Ter baldes, rodos, panos, pás, esfregonas, galochas e comportas para prevenir e/ou mitigar o efeito das cheias e inundaçõesnão é uma função dos serviços de proteção civil, é um dever seu de autoproteção.
Ter baldes, rodos, panos, pás, esfregonas, galochas e comportas para prevenir e/ou mitigar o efeito das cheias e inundaçõesnão é uma função dos serviços de proteção civil, é um dever seu de autoproteção.
Nenhuma autarquia tem recursos técnicos e humanos suficientes para limpar e desobstruir preventivamente todas as sargetas atempadamente de modo a evitar cheias e inundaçõesem tempo de chuva, sendo por isso fundamental que os cidadãos reportem aos serviços da sua autarquia os casos em que seja prioritária a intervenção devido aos riscos associados.
É por este motivo que geralmente a desobstrução é seletivamente efetuada nas zonas inundadas.
Em alternativa, os cidadãos podem proceder a essa ação preventiva se souberem e tiverem os meios indispensáveis para o fazer.
Dirija-se ao interior dos edifícios e neles deve permanecer atendo às recomendações das autoridades através dos meios de comunicação. Não esqueça os seus animais de companhia.
Procure os locais mais interiores e com menos contacto com o ar externo e, se possível vede frinchas e coloque filtros pré preparados nos respiradouros.
Dispa a roupa com que veio da rua para um saco plástico e feche-o bem.
Tome um banho e vista roupa limpa.
Dê um banho aos seus animais de companhia para remover eventuais partículas radioativas.
É seguro consumir água engarrafada e alimentos que estivessem no interior da habitação.
Mantenha-se hidratado e alimentado e preste ajuda dentro de casa aos familiares que possam adoecer ou careçam de cuidados especiais.
Use walkie-talkies para manter contacto com familiares ou amigos próximos e prestar apoio psicológico durante o confinamento, evitando sobrecarregar as redes de telecomunicações que podem não funcionar ou perder capacidade.
Exposição em Milisieverts (mSv)
0.1 mSv Exposição durante um raio-x de tórax ou da arcada dentária
0.4 mSv Exposição durante o exame de mamografia
1.02 mSvRadiação detectada por hora na Usina Nuclear de Fukushima no dia 12 de março
2 mSvRadiação natural que nos atinge todos os anos
9 mSv Taxa anual permitida para tripulantes de bordo que viajam pela rota polar de Nova Iorque a Tóquio
10 mSv Radiação que nos atinge em um raio-x de corpo inteiro
100 mSv Limite recomendado para trabalhadores de usinas nucleares a cada 5 anos
350 mSv Exposição sofrida pelos moradores de Chernobyl
400 mSv Nível de radiação máxima alcançada por hora na Usina Nuclear de Fukushima no dia 14 de março
700 mSv Vômitos após algumas horas de exposição
750 mSv Perda de cabelo em duas semanas após a exposição
1.000 mSv Causa náuseas e deformações, mas não a morte
5.000 mSv Uma única dose pode matar, num mês, metade das pessoas que foram expostas
6.000 mSv Dosagem medida nos trabalhadores de Chernobyl que morreram em menos de um mês
10.000 mSv Destruição da parede intestinal, hemorragia interna e morte em duas semanas após a exposição
20.000 mSv Compromisso das funções cerebrais, convulsões e morte em poucas horas
Imagem: FEMA
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Num teatro de operações de acidente grave ou catástrofe, os operacionais do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS), estão totalmente empenhados no cumprimento das suas missões, sendo por isso por vezes mais fácil a quem está de fora a deteção de situações a carecer de resposta imediata. Os especialistas em radiocomunicações de emergência, podem ao monitorizar radiocomunicações cidadãs (de uso livre) e amadoras, aperceber-se de situações a carecer de apoio ou ajuda imediata, devendo de imediato comunicar essas situações aos serviços de emergência, sem prejuízo da ação imediata de, no limite das competências, capacidades e disponibilidades de cada um destes especialistas, assegurar a resposta necessária até chega dos meios de socorro e ou salvamento.

Tal como existem radioperadores e radioamadores especializados em comunicações a longa distância (DX), existem outros dedicados à especificidade das radiocomunicações locais de emergência, sendo este um dos eixos de atividade da APROSOC – Associação de Proteção Civil, a par da capacitação em autoproteção civil.
