EMERCOM 2021 “CAOS” 27-06-2021 10~18H

EXERCÍCIO DE RADIOCOMUNICAÇÕES DE EMERGÊNCIA “CAOS”

CATÁSTROFE MUNDIAL DE ORIGEM SIDERAL E EFEITOS COMPLEXOS

               Caros Associados, voluntários de proteção civil, colegas Radioperadores da CB e/ou do PMR446 e/ou do LPD, e/ou Radioamadores, a título individual ou coletivo como Associação ou grupo informal…

Breve intróito

O EMERCOM 2021 “CAOS” não pretende ser mais do mesmo dos exercícios de radiocomunicações ou ser melhor que qualquer outro exercício, porque em todos eles reconhecemos mérito às organizações e valor nos objetivos. Este exercício é para nós um momento de homenagem às vítimas dos incêndios de 2017, mas também o desafio de irmos mais além na capacidade de antevisão de outros cenários catastróficos inspirados na catástrofe de 2017, mas de diferente génese, despertar consciências e impulsionar mudanças de comportamentos e atitudes.

Este não será um exercício perfeito, não terá um cenário perfeito, porque a perfeição é em nossa convicção um conceito, uma utopia da mente humana, mas também porque a realidade pode sempre ir muito além daquilo que a humanidade na sua generalidade é capaz de vislumbrar, salvo, eventualmente, raras exceções especialmente na comunidade científica. Por outro lado, os exercícios fazem-se para identificar aspetos a corrigir, melhorar, evoluir, aprender e ver um pouco além do que o conhecimento resultante da atividade quotidiana da emergência é capaz de nos proporcionar. Mais do que um exercício de radiocomunicações este será um exercício de reflexão nunca antes proporcionado aos cidadãos pelos denominados serviços e agentes de proteção civil. Será ainda um exercício de superação coletiva e individual.

A esmagadora maioria dos cidadãos que se vão cruzar com este texto não o vão ler todo e muitos dos que o lerem olharam para ele como surreal, muitos vão até sorrir ou dar gargalhadas achando-o uma idiotice.

Circunstância cénica e constrangimentos no mundo e no país em geral e na região de Lisboa e Vale do Tejo em concreto

A passagem de um meteoro próximo do planeta Terra (tal como aconteceu em 2018 e que provocou um sismo de baixa magnitude 2.0), mas desta vez ainda mais próximo da Terra  provocou um sismo de intensidade variável em todo o planeta, provocando um cenário de destruição natural e estrutural sem precedentes na história da humanidade, com acidentes em terra, no mar e no ar, cuja descrição inicial exaustiva nos desfocaria certamente do objetivo deste exercício, sabendo-se sumariamente que o número de feridos e mortos ultrapassa a capacidade de resposta do acumulo de meios técnicos e humanos de todos os países e, enquanto para uns vale tudo para salvar vidas para outros as pilhagens são a única forma de assegurar a sua sobrevivência e em alguns casos dos familiares que lhes restam, situação que causa muito provavelmente tumultos.

Tal como as máscaras de proteção respiratória antes da pandemia COVID-19 não eram alvo da procura de quase ninguém, nas pilhagens ao que resta da superfícies comerciais, armazéns e meios de transporte de bens essenciais, também agora neste cenário de catástrofe de génese sideral, produtos como walkie-talkies passam a ser alvo da atenção daqueles que passaram durante décadas ao lado desses produtos nas prateleiras das superfícies comerciais e os ignoraram.

A falha de energia elétrica é quase global e a pilhagem de tudo o que possibilite gerar energia elétrica é uma inevitabilidade para a sobrevivência da humanidade. As telecomunicações de acesso público colapsaram e os satélites destruídos arrastados da sua órbita tornaram-se na maioria dos casos inúteis.

