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Resgate animal

Temos dias que nos proporcionam várias boas ações.
Esta manhã detetámos junto à sede uma ave de tenra idade caída do ninho e, prontamente efetuámos um ninho improvisado e colocado a meia altura de uma árvore, para que a sua progenitora o recolhesse.

Ajuda de proximidade – Carnaxide

Missão – Abertura de porta

Este dia de 28-06-2023 começou de uma forma diferente pois, cerca das 8:40 da manhã a campainha da Associação tocou e, do outro lado uma vizinha muito aflita que tinha saído à pressa para passear o cão porque tinha uma reunião de trabalho em seguida, deixou a chave e telemóvel em casa e lembrou-se de recorrer a nós. Prontamente os Associados 7 e 1, munidos de uma escada extensível e com acesso a uma janela entreaberta do segundo andar em que reside a referida vizinha, procederam à abertura de porta, possibilitando assim neste gesto de ajuda de boa vizinhança que a referida senhora regressasse à normalidade do seu dia e pudesse cumprir os seus compromissos.

Recorde-se que, os Voluntários de Proteção Civil da APROSOC se obrigam no seu decálogo à pratica de pelo menos uma boa ação diária, seja para com pessoas, animais ou ambiente, hoje estes dois voluntários fizeram-no de uma forma diferente.

Um indicativo rádio não é uma frase

Os indicativos rádio pretendem de forma breve identificar uma estação de rádio, seja ela de radiodifusão ou de radiocomunicações.

Ao longo dos anos desenvolveram-se indicativos rádio e nomes de estação de modo a economizar tempo, especialmente precioso em comunicações de emergência. Por exemplo, uma coisa é usar um indicativo do tipo “Delta 11 01” outra coisa é usar como indicativo “Corpo de Bombeiros da Associação Humanitária de Vila Nova de Foz Coa”, o mesmo se passando por exemplo com os novos indicativos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em que, como se de indicativos para o público se tratassem, não usam indicativos mas sim a denominação completa, como por exemplo “Comando Sub-Regional da Grande Lisboa”, denotando assim quem tomou tais decisões de faltou às aulas de radiocomunicações, o que não será de espantar uma vez que alguns dos seus quadros se licenciaram com 40% e mais equivalências, além do saber faltou-lhes a originalidade, estranhando-se que, com tanta gente competente para o efeito naquela instituição, fosse logo alguém que faltou às aulas a tomar tal decisão. No mínimo tal situação envergonha a instituição, ou melhor, envergonharia se houvesse ao menos consciência da situação, pois passou-se de um acrónimo de 4 letras (CDOS), para uma frase que nunca mais acaba para se dar início à mensagem e, o acrónimo para a denominação atual nem sequer é foneticamente pronunciável de modo a poder ser utilizado como indicativo rádio.
Um dia destes, quando o INEM passar para a tutela da ANEPC, ainda vamos ouvir indicativos rádio do tipo “electroestetofonedoscópio 1” atinente ao médico da viatura médica, enfim, idiossincrasias.

Imaginem:

–         Comando Sub-Regional do Alto Minho, em Viana do Castelo;

–         Comando Sub-Regional do Alto Tâmega e Barroso, em Chaves;

–         Comando Sub-Regional da Área Metropolitana do Porto, no Porto;

–         Comando Sub-Regional do Ave, em Fafe;

–         Comando Sub-Regional do Cávado, em Braga;

–         Comando Sub-Regional do Douro, em Vila Real;

–         Comando Sub-Regional do Tâmega e Sousa, em Baião;

–         Comando Sub-Regional das Terras de Trás-os-Montes, em Bragança;

–         Comando Sub-Regional da Beira Baixa, em Castelo Branco;

–         Comando Sub-Regional das Beiras e Serra da Estrela, na Guarda;

–         Comando Sub-Regional da Região de Aveiro, em Aveiro;

–         Comando Sub-Regional da Região de Coimbra, em Coimbra;

–         Comando Sub-Regional da Região de Leiria, em Leiria;

–         Comando Sub-Regional de Viseu Dão Lafões, em Viseu;

–         Comando Sub-Regional da Grande Lisboa, em Lisboa;

–         Comando Sub-Regional da Península de Setúbal, em Palmela;

–         Comando Sub-Regional da Lezíria do Tejo, em Almeirim;

–         Comando Sub-Regional do Médio Tejo, em Vila Nova da Barquinha;

–         Comando Sub-Regional do Oeste, nas Caldas da Rainha;

–         Comando Sub-Regional do Alentejo Central, em Évora;

–         Comando Sub-Regional do Alentejo Litoral, em Grândola;

–         Comando Sub-Regional do Alto Alentejo, em Portalegre;

–         Comando Sub-Regional do Baixo Alentejo, em Beja;

–         Comando Sub-Regional do Algarve, em Loulé.

