Autoridade Nacional de Emergência Médica e Unidade Nacional de Combate à Fraude no SNS

Ex.mos(as) Senhores(as)

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, congratula-se e parabeniza o Governo por ter anunciado duas das reivindicações desta Associação, a criação da Autoridade Nacional de Emergência Médica e a Unidade Nacional de Combate à Fraude no SNS, na Polícia Judiciária.

Contudo, o facto da reorganização do sistema integrado de emergência médica estar envolto em secretismos, não só condiciona o processo democrático, como é por nós tido como, a oportunidade perfeita para os lóbis instalados no INEM e com acesso a informação privilegiada e com proximidade ao nomeado pelo Governo para dirigir a ANEM, se reorganizarem e assegurarem a continuidade das promiscuidades conducentes à manutenção dos interesses instalados, muito lucrativos para alguns, mas funestos ao interesse público.

A bem da transparência, é desejável que o Governo dialogue com todas as classes profissionais envolvidas, bem como com as organizações da sociedade civil que representam os utentes, e torne pública a sua estratégia para a emergência médica pré-hospitalar em Portugal, até porque quem paga, quem suporta todo o funcionamento do sistema, são os contribuintes e, por isso os patrões, exigindo-se dos “decisores/administradores” (políticos) nomeados por delegação do eleitorado, a total transparência num processo que a todos os utentes diz respeito.

Com os melhores cumprimentos. Atentamente,

João Paulo Saraiva

Presidente da Direção

Técnico de Proteção Civil