No âmbito das radiocomunicações locais de emergência, a APROSOC tem antes de outros objetivos, a capacitação dos seus Associados a título individual, familiar e comunitário, para a comunicação alternativa através de meios de radiocomunicações face a situações em que as telecomunicações de acesso público falhem, situações que ocorrem frequentemente em incêndios rurais, tornados, tempestades, sismos, atentados informáticos maliciosos, entre outras situações de génese natural, antropogénica ou complexa.
Neste contexto, a APROSOC realiza regularmente sessões de partilha de conhecimento técnico e de treino de boas práticas em procedimentos radiotelefónicos que possibilitam testar a compatibilidade dos equipamentos, bem como a manutenção do conhecimento das características, vantagens e limitações desses equipamentos, com base em conceitos universais emergêncistas associado ao conhecimento empírico de cada especialista.

A comunicação via rádio entre membros da APROSOC processa-se através dos canais preconizados no Plano de Comunicações (PLACOME).
A vertente das radiocomunicações é indispensável à AUTOPROTEÇÃO CIVIL e coordenação das operações locais de socorro, motivo pelo qual a APROSOC tem as radiocomunicações organizadas em rede, a REDE RAIO, cuja localização das estações que a compõe e solicitaram figurar, podem ser visualizadas no Mapa da Rede.


O uso de dois auriculares na condução ou trabalhooperacional, impossibilita ouvir sirenes, um apito ou grito de alerta e evitar o pior ou mesmo não se aperceber de ter batido em algo ou alguém. Por exemplo, um motorista que vai descarregar num armazém e inicia a manobra de marcha atrás, se estiver com auriculares pode não ouvir um grito de alguém que esteja a ser esmagado, nem um apito de alerta de um agente de autoridade ou outro. O uso de auriculares de indução (não inseridos no pavilhão auricular) possibilitam ouvir os sons ambiente mas, o uso de dois em simultâneo também dificulta a sua perceção
Estimados Associados
É com enorme consternação que vos comunico o falecimento da nossa Associada nº 39 – HELENA SOFIA AFONSO RIBEIRO.
Nos últimos três anos a Sofia como a tratamos, afastou-se de quase tudo e todos na sequência da sua doença prolongada e, muito foi sentida a sua falta, que agora se torna eterna de corpo, mas que nunca deixará de estar presente nas nossas mentes pela enorme companheira e camarada que foi, assim será recordada pelos momentos que com ela vivemos no incêndio de 2017 em Pedrógão Grande, e nas inúmeras saídas de assistência à comunidade sem abrigo de Lisboa onde se destacava pela excelente capacidade de comunicar e ser empática com todos aqueles que assistimos.
Quero por tudo o que a Sofia representou para os que na APROSOC se cruzaram com ela, e em meu nome pessoal, endereçar aos familiares e amigos enlutados pela morte da Sofia, as mais sentidas condolências.
As cerimónias fúnebres da nossa camarada Sofia, terão lugar amanhã, sexta-feira, pelas 17h na Igreja Paroquial de Paço de Arcos e, no sábado pelas 12h no cemitério de Rio de Mouro.
João Paulo Saraiva
Presidente da Direção
https://www.tsf.pt/sociedade/sms-ajudam-sem-abrigo-com-telemovel-5735673.html
A mente humana é passível de lapsos fatais, pelo que, é importante que, seja no caso de um bebé, ou qualquer outro ser vivo, os cidadãos se unam para salvar vidas, no caso, prestando atenção ao interior dos automóveis onde pode estar alguém a agonizar com calor extremo, ou mesmo a sofrer uma doença súbita.
Juntos, se nos mobilizarmos, podemos salvar vidas.
Na página da PNRRC pode ler-se um texto que, embora pareça retirado da página da APROSOC e dos muitos artigos de opinião que nela se têm produzido nesta Associação e em todas as outras que a antecederam e contribuíram para que esta sucessão e culminar de projetos associativos de proteção civil. O artigo tem ainda assim alguma originalidade e, reflete de facto uma preocupação que para a APROSOC é desde sempre central mas que, para as estruturas governamentais comprometidas com uma industria de resposta, tem dificuldade em colocar em prática.
Assim, numa publicação da PNRRC, pode ler-se o seguinte em https://www.pnrrc.pt/index.php/990-2/:

De acordo com a Lei de Bases da Proteção Civil, os Cidadãos assumem-se, simultaneamente, protagonistas e agentes de proteção civil no direito à informação sobre os riscos que correm no seu dia-a-dia e na adoção de medidas preventivas e comportamentos de autoproteção em situação de emergência.
