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Não somos um país de incendiários, somos um país sem saúde mental

Se tal como existe um IRA – Intervenção e Resgate Animal, existisse um IRP – Intervenção e Resgate de Pessoas, provavelmente quase 20% das pessoas que vivem no nosso país à beira-mar plantado, teriam de ser resgatadas, por maus-tratos ou por viverem em condições indignas ou sem acesso aos cuidados essenciais de saúde física e psíquica.

Portugal vive num estado de “fachada” sem precedentes, onde o que importa é o aspeto fora de portas, mas onde apesar de tanta preocupação com as barracas do Talude Militar em Loures e tantos outros, o que se vive até em bairros “não sociais” dentro de portas, tem mais de terceiro mundista do que de um país civilizado.

Estamos muito preocupados com o que arde todos os verões, os números de área ardida são armas de arremesso político dos partidos da nossa praça, mas há outros números que não se mostram, os números das desgraças humanitárias em que são deixados muitos dos que habitam o interior do país, muitas vezes sós e esquecidos, entregues à sua própria sorte, na solidão total que por vezes se transforma na companhia de uma garrafa de vinho e, onde psicologia é vista como uma modernice de Lisboa, que é etérea no interior quer por inexistência quer por insuficiência de resposta que até em grandes centros urbanos se verifica.

Se somos um país de incendiários? Não. Não somos. Mas o verdadeiro argumento não interessa aos partidos políticos. O que somos é um país sem acesso à saúde mental, onde quem sofre de problemas de saúde mental é entregue à própria sorte e, uns suicidam-se, outros pegam fogo ao que calha por vezes para chamar à atenção, outros mutilam-se, outros matam-se aos poucos com recurso à droga que tiverem à mão e, o álcool é a mais acessível, sem que exista legislação que impeça o caixa de um supermercado vender uma garrafa de bebida alcoólica a alguém que sabe ter problemas com o álcool, até porque é contrário aos interesses do patrão e, isto observa-se quotidianamente tanto no interior quanto nos grandes centros urbanos.

Sim, provavelmente ¼ da população nacional necessita de cuidados de saúde mental, mas não tem acesso a eles, porque não existe sequer uma estratégia nacional de saúde mental, o que existe são operações de cosmética de fachada em torno do assunto e, não se vislumbra sequer por parte da esmagadora maioria das forças políticas tanto na Assembleia da República quanto nas Assembleias Municipais, uma preocupação realista acompanhada da necessária coragem de abordar o tema e apontar soluções a materializar de facto, porque de palavras e falsas promessas estão as portuguesas e os portugueses fartos.

Importa reconhecer a dimensão e a gravidade de um problema social, que não se resolve atirando 25% de aumento aos Bombeiros no DECIR que face ao risco que correm não deveriam auferir menos que um primeiro ministro, não se resolve subornando a Polícia Judiciária com subsidio de risco para aumentar a eficácia na caça àqueles que esquecidos pelo estado gritaram por ajuda com um isqueiro na mão, não se resolve com promessas de aumentos progressivos aos efetivos das forças de segurança que não evitam que continuem a encostar a arma à cabeça e a carregar no gatilho. A solução é estrutural e passa por transformar a rubrica de despesas extraordinária atual saco azul do orçamento geral do estado, em remunerações e regalias sociais dignas e justas e, dar à saúde mental a atenção que merece e que na prática nunca saiu do papel. Psicologia não é coisa de sociedades desenvolvidas, é uma necessidade das sociedades em desenvolvimento e em que as mutações sociológicas devido aos atrasos de desenvolvimento ocorrem a uma velocidade de deixar muitos sem norte, como por exemplo na transição digital, que deixa os menos instruídos muitas vezes em situações de incumprimento e com multas às costas sem perceber muito bem porquê, ou que simplesmente os deixa desamparados porque não se entendem com os sistemas de atendimento telefónico da dita inteligência artificial ou, não se entendem com os serviços online, que tal como o e-clic da segurança social fica tantas vezes sem resposta.

Há um grave problema estrutural que concorre para tudo isto, agravado pela política de fronteiras abertas que ocupa os nossos funcionários públicos com os casos dos que vão chegando e precisam de encontrar resposta e, têm menos tempo para responder aos que já cá estão há anos, ou desde sempre, sem que os quadros desses serviços tenham acompanhado a procura desses serviços.