Principais Centrais dos Serviços de Emergência não resistem a um sismo como o de 1755

Muito se tem falado de escolas e de hospitais, mas muitas das vítimas vão ligar 112 e provavelmente não vão obter resposta, isto porque, ainda que eventualmente as linhas telefónicas não tivessem colapsado (algo pouco provável) os edifícios onde estão instalados por exemplo em os Centros de Orientação de Doentes (CODU), centrais de emergência do Instituto Nacional de Emergência Médica, não possuem na construção desses edifícios o sistema de isolamento de base que possibilita evitar o colapso desses edifícios. Provavelmente a avaliação de risco sísmico desses edifícios e outros que albergam as forças de segurança e outros serviços de emergência nunca foi equacionado.

Assim sendo, se por um lado as telecomunicações e as radiocomunicações são vulneráveis, as vias de comunicação rodoviária indispensáveis ao socorro e até mesmo os edifícios dos serviços de emergência não foram na maioria dos casos concebidos para resistir a sismos de forte magnitude.

TREINO DA REDE RAIO VAI TER INCREMENTO TECNOLÓGICO

Sabemos que a internet é falível e ainda recentemente tivemos disso uma mostra, mas ainda assim, possibilita-nos quando funciona, tirar partido dela para o treino de radiocomunicações da rede RAIO da APROSOC.

Brevemente os nossos Associados em locais mais isolados do país, terão oportunidade de treinar a rádio operação com um simples smartphone na mão interagindo com os colegas que estão a praticar com outros rádios da rede privativa noutras zonas do país.

Estamos a preparar alguns módulos de interface de ligação dos rádios aos smartphones que possibilitarão a ligação à App Zello e assim o aumento da participação no treino a nível nacional ou mesmo internacional.

Em função da capacidade financeira da Associação, procuraremos ampliar o mais possível esta iniciativa.

Juntas de Freguesia de Lisboa com Unidades Locais de Proteção Civil ao Abandono

Com exceção da Freguesia de Santo António, as demais Unidades Locais de Proteção Civil sofrem de falta de investimento e algumas delas como o caso de Campolide, estão completamente ao abandono e sem qualquer interesse por parte dos respetivos presidentes de Junta ou mesmo dos eleitos pelos diferentes grupos políticos para as Assembleias de Freguesia.

Regulamentos de Unidade Local de Proteção Civil obsoletos, Planos Locais de Emergência desatualizados ou mesmo inexistentes, ausência de políticas de incentivo ao voluntariado de proteção civil, ausência de iniciativas para o envolvimento dos fregueses na atividade de proteção civil e, ausência de tudo quanto está preconizado nas competências e atribuições daquelas unidades, são alguns dos fatores que se colocam nos mais baixos padrões de boas práticas de proteção civil local.

Como é sabido o nível local é a base, o nível mais importante sem o qual nenhum sistema por mais coluna dorsal que tenha sem pés dificilmente se manterá em pé e capaz de ser profícuo.

Por mais competentes e equipados que estejam os Bombeiros da Cidade, nunca serão suficientes para responder atempadamente a todas as ocorrências face a situações de acidente grave ou catástrofe e, nunca terão a necessária disponibilidade para a sensibilização, educação e preparação dos cidadãos para prevenir, mitigar, intervir na ajuda de proximidade e recuperar. Sem o envolvimento dos cidadãos o sistema local de proteção civil terá sempre mais pessoas do lado do problema do que operacionais do lado da solução.

A falta de visão política estratégica local sobre proteção civil é infelizmente uma evidência quase transversal à classe política, sendo este um fator determinante para a perda de vidas e bens que elevam facilmente o nível da ocorrência a acidente grave ou catástrofe resultante dessa ausência de convergência de esforços repartidos entre autarquias locais e cidadãos.

Não basta que se dote uma cidade de um sistema de aviso de tsunami, se a população não está sensibilizada para reagir adequadamente e não existem voluntários de proteção civil a sensibilizar continuamente e a exercitar regularmente.

Não basta que se distribuam coletes de voluntário e não se dotem esses voluntários de formação e equipamentos de primeiro socorro para assegurar o pré socorro em situações onde os meios de socorro tardem a chegar como tantas vezes ocorre.

Não basta que se integrem voluntários e se lhes ministre formação para atuar com base na comunicação através de plataformas dependentes de internet, se depois essas plataformas ou mesmo a internet falha e não tenham meios alternativos de radiocomunicação.

