Arquivo em Janeiro 29, 2021

O QAP (permanência numa determinada frequência rádio) é uma disciplina que se impõe

A permanência em frequências de radiocomunicações destinadas à chamada, é uma rotina que se impõe aos mais aficionados das radiocomunicações, que beneficia muitos outros que, quando necessitam de ajuda veem a sua chamada correspondida.

Ligar os rádios em casa, no automóvel, no local de trabalho, ou mesmo ligar e colocar o rádio portátil à cintura, é para estes entusiastas uma rotina como calçar os sapatos, lavar regularmente as mãos ou usar máscara de proteção respiratória, é algo que não nasce ligado ao seu corpo, mas que passou a fazer parte das suas rotinas quotidianas que aliam o gosto pelas radiocomunicações à utilidade pública de tais ações voluntárias e geradoras de sentimentos gratificantes para quem praticas estes gestos de entreajuda via rádio, tantas vezes complementados com outras formas de entreajuda presencial.

Erros de Governação na base de falta de profissionais de saúde nos hospitais

A falta de Médicos e Enfermeiros em meio intra-hospitalar é um facto inegável, e muito antes da COVID-19 já várias Associações defendiam a criação de uma carreira de paramédicos como existe em muitos outros países da Europa e do Mundo, de modo a libertar estes profissionais para o que foram formados, o meio intra-hospitalar, reservando assim aos paramédicos aquilo para que são formados no resto do Mundo civilizado, o meio pré-hospitalar. Temos assim na atualidade enfermeiros a assegurar a tripulação de ambulâncias de suporte imediato de vida (SIV) e as viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), e a falta destes enfermeiros nos hospitais.
Não deixa de ser irónico que façam agora falta a Portugal os Médicos, Paramédicos (portugueses formados lá fora), Auxiliares de Ação Médica e Enfermeiros que num passado recente foram convidados a emigrar.

A APROSOC- Associação Nacional de Emergência e Proteção Civil, recomenda por exemplo que se complemente a formação dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar que nunca chegou a avançar na prática, possibilitando que as SIV e as VMER sejam tripuladas por técnicos “paramédicos”, libertando assim enfermeiros que tanta falta fazem no meio intra-hospitalar.

CB (citizens band) Banda do Cidadão, a aprendizagem e a desaprendizagem

Há duas correntes na banda do cidadão, a resultante do filme de 1978 que passou em Portugal com o nome “o comboio dos duros” (convoy) e que pauta pelo uso exagerado de um calão próprio do desrespeito pela autoridade do Estado e pela justiça popular, e a corrente mais assertiva e cordial originária na série televisiva que em Portugal conquistou adeptos com o nome  “os 3 Dukes” de seu nome original The Dukes of Hazzard, que pautava pela correção e diversão embora contendo algumas “divertidas” cenas de violência que para a época faziam parte da forma de fazer comédia, esta era de facto uma série de comédia para toda a família.
Entre o filme e série acima citados existiu ainda uma outra série “bandit”, também de comédia e contorno da autoridade do Estado, enquanto que a série os 3 dukes retratava essencialmente a desonestidade da autoridade do Estado para com o cidadãos, no caso num condado de um Estado dos Estados Unidos da America no final dos anos 70.

Em Portugal essas correntes perduram até aos dias de hoje, existindo canais CB onde geralmente operam maioritariamente aqueles que desafiam a autoridade do Estado com recurso a potências exageradas para compensar a ineficiência dos seus equipamentos, linhas de transmissão e antenas, usando geralmente um calão lesivo da língua materna, geralmente praticado por pessoas cujo grau de escolaridade e cultura é mais reduzido, sendo estes canais uma escola de desaprendizagem da correção de uso dos procedimentos radiotelefónicos mais profícuos, fazendo-se desses canais uma espécie de taberna onde se confraterniza sob a inebria das ondas de rádio, sendo esta a corrente “convoy”.

Mas a corrente “the dukes of hazzard” também está presente em muitos outros canais da CB onde se pauta pela educação e correta utilização da língua materna (da pátria mãe), procurando-se que a comunicação via rádio tenha tanto de divertida, até mesmo de comédia, quanto de técnica, científica, e por isso com outras aplicabilidades nomeadamente em emergências face a acidentes graves ou catástrofes, em tudo o que se relacione com a segurança e bem estar dos cidadãos.

