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Reação à “proposta conjunta sobre o futuro do Sistema Integrado de Emergência Médica” apresentada pela Ordem dos Médicos com a Ordem dos Enfermeiros

Exmas.(os) Senhoras(es)

Em reação à “proposta conjunta sobre o futuro do Sistema Integrado de Emergência Médica” apresentada pela Ordem dos Médicos com a Ordem dos Enfermeiros, vimos pelo presente dirigirmo-nos a Vexas nos termos e pelos factos seguintes:

  1. Não se vislumbra nada de novo na proposta, pelo contrário, observa-se uma inequívoca vontade de ambas as ordens manterem os lóbis de interesses instalados e manutenção do Instituto Nacional de Emergência Médica como quartel-general do tráfico de influências e corrupção nos negócios na emergência médica pré-hospitalar em particular e na saúde em geral;
  2. A pseudo proposta em apreço, insiste na manutenção do mesmo modelo esperando resultados diferentes com uma mera valorização dos níveis SBV, SIV e SAV, quando é sabido que o país é deficitário em recursos humanos médicos e enfermeiros nas unidades de saúde, e que a dispersão desses importantes recursos humanos pelo pré-hospitalar impossibilita resolver o problema crónico nas unidades de saúde do SNS;
  3. É certo e sabido que o modelo viável passa sim por técnicos não médicos e não enfermeiros, com formação em suporte avançado de vida como acontece na maioria dos países da União Europeia, com exceção dos países com excesso de pessoal médico e de enfermagem;
  4. Por outro lado, o atual modelo continua a preferir que doentes e sinistrados agonizem ou morram à espera de uma ambulância do INEM / Bombeiros / Cruz Vermelha, ao invés da ativação de uma ambulância de empresa privada de ambulâncias, só porque essas estão desde 2014 impedidas de efetuar transporte de doentes urgentes;
  5. Por um lado, criou-se em 2014 através da Portaria 260/2014, um impedimento a que as empresas de transporte de doentes atuem em emergências pré-hospitalares, por outro, criaram-se regimes de exceção para certas empresas poderem prestar serviços de emergência médica em eventos, aeroportos e outros sectores de atividade, através de conluios de ordem diversa, nomeadamente de “anel” ou “avental”.

    O atual modelo está caduco, não funciona num país com as características sociológicas de Portugal, insistir neste modelo só pode ter como objetivos a continuidade de uma catadupa de lóbis, tráfico de influências e corrupção, que em nada defendem o superior interesse público.
    Manter o atual modelo, é tão somente uma forma de desrespeito pelos utentes dos serviços de emergência médica pré-hospitalar.

A APROSOC – Associação de Proteção Civil propõe:

  1. A extinção do Sistema Integrado de Emergência Médica e a criação do Serviço Nacional de Emergência Pré-Hospitalar;
  2. A criação de uma carreira técnica e emergência médica pré-hospitalar, com dois a três níveis, assente em pessoal não médico e  não enfermeiro, dedicado em exclusividade à emergência pré-hospitalar, que deve ser transversal a todo o pessoal de ambulância terrestre, marítima ou aérea, tanto no sector público, quanto no sector privado, tais como empresas e associações detentoras de ambulâncias, forças de segurança e forças armadas e autoridade marítima nacional, de modo a não existir assimetria na assistência prestada por uns e outros;
  3. Extinção do Instituto Nacional de Emergência Médica e a integração dos seus recursos técnicos e humanos na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, também esta a precisar ser reestruturada;
  4. Criação da Autoridade Nacional de Emergência Médica Pré-Hospitalar, como organismo exclusivamente regulador e fiscalizador que ao invés do atual INEM não integre quadros que trabalham também para as entidades fiscalizadas, exigindo a exclusividade de funções públicas;
  5. A adoção dos modelos de formação dos melhores modelos europeus através da acreditação das escolas europeias às escolas nacionais de emergência médica pré-hospitalar;
  6. A adoção dos melhores modelos de tipificação de veículos de assistência médica pré-hospitalar existentes na União Europeia, desde ambulâncias, veículos de paramédico comunitário, e articulado de veículos estratégicos de apoio médico pré-hospitalar em cenários multivítimas (acidente grave ou catástrofe);
  7. Total liberalização da detenção e uso de desfibriladores automáticos externos;
  8. Criação de Unidade Especial na Polícia Judiciária, especializada na auditoria e fiscalização de negócios no âmbito da emergência médica pré-hospitalar, para garantir a transparência e combate à corrupção;
    9.    Dotar os centros hospitalares dos recursos humanos e técnicos capazes de assegurar a autonomia do transporte intra-hospitalar terrestre, de modo a não reduzir a capacidade de resposta dos meios de transporte primário;
    10.  Dotar o Instituto Nacional de Medicina Legal de ambulâncias de medicina legal e recursos humanos especialmente formados para a preservação de meios de prova, de modo a não reduzir a capacidade de resposta dos meios de transporte primário, ou, em alternativa, à semelhança do que acontece em Espanha, contratar esse serviços às empresas funerárias que cumpram os requisitos para o efeito. Proibir o Ministério Público de requisitar ambulâncias a corporações de Bombeiros para o transporte de cadáveres, de modo a se deixar de observar ambulâncias de emergência inoperacionais porque a tripulação foi numa outra ambulância transportar um cadáver ou, pior ainda, ambulâncias de emergência a transportar cadáveres ficando assim durante esse transporte indisponíveis para prestar socorro;
    11.   Proibição das corporações de bombeiros subsidiadas por dinheiros públicos, efetuarem transporte de doentes não urgentes, devendo essas dedicar-se aos doentes emergentes e demais atividades de proteção e socorro, reservando o transporte de doentes não urgentes às Instituições particulares de solidariedade social (que não sejam corporações de bombeiros) , empresas de ambulâncias, juntas de freguesia, de modo a garantir o total empenho das corporações de bombeiros dedicado na  à emergência.

Com os melhores cumprimentos. Atentamente,

João Paulo Saraiva

Presidente da Direção

Técnico de Proteção Civil

Evita fraudes e assaltos

Há uma forma simples de evitares ser burlado através de chat, e-mail ou com recurso a voz processada por inteligência artificial. Combina com os teus familiares uma palavra ou frase senha para pedir a contrassenha também pré combinada. Deste modo, se não escreveres a senha e contrassenha e não a mencionares em telefonemas ou mensagens, anulas a possibilidade dos vigaristas te conseguirem enganar a ti ou um familiar ao pedir transferências de dinheiro. Isto pode ainda aplicar-se como segurança para abrir a porta quando alguém toca à campainha.

Comunicações alternativas

Em caso de tempestade, incêndio, sismo, ou qualquer outra situação que te impossibilite de comunicar por telefone e/ou telemóvel, não hesites em recorrer aos rádios e walkie-talkies CB (citizens band), ou PMR446 para comunicar com os teus familiares e amigos.

Aparente inépcia de seguradoras em proteção civil pode estar a lesar os segurados no risco sísmico

Exmas(os) Senhoras(es)

Como é do conhecimento geral e em particular dos especialistas de proteção civil, o risco sísmico é um dos fenómenos da natureza, contudo, as seguradoras “vendem” a cobertura de risco sísmico para imóveis como um extra fenómenos da natureza.

Quem estudou geologia, proteção civil, entre outras áreas de estudo, sabe que quantos aos riscos, eles são categorizados quanto à sua génese como de causa natural (por ação da Natureza), causa antropogénica (por ação do Homem), ou causa mista ou complexa quando há ação da Natureza e do Homem envolvidas.

Entende assim a APROSOC – Associação de Proteção Civil que, esta prática das seguradoras, separarem o risco sísmico dos fenómenos da natureza, é contrária à ciência, sendo mesmo ludibriosa para os segurados que ao contratarem um seguro com fenómenos da natureza, descobrem mais tarde que, os fenómenos sísmicos são contratados em separado e com custos adicionais.

Por outro lado, não deixa de ser igualmente surpreendente que, seja possível fazer uma simulação com diferentes franquias, mas que não seja possível ter em conta no prémio de seguro a pagar, factores tais como a resistência do edifício a sismos, o estudo geotécnico e inerente risco de danos face a sismos, bem como a estatística de sismicidade do local do imóvel resultante por exemplo dos resultados dos inquéritos realizados pelo Instituto Português de Meteorologia e Geofísica. Isto possibilita que por exemplo, um apartamento em Carnaxide, num local onde nos últimos sismos sentidos em Algés, Cascais e Lisboa, etc, não foi sentida qualquer atividade sísmica, o proprietário pague o mesmo que nos locais onde a atividade sísmica se fez sentir ou, mesmo onde se sentiu com maior intensidade.

Para a APROSOC – Associação de Proteção Civil, tal situação afigura-se como lesiva dos legítimos direitos dos segurados, mas altamente benéfica para os seguradores que, a menos que tenham obtido a conivência deliberada do legislador, só pode resultar de inépcia técnico-científica.

O que é um zombie?

A indústria cinematográfica gerou na opinião pública uma imagem de zombie extrema de “mortos ressuscitados”, com cenários epidémicos ou pandémicos de grande mal, mas na realidade, os zombies são a maioria das pessoas com que os PREPPERS se cruzam quotidianamente.
Vamos começar pela figura do não zombie, a pessoa que faz reservas de alimentos e outros bens essenciais para uma autonomia mínima de um mês sem depender da cadeia de abastecimento, incluindo água potável, medicamentos e energias, mas também que tem ferramentas e habilidades para fazer qualquer reparação simples em casa ou no seu veículo sem depender de prestadores de serviços. Podemos acrescentar a isto, ser alguém com capacidade de comunicar com os seus familiares ou membros que lhe sejam mais próximos na sua comunidade (amigos confiáveis), bem como com reservas económicas e outras que sirvam de moeda de troca em caso de necessidade. Este é o conceito de não zombie, ou seja, alguém pouco ou nada dependente no imediato do mundo que o rodeia e, a este conceitos foram dados os nomes de PREPPERS nos Estados Unidos da América, Canadá, Austrália, Taiwan entre outros, e de Sobrevivencialistas no Brasil e em Portugal, sendo contudo que, embora a génese de ambos os conceitos partilhe de denominadores comuns, têm fatores diferenciadores que, na atualidade sofreram mutações simbióticas e que, praticamente são separados somente pelo língua em que são descritos, PREPPERS na língua inglesa e Sobrevivencialistas na língua Portuguesa, embora em Portugal o termo mais usado seja PREPPERS.
O PREPPER sente-se diariamente um ser diferente dos que o rodeiam, e é de facto um ser diferente porque é alguém que se prepara para enfrentar as adversidades não apenas no contexto quotidiano, mas também no contexto de exceção ou de catástrofe e caos social, contudo, deixar transparecer essa vantagem para os zombies é algo funesto ao interesse do PREPPER, e é ai que entra um outro conceito, o “GrayMan”, que consiste em parecer uma pessoa comum e confundível com qualquer outra, mesmo que até já tenha passado por uma fase de afirmação, procura agora com necessidade de maior esforço, apagar a imagem de pessoa com vantagem sobre as outras e, criar uma nova imagem de pessoa comum, banal, e em alguns casos mesmo há necessidade de criar a imagem de pessoa desinteressante e inferior, mas não demasiado, por um lado para evitar ser alvo de interesses funestos, mas por outro lado o excesso de aparência de vulnerabilidade pode levar a que seja mais facilmente visto como um alvo fácil, por exemplo para lhe subtrair bens.
Não existe uma receita certa para a preparação e equilíbrio da imagem que se transmite, mas existe uma contínua avaliação e adaptação em função dos resultados alcançados, por vezes o que se veste ou se ostenta faz toda a diferença na imagem que se passa e, através dessa imagem os zombies como seres astutos que me muitos casos são, vislumbram o que um preparador pode possuir.
O termo PREPPER significa apenas preparador, e diz-se preparador e não “preparado” porque estar preparado é um idealismo de certo modo utópico, pelo que a preparação é uma constante e estar preparado um ideal dificilmente alcançado face à multiplicidade de riscos e perigos.
De certo modo todos somos zombies, pois se perderes tudo o que reservaste na tua preparação ficas ainda mais vulnerável, mas há algo que te mantém em vantagem e que só a debilidade física ou mental te retiram, as habilidades.
Um mundo ideal é um mundo Zero Zombies Zone,mas o mundo possível é infelizmente Zero Zen Zone, o que implica estar permanente alerta. Os zombies estão por todo o lado, na tua rua, no teu trabalho, na tua casa, na tua cama. Não ser zombie é estar dez passos à frente na preparação.

Reação ao relatório do GPIAAF sobre o acidente que vitimou cinco minilares da GNR

Ex.mas(os) Senhoras(es)

Da nossa análise do relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), consideramos persistir uma omissão de que já há muito tempo vimos alertando e que, determina que no futuro os acidentes com aeronaves em combate a incêndios continuem a ocorrer com frequência não muito diferente da atual. Há muito a APROSOC alerta para a necessidade de dois pilotos a bordo, o que possibilita que em caso de doença súbita ou erro de um dos pilotos o outro possa assumir o comando da aeronave, situação que teria seguramente salvo algumas vidas, eventualmente entre as quais os cinco militares da Guarda Nacional Republicana que perderam a  vida em 30 de agosto de 2024.

Não é aceitável que, por motivo de erro de observação, alteração súbita de consciência, pico de adrenalina, uma imprecisão de decisão ou uma doença súbita, uma aeronave coloque em risco imediato de vida a tripulação ou mesmo quem no solo possa sofrer os efeitos da colisão da aeronave, sofrendo ferimentos ou mesmo a morte, não é racional nem contemporâneo face ao estado da arte e, estranha-se que, independentemente de ser ou não prática comum noutros países, o GPIAAF não vislumbre um pouco mais além no âmbito da segurança coletiva e, emita pareceres não conducentes a essa desejável segurança coletiva.

O custo de mais um piloto a bordo é seguramente inexpressivo se tivermos em conta o benefício de se evitarem perdas de vidas e bens como os que se têm verificado, lamentando-se que se coloquem questões economicistas acima do superior interesse público.

O número de acidentes aéreos com aeronaves em combate a incêndios em Portugal, justifica medidas que não se observam e que, ao que parece não são sequer equacionadas, facto que, na defesa dos legítimos direitos e interesses dos cidadãos no âmbito da proteção civil, a APROSOC – Associação de Proteção Civil, enquanto organização da sociedade civil comprometida estatutariamente com a representatividade dos cidadãos na defesa dos seus direitos no âmbito da segurança coletiva, não pode deixar de salientar e, considerar negligente a não proposta de que todas as aeronaves em atividades profissionais tenham a bordo dois pilotos.

O Presidente da Direção

João Paulo Saraiva

Não somos um país de incendiários, somos um país sem saúde mental

Se tal como existe um IRA – Intervenção e Resgate Animal, existisse um IRP – Intervenção e Resgate de Pessoas, provavelmente quase 20% das pessoas que vivem no nosso país à beira-mar plantado, teriam de ser resgatadas, por maus-tratos ou por viverem em condições indignas ou sem acesso aos cuidados essenciais de saúde física e psíquica.

Portugal vive num estado de “fachada” sem precedentes, onde o que importa é o aspeto fora de portas, mas onde apesar de tanta preocupação com as barracas do Talude Militar em Loures e tantos outros, o que se vive até em bairros “não sociais” dentro de portas, tem mais de terceiro mundista do que de um país civilizado.