Tudo isto concorre para o incendiarismo, para o suicídio, para a degradação da vida das pessoas dentro de portas, para as que têm a sorte de ter portas e não terem o céu como teto da sua “casa”.

Aqueles que dizem representar os eleitores na Assembleia da República não conhecem a realidade do país, as campanhas fazem-se nas ruas, não entram dentro de casa das pessoas, o mundo dentro de portas não é cor de rosa como nas ruas, é negro, muito negro, diríamos mesmo, um monte negro.

Alternativa de Radiocomunicações de Exceção e Catástrofe

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, coloca à disposição dos seus Associados na área da Grande Lisboa, uma rede de VHF e uma rede de UHF licenciada pela ANACOM, que permite legalmente a quem não é radioamador, possuir e usar equipamentos de VHF e equipamentos de UHF com 5W de potência aparente radiada, usável em equipamentos móveis instalados em veículos ou equipamentos portáteis de mão, para treino quotidiano, bem como para comunicação com os seus familiares diretos e outros membros da APROSOC, face a situações de exceção como um apagão, ou mesmo em situações de emergências de catástrofe tais como um sismo de forte magnitude, um atentado terrorista, um tsunami ou outras, sendo especialmente útil em caso de falha das telecomunicações de acesso público e, como complemento do Serviço Rádio Pessoal CB (citizens band), e do serviço PMR446 (personal mobile radio).

Recentemente alguns membros da APROSOC aderiram à rede Meshtastic e, neste contexto a Associação está a desenvolver esforços para dar o seu contributo à comunidade Meshtastic com a implementação de “nós”, isentos de radiações não essenciais, instalados em locais estratégicos,  bem como, apoio aos Associados para acesso a esta rede complementar como redundância em caso de falha das redes de telecomunicações de acesso público.

Porque é vedado ao Sr. Mike 05 comentar as nossas opiniões nos canais que controlamos?

Trata-se de um principio de reciprocidade, pois há muito aquele individuo nos bloqueou nos canais que controla.

Recentemente passámos a página Facebook da APROSOC para administração não oficial, isto porque ponderámos e chegámos a divulgar que a íamos extinguir, mas surgiram contudo manifestações de apoio e disponibilidade para gerir a página, bem como lá colocar conteúdos a pedido da APROSOC, estando a página a ser gerida entre uma Associada da APROSOC e um não Associado e, tendo alterado o nome para (Preppers).

O Sr. Mike 05 anda há muito a ludibriar os que o rodeiam e seguem  com práticas ilegais ou pelo menos nada éticas, a mais recente nos 433MHz com nodes e terminais que não são se radioamador, não têm qualquer tipo de certificação de cumprimento das normas em vigor na união europeia, inicialmente na rede MESHTASTIC e mais recentemente na sua “criação” MESHCORE. O nível de radiações não essenciais dos seus equipamentos bem como da esmagadora maioria a operar nessas redes, não cumpre a legalidade e raros são os que possuem filtro passa-banda, contudo, ainda que possuíssem em bom rigor continuam a ser ilegais e dificilmente poderiam ser aceites atendendo a que não possuem blindagens metálicas, sendo montados em caixas plásticas sem qualquer isolamento de etapas intermédias para o exterior.

Assim, a APROSOC entende esta prática como altamente funesta ao radioamadorismo e às demais bandas de radiocomunicações em que interfere.

Ficamos a aguardar que o Sr. Mike 05 publique nos canais que controla os certificados de conformidade e marcação CE dos seus equipamentos LORA e, continuamos a não desejar qualquer contacto com tal indivíduo que se diz religioso mas que tem prazer em cascar em alguns seus semelhantes. Apenas desejamos o que o “Deus que o orienta” tenha juízo e lhe ponha algum juízo naquela cabeça.