As Unidades Locais de Proteção Civil da cidade de Lisboa, são salvo raras exceções, o parente pobre das juntas de freguesia, em muitos casos são mesmo o mendigo sem abrigo, porque não têm instalações próprias e passam a vida a mendigar à junta algum investimento.

Sem condições dignas não se promove o voluntariado de proteção civil das Unidades Locais de Proteção Civil, vistas e usadas por muitos autarcas como instrumento de fachada eleitoralista, mas totalmente esvaziadas de competências e recursos.

Importa olhar para a proteção civil como uma prioridade na segurança coletiva dos cidadãos, algo que nas Juntas de Freguesia de Lisboa raramente acontece e, quando acontece, resume-se a programas limitados face ao estado atual da arte e das exigências contemporâneas face às ameaças naturais ou antropogénicas.

Importa talvez dizer que, esta é a realidade de Lisboa, existindo noutros concelhos melhores exemplos, mas também existindo na maioria dos concelhos piores exemplos.

Porque não usamos bandas laterais em CB nos treinos ao domingo de manhã?

A atividade na banda do cidadão está maioritariamente centrada em bandas laterais tanto nos 40 canais legais, quanto em canais ilegais, fazendo isto com que se torne poupo atrativa e desmotivadora para quem tem rádios CB (citizens band) apenas com AM/FM. Há quem passe dias a fio sem conseguir estabelecer um contacto em AM ou FM com exceção dos canais ocupados por profissionais dos transportes com as suas comunicações sui generis e pouco atrativas ou mesmo dissuasoras. Existem inúmeros canais com atividade em bandas laterais, geralmente ocupados por pessoas menos sensíveis às comunicações em AM/FM, embora como em tudo existem exceções. Pretendemos por isso que o treino de domingo seja a oportunidade de quem se inicia no CB, ou quem regressa e tem somente AM/FM saiba que tem oportunidade de ao domingo de manhã entre as 10:30 e as 11:30 estabelecer contacto com outras estações, fazer novas amizades, praticar procedimentos radiotelefónicos corretos e universais, sem se sentir instado a adquirir um rádio com bandas laterais (que pode nem ter condição económica para o adquirir) para comunicar com outros utilizadores da banda do cidadão.

Se fosse para operar em bandas laterais não se justificava esta nossa atividade domingueira, pois para isso basta selecionar outros canais e o que não falta por lá são pessoas com quem comunicar, geralmente privilegiando os contactos a longa distância, outro fator diferenciador da APROSOC que valoriza essencialmente a comunicação local.

Por outro lado, não somos adeptos de potências ilegais nem começamos a atividade a ligar o sintonizador automático do equipamento de radioamador para operar em CB, somos uma espécie de defensores dos legais e protetores dos mais fracos (no que concerne à potência de emissão), pois fazer contactos com grandes potências de emissão é fácil, difícil é com potências legais.

Neste contexto tudo se resume a opções, a opção de participar nas atividades incomuns porquanto objetivas da APROSOC, ou a participação em outras atividades mais comuns, facto indelével de que muito nos orgulhamos.

JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE VÃO CAUSAR CONSTRANGIMENTOS NO COMBATE AOS INCÊNDIOS RURAIS

Ex.mos(as) Senhores(as)

É convicção desta Associação que o dispositivo montado para as Jornadas Mundiais da Juventude, vai retirar efetivo indispensável na prevenção e combate aos incêndios rurais, de resposta à sinistralidade e, o reforço daquele evento com estações móveis da rede SIRESP, retira esses meios aos teatros de operações que ocorram durante a semana antes, durante e após as Jornadas Mundiais da Juventude, situações das quais apesar do reforço do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, podem causar graves constrangimentos às operações de socorro.

Estamos convictos de que a estrutura da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, bem como as demais entidades envolvidas, estarão a dar o seu melhor para minimizar as consequências funestas deste desvio de meios, receando-se, contudo, que o planeamento em curso, até por extemporâneo, seja incapaz de evitar graves constrangimentos que importa acautelar.

Importa ainda salientar a assimetria de formação em emergência médica pré-hospitalar e equipamentos nas tripulações de ambulâncias de diferentes entidades, bem como nas embarcações de socorro sob a responsabilidade da Autoridade Marítima Nacional, situação que quotidianamente gera discriminações no socorro prestado e que pode evidenciar-se ainda mais durante as Jornadas Mundiais da Juventude, já que os padrões nacionais ficam muito aquém da maioria dos países da Europa, situação para a qual esta Associação deixa o alerta.

 

A cigarra e a formiga, são mascotes de proteção civil?

