgãos de polícia criminal sofrem no cumprimento da sua missão, situação que deveria envergonhar V.exa. e toda a sua equipa, podendo dizer-se que tem forças de segurança presas por arames e fita cola. Em certas operações os agentes e guardas necessitam ter um rádio para a comunicação tática e, em simultâneo outro em modo direto para operação local de manobra, coisa que não têm e os força à situação supra mencionada.

As forças de segurança merecem mais respeito da tutela, de quem não se vislumbra respeito algum, como se o interesse fosse mesmo o de condicionar a ação profícua daquelas forças, sabe-se lá porquê! Isto enquanto se somam mordomias a quem governa.   

Com os melhores cumprimentos. Atentamente,

 

João Paulo Saraiva 

Presidente da Direção

Técnico de Proteção Civil 

QUEIMADURAS POR FOGO DE ARTÍFICIO

O fogo de artifício e outros produtos pirotécnicos provocam frequentemente ferimentos por queimadura, por vezes graves podendo mesmo culminar em incapacidade permanente ou morte.

O pedido de autorização prévia para o lançamento de fogo de artifício, é dirigido ao Presidente da Câmara Municipal, com 15 dias úteis de antecedência, através de requerimento próprio.

Após a emissão da autorização prévia, o requerente deve dirigir-se ao Posto/ Esquadra policial da área, onde será emitida a licença.

A concessão da licença para o lançamento de fogo de artifício, depende do prévio conhecimento das Corporações de Bombeiros locais, com vista à tomada das indispensáveis medidas de prevenção contra incêndios.

FOGO DE ARTÍFICIO

O fogo de artifício e outros produtos pirotécnicos com som próprio da explosão, contribuem para a surdez dos seres humanos (incluindo crianças) e animais.

Na atualidade existe fogo de artifício sem som, contudo, algumas pessoas não acompanham o desenvolvimento, optando pelo ruído com todos os riscos a ele associados, atitude que denota ausência de civismo.

O pedido de autorização prévia para o lançamento de fogo de artifício, é dirigido ao Presidente da Câmara Municipal, com 15 dias úteis de antecedência, através de requerimento próprio.

Após a emissão da autorização prévia, o requerente deve dirigir-se ao Posto/ Esquadra policial da área, onde será emitida a licença.

A concessão da licença para o lançamento de fogo de artifício, depende do prévio conhecimento das Corporações de Bombeiros locais, com vista à tomada das indispensáveis medidas de prevenção contra incêndios.

 

Estado FALHA na luta contra as mortes por monóxido de carbono

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, corresponsabiliza as respetivas autarquias, pela ausência de campanhas de prevenção contra a intoxicação por monóxido de carbono, que deveria ser nos termos da Lei 65/2007 e Decreto-Lei 44/2019 realizada pelos Serviços Municipais de Proteção Civil, bem como pelas Unidades Locais de Proteção Civil e não é ou, não o é de forma eficaz e eficiente.

A necessidade de manutenção de chaminés, a aplicação de girandolas no topo de chaminés em locais de difícil extração de gases, a instalação de detetores eletrónicos de monóxido de carbono, bem como a adequada ventilação dos compartimentos da habitação são algumas das medidas que devem ser recomendadas de forma eficaz e eficiente a todos os munícipes e não o são na maioria dos municípios.

Por outro lado, a sociedade portuguesa não tem uma cultura de proteção civil, sendo este um assunto que não interessa à maioria dos cidadãos, embora faça frequentemente vítimas. Se por um lado os cidadãos não se interessam, por outro a ausência de campanhas de sensibilização por parte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), como aquelas que divulga relativamente à sinistralidade rodoviária da autoria da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, não insta os cidadãos a interessarem-se pela prevenção dos riscos coletivos menos abordados, sendo também a ANEPC corresponsável por estes acidentes que acabam muitas vezes em tragédia, porque ao invés de cumprir a sua missão, está mais empenhada em ficar bem na fotografia dando visibilidade nos órgãos de comunicação social e nos seus canais nas redes sociais ao trabalho de outras entidades.

Ao invés de mostrar produção própria conducente à prevenção e mitigação de riscos coletivos, os canais da ANEPC nas redes sociais mais se assemelham a uma montra de vaidades e promoção política que tem mais de política e missão de proteção e socorro do que de proteção civil propriamente dita.

A ausência de cumprimento da missão da ANEPC e dos Serviços Municipais de Proteção Civil é corresponsável por inúmeros desfechos trágicos, sem que dai resultem consequências para esses serviços públicos, por ausência de regime sancionatório aplicável, situação que a todos nos devia preocupar.

A instalação de detetores eletrónicos de monóxido de carbono deveria merecer por parte da União Europeia e do Governo Português uma atenção no sentido da obrigatoriedade de instalação e manutenção, acompanhada do respetivo pacote financeiro como por exemplo o do programa de eficiência energética das habitações, contudo, a ausência de cultura de proteção civil é transversal na união europeia e atinge mesmo quem governa os estados membros, quem decide diretivas comunitárias e, quem dirige e trabalha nos serviços de proteção civil, como se estivéssemos na época antes da invenção dos detetores de monóxido de carbono.