Alteração das condições de acesso ao cartão de Associado

  • O cartão de Associado é emitido e enviado no prazo de 90 dias (para emissão em remessa) após a admissão do Associado, mediante pagamento antecipado da 1ª quota anual ou, apresentação de comprovativo de pagamento fracionado com ordem permanente de transferência bancária agendada.
  • A validade do cartão é comprovada pela apresentação do comprovativo de pagamento de quotas.Inscrição

Não há um modelo ideal, mas há conceitos de base (prepping)

EDC – Everyday Carry (o que carregas todos os dias contigo para todo o lado, documentos, telemóvel, apito, pensos rápidos, walkie-talkie pessoal, medicação diária, alicate multifunções, dinheiro físico, cartões de crédito (com barreira para evitar furtos por contactless), lanterna de mão, abraçadeiras plásticas de fivela (para segurar algo ou atuação extrema nos termos da alínea b) do Artigo 255 do Código de Processo Penal), caderno à prova de água com contactos de familiares, amigos e emergência, powerbank (mínimo 2Ah) e cabo, lanterna, luvas de nitrilo, canivete, laser multipontos…)

GHB – Get Home Bag (é o complemento ao EDC, carrega o que precisas para se ficares por exemplo no parque das nações sem qualquer tipo de transporte para chegar a casa, colocares a mochila às costas e caminhares até casa a qualquer hora do dia u da noite, com poncho, barras energéticas, água, kit de diagnóstico e primeiros socorros (incluindo lençol isotérmico, oxímetro, tesoura universal, torniquete, compressa israelita de compressão) para situações mais graves, Walkie-Talkie de reserva, powerbank (mínimo 5Ah e cabos) , luvas de trabalho, lanterna frontal, faca de sobrevivência, ferramentas de desenrasque, busca polos de 210V e outro de 12V, fita isoladora, monóculo, pedaço de cola termofusível, alicate universal com boa capacidade de corte ( ex. Facon), mini kit de costura, mini kit de unhas,  etc.

Atenção, no automóvel deves ter sempre calçado de caminhada não apenas a pensar em estrada e passeio, mas a pensar em terra, lama, rocha (merrel, salomon e similares com piso de tração de subida e descida).
Não esquecer os extintores no carro, um pequeno e acessível mas fixo à frente, também como “arma” de defesa para repelir tentativas de agressão e ganhar tempo e, outro de 6Kg ABC seguro atrás. É importante ter um starter, kit de reparação de pneus, bomba de encher pneus, cabos de encosto de bateria e ferramentas.

BOB – Bug Out Bag ( carrega o que vais precisar para sobreviver durante pelo menos 72 horas, incluindo dormir por exemplo acantonada ou acampada, agasalho, alimentos não perecíveis e de fácil preparação, caneca inox, óculos de sol, protetor solar, boné (que ninguém imagine que usasses e que seja discreto), saco impermeável com documentos, kit de higiene essencial, fonte de fogo, medicação, primeiros socorros incluindo controlo de hemorragias e profilaxia infeciosa, isqueiro e/ou pederneira, água potável e/ou filtro de água e/ou pastilhas de purificação de água, talheres leves e compactos, prato desdobrável, recetor de rádio com dínamo, lanterna e painel solar, par de walkie-talkies, powerbank (mínimo 10Ah), mini painel solar, fita adesiva #americana”, super cola, saco de dormir, muda de roupa interior, isolante térmico, míni serra, repelente de insectos, corda ou paracord, máscaras respiratórias, etc), cobertura impermeável para a mochila que a descaracterize para passares ao modo GrayMan (homem cinza, que passa despercebido na multidão), álcool gel, medidor de radiação nuclear, mapas, bussola, GPS e/ou SPOT (PLB – personal locator beacon), comprimidos de iodeto de potássio, etc. Se tiveres próteses auditivas, processadores cocleares, ou outros dispositivos médicos eletrónicos, não esquecer baterias e ferramentas específicas para os reparar) Não esquecer o animal de estimação se for o caso.

BOLT – Bag Out Long Time
Complementa a BOB com mino fogão de gás ou a lenha, fica geralmente fora da casa principal ou num veículo de reserva numa garagem ou na garagem (para quem tem claro), reforça a alimentação com comida liofilizada, conservas em lata, velas de cera, sabão azul e branco, sal marinho, maior reserva de água potável, reserva de medicamentos, mala de emergência médica, complementos para dormida com maior conforto, por exemplo colchão insuflável, tenda, capacete, óculos de proteção, lençol de caco cama, sabão multiusos, pá desdobrável, machado, serra, painel solar e acumulador de energia com saídas reguladas de 5, 12 e 220V, saco de duche, toalha de secagem rápida, muda de roupa de secagem rápida, roupa interior, sacos de lixo (ou para improvisar) consumíveis de higiene intima indispensáveis, kit de tachos encaixáveis, pilhas e baterias de reserva, rádios de comunicação para cenários (SHTF shit hits the fan) geralmente ilegais para quem não é radioamador mas usáveis no âmbito do Artigo 35 do Código Penal, mala de ferramentas, etc

