Arquivo da Categoria: BLOG

INÉRCIA NA AUTARQUIA DE VILA FRANCA DE XIRA GERA ACRÉSCIMO DE TRABALHO PARA A APROSOC

O facto da Autarquia de Vila Franca de Xira e suas Juntas / Uniões de Freguesia ignorarem o Decreto Lei 44/2019 no que respeita à constituição de Unidades Locais de Proteção Civil e a inerente integração de voluntários, faz com que vários cidadãos residentes em freguesias daquele concelho tenham recentemente procurado a APROSOC – Associação de Proteção Civil em busca de atividades de voluntariado de vigilância florestal, entre outras no âmbito do voluntariado ambiental e de proteção civil.

Assim, não estando a APROPSOC vocacionada para se substituir aos serviços municipais de proteção civil, gabinetes municipais de defesa da floresta contra incêndios e, unidades locais de proteção civil, tem esta Associação recomendado aos interessados que contactem a corporação de bombeiros da sua área de residência para a eventual possível integração nas atividades em causa, atendendo ao facto de que a autarquia não possui programas nesse âmbito.

A APROSOC considera de uma incomensurável desfaçatez e incompetência o facto de muitas autarquias, entre elas em Vila Franca de Xira, Oeiras, e muitas mais, não aproveitarem o que a Lei lhes confere no âmbito da proteção civil, só podendo por isso lamentar a inércia e inépcia denotadas por todas as autarquias em semelhante situação.

NB.: A não existência de unidades locais de proteção civil no concelho de Vila Franca de Xira, foi hoje telefonicamente gentilmente confirmada pelas 13h18m pelo operador de serviço ao Serviço Municipal de Proteção Civil de Vila Franca de Xira, que nos atendeu de forma irrepreensível.

Desejamos sinceramente que a Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, bem como as dos por demais concelhos em semelhante situação, deliberem no sentido da alteração desta realidade funesta ao interesse público.

RADIAÇÃO ULTRA VIOLETA – AUTOPROTEÇÃO

Verifique junto do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, diariamente nos dias de maior calor, as previsões de radiação ultravioleta e, adeqúe a proteção ocular.

Em caso de irritação ocular provocada pela radiação ou suores irrigue regularmente os olhos com soro fisiológico. Em caso de persistência dos sintomas (por exemplo névoa ocular), consulte o seu médico.

Não esqueça também a proteção da pele, e a necessidade de ingestão de líquidos não alcoólicos para evitar queimaduras, doenças de pele e a desidratação.

Proteja-se a si e aos seus.

Não esqueça que os animais de companhia também sobrem com o calor.

Egos alimentados com Whatts de potência ilegal

Há na CB (citizens band) utilizadores que precisam de amplificadores lineares ou rádios com potência superior à legalmente permitida, microfones com câmara de eco e outras “funestidades”, como toxicodependentes e alcoólicos necessitam de mais uma dose para alimentar o vício. São geralmente pessoas com baixa autoestima e cujo ego se alimenta de elogios associados à sua transmissão chegar forte “a todo o lado”. Palavras como “tubarão” e outras que os fazem sentir-se “grandes” alimentam-lhes o ego e causam-lhes felicidade e uma certa inebria que não encontram nas demais atividades das suas vidas quotidianas.
Estas pessoas gostam e sentem necessidade de estimular os elogios por parte dos seus contactantes, usando para o efeito expressões como “apeadeiro”, “o rapazinho do walkie-talkie”, “emissora mixuruca” e outras palavras do calão cebêístico. São por vezes momentos de escape, momentos ebrios a ouvir a sua própria voz com eco, ou com uma presença de voz amplificada ou mesmo distorcida que se assemelha por vezes nas suas mentes a alguém que idolatram e com quem fazem questão de se assemelhar ou superar.

Cada um encontra a felicidade das formas que consegue e, não fosse algumas destas formas atentarem contra os direitos dos utilizadores da CB que fazem uso de equipamentos dentro dos parâmetros legais, poder-se-ia encarar como legítimas formas de auto satisfação do ego.

A fome de protagonismo radiofónico é tanta que este tipo de utilizadores se amontoa geralmente em canais predominantes, gerando o caos resultante da anarquía nos procedimentos radiotelefónicos, uma vez mais pela necessidade de lhes dizerem que passam por cima de outros através da força da potência usada, mas sem que isso se relacione com qualquer característica da pessoa que usa essas tecnologias.