Tornou-se moda os municípios adotarem uma mascote de proteção civil, mas na realidade, o que originou o surgimento da primeira mascote, a do Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa, raramente é colocado em prática e está até obsoleto no atual estado da arte da digitalização.

A mascote que outrora distribuía panfletos com recomendações de autoproteção e figurava nos mesmos, na atualidade tudo mudou e, em Lisboa por exemplo, no que respeita aos riscos geológicos, a Riska é a nova mascote forte na sensibilização, tal como na prevenção dos acidentes de trabalho a imagem forte é o Napo, mas, no que concerne à atividade das mascotes de proteção civil, a história mais se assemelha à fábula da cigarra e da formiga (fábula atribuída a Esopo e recontada por Jean de La Fontaine), já que, temos mascotes que hibernam todo o ano, mascotes que hibernam anos a fio e, mais raras, as mascotes que trabalham continuamente ou, as que surgem somente em ocasiões especiais.

Sendo objetivo cada mascote influenciar os cidadãos, em especial os mais novos, a replicar gestos que contribuem para a segurança individual e coletiva, na realidade a proficuidade dessa ação das mascotes é muito heterogenia e, por vezes completamente inócua nesse propósito.

Importa por isso que estejamos atentos, já que, muitas vezes essas figuras surgem alegadamente num contexto diferente, o da justificação de despesa pública com contornos pouco transparentes ao invés do interesse público aparente, já que são ainda por vezes utilizadas como instrumento de influência eleitoralista nas crianças e jovens, futuros eleitores.

A criação de mascotes em cada concelho pode ser algo funesto, já que alimenta a cultura do bairrismo ao invés de universalidade e, pode influenciar negativamente até pela inação que pode gerar a convicção de normalidade nas pessoas, sendo que a inação no contexto da proteção civil é inaceitável e nada tem de normal, porquanto influencia a sinistralidade e “catastroficidade”.

“Na fábula a Cigarra e a Formiga, confronta-se o esforço, personalizado pela Formiga, com a preguiça ou êxito fácil, representados pela Cigarra.

Desta história retira-se uma importante lição: antecipar dificuldades, ser responsável e trabalhar arduamente são imprescindíveis para assegurarmos um futuro tranquilo e feliz.

Por outro lado, adiar o inevitável e ser preguiçoso não é um bom caminho para construir a vida que desejamos.

A formiga trabalha todo o outono

Era uma vez uma formiga e uma cigarra que eram muito amigas e viviam numa floresta. Chegou o verão. Os dias eram muito agradáveis e não faltava comida às duas amigas. A cigarra cantava sem parar.

Após o verão, chegou o outono, e os dias começaram a ficar mais curtos e mais frios. Durante todo o outono, a formiga trabalhou sem parar. Passava os dias a juntar comida e a armazená-la para os longos e rígidos dias de inverno. Como consequência, não aproveitou nada do sol quentinho, da brisa suave do fim da tarde, dos céus maravilhosamente coloridos do pôr-do-sol de outono. Da mesma forma, não pode aproveitar da conversa com as amigas. Só vivia para o trabalho!

Enquanto isso, a cigarra não desperdiçava um minuto da bela estação de outono. Cantou e cantou durante todo o outono. Aproveitou os belos pores-do-sol. Na verdade não se preocupou muito com o inverno que estava cada vez mais perto. A formiga avisava-a que não ia haver comida em breve. A cigarra continuava a cantar.

Chega o inverno e a cigarra fica faminta

Então, passados alguns dias, começou a arrefecer. Era o inverno que estava a bater à porta. A formiga, exausta, entrou na sua humilde toca, mas que contudo era aconchegante e estava repleta de comida.

Por sua vez, com a chegada do inverno, a cigarra viu-se sem comida e a tremer de frio. Faminta, decidiu ir bater à porta da toca da sua amiga formiga para lhe pedir ajuda. Perguntou-lhe então a formiga:

– Por que é que durante o verão e outono você não armazenaste comida como te aconselhei?

A cigarra respondeu:

– Estive a cantar alegremente o tempo durante todo o verão e outono. Se soubesse como seria duro o inverno…!

Disse então a formiga:

– Amiga cigarra, eu avisei-te para armazenares comida. Enquanto trabalhei no duro durante o verão e outono para ter provisões e poder passar o inverno tranquilamente, tu não me deste ouvidos e só cantavas. Assim, agora… continua a cantar e a dançar!

Mas a formiga que tinha bom coração, sentiu pena da cigarra. Vendo que ela tinha aprendido a lição, foi amiga da cigarra e ofereceu-lhe da sua comida.

Fonte: SAPO”
Foto: autor desconhecido

Autor do texto: João Paulo Saraiva