BOV – Bug Out Vehicle
Veículo de reserva que pode ser uma bicicleta, trotineta (se elétrica deve poder ser carregada com o acumulador alimentado a painel solar), um automóvel económico e de mecânica fiável (isento de eletrónica) e fácil de encontrar peças nem que seja noutros abandonados, ou motociclo fiável. Fundamental ter rádio CB, com antena magnética de comprimento não inferior a 1,5 metros, rádio de amador para comunicação para cenários (SHTF shit hits the fan) geralmente ilegais para quem não é radioamador mas usáveis no âmbito do Artigo 35 do Código Penal …

Recomendação do Conselho Europeu para Kit de Emergência

O Conselho Europeu anunciou recentemente uma recomendação que será efetuada aos Estados membros, para que os cidadãos preparem Kits de Emergência com autonomia mínima de 72 horas.

Para a APROSOC – Associação de Proteção Civil, esta medida não é mais do que evitar melindrar os Estados membros que pecam pela inércia em matéria de preparação civil de emergência (autoproteção) no âmbito da proteção civil e, Portugal é um dos Estados membros que mais peca tanto por inércia quanto mesmo por inépcia, já que, nem mesmo os dirigentes da esmagadora maioria dos serviços de proteção civil, não têm sequer o seu kit de emergência para mostrar e, fazer assim através do exemplo que outros cidadãos sigam o exemplo.

No país o no mundo, a preparação do âmbito da autoproteção, é liderada por grupos dedicados que praticam a cultura “preppers”, “sobrevivencialistas” ou “graymans” e, o conhecimento de grande parte dos técnicos de proteção civil das estruturas governamentais, está na maioria dos casos a anos-luz do conhecimento reunido naqueles grupos.

APROSOC recebeu visita da IL

Nesta 6ª feira 14 de março de 2025, a APROSOC – Associação de Proteção Civil, recebeu na sua sede a visita de dois representantes do Núcleo Territorial de Oeiras do partido político Iniciativa Liberal, e que, procuraram conhecer as preocupações desta Associação no âmbito da proteção civil no concelho de Oeiras.

Esta é a segunda vez no espaço de 3 anos que aquele partido político visita as instalações da APROSOC com o mesmo propósito, que muito nos honra e que muito agradecemos no quadro das ações políticas desejavelmente conducentes a mais e melhores políticas de proteção civil, no caso no concelho de Oeiras, um concelho dos mais atrasados do país no que concerne à materialização da proteção civil.

Desta feita, estiveram presentes nesta reunião o Presidente da Direção da APROSOC e, por parte do partido Iniciativa Liberal: Fernando Antunes (Coordenador do Núcleo Territorial de Oeiras) e, Anabela Antunes (Deputada na Assembleia Municipal de Oeiras).

A APROSOC está permanentemente ao dispor das diferentes forças políticas para a colaboração que lhe seja solicitada no âmbito dos seus fins estatutários e no superior interesse público.

Ucrânia – Comunicações Militares em Risco

Um dos graves erros de qualquer nação, é depender de operadores privados para assegurar as suas telecomunicações nos serviços essenciais, tal constitui uma incomensurável vulnerabilidade.

Observam-se na atualidade Elon Musk a ameaçar cortar o acesso das tropas da Ucrânia à rede de satélites StarLink, uma situação totalmente desnecessária se a Ucrânia mantivesse a sua rede de HF militar encriptada. O mesmo se passa em Portugal, cujos terminais de radiocomunicação não são suficientes para uma situação de guerra, já que alguém nas forças armadas alinhou em soluções como o LTE civil para uso militar, entre outras acefalites inarráveis.

Proteção Civil | Discriminação nos AVISOS e ALERTAS

Exmas(os) Senhoras(es)

A maioria dos municípios de Portugal não acompanha o estado da arte da proteção civil e, discrimina cidadãos no acesso aos AVISOS e ALERTAS dos serviços municipais de proteção civil. São felizmente cada vez mais os municípios a divulgar os AVISOS do IPMA e os ALERTAS de Proteção Civil nas redes sociais, contudo, nem todos os cidadãos têm redes sociais e, somente alguns serviços municipais de proteção civil envia os AVISOS e ALERTAS por SMS.