É preciso relembrar o papel fundamental que um cidadão bem preparado desempenha numa emergência, já que os serviços de proteção e socorro nunca serão suficientemente lestos a prestar os cuidados necessários.
Nestas circunstâncias, cabe ao cidadão a importante missão de proteger a sua vida e a dos seus próximos – família, vizinhos e comunidade – socorrer quem necessite e de acordo com procedimentos antecipadamente treinados e apreendidos, informar a sua comunidade e as autoridades – mantendo-se ao mesmo tempo informado – e colaborar ativamente com as autoridades e agentes de proteção civil.
O objetivo principal de qualquer campanha de sensibilização na área da proteção civil deverá ter como principal objetivo induzir alterações comportamentais na população, de modo a que esta esteja informada de quais os procedimentos a tomar para determinados riscos.
As populações poderão dar um contributo ao nível de ações de consciencialização e de planeamento para a prevenção do risco e para o ordenamento do território, uma vez que a perceção que estas têm do mundo e dos seus problemas é diferente da perceção dos profissionais envolvidos nessas tarefas. Por em prática a participação pública é atualmente imperioso e obrigatório, para que todas as partes envolvidas no processo o concretizem da melhor forma.”
Salientamos ainda o facto de, a subcomissão desta plataforma ser composta pelas seguintes entidades:
Não podemos deixar de lamentar, o facto de tão pouco estar a ser feito para colmatar as necessidades elencadas.
Na Lei de Bases de Proteção Civil, “A proteção civil é a atividade desenvolvida pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas com a finalidade de prevenir riscos coletivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações ocorram.”, mas na realidade a administração central do Estado chama a si a proteção civil apesar das suas incapacidades de a garantir aos cidadãos.
Quando os acidentes graves ou catástrofes ocorrem, os serviços de emergência médica, bombeiros e forças de segurança, estão na segunda linha de reação logo após os comuns cidadãos. No entanto, frequentemente a capacidade de resposta esgota-se face ao número de vítimas, ficando muitas delas à mercê da própria sorte, podendo acabar por ser vítimas da própria impreparação e, muitas delas não serem socorridas e salvas, é ai que entre a AUTOPROTEÇÃO CIVIL, a proteção resultante da preparação de cada cidadão.
Sismos, tsunamis, tempestades, pandemias, terrorismo, inundações, cheias, grandes incêndios, acidentes siderais, acidentes antrópicos, … Estes acidentes graves ou catástrofes podem ocorrer sem aviso prévio e por isso apanharmo-nos desprevenidos, afetando uma pequena comunidade, uma região ou mesmo a totalidade do território nacional ou mais ainda.
As suas consequências são frequentemente devastadoras, deixando um rasto de destruição e morte ou, pessoas ou mesmo famílias inteiras com a vida irremediavelmente destruída pela perda dos seus bens, fontes de rendimento e teto.
As previsões anunciam que os desastres vão ser cada vez mais frequentes e os seus efeitos mais intensos, também por força das alterações climáticas e aumento das vulnerabilidades das populações devidas a fatores demográficos, culturais e sociais.
Face a estas evidências, temos apostado em atividades conducentes à prevenção e preparação dos cidadãos para emergências, acidentes graves ou catástrofes (a AUTOPROTEÇÃO CIVIL), no sentido de tanto quanto possível mitigar os efeitos funestos dessas situações através de uma ação rápida e eficaz dos cidadãos que constituem a primeira resposta às emergências, mesmo antes de qualquer ação dos serviços de emergência e proteção civil e que, precisamente por isso importa preparar para prevenir, mitigar, alertar, socorrer e recuperar.
Por exemplo, na falha de telecomunicações de acesso público, os vulgos “walkie-talkies”, possibilitam a coordenação local de resposta informal às emergências, sendo um dos meios de eleição para este efeito, contudo, é importante ter consciência de que nem todos os equipamentos são compatíveis, dai decorrendo constrangimentos. Procuramos manter-nos permanentemente em contacto comunitário local reforçando assim a sensação e, efetiva segurança, fazemo-lo através de equipamentos da Banda do Cidadão (CB- Citizens Band), PMR446, Rádio Amadores, e essencialmente Redes Privativas locais dedicadas.