E lá andam eles felizes e contentes da vida, muitas vezes com potências cancerígenas para si e para terceiros que sem saber porquê acabam em oncologia, mas o que importa é alimentar o ego e socializando diariamente com quem profere tais elogios (tubarão, emissora potente, etc…).

Artigo de opinião por: João Paulo Saraiva

 

Ter um rádio CB multi normas europeias possibilita mais do que a maioria sabe

Na realidade ter um rádio CB (citizens band) multi normas europeias, possibilita-nos muito mais do que um equipamento convencional apenas com os canais nacionais.
Impõe a legislação que o equipamento seja usado na norma correspondente ao país em que opera, contudo, não constitui qualquer infração a escuta de outras frequências que não as nacionais. Assim sendo, para além de um rádio CB multi norma nos possibilitar a operação nos 40 canais mais universais, com as potências aceites na maioria dos países e, de nos possibilitar operar com esse equipamento noutros estados da união europeia no modo correspondente à norma desse país, possibilita-nos fazer rádio escuta noutras frequências utilizadas noutros países europeus selecionando o modo correspondente à norma desse país e não só, para por exemplo termos uma maior noção das direções mais favoráveis no que respeita à propagação.
Por outro lado, possibilita ainda aos cidadãos emigrantes, escutar os seus concidadãos por vezes até a distâncias consideráveis, embora o CB seja na sua génese um meio destinado a comunicações de curto alcance.

Há por exemplo atualmente em Portugal cidadãos alemães, polacos, ucranianos, ingleses e outros que gostam e fazem escuta das frequências da CB usadas nos seus países, prática geradora de um sentimento de maior proximidade do seu país, complementar à possibilitada pelas redes sociais via Internet e dos órgão de comunicação social.

Neste contexto, embora a muitos de nós seja muito aprazível operar com equipamentos clássicos que nos trazem até alguma nostalgia, é inegável que por mais desvantagens que os modernos equipamentos possam ter, têm inegavelmente também as suas vantagens.

A CB não possibilita apenas a emissão e, a recepção possibilita-nos a outrora famosa “rádio escuta”.

Importa ter sempre presente que a rádio escuta é legal em frequências destinadas ao público ( o que é o caso da CB) e que, a emissão em frequências não autorizadas num qualquer país constitui no mínimo uma contra ordenação.

Artigo de opinião de: João Paulo Saraiva

 

303º Exercício de Radiocomunicações Cidadãs e Amadoras da APROSOC

Este domingo não é exceção e vamos exercitar a comunicação, a amizade via rádio e os procedimentos radiotelefónicos.

Vamos estar como de costume em canal 11 no CB para chamada e tendencialmente em QSO no 10 ou outro canal livre.
Em PMR446 estaremos em canal 112 (canal 11 – 446.13125MHz com o subton 69.3Hz)
Em VHF de rádio amador estaremos em 145.3875MHz NFM e outras frequências

A atividade é aberta a todos os que entendam participar e temos muito gosto na sua presença

LOUVOR

Estimados Associados

O nosso Vogal de Direção – Sérgio Matias, tem sido incansável no combate às interferências de que muitos se queixam mas que poucos agem e, que perturbam as comunicações de muitos. Hoje mesmo a ANACOM informou-o oficialmente da supressão de uma dessas fontes de interferência, um caso bem sucedido numa luta com muitas denuncias e muitos esforços para instar a ANACOM a fazer o que lhe compete na defesa do interesse público. Neste contexto, entendo ter o dever de louvar em nome da Associação, a sua luta num gesto simbólico que pretende demonstrar a incomensurável gratidão pelo trabalho que este nosso colega dirigente desenvolve com elevada competência e sentido de dever cívico, bem como agradecer o tempo e meios investidos nesta luta desgastante e muitas vezes inglória que desta vez teve um desfecho diferente.

Os “macanudos” originais

O que distingue os macanudos (leia-se cebeístas) usufrutuários da banda do cidadão  (CB – citizens band) de outros, não é seguramente o uso de rádios de amador na banda do cidadão, nem tão pouco o uso de amplificadores de potência, mas sim o uso de genuínos rádios CB (citizens band).

Há uma nova espécie de ocupantes ilegítimos da banda do cidadão, os que o fazem com rádios de amador, com potências que só o radioamador poderia legalmente utilizar e que parasitam a banda do cidadão gerando constrangimentos aos legítimos e originais macanudos.