Por exemplo o concelho de Oeiras que se afirma o mais à frente do mundo e arredores, somente difunde AVISOS e ALERTAS nas redes sociais, não os replicando por SMS nem noutras línguas para os fazer chegar também a quem nos visita ou para cá migrou ou emigrou.

Para a APROSOC – Associação de Proteção Civil, esta omissão dos municípios fere princípios constitucionais e, determina em caso de desastre um aumento da dimensão da catástrofe ao aumentar o número de pessoas que não adotaram as recomendações de autoproteção por não terem recebido informação nesse sentido.

Alertamos ainda para o facto de o país ainda não dispor de sistema Public warning – Cell Broadcast, que chegou a constar dos planos de atividades da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, mas que nunca foi materializado, apesar de ser somente o sistema que possibilita chegar de imediato a todos os cidadãos detentores de telemóveis ou smartphones na área geográfica selecionada para o ALERTA à população.

Por entendermos que esta situação fere princípios constitucionais, apelamos assim à ação dos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, bem como do sistema judicial, de modo desejavelmente conducente à resolução desta situação de interesse público, dando como exemplo de boas práticas os municípios de: Lisboa, Amadora, mais recentemente Óbidos, entre outros.

O preparador sobrevivencialista…

…tem de ter em conta por um lado o que consegue carregar e, por outro a sua condição física para o carregar e transportar.

O exemplo na imagem seria um exemplo com muitas limitações, já que mesmo para calçar as botas e apertar os atacadores ou mesmo fechar um fecho de correr o volume abdominal impossibilitaria tal tarefa.

Por outro lado, a carga exemplificada totaliza um volume e peso aparente inviável e que compromete só por si a área a percorrer.

Os diferentes conceitos de mochilas contemplam uma mochila de evasão para sair de casa (BOB – Bug Out Bag), uma mochila para o regresso a casa (GHB – Get Home Bag), uma ou mais mochilas (BOLT – Bag Out Long Time) / arrecadações / caixas em local seguro como reserva e, uma mochila ou mala no veículo para evasão (VBOB – Vehicle Bug Out Bag), uma bolsa ou pequena mochila de desenrasque quotidiano (EDC – Everyday Carry). Em alguns casos, importa que seja possível somar a carga do EDC em harmonia com a GHB ou BOB e o peso total e conforto do conjunto deve ser compatível com pelo menos uns dez quilómetros de caminhada (até ao local seguro de reserva). Algumas mochilas possibilitam acoplar rapidamente bolsas, ou mesmo a acoplar outra mochila, algumas marcas desenvolvem essas opções a pensar em equipas táticas, contudo, uma mochila tática pode ser motivo de atração de atenções indesejadas, a colocação de uma capa de proteção de chuva, numa cor neutra, pode afastar olhares indesejados sobre a sua mochila.

O preparador sobrevivencialista deve impor a si próprio uma disciplina diária de pelo menos 10.000 passos de caminhada contínua, com momentos de paragem para rotação de braços, cervical, anca, e extensão de pernas e braços, para manter condição física adequada ao aumento da probabilidade de sobrevivência.

As pessoas com algum tipo de limitação física, mas com alguma capacidade de locomoção, não devem deixar de se preparar, sendo que o ideal quer para estas quer para outras no geral é a preparação em comunidade, para possibilitar a entreajuda resultante das valências físicas e intelectuais de cada membro da comunidade e, sem descorar os animais de companhia, que podem vir a revelar-se uma importante ajuda, por exemplo, um cão treinado pode alertar o dono que alguém se aproxima e, esse aviso não tem necessariamente que ser ruidoso (ladrar).

O mundo dos preparadores e sobrevivencialistas é feito de diferentes correntes de opiniões, cabe a cada um ou a cada comunidade, encontrar as soluções mais seguras e que melhor se adequam ao seu caso ou à sua comunidade. É normal existirem diferentes opiniões, delas resulta a possibilidade de alargar a panóplia de opções a equacionar ou mesmo para compreender e distinguir o que é certo do que é errado face a cada cenário possível, já que o que se aplica em alguns cenários pode não se aplicar a outros, o que faz com que algumas soluções que possam numa primeira abordagem parecer completamente descabidas, ter afinal aplicabilidade noutras situações, por vezes extremas.