Em Portugal ao invés de estarmos preocupados com este assunto, as prioridades governativas vão para assuntos “tão mais importantes quanto” as casas de banho mistas, a legalização da posse de produtos estupefacientes, entre outras prioridades governativas que tão bem evidenciam a qualidade dos governantes que, não foram sequer de aproveitar os programas Aldeias Seguras, Pessoas Seguras, para incluir a sensibilização sobre intoxicação de monóxido de carbono e, a dotação de detetores eletrónicos de monóxido de carbono nos lares dos mais idosos e desfavorecidos em muitos casos a residir sozinhos e que frequentemente são notícia de mais desfechos trágicos.

Intervenção do Presidente da APROSOC na Assembleia de Freguesias de Carnaxide e Queijas

“Exmo Sr. Presidente da Assembleia Municipal, Exmo. Sr. Presidente e todo o executivo da União de Freguesias de Carnaxide e Queijas, Caros Eleitos, Funcionários e público em geral

João Paulo Saraiva em representação da APROSOC – Associação de Proteção Civil

2024 será pela primeira vez no concelho de Oeiras um ano de proteção civil, estando anunciadas a constituição das unidades locais de proteção civil, a sensibilização pública e muito mais. Por isso a minha vinda hoje a esta Assembleia é diferente das habituais, é um apelo à convergência de esforços. Não basta dizer-se que “Todos Somos Proteção Civil” quando a maioria não sabe sequer o que é a proteção civil e a confunde com a proteção e socorro, quando a maioria não sabe sequer qual é o seu papel nas atividades de proteção civil, quando os eleitos não são sequer exemplo de boas práticas em proteção civil e embora tudo exijam por desconhecimento nada fazem do que lhes compete como cidadãos.

Estamos na época da hipocrisia, mas o que vos trago não são votos de boas festas e o blá, blá, blá do costume que nada muda, o que vos trago é a consciencialização de que, nunca houve, não há e nunca haverá bombeiros e outros serviços de emergência suficientes para responder atempadamente a todas as ocorrências em caso de catástrofe, provavelmente em caso de sismo alguns quarteis vão colapsar ou os seus portões não vão abrir, provavelmente os operacionais também serão vítimas ou terão familiares a socorrer. Importa por isto que cada cidadão, sem exceção, seja parte da solução para minimizar a probabilidade de se tornar parte do problema.

A autoproteção é um dever de cada um, no lar, na rua, no local de trabalho e, na segurança coletiva cada um tem a sua quota parte de responsabilidade.

A ajuda de proximidade é um dever de todos, mas para isso é necessário existir organização e treino. A prevenção, mitigação, e o reporte de situações de risco coletivo é um dever de que ninguém se pode eximir. O auxílio à evacuação de pessoas com mobilidade reduzida, o suporte básico de vida e estabilização de outras situações prioritárias de socorro, devem ser competências transversais e que não descartem aqueles que mais disponibilidade podem ter, falo dos reformados.

Apelo por isso a que todos participem nas ações de sensibilização, todos sem exceção, porque se todos somos proteção civil, sabendo-se que em caso de catástrofe todos seremos muito poucos, é injusto pedir-se aos serviços que façam o que lhes compete acrescido do que compete a cada cidadão que não faz a sua parte.

O plano familiar de emergência, o plano local de emergência e a participação dos cidadãos na elaboração deste último, são instrumentos de segurança coletiva imprescindíveis numa sociedade moderna e que, devem equacionar todos os riscos coletivos, para que assim a segurança coletiva seja tão real quanto possível.

Para quem tenha dúvidas de que isto que está preconizado, desafio à leitura do Artigo 1º da Lei 27/2006.

Quero ainda testemunhar e agradecer o facto de a União de Freguesias ter dado resposta adequada à maioria das situações que por esta Associação lhe foi reportada, mas muito mais está por fazer e, espero contar com a União de Freguesias para fazermos juntos este caminho gerador de segurança coletiva que certamente contribuirá para um futuro mais feliz e risonho para quem mora, trabalha ou passa por cá.

Caros concidadãos, só tem moral para exigir dos serviços de proteção civil, quem faz a sua quota parte nas atividades de proteção civil, porque, “todos somos proteção civil”.

No cidadão reside o 1º e o maior pilar da proteção civil.

Muito obrigado pela vossa inestimável atenção

Boas festas em segurança e, estejam preparados!”

O Exmo. Sr. Presidente da União de Freguesias de Carnaxide e Queijas – Inigo Pereira, agradeceu a intervenção e, confirmou estar para o inicio do ano a constituição das unidades locais de proteção civil, tendo adiantado que contava que o regulamento fosse votado logo na primeira sessão de assembleia de união de freguesias em janeiro.

Seja prudente com a iluminação de natal

A quadra natalícia está normalmente associada à instalação de luzes festivas, ornamentos e árvores de Natal, o que contribui para o aumento da probabilidade de incêndio com uma rápida propagação.

Por este motivo, as luzes de natal devem ser sempre desligadas durante a noite e sempre que saímos de casa.

Opte de sistemas a LED´s e com certificação CE, são mais seguros e consomem menos.

Lembramos também a importância de ter um extintor dentro de casa para evitar que um pequeno incêndio se propague.

Use o gás natural de forma segura

Você está preparado?

Se você usa gás natural em sua casa, instale detetores de monóxido de carbono alimentados por bateria em todos os compartimentos da habitação e teste-os com frequência.

❗ Se houver uma fuga de gás, saia imediatamente de casa e ligue para o 112.

Imagem originária do programa “Ready” (EUA)