Ainda assim, existem ainda muitos “macanudos originais” que assim se mantém na essência da CB possibilita em termos de frequências e potências não prejudiciais à saúde dos próprios ou de terceiros.

Nos últimos anos têm-se provado que afinal com uma antena com zero decibéis de ganho, de que é exemplo por exemplo a antena colinear de 1/4 de onda  T2LT, é possível atingir alcances surpreendentes mesmo com os 4W em AM/FM, contudo, muitos procuram antenas capazes de multiplicar a potência aparente radiada ou mesmo amplificadores de potência, muitas vezes desprezando a qualidade dos componentes das baixadas coaxiais, optando pela solução menos eficiente e que garante o maior consumo de energia elétrica em detrimento das soluções licitas e mais amigas do ambiente.

Cada um decide se pretende ser um “macanudo original” ou um parasita da Banda do Cidadão que o acolheu e que acaba por ser prejudicada pelo acolhido. Não é o uso do termo “macanudo” que faz dele um cebeísta original, é o facto de ser um cebeísta original que faz dele um bom macanudo.

Recorde-se o que o dicionário PRIMBERAM nos diz sobre o termo “macanudo”:

macanudo

macanudo | adj.

ma·ca·nu·do

adjectivo

1. [Brasil]Forte.

2. Respeitável.

3. Muito bom.

“macanudo”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/macanudo [consultado em 31-05-2022].

Podemos assim facilmente concluir que, no Brasil, a “terra sem lei” o termo é associado a “forte”, e que em muitos outros países que usam o termo tem um significado diferente, nomeadamente “respeitável” ou “muito bom”, contudo, como podem ser respeitáveis ou aceites como muito bons aqueles que recorrem à ilegalidade para sobrepor as suas transmissões às de outros ou mesmo prejudicar a saúde dos próprios ou terceiros com as suas potentes radiações invisíveis mas nocivas à saúde?

Convoy Madness! 12 Classic CB-Radio Ads | The Daily Drive | Consumer Guide® The Daily Drive | Consumer Guide®

APROSOC entrega mais 6 rádios PMR446 a pessoas desprotegidas

Quando da intervenção da APROSOC nos incêndios em 2017 na região Centro e, sequente estudo realizado em diversas aldeias afetadas ou em risco de o serem, foram identificados alguns casos de vulnerabilidade a prazo e, porque não esquecemos as pessoas com quem nos cruzamos, em 2022 veio a confirmar-se numa dessas aldeias o que temíamos, somente 5 habitantes já idosos e debilitados, numa aldeia em que a rede de telemóvel não entra em suas casas e em que, em caso de aflição os seus habitantes não têm como pedir sequer ajuda a um vizinho. Por questões de segurança face à vaga de assaltos a pessoas vulneráveis não vamos aqui identificar a aldeia, contudo, temos orgulho em anunciar que, entregaremos esta semana mais 6 rádios PMR446, 5 que serão distribuídos pelos moradores isolados e, um 6º que será entregue a uma Associação recreativa e social de uma aldeia próxima e em local mais elevado que garante a comunicação, para manter o contacto regular com os moradores e em caso de necessidade pedir ajuda via 112, já que dispõe de rede de telemóvel e telefone fixo em várias habitações e numa mercearia.

Antes desta decisão foi efetuado um teste de adaptação após formação e, apesar de algumas dificuldades todas as pessoas passaram a conseguir operar um walkie-talkie, tendo mesmo enumerado diversas vantagens em relação ao telemóvel, a começar pelo facto de não terem de pagar recarregamentos a subtrair às suas parcas pensões de reforma, mas também que é uma forma de combater o isolamento social em especial em dias em que quer seja devido à chuva, ao sol muito forte ou poeiras em suspensão não seja recomendável sair à rua. Num dos casos concluiu-se que o utilizador só conseguia usar o rádio com um microfone de mão, dada a força que tinha de fazer no PTT (push-to-talk) do rádio e a dificuldade de o ver, tendo-se concluído que com o microfone de mão a operação decorria na perfeição.

Importa referir que foi testada a comunicação no interior de todas as habitações e que dada a proximidade todos se conseguem contactar a partir de dentro de casa, com exceção de um dos moradores que somente consegue contactar com outros três.