Estamos muito preocupados com o que arde todos os verões, os números de área ardida são armas de arremesso político dos partidos da nossa praça, mas há outros números que não se mostram, os números das desgraças humanitárias em que são deixados muitos dos que habitam o interior do país, muitas vezes sós e esquecidos, entregues à sua própria sorte, na solidão total que por vezes se transforma na companhia de uma garrafa de vinho e, onde psicologia é vista como uma modernice de Lisboa, que é etérea no interior quer por inexistência quer por insuficiência de resposta que até em grandes centros urbanos se verifica.

Se somos um país de incendiários? Não. Não somos. Mas o verdadeiro argumento não interessa aos partidos políticos. O que somos é um país sem acesso à saúde mental, onde quem sofre de problemas de saúde mental é entregue à própria sorte e, uns suicidam-se, outros pegam fogo ao que calha por vezes para chamar à atenção, outros mutilam-se, outros matam-se aos poucos com recurso à droga que tiverem à mão e, o álcool é a mais acessível, sem que exista legislação que impeça o caixa de um supermercado vender uma garrafa de bebida alcoólica a alguém que sabe ter problemas com o álcool, até porque é contrário aos interesses do patrão e, isto observa-se quotidianamente tanto no interior quanto nos grandes centros urbanos.

Sim, provavelmente ¼ da população nacional necessita de cuidados de saúde mental, mas não tem acesso a eles, porque não existe sequer uma estratégia nacional de saúde mental, o que existe são operações de cosmética de fachada em torno do assunto e, não se vislumbra sequer por parte da esmagadora maioria das forças políticas tanto na Assembleia da República quanto nas Assembleias Municipais, uma preocupação realista acompanhada da necessária coragem de abordar o tema e apontar soluções a materializar de facto, porque de palavras e falsas promessas estão as portuguesas e os portugueses fartos.

Importa reconhecer a dimensão e a gravidade de um problema social, que não se resolve atirando 25% de aumento aos Bombeiros no DECIR que face ao risco que correm não deveriam auferir menos que um primeiro ministro, não se resolve subornando a Polícia Judiciária com subsidio de risco para aumentar a eficácia na caça àqueles que esquecidos pelo estado gritaram por ajuda com um isqueiro na mão, não se resolve com promessas de aumentos progressivos aos efetivos das forças de segurança que não evitam que continuem a encostar a arma à cabeça e a carregar no gatilho. A solução é estrutural e passa por transformar a rubrica de despesas extraordinária atual saco azul do orçamento geral do estado, em remunerações e regalias sociais dignas e justas e, dar à saúde mental a atenção que merece e que na prática nunca saiu do papel. Psicologia não é coisa de sociedades desenvolvidas, é uma necessidade das sociedades em desenvolvimento e em que as mutações sociológicas devido aos atrasos de desenvolvimento ocorrem a uma velocidade de deixar muitos sem norte, como por exemplo na transição digital, que deixa os menos instruídos muitas vezes em situações de incumprimento e com multas às costas sem perceber muito bem porquê, ou que simplesmente os deixa desamparados porque não se entendem com os sistemas de atendimento telefónico da dita inteligência artificial ou, não se entendem com os serviços online, que tal como o e-clic da segurança social fica tantas vezes sem resposta.

Há um grave problema estrutural que concorre para tudo isto, agravado pela política de fronteiras abertas que ocupa os nossos funcionários públicos com os casos dos que vão chegando e precisam de encontrar resposta e, têm menos tempo para responder aos que já cá estão há anos, ou desde sempre, sem que os quadros desses serviços tenham acompanhado a procura desses serviços.

Tudo isto concorre para o incendiarismo, para o suicídio, para a degradação da vida das pessoas dentro de portas, para as que têm a sorte de ter portas e não terem o céu como teto da sua “casa”.

Aqueles que dizem representar os eleitores na Assembleia da República não conhecem a realidade do país, as campanhas fazem-se nas ruas, não entram dentro de casa das pessoas, o mundo dentro de portas não é cor de rosa como nas ruas, é negro, muito negro, diríamos mesmo, um monte negro.