Arquivo mensal: Março 2025

Recomendação do Conselho Europeu para Kit de Emergência

O Conselho Europeu anunciou recentemente uma recomendação que será efetuada aos Estados membros, para que os cidadãos preparem Kits de Emergência com autonomia mínima de 72 horas.

Para a APROSOC – Associação de Proteção Civil, esta medida não é mais do que evitar melindrar os Estados membros que pecam pela inércia em matéria de preparação civil de emergência (autoproteção) no âmbito da proteção civil e, Portugal é um dos Estados membros que mais peca tanto por inércia quanto mesmo por inépcia, já que, nem mesmo os dirigentes da esmagadora maioria dos serviços de proteção civil, não têm sequer o seu kit de emergência para mostrar e, fazer assim através do exemplo que outros cidadãos sigam o exemplo.

No país o no mundo, a preparação do âmbito da autoproteção, é liderada por grupos dedicados que praticam a cultura “preppers”, “sobrevivencialistas” ou “graymans” e, o conhecimento de grande parte dos técnicos de proteção civil das estruturas governamentais, está na maioria dos casos a anos-luz do conhecimento reunido naqueles grupos.

APROSOC recebeu visita da IL

Nesta 6ª feira 14 de março de 2025, a APROSOC – Associação de Proteção Civil, recebeu na sua sede a visita de dois representantes do Núcleo Territorial de Oeiras do partido político Iniciativa Liberal, e que, procuraram conhecer as preocupações desta Associação no âmbito da proteção civil no concelho de Oeiras.

Esta é a segunda vez no espaço de 3 anos que aquele partido político visita as instalações da APROSOC com o mesmo propósito, que muito nos honra e que muito agradecemos no quadro das ações políticas desejavelmente conducentes a mais e melhores políticas de proteção civil, no caso no concelho de Oeiras, um concelho dos mais atrasados do país no que concerne à materialização da proteção civil.

Desta feita, estiveram presentes nesta reunião o Presidente da Direção da APROSOC e, por parte do partido Iniciativa Liberal: Fernando Antunes (Coordenador do Núcleo Territorial de Oeiras) e, Anabela Antunes (Deputada na Assembleia Municipal de Oeiras).

A APROSOC está permanentemente ao dispor das diferentes forças políticas para a colaboração que lhe seja solicitada no âmbito dos seus fins estatutários e no superior interesse público.

Ucrânia – Comunicações Militares em Risco

Um dos graves erros de qualquer nação, é depender de operadores privados para assegurar as suas telecomunicações nos serviços essenciais, tal constitui uma incomensurável vulnerabilidade.

Observam-se na atualidade Elon Musk a ameaçar cortar o acesso das tropas da Ucrânia à rede de satélites StarLink, uma situação totalmente desnecessária se a Ucrânia mantivesse a sua rede de HF militar encriptada. O mesmo se passa em Portugal, cujos terminais de radiocomunicação não são suficientes para uma situação de guerra, já que alguém nas forças armadas alinhou em soluções como o LTE civil para uso militar, entre outras acefalites inarráveis.

Proteção Civil | Discriminação nos AVISOS e ALERTAS

Exmas(os) Senhoras(es)

A maioria dos municípios de Portugal não acompanha o estado da arte da proteção civil e, discrimina cidadãos no acesso aos AVISOS e ALERTAS dos serviços municipais de proteção civil. São felizmente cada vez mais os municípios a divulgar os AVISOS do IPMA e os ALERTAS de Proteção Civil nas redes sociais, contudo, nem todos os cidadãos têm redes sociais e, somente alguns serviços municipais de proteção civil envia os AVISOS e ALERTAS por SMS.

Por exemplo o concelho de Oeiras que se afirma o mais à frente do mundo e arredores, somente difunde AVISOS e ALERTAS nas redes sociais, não os replicando por SMS nem noutras línguas para os fazer chegar também a quem nos visita ou para cá migrou ou emigrou.

Para a APROSOC – Associação de Proteção Civil, esta omissão dos municípios fere princípios constitucionais e, determina em caso de desastre um aumento da dimensão da catástrofe ao aumentar o número de pessoas que não adotaram as recomendações de autoproteção por não terem recebido informação nesse sentido.

Alertamos ainda para o facto de o país ainda não dispor de sistema Public warning – Cell Broadcast, que chegou a constar dos planos de atividades da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, mas que nunca foi materializado, apesar de ser somente o sistema que possibilita chegar de imediato a todos os cidadãos detentores de telemóveis ou smartphones na área geográfica selecionada para o ALERTA à população.

Por entendermos que esta situação fere princípios constitucionais, apelamos assim à ação dos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, bem como do sistema judicial, de modo desejavelmente conducente à resolução desta situação de interesse público, dando como exemplo de boas práticas os municípios de: Lisboa, Amadora, mais recentemente Óbidos, entre outros.