Por motivos práticos, os rádios fornecidos são leves, vão ter uma fita para usar ao pescoço e terão somente uma frequência programada para evitar a mudança acidental de canal.
Também o carregamento de bateria foi alvo de preocupação, tendo-se optado por entregar também carregadores de secretária de encaixe prático.

Esta oferta só é possível graças a um empresário mecenas que pretende manter o anonimato e que se disponibilizou de imediato a custear estes equipamentos bem como a sua manutenção futura e, a quem agradecemos ter-nos possibilitado cumprir mais esta missão em prol da segurança dos mais desprotegidos. O nosso incomensurável agradecimento.

AM/FM na citizens band (CB)

Constata-se que o FM a 1,2KHz de modulação é insuficiente para melhorar a compreensibilidade em comunicações onde o AM já  a inviabiliza e que, para que tal aconteça o ideal é que o desvio seja de cerca de 2KHz, não devendo exceder os 2,5KHz  de pico para não interferir nos canais adjacentes, até porque a partir dos 3KHz os equipamentos mais modernos cortam a recepção. Conclui-se que para comunicações com sinais fortes o AM é o modo de operação mais confortável e menos agressivo ao ouvido e que, o modo de FM com desvio por volta dos 2KHz é o que mais facilita a compreensibilidade da mensagem onde o AM já não o possibilita.
Por outro lado, o ajuste de rádios de FM com desvio de modulação próximos dos 3KHz, em caso de uso de microfone com pré-amplificador facilmente excede os 3KHz tornando-se um constrangimento à comunicação com equipamentos mais modernos pelos motivos acima mencionados.

Quando a APROSOC ainda se denominava SUSF (2008), iniciou em Portugal a maior campanha de incentivo à utilização do FM, que nem mesmo o facto de em determinado período ter sido o único modo permitido em vários países da Europa incluindo Portugal, havia convencido os utilizadores da CB a usar, sendo mais os prevaricadores na época a usar o AM e SSB do que os utilizadores do FM. Desde 2017 com a intensificação das campanhas da APROSOC, o FM veio a ganhar cada vez mais adeptos, até por possibilitar atenuar ruídos modulados em amplitude, considerando-se um sucesso com o qual a APROSOC se congratula.

Contudo, o número de utilizadores de rádios CB somente com AM ainda é muito expressivo e, por outro lado é um modo de operação muito agradável e até nostálgico.

Por este motivo a APROSOC mantém-se ativa em AM e FM e, como já aqui reiterámos em diversos artigos, mantemos a determinação de continuar estes modos pelo facto de inequivocamente serem os mais inclusivos.

Existem muitos equipamentos trazidos de outros países da Europa somente com AM, outros somente com FM, outros ainda com apenas 1W (Watt) em AM e 4W em FM, outros com apenas alguns canais em AM e 40 canais em FM, outros ainda clássicos com apenas 1, 3, 6, 12 ou 23 canais, procurando a APROSOC ser agregadora de todos estes utilizadores nas suas áreas geográficas de influência, o que temos vindo a conseguir com a nossa presença assídua e comprometida com estes modos de operação.

Glossário:

  • CB citizens band (banda do cidadão)
  • AM – modulação de amplitude
  • FM – modulação de frequência
  • SUSF – Socorristas Unidos Sem Fronteiras

RADIOCOMUNICAÇÕES FAMILIARES DE EMERGÊNCIA

Garanta que todos os membros da família (mais próximos) tem permanentemente consigo walkie-talkies PMR446 (personal mobile radio) ou rádios CB (citizens band) compatíveis, com pilhas ou baterias de reserva e, que todos os membros estão treinados para comunicar em caso de emergência no canal pré estabelecido para o efeito.

Tenha presente que quanto mais alto estiver maior a probabilidade de conseguir contactar com familiares com meios de radiocomunicação cidadã em locais mais baixos mas, se eles estiverem dentro de edifícios ou sob escombros a probabilidade de contacto aumenta com a proximidade.

Consulte a sua Associação de Proteção Civil especializada em radiocomunicações de emergência, para o/a aconselhar sobre as soluções mais adequadas ao seu caso e o/a orientar sobre o treino e plano de comunicações familiares.

Na APROSOC testamos exaustivamente meios de radiocomunicação cidadã para que você não tenha de se preocupar com isso e possa beneficiar de todo o nosso conhecimento acumulado, evitando perdas de tempo ou custos adicionais desnecessários.