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Incêndios Rurais – Idosos

  • Se tem familiares mais idosos ou sem hábitos de visualização ou audição dos órgãos de comunicação social, esta é a altura certa para os contactar e lhes transmitir as recomendações das autoridades para evitar incêndios;
  • Muitos idosos residentes no espaço rural, toda a vida fizeram sardinhadas ou churrascadas no verão, faz parte da sua tradição mas, as condições meteorológicas estão, fruto das alterações climáticas, diferentes de outrora, exigindo de todos comportamentos responsáveis e tolerância zero à margem para erros conducentes à ignição de incêndios;
  • Todos juntos, somos mais capazes de proteger a floresta e, todos aqueles que sofrem de agravamento de doenças respiratórias com os fumos dos incêndios;
  • Vamos todos proteger a integridade física dos nossos idosos.

INCÊNDIOS RURAIS

» Se estiver a defender a sua propriedade das chamas, garanta que tem condições de segurança para o fazer e, tenha presente que os bens perdidos podem ser substituídos, a sua vida e dos seus familiares não;

» Se receber instruções das autoridades para evacuar a sua propriedade, respeite essas instruções, são para sua segurança;

» No combate às chamas, ou no apoio popular aos agentes de proteção civil, use roupas resistentes ao fogo e que cubram todo o corpo;

» Sempre que estiver a defender a sua propriedade dos incêndios e tenha acesso à rede de telecomunicações, ligue 117 e informe a sua localização exata, pontos de referência e ponto de situação do incêndio.

Há aldeias e aldeias do interior onde ninguém acede às redes sociais

Nos incêndios continuamos a constatar que existem pelo país fora aldeias em que ninguém tem um smartphone, um tablet ou um PC para aceder às redes sociais e estar informado.

São aldeias onde geralmente não há gente jovem e onde os mais velhos invocam em muitos casos dificuldades em aprender a utilizar as novas tecnologias.

Estes cidadãos geralmente vêm TV ou ouvem rádio, mas encontramos também quem não tenha TV e quem apenas ouve rádio quando está em casa, passando-se dias em que o rádio não é ligado.

Os avisos e alertas por SMS, embora fiquem muito aquém das vantagens da difusão celular, seriam uma forma de despertar os cidadãos para os perigos, mas tal só acontece quando a situação é demasiado crítica e já não há tempo para ações preventivas mais significativas.

O interior profundo do país em geral é assim discriminado e os cidadãos mais idosos em particular sofrem mais esta infoexclusão.

É possível encontrarmos mesmo cafés de aldeia sem televisão ou rádio, dizem que “quebraria a paz do sítio”, mas telemóvel todos têm, especialmente os 2G, apenas para chamadas e SMS.

Por vezes nas férias lá aparecem alguns jovens nas aldeias, durante alguns dias, mas, o 3 e 4 G em muitas aldeias é ainda uma miragem.

Valores filosóficos da APROSOC em Proteção Civil

A filosofia de participação na proteção civil por parte da APROSOC assenta na capacitação dos Associados para organização de comunidades locais de voluntários para prevenção, autoproteção e resposta ao apoio de emergências nas suas áreas de residência, onde não existam Unidades Locais de Proteção Civil, sendo que onde as existem recomendamos que as integrem sem prejuízo da incessante procura de mais saberes e melhor equipagem e treino individual, familiar e populacional.

A APROSOC é a soma do trabalho dos seus Associados e Voluntários, bem como a inerente partilha de saberes.

Sem a ação de cada um dos membros da APROSOC, esta Associação é pouco mais do que o papel da sua constituição, o valor de uma Associação assenta essencialmente nas pessoas que a compõe. Mais do que a imagem que uma Associação projeta, que pode ser trabalhada através de técnicas, nenhuma imagem por melhor que seja é mais importante do que a soma das ações de cada membro da Associação.

Mais do que a adrenalina da ação na intervenção, a APROSOC valoriza a prevenção, mitigação e preparação evitando os riscos possíveis de evitar preparados para os que não são evitáveis e, mais capazes de ser resilientes faca e acidentes graves ou catástrofes.

O propósito dos Associados numa Associação é o financiamento e/ou participação nas atividades e concretização de objetivos estatutários e, não aceitar esta realidade é puro negacionismo.

Acreditamos que nem os cidadão organizados para proteção civil substituem os serviços e agentes de proteção civil, nem esses substituem o dever dos cidadãos organizarem a sua autoproteção. Ambas as ações se complementam em simbiose. Para além da autoproteção, não devemos perder de vista que os agentes de proteção civil são nossos concidadãos, devendo por isso todos nós prestarmos-lhes toda a colaboração possível.

