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PERIGO: RAIOS ATMOSFÉRICOS

Embora sejam acontecimentos raros, os raiosatmosféricos provocam ferimentos em pessoas e animais, podendo mesmo provocar a morte. Com aviso de trovoada, mantenha-se preferencialmente sob teto coberto, afastado de fios elétricos e torneiras de água. Se estiver dentro de um automóvel evite o contacto com partes metálicas e mantenha os vidros totalmente fechados.

Na rua, mantenha-se afastado de árvores e estruturas metálicas e preferencialmente sob teto coberto.

AJUDA DE PROXIMIDADE EM CASO DE SISMO

Nas primeiras horas após um sismo destruidor, os cidadãos contam apenas com a ajuda de proximidade, os serviços de emergência também sofrem e demoram a reorganizar-se. Quanto mais preparados os vizinhos estiverem para a prevenção e mitigação de riscos nas habitações, bem como nos locais de trabalho e, especial atenção à segurança dos locais por onde passam, maior a probabilidade de escaparem ilesos e poderem ajudar outros tornando-se parte da solução popular ao invés de parte do problema sistémico.
Conhecer os seus vizinhos e as suas vulnerabilidades e recursos pode revelar-se um fator de grande ajuda também nestas situações no âmbito da AUTOPROTEÇÃO CIVIL.

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Comunicações em caso de Sismo

Em caso de sismo as telecomunicações são quase sempre afetadas, quer por interrupção das linhas telefónicas ou de energia elétrica, quer devido à queda de infraestruturas de telecomunicações ou à sobrelotação dos canais de telecomunicação.

A alternativa que possibilita continuar a comunicar em proximidade e organizar a primeira resposta dos cidadãos são as radiocomunicações locais, através de vulgos walkie-talkies.

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SISMO SENTIDO EM PORTUGAL

Ontem parte do país voltou a sentir um abalo sísmico, de baixa intensidade, felizmente, mas o suficiente para fazer algumas pessoas refletir sobre a preparação ou a falta dela para tais riscos.

O jornalista que no seu estúdio, redação ou gabinete não conhece sequer as características de resistência estrutural a sismos do edifício. Um cidadão que passeia numa grande superfície comercial e que sente o sismo, mas repara que não há mesas ou não são suficientes para todos, e que não sabe como se proteger porque apenas se fala de agachar debaixo da mesa. Um adolescente numa escada rolante que fica sem saber o que fazer. Uma jovem que estava deitada na cama a dormir e acorda, mas que repara que não tem uma mesa no quarto onde se agachar e proteger. Uma infinidade de situações não abordadas na campanha a Terra Treme da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e, da esmagadora maioria dos Serviços Municipais de Proteção Civil, alguns destes que se ligarmos durante a noite estão encerrados ou, como recentemente nos aconteceu em pleno agosto, se ligarmos respondem-nos que “de momento os colegas estão de férias”. Um grupo de cidadãos numa discoteca que sente o chão tremer e crê que faz parte do espetáculo. Um conjunto de cidadãos que estavam a divertir-se na roda gigante de um parque de diversões e sentem tremer e de repente todas as luzes se apagam e tudo para. Isto para não descrevermos todos os cenários possíveis e ainda mais trágicos.

Ficou-nos na memória a imagem na região de Kahramanmaras, na Turquia, em que um pai segura a mão da filha, morta na sequência do terramoto que assolou a Turquia e a Síria.Esta rapariga, ou não sentiu o sismo, ou não teve tempo, ou não soube o que fazer para se proteger. Se repararmos ao lado da cama ficou um espaço paralelo à cama chamado de “triângulo da vida”, mas no nosso e outros países pouco ou nada se fala sobre isto.

Somos o país dos incêndios, onde os demais riscos elencados nos estudos das géneses dos desastres são esquecidos e por isso não se faz preparação e somos totalmente surpreendidos com fenómenos conhecidos e expectáveis como foi o caso da pandemia, por vezes das cheias, e esperemos que nunca sejamos lembrados dos riscos siderais.

Não. Não estamos preparados. Mas na realidade isso pouco parece importar à maioria dos cidadãos, embora exista quem se importe de facto, como é disso exemplo a equipa liderada pela Doutora Claúdia Pinto, do programa RESIST da Câmara Municipal de Lisboa, um programa que deveria merecer prioridade de investimento e replicação em todas as autarquias, mas que não o está a ter.

Face a tudo o que é possível e deve ser feito na prevenção e mitigação, o programa A TERRA TREME é uma gota de água num oceano, que nem baixa a maré, nem o faz transbordar, é praticamente inócuo e, mais cedo ou mais tarde, esta inércia e inépcia governativa, mas também de cada um dos cidadãos, será responsável por uma dimensão trágica e catastrófica, potencialmente mitigável se este assunto fosse uma prioridade.

O que fizeram ontem os cidadãos que sentiram o sismo? Quantos se protegerem? Qual a efetiva preparação? Quantos cidadãos estão preparados para reagir?

A não resposta a algumas destas questões deveriam implicar demissões de algumas figuras com responsabilidade política na proteção civil, pela total ausência de preparação dos cidadãos para a AUTOPROTEÇÃO CIVIL, mas isso é impensável num país como Portugal em que a inércia e inépcia são premiadas.

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FAGÚLHAS NOS INCÊNDIOS RURAIS

Nos incêndios rurais, muitas habitações são destruídas pela infiltração de fagulhas (incandescentes) que entram pela chaminé, frinchas entre telhas ou outras. A colocação de rede metálica de malha muito apertada que evite a entrada de fagulhas na chaminé e por baixo das telhas, possibilita evitar danos maiores.

VIZINHOS EM ALERTA NO BAIRRO

A ideia base é agrupar em redes sociais e não só, cidadãos com competências para, face a uma emergência local detetada por um dos membros doGrupo de Vizinhos em Alerta, poder haver uma resposta imediata até chegada dos serviços de emergência, ou a entreajuda ou coordenação de ajuda local em caso de desastre.

Pode ainda ser solicitada aos membros do Grupo de Vizinhos em Alertaa colaboração com emprego das suas competências em ações de sensibilização de crianças, jovens ou adultos para a autoproteção civil.
O grupo serve ainda para entreajuda, pedidos de informação / aconselhamento e difusão de informação de autoproteção civil.
Os membros do Grupo de Vizinhos em Alertaincluídos, são todos os: socorristas, bombeiros, profissionais ou voluntários de proteção civil, técnicos de ambulância e profissionais de saúde, bem como técnicos com competências em avaliação de risco e soluções de emergência (engenheiros, arquitetos, etc.), que desejem aderir.
Os membros do Grupo de Vizinhos em Alerta do Bairro comunicam-se através de um grupo numa rede social ( App WhatsApp/ Telegram/Facebook/…) denominado “Grupo Vizinhos em Alerta do Bairro …” criado por um pioneiro que convidará outros a aderir e convidar outros vizinhos do bairro com competências em AUTOPROTEÇÃO CIVIL, bem como, os que possuem walkie-talkie PMR446 podem contactar-se através do canal 9 (446.10625MHz) CTCSS 1 (67.0Hz).Embora esta iniciativa parta da APROSOC – Associação de Proteção Civil, qualquer outra entidade, bairro ou aldeia pode adotar este conceito mesmo sem qualquer relação com a APROSOC, estando esta, contudo, se assim o desejarem, disponível para prestar a ajuda que eventualmente entendam necessária à organização. Aqueles que adiram ao grupo não passam a ter qualquer vínculo com a APROSOC – Associação de Proteção Civil(composta somente por Associados), somente colocam, voluntaria e desinteressadamente, as suas competências ao serviço da comunidade local podendo ajudar ou ser benificiários dessa ajuda, sem prejuízo da eventual articulação com os membros das Brigadas Locais de Autoproteção Civil da APROSOC.
Compete por isso a todos os membros das Brigadas Locais de Autoproteção Civil da APROSOC, a iniciativa de criar e, desenvolver este tipo de grupo no seu bairro ou aldeia.

VELAS VS LANTERNAS EM CASO DE FALHA DE ELÉTRICIDADE

Em caso de falha da energia elétrica, sempre que possível utilize lanternas elétricas em detrimento de velas ou lanternas de queima, tanto pelo risco de incêndio, quanto pelo consumo de oxigénio. Contudo, se não tiver alternativa, mantenha velas e lanternas de queima (candeeiros de petróleo e outros) afastados de cortinados e outros produtos combustíveis ou inflamáveis.

 

COMPORTAS

Se reside numa zona com risco de Cheias e Inundações, instale comportas e outras medidas de autoproteção que possibilitem evitar prejuízos materiais ou mesmo a perda de vidas e, garanta na medida do possível que tem a adequada cobertura de seguro.

Mantenha-se atendo à difusão de avisos meteorológicos, para poder agir atempadamente na prevenção.

ESTRADAS ALAGADAS

Durante as Cheias e Inundações, não atravesse ou prossiga a marcha em estradas alagadas, a água pode esconder perigos diversos tais como: tampas de esgoto levantadas, buracos, obstáculos, objetos cortantes ou perfurantes, água eletrificada, entre outros.

Mantenha a saída do piso térreo do seu edifício sempre desobstruída para facilitar a evacuação em caso de emergência.

Mantenha a saída do piso térreo do seu edifício sempre desobstruída para facilitar a evacuação em caso de emergência.

Tenha em conta as pessoas com necessidades especiais quanto ao sistema de abertura da porta para acesso ao exterior.

Se necessário, proponha em reunião de condomínio as adaptações tidas por pertinentes.