A relação das Associações de Bombeiros com o Estado Português, é uma relação de Parceria Público Privada (PPP) em que, a Administração Central do Estado paga a essas Associações de Direito Privado, para cumprir por si missões que a si lhe competem. Contudo, o pagamento implica na realidade o “transporte de carne humana”, já que a qualificação do pessoal que tripula as ambulâncias de emergência das corporações de Bombeiros, é de pouco mais de 200 horas, dai resultando a ausência de competências que todos os tripulantes de ambulância deveriam obrigatoriamente possuir, mas que somente os do INEM possuem.
Por sua vez, a Liga dos Bombeiros Portugueses, enquanto confederação de Associações, defende essencialmente os interesses das Associações empregadoras de Bombeiros, não o interesse público, nada fazendo no sentido de defender o aumento de competências dos Bombeiros para o Socorro Pré-Hospitalar, o que significaria que, esses empregados das Associações, durante o período de formação não estivessem a produzir para as Associações.
Entende assim a APROSOC – Associação de Proteção Civil, que, embora nos identifiquemos com muitas das reivindicações da Liga dos Bombeiros Portugueses, não vislumbramos no que ao socorro pré-hospitalar é atinente, as preocupações que seriam expectáveis se de facto a Liga estivesse preocupada com a qualidade do socorro à população prestado por Bombeiros e, o mesmo se pode dizer da Cruz Vermelha Portuguesa.
Apesar disto, não temos dúvidas algumas de que, as tripulações de ambulâncias de Bombeiros e da Cruz Vermelha, dão diariamente o seu melhor no socorro pré-hospitalar, embora o seu melhor seja insuficiente face ao atual estado da arte.
