Arquivo mensal: Junho 2022

Egos alimentados com Whatts de potência ilegal

Há na CB (citizens band) utilizadores que precisam de amplificadores lineares ou rádios com potência superior à legalmente permitida, microfones com câmara de eco e outras “funestidades”, como toxicodependentes e alcoólicos necessitam de mais uma dose para alimentar o vício. São geralmente pessoas com baixa autoestima e cujo ego se alimenta de elogios associados à sua transmissão chegar forte “a todo o lado”. Palavras como “tubarão” e outras que os fazem sentir-se “grandes” alimentam-lhes o ego e causam-lhes felicidade e uma certa inebria que não encontram nas demais atividades das suas vidas quotidianas.
Estas pessoas gostam e sentem necessidade de estimular os elogios por parte dos seus contactantes, usando para o efeito expressões como “apeadeiro”, “o rapazinho do walkie-talkie”, “emissora mixuruca” e outras palavras do calão cebêístico. São por vezes momentos de escape, momentos ebrios a ouvir a sua própria voz com eco, ou com uma presença de voz amplificada ou mesmo distorcida que se assemelha por vezes nas suas mentes a alguém que idolatram e com quem fazem questão de se assemelhar ou superar.

Cada um encontra a felicidade das formas que consegue e, não fosse algumas destas formas atentarem contra os direitos dos utilizadores da CB que fazem uso de equipamentos dentro dos parâmetros legais, poder-se-ia encarar como legítimas formas de auto satisfação do ego.

A fome de protagonismo radiofónico é tanta que este tipo de utilizadores se amontoa geralmente em canais predominantes, gerando o caos resultante da anarquía nos procedimentos radiotelefónicos, uma vez mais pela necessidade de lhes dizerem que passam por cima de outros através da força da potência usada, mas sem que isso se relacione com qualquer característica da pessoa que usa essas tecnologias.

E lá andam eles felizes e contentes da vida, muitas vezes com potências cancerígenas para si e para terceiros que sem saber porquê acabam em oncologia, mas o que importa é alimentar o ego e socializando diariamente com quem profere tais elogios (tubarão, emissora potente, etc…).

Artigo de opinião por: João Paulo Saraiva

 

Ter um rádio CB multi normas europeias possibilita mais do que a maioria sabe

Na realidade ter um rádio CB (citizens band) multi normas europeias, possibilita-nos muito mais do que um equipamento convencional apenas com os canais nacionais.
Impõe a legislação que o equipamento seja usado na norma correspondente ao país em que opera, contudo, não constitui qualquer infração a escuta de outras frequências que não as nacionais. Assim sendo, para além de um rádio CB multi norma nos possibilitar a operação nos 40 canais mais universais, com as potências aceites na maioria dos países e, de nos possibilitar operar com esse equipamento noutros estados da união europeia no modo correspondente à norma desse país, possibilita-nos fazer rádio escuta noutras frequências utilizadas noutros países europeus selecionando o modo correspondente à norma desse país e não só, para por exemplo termos uma maior noção das direções mais favoráveis no que respeita à propagação.
Por outro lado, possibilita ainda aos cidadãos emigrantes, escutar os seus concidadãos por vezes até a distâncias consideráveis, embora o CB seja na sua génese um meio destinado a comunicações de curto alcance.

Há por exemplo atualmente em Portugal cidadãos alemães, polacos, ucranianos, ingleses e outros que gostam e fazem escuta das frequências da CB usadas nos seus países, prática geradora de um sentimento de maior proximidade do seu país, complementar à possibilitada pelas redes sociais via Internet e dos órgão de comunicação social.

Neste contexto, embora a muitos de nós seja muito aprazível operar com equipamentos clássicos que nos trazem até alguma nostalgia, é inegável que por mais desvantagens que os modernos equipamentos possam ter, têm inegavelmente também as suas vantagens.

A CB não possibilita apenas a emissão e, a recepção possibilita-nos a outrora famosa “rádio escuta”.

Importa ter sempre presente que a rádio escuta é legal em frequências destinadas ao público ( o que é o caso da CB) e que, a emissão em frequências não autorizadas num qualquer país constitui no mínimo uma contra ordenação.

Artigo de opinião de: João Paulo Saraiva

 

303º Exercício de Radiocomunicações Cidadãs e Amadoras da APROSOC

Este domingo não é exceção e vamos exercitar a comunicação, a amizade via rádio e os procedimentos radiotelefónicos.

Vamos estar como de costume em canal 11 no CB para chamada e tendencialmente em QSO no 10 ou outro canal livre.
Em PMR446 estaremos em canal 112 (canal 11 – 446.13125MHz com o subton 69.3Hz)
Em VHF de rádio amador estaremos em 145.3875MHz NFM e outras frequências

A atividade é aberta a todos os que entendam participar e temos muito gosto na sua presença

LOUVOR

Estimados Associados

O nosso Vogal de Direção – Sérgio Matias, tem sido incansável no combate às interferências de que muitos se queixam mas que poucos agem e, que perturbam as comunicações de muitos. Hoje mesmo a ANACOM informou-o oficialmente da supressão de uma dessas fontes de interferência, um caso bem sucedido numa luta com muitas denuncias e muitos esforços para instar a ANACOM a fazer o que lhe compete na defesa do interesse público. Neste contexto, entendo ter o dever de louvar em nome da Associação, a sua luta num gesto simbólico que pretende demonstrar a incomensurável gratidão pelo trabalho que este nosso colega dirigente desenvolve com elevada competência e sentido de dever cívico, bem como agradecer o tempo e meios investidos nesta luta desgastante e muitas vezes inglória que desta vez teve um desfecho diferente.