RADIOCOMUNICAÇÕES

Aniversário da CB em Portugal

Em 2022 assinalamos a data com QSOs em canal 12 AM entre as 21 e as 22 horas e, um encontro online de antigos macanudos do Clube OÁSIS da APROSOC, entre outros convidados, em: APROSOC | Jitsi Meet (pedir link por e-mail: geral@aprosoc.pt)

Voluntariado de Radiocomunicações Cidadãs de Emergência no Concelho de Oeiras

Em caso de desastre é muito provável que as telecomunicações de acesso público falhem, sendo importante que os cidadãos conheçam as alternativas ao seu dispor tanto no que respeita aos equipamentos de radiocomunicações cidadãs (CB-Citizens Band, PMR446 (personal mobile radio), ou LPD433 (low power device) quanto nos alcances que estes possibilitam.

Neste contexto, a APROSOC – Associação de Proteção Civil, procura envolver cidadãos usufrutuários desses meios de radiocomunicações, bem como outros que estejam interessados em experienciá-los, reunindo-os em canais / frequências comuns numa ação de exploração semanal à rede já realizada por esta Associação desde 2017 logo após os catastróficos incêndios que devastaram o país.

Neste contexto, convidamos os usufrutuários de meios de radiocomunicações cidadãs e, também os radioamadores para, integrarem este projeto de voluntariado conducente ao reconhecimento permanente dos alcances destes meios de radiocomunicação, pela sua aplicabilidade face a situações de emergência, acidente grave ou catástrofe.

Para o efeito a APROSOC tem a capacidade de empréstimos temporário de alguns equipamentos aos voluntários que integrem este projeto de voluntariado, bem como, disponibiliza a ação formativa para a sua correta operação.

Requisitos:

  • Ser ouvinte e falante;
  • Ter tendencialmente disponibilidade para comunicar via rádio a partir de qualquer local do concelho de Oeiras durante pelo menos 10 minutos no período compreendido entre as 10 e as 12 horas aos domingos;
  • Ser maior de 16 anos (no caso dos menores de 18 anos têm de possuir autorização escrita do encarregado de educação).

    INSCRIÇÃO

Como podem os voluntários de proteção civil escutar legalmente os meios aéreos de combate a incêndios?

Estimados Voluntários e/ou Associados da APROSOC

Já se questionou sobre, como podem os voluntários de proteção civil, bombeiros e outros operacionais em prevenção ou envolvidos nas operações, estar atentos às comunicações dos meios aéreos de combate a incêndios entre si ou com o comando das operações aéreas (COPAR) sem estarem na posse de equipamento que não tenham legitimidade para usar?

Tratando-se da segurança dos envolvidos, por exemplo para não serem surpreendidos com descargas de água, não estarem em locais em que possam perturbar a manobra de meios aéreos, entre outras situações estes operacionais podem estar atentos às comunicações através de recetores vulgarmente chamados “scanners”, sem que para isso seja necessária uma licença por se tratarem de equipamentos meramente recetores. Contudo, existem boas práticas éticas a ter na interceção das comunicações e, embora a banda aeronáutica seja escutada por milhares de pessoas em Portugal, recomenda-se que o conteúdo das comunicações não seja revelado para quaisquer fins e, somente seja usado para conhecimento próprio, em especial quando se trate da segurança do próprio ou da segurança coletiva dos cidadãos.

 

Somos ainda frequentemente questionados por alguns dos nossos Voluntários e/ou Associados sobre que equipamentos usamos para escutar a banda aeronáutica e as comunicações nos teatros de operações, pelo que, embora possam em alguns casos particulares dispor de outros equipamentos, os voluntários da APROSOC usam essencialmente os seguintes recetores:

Uniden SDS 200 (analógico e digital)
Uniden BCT15X
Uniden BC355N/CLT (versão económica em relação ao anterior)
Uniden UBC125XLT
Uniden UBC75XLT (versão económica do anterior)
Uniden BCD436HP (analógico e digital)

Porque optámos por esta marca e não por outras?
Todos os equipamentos têm vantagens e desvantagens quando comparados com outros, mas a Uniden é um dos maiores fabricantes mundiais, de onde saem ou saíram equipamentos de muitas outras marcas tais como a President, Cobra, alguns equipamentos Midland e muitos outros.
Na relação preço/qualidade é uma solução razoável.
Os scanners desta marca apresentam uma das mais elevadas velocidades de varrimento de canais por segundo.

Existem outras marcas de qualidade até superior (Rode&Schwarz, ICOM, AOR, …) contudo com equipamentos bastante mais dispendiosos.
A Uniden dispõe ainda de outros modelos mais económicos, contudo tendo sido até então testados por nós 23 modelos estes 7 foram os nossos eleitos.

ATENÇÃO: As frequências apresentadas nos ecrãs das imagens não correspondem a qualquer frequência de interesse em Portugal.
A utilização de equipamentos de escuta para fins ilícitos é passível de procedimento criminal.