Alguns cidadãos que em Portugal como em outros países do Mundo, que ou por sorte não foram muito afetados, ou que muito ou tudo perderam e decidiram abnegadamente, unidos pelo hobbie recreativo de radiocomunicação ou atividade científica de radioamadorismo, estabelecer informal e espontaneamente uma rede nacional de radiocomunicações de emergência, para ligar populações e resquícios daquilo que antes daquele acontecimento eram conhecidos serviços e agentes de proteção civil, fazendo a ponte de comunicação indispensável à recuperação de um planeta visto do espaço com água em muitos locais onde antes existia terra, quase todo coberto por fumo de incêndios e erupções de vulcões em inatividade há muitos anos. Como parte integrante da resposta local, estes Radioperadores e Radioamadores colocam em prática as suas competências individuais para antes de mais assegurar a sua sobrevivência. Com recurso às suas capacidades de improviso, usam baterias de viaturas inutilizadas, o aproveitamento de painéis solares e outras fontes de energia elétrica para alimentar os seus meios de radiocomunicação e, com recurso a alguns walkie-talkies PMR 446 e rádios portáteis e móveis da Banda do Cidadão, ou equipamentos de Radioamador ou mesmo de redes de radiocomunicação profissional, dos que sobreviveram ou que foi possível reparar.

Palavras como: mayday, socorro, ajuda, auxílio, emergência, ferido, morto, destruição, dor, sem nada, e tantas outras menos usuais no nosso quotidiano passaram a ouvir-se ao vivo e também via rádio com uma frequência e intensidade sem precedentes e, radioperadores e radioamadores procuram, também eles vítimas, dar o seu abnegado contributo para a maior obra de que a humanidade tem memória, reconstruir a casa comum a que chamamos planeta terra que partilhamos com outras espécies animais que perante este cenário deixaram de reconhecer as fronteiras geográficas da civilização humana, tal como acontece com os humanos agora alheados na sua quase totalidade de valores civilizacionais.

A explosão de centrais e armas nucleares nos países que as possuem geraram pulso eletromagnéticos que não reconhecem fronteiras geográficas e inutilizaram a maioria dos equipamentos eletrónicos mais sofisticados, muitos equipamentos e infraestruturas de telecomunicações, veículos com centralinas eletrónicas e outros ficaram destruídos por exemplo próximos da central nuclear de Almaraz em Espanha, sem esquecer que o armamento nuclear e outras fontes de pulso eletromagnético podem ser transportadas por terra, mar e ar.

Todo o litoral de Portugal continental foi varrido por um tsunami e, o mar revolto de ondulação em catadupa arrastou para terra navios e para o mar automóveis, autocarros, quiosques e outras estruturas que arrancaram de terra. Os principais ministérios no Terreiro do Paço, e residência oficial do Presidente da República em Belém não resistiram ao sismo e ao tsunami e muitos dos seus responsáveis e funcionários morreram ou estão feridos, o país está, portanto, à deriva e sem governação.

O clima fica desregulado, pode ocorrer o desvio do eixo do planeta, pode chover torrencialmente em pleno verão ou haver seca extrema em pleno inverno, ou mesmo a maior concentração de chuva ocorrer em regiões desertas, podem ocorrer ventos ciclónicos, tornados, tempestades de areia onde nunca antes chegaram, pode congelar na região do equador e o degelo dos polos, ou mesmo o nível de rios subir para máximos sem precedentes históricos inundando por completo ou mesmo deixando ilhas ou regiões de vários países submersas. 

Sem radiodifusão, sem radiotelevisão, sem avisos por sms para orientar os cidadãs estes encaram um cenário inédito e a realidade de que todo o investimento dos seus impostos para embelezar as metrópoles estão agora reduzidos a escombros e cinzas e de nada servem para salvar vidas porque a prioridade não foi a reserva estratégica de proteção civil, a esmagadora maioria das freguesias não possuem unidades locais de proteção civil nem sequer equipamentos que os cidadãos agora possa usar para socorrer quem consigam salvar.

Sem telemóveis, sem SIRESP e sem telefones via satélite, não existe qualquer gestão dos escassos meios de socorro, a humanidade em geral e o povo português em concreto estão à mercê da sua própria sorte por ao longo de séculos terem ignorado os perigos e vulnerabilidades. O desinvestimento na Rede Operacional de Bombeiros e na Rede Estratégica de Proteção Civil limita o número de terminais rádio operacionais para comunicação local sendo mais os detidos ilegalmente por alguns elementos das entidades agentes de proteção civil do que aqueles que oficialmente estão distribuídos pela estrutura governamental, ainda assim possibilitam alguma comunicação local nos canais simplex.

Os telemóveis que não foram atingidos por pulsos eletromagnéticos nas áreas com armas ou centrais nucleares que explodiram, funