Constata-se uma vez mais que os criminosos podem atuar em superioridade seja numérica seja desproporcional face à força da vítima, seja mesmo desproporcional armados contra uma vítima indefesa.
Se fosse filha da Sr.ª Ministra da Administração Interna, certamente seria liberalizado o spray de defesa ou dispositivos incapacitantes de choque de uso livre em qualquer país civilizado, mas como não é nada vai mudar.
“Em caso de emergência ligue 112” e de que adianta? Será que os agressores deixam ligar? Terá a vítima o direito de pedir aos agressores um telefonema antes de ser violada?
Isto de o cidadão de bem ter dificuldade de acesso a meios de autodefesa e os criminosos atuarem armados ou em desproporcionalidade numérica ou de força, é ou não uma limitação de direitos fundamentais?
Não. Não é um apelo ao armamento, é uma medida de consciencialização sobre a desproporcionalidade na defesa a que o comum cidadão está sujeito, mas já sabe, “em caso de emergência ligue 112” só não dizem se é antes ou depois de ser violada por 3 gandulos.
“Em caso de emergência ligue 112” se conseguir, mas se estiver a ser violada ou agredida onde está a prevenção? E o que faz o operador 112 até ter meios disponíveis e estes conseguirem chegar ao local, será que pede para passar o telefone aos bandidos e lhes diz “meninos portem-se bem”?!
É esta a política de segurança interna de “um dos países mais seguros do mundo”? Se não é possível ter polícias a patrulhar cada quarteirão, como se defende o comum cidadão até conseguir alertar e, chegarem as autoridades? O RASI até pode ter zero crimes, ou ser pintado de oásis como faz o Sr. Diretor Nacional da Polícia Judiciária, mas a criminalidade está de facto a aumentar, acontece contudo que em muitos casos não há meios policiais disponíveis para atuar atempadamente, situação que gera descrédito na população do qual resulta muitas vezes a não participação de ocorrência ou não formalização de queixa, que que resultam os números do RASI de que alguns governantes tanto se orgulham. O desfecho mais provável para este caso é o arquivamento como tantos outros, enquanto as vítimas forem vistas como alvos fáceis e incapazes de se defender, os bandidos continuarão a perpetuar as suas práticas criminais acima da Lei a que as pessoas de bem não estão.
A APROSOC – Associação de Proteção Civil, advoga que só a liberalização de armas não letais para comuns cidadãos pode trazer algum equilíbrio na segurança interna.
A APROSOC – Associação de Proteção Civil, advoga que só a liberalização de armas não letais para comuns cidadãos pode trazer algum equilíbrio na segurança interna.