SISMO – REFLEXÃO DE SENSIBILIZAÇÃO

Eram 17H53m quando um sismo de forte magnitude (7.5 na escala de Richter) sacudiu a região de Lisboa, o “P” que mora na parte mais alta de Paço de Arcos no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, saíra do emprego no Marques de Pombal há alguns minutos e encontrava-se na A5 na zona da Serra do Monsanto a descer para Algés, tendo consigo um rádio CB na bagageira e o rádio PMR446 no habitáculo. Todo o transito parou face às fendas e crateras que se abriram no alcatrão, há notícias de que o viaduto de Carnaxide ruiu e existem viaturas sob os escombros e, a ponte da A5 sobre a ribeira de Barcarena desapareceu.
O “P” dentro do automóvel e, a esposa em casa, estão ainda atordoados das sacudidelas sofridas durante o evento sísmico, atónicos, receosos de réplicas, tudo é novidade pois nunca antes tinham passado por isto.

Quer por algumas torres de telecomunicações terem colapsado, quer por danos nos sistemas de alimentação ou por sobrelotação, o “P” tenta ligar para a sua esposa que supostamente àquela hora já teria chegado a casa, mas sem sucesso.

Qual das seguintes opções seria uma solução:

  1. O P tem um rádio CB em casa sempre ligado a uma bateria e carregador, mas a esposa nunca se interessou por isso e nem lhe ocorre ligar o rádio.
  2. A esposa do P liga o rádio, mas como nunca se interessou pelo assunto não sabe em que canal deve comunicar com o P.
  3. A esposa liga o rádio e percebe que o rádio tem uma tecla de emergência, pressiona-a e o rádio fica em canal 9, ela chama, mas como nunca antes treinaram o “P” está a chamar no canal de chamada 11 e ela no 9.
  4. O “P” percorre vários canais a chamar a esposa, enquanto a esposa faz o mesmo e andam sempre desencontrados.
  5. O “P” tinha praticado com a esposa e até deixou uma folha colada ao rádio com instruções, tais como nome de estação, canal primário, canal alternativo e procedimentos de operação em emergência e facilmente estabelecem contacto, mas ele informa-o de que não há eletricidade, apesar do edifício não ter sofrido danos. Combinam então ligar o rádio de X em X tempo e que, caso não consiga avançar com o automóvel vai a pé e fica contactável no PMR446 no canal indicado ou alternativo, assim que estiver em local que possibilite a comunicação. Pede ainda à esposa que tente comunicar com a filha também pelo PMR446, mas a esposa repara e informa-o que o rádio da filha ficou em casa.
  6. Nenhuma das anteriores é uma solução completa mas, este exercício possibilitou compreender o problema e encontrar soluções, o “P” chegou a casa e chamou a filha e esposa e fizeram um plano de comunicações alternativas de emergência e todos se comprometeram fazer-se acompanhar permanentemente do seu rádio PMR446 e no caso do “P” e da esposa “M” combinaram andar sempre com um CB com antena magnética para SOS ma bagageira, com instruções rápidas indicando o canal primário a usar e o/s alternativo/s.

Se tudo ou parte daquilo que você sempre conheceu desaparecer ou ficar destruído, está preparado para lidar com a situação? Repare que a história tem uma parte boa, por sorte o prédio onde vive a família do “P” não sofreu danos, mas nem sempre todos têm essa sorte e, ainda que não sofresse danos existe outra possibilidade a de ser destruído por um Tsunami, mas, espere, pois é, o prédio é na “parte mais alta de Paço de Arcos”, portanto com vista para as tragédias no edificado a cota mais baixa e mais junto ao mar.

Agradecemos o tempo que dedicou à leitura deste nosso pequeno exercício de sensibilização que pode ser adaptado a cada caso. Dê asas à imaginação e prepare-se porque, a incerteza não está em se vai ou não ocorrer um novo sismo como o que em 1755 abanou e destruiu Lisboa, a incerteza reside no quando voltará a acontecer, pode ser daqui a séculos, décadas, anos, meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos, ou neste preciso momento em que estava a ler este texto.
Prepare-se, equipa-se, mantenha-se informado, pode acontecer a qualquer momento.
Está mentalmente preparado para lidar com a situação?

Lançamos-lhe o repto de “regressar a 1755” e tentar contemporizar aquele evento no presente.

 

Sabe quem faz anos este mês?

Pois é, muita gente. Mas também a legalização da Banda do Cidadão (CB-citizens band) em Portugal.
Foi no dia 11 de Julho de 1978 que a CB foi legalizada em Portugal e, para comemorar a amizade que a Banda do Cidadão trouxe numa época em que a Internet era apenas ficção científica, a APROSOC vai assinalar a data com QSO´s (conversações via rádio) com um prefixo especial. Nesse dia, alusivamente a todas as amizades geradas na CB, as estações da APROSOC adotam o prefixo “AMIGO” mantendo o sufixo numérico correspondente ao número de membro desta Associação.
A atividade será aberta a todos os que nos queiram fazer companhia em canal 12 AM (como originalmente), sendo uma atividade nacional de âmbito local, ou seja, pretende-se fomentar o surgimento de grupos locais de utilizadores da Banda do Cidadão um pouco por todo o país, grupos que cultivem a amizade via rádio CB.
Estaremos pela Região de Lisboa mais ativos entre as 21 e as 22horas (+-30minutos), mas a atividade pode ser replicada por todo o país em qualquer canal e modo.

Você está convidado, apareça!