Este artigo não pretende denegrir ou ofender quem quer que seja, somente situar as duas correntes genéticas do que observa em Portugal e também noutros cantos do mundo na banda do cidadão dos 27MHz, possibilitando desde logo a quem está a pensar entrar ou entrou recentemente neste hobbie, compreender que pode optar por uma das correntes, ou mesmo optar por ambas, uma espécie de bi-orientação hobista, ou divisão indecisa entre o certo e o errado (ética) geralmente atribuído ao não enquadramento civilizacional, vulgarmente atribuído aos estágios do Homem ante civilização.

Poder-se assim dizer em jeito de comédia que, quem está a pensar entrar no mundo do crime no sector público poderia escolher a Assembleia da República, e no sector privado certos canais da banda do cidadão, isto não quer dizer que os demais sejam todos meninos de coro, mas são esses outros que geralmente constroem a parte boa de um futuro melhor e mais sorridente para si, para os que os rodeiam e para toda uma nação.

Este é somente um texto em debate nos canais internos reservados aos Associados da APROSOC e da ANARPT, a sua exposição pública pretende somente dar a conhecer um pouco do que se trata e retrata no seio destas Associações, pelo que não terá desenvolvimentos públicos.

“está na cópia” não é um procedimento radiotelefónico

O termo “está na cópia” é parte do calão da CB (citizens band), gerando frequentemente constrangimentos nas comunicações de emergência, já que divide os praticantes desse calão dos que utilizam procedimentos radiotelefónicos e para quem o termo “cópia” ou “copiar” tem subjacente um procedimento que não o correspondente ao termo em calão da CB.
Recomenda-se por isso aos membros da Rede OÁSIS a substituição dessa expressão por “informe se recebido”, “interrogo se recebido”, “confirme se recebeu”.
Esta recomendação não pretende ser uma crítica negativa ou tão pouco sequer uma determinação, mas sim uma recomendação de aperfeiçoamento que desde já agradecemos, já que o uso incorreto de expressões verbais tem efeitos de contágio incluindo para os novos praticantes que se iniciam nas radiocomunicações cidadãs.

APROSOC traz de volta à margem norte do Tejo os grupos de conversação em CB

As novas estações de Associados da APROSOC e ANARPT fazem renascer na margem norte do Tejo as antigamente chamadas “rodinhas”, grupos de utilizadores da rádio CB (citizens band), dentro das boas práticas de radiocomunicação. Orgulhamo-nos de no limite das nossas modestas capacidades estarmos a contribuir para o renascimento da Banda do Cidadão em Portugal, honrando a memória de tantos outros antigos “macanudos” (radioperadores da banda do cidadão) muitas vezes em nome de clubes e Associações já extintos ou em inactividade. É hoje possível ouvir conversações (vulgos QSO) entre radioperadores moderados na operação e respeitadores da língua portuguesa em detrimento da verbalização de termos estranhos à língua de Camões, de Portugal e dos portugueses.
Apesar dos desafios da crise no Associativismo não lucrativo, agravada pela pandemia que o país e o mundo sofrem, continuamos a dar o nosso melhor para juntar bons praticantes das radiocomunicações cidadãs.
Valemos pelos Associados que temos.
Obrigado pela confiança.

Gosto de radiocomunicações, devo ser radioamador ou radioperador?

O radioamadorismo destina-se a quem tem vocação para o desenvolvimento tecnológico, implicando a habilitação legal para exercer essa atividade um exame de conhecimentos técnicos realizado na Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), para a categoria 3 (50.00€) e que lhe possibilita operar a estação de outros radioamadores sob a supervisão do mesmo, podendo findos 2 anos efetuar novo exame para subir à categoria 2 (50.00€) e passar a ter autonomia de operação e poder adquirir e instalar a sua própria estação. Os exames não são difíceis, mas implicam estudo de preparação para a obtenção de aptidão.

Para além da vocação e habilitação legal o candidato a radioamador deve equacionar se dispõe da condição económica adequada ao exercício do hobbie cumprindo todas as regras com equipamentos lícitos.

O radioamadorismo é um hobbie técnico-científico de desenvolvimento contínuo que implica um investimento continuado embora não obrigatório.

Para ser radioperador CB (citizens band), PMR446MHz, LPD433MHz, ou SRD2.4GHz (normas aplicáveis a equipamentos de uso livre de taxas e licenças), basta adquiri-los e usa-los, as regras de uso são facultativas e simplificadas. Os equipamentos são geralmente económicos e possibilitam alcances entre dezenas de metros a alguns quilómetros, embora por vezes em função da orografia do terreno, adequada instalação e condições de propagação se atinjam distâncias surpreendentes na ordem das centenas ou mesmo no caso da CB milhares de quilómetros.

As radiocomunicações cidadãs são um hobbie recreativo de reduzido investimento, não sendo raros os praticantes que usam os mesmos equipamentos há décadas, com alguns custos reduzidos de manutenção.

Ambos os hobbies (amador ou recreativo) têm aplicabilidade em proteção civil, nomeadamente para fins de autoproteção no âmbito das alternativas de radiocomunicação quando falham as telecomunicações de acesso público.

Cada um deve optar pela solução que melhor se adequa ao seu perfil. A inscrição numa das Associações existentes e dedicadas às radiocomunicações possibilita geralmente uma integração mais económica devido ao facto de os interessados beneficiarem do aconselhamento dos praticantes mais experientes.

A APROSOC e a ANARPT são apenas duas dessas Associações, existem muitas outras em Portugal e no mundo.

www.aprosoc.pt
www.anarpt.org

COVID-19 | APROSOC co-responsabiliza decisores políticos

Considera esta Associação a possibilidade de terem sido cometidos por decisores políticos do Estado Português, indiciariamente por negligência ou eventual populismo eleitoralista, crimes contra a humanidade que mui respeitosamente vimos relatar nos termos e pelos factos seguintes:

1º na primeira fase da pandemia COVID-19, os decisores hesitaram na recomendação do uso generalizado das máscaras de proteção respiratória, tendo mesmo desaconselhado essa prática que consta das mais elementares normas de segurança face ao perigo biológico, o que atrasou a adaptação da indústria nacional para as necessárias adaptações para a produção em massa daquele equipamento de proteção individual e que terá contribuído para o aumento do número de infetados e mortes.

2º na segunda fase da pandemia, os decisores políticos, pautando pelo experimentalismo que já antes havia dado maus resultados, facilitaram nas regras de confinamento durante o período do Natal e fim de ano, e tal situação originara a atual terceira vaga.

3º A restrição dos horários dos estabelecimentos comerciais imposta pelos decisores políticos, levou a que a lotação de segurança desses estabelecimentos face à COVID-19 estivesse permanentemente no limite ou mesmo fosse mesmo ultrapassada, submetendo os clientes a longos períodos de espera, e aumentando o risco de contágio que viria a dar os resultados que todos conhecemos.

4º Os sucessivos erros acima enumerados, são factores incomensuravelmente prejudiciais à vida e à economia dos cidadãos e do país, entendendo esta Associação que o experimentalismo daqueles em quem o povo confia a sua segurança coletiva, revelou a incapacidade e incompetências desses decisores políticos que se limitaram a fazer navegação à vista, possibilitou que uma situação de emergência atingisse o nível de CATÁSTROFE, pouco mais de três anos decorridos da catástrofe dos incêndios de 2017 em que também por inércia e inépcia dos decisores políticos (com especial responsabilidade criminal no nível autárquico, e que ainda estão por apurar e corrigir) o país sofrera perdas irreparáveis.

5º As propostas experimentalistas geralmente apresentadas pelas diferentes forças políticas, roçam a infantilidade, e ignoraram por demasiado tempo o manual NRBQ das Forças Armadas, subaproveitando as valências dessas mesmas Forças Armadas para a prevenção e resposta nas primeiras fases no sentido de se evitar chegar à atual situação de CATÁSTROFE que cremos podia ter sido evitada com uma gestão militar das soluções de prevenção e resposta.

6º Portugal, as portuguesas e os portugueses, têm as suas vidas depositadas nas mãos de experimentalistas, muitas dessas e muitos desses já não se encontram entre nós para poder reclamar, pelo que entende esta Associação dar voz e honrar assim aqueles que fruto deste experimentalismo dos decisores políticos, perderam a vida.

7º Valeu aparentemente tudo até aqui nesta pandemia, o aparente favorecimento dos interesses instalados em negócios cujo ajuste direto se justificou com o estado de emergência e onde até o experimentalismo foi argumento para justificar o injustificável. O país está mais pobre, mas fruto deste experimentalismo alegadamente resultante de inépcia, alguns estão mais ricos e os seus negócios vão de vento em popa enquanto a economia do país e da esmagadora maioria dos seus cidadãos afunda para níveis onde talvez só de submarino seja possível encontrar.

A APROSOC – Associação Nacional de Emergência e Proteção Civil, co-responsabiliza os decisores dos mais diversos quadrantes políticos pelo “estado a que isto chegou” o de catástrofe. O Estado sofreu uma incomensurável perda de autoridade, revelando-se incapaz por falta de competências, recursos técnicos e humanos, de exercer as suas funções essenciais.

Artigo de opinião emitido ao abrigo do Art.º 37º da Constituição da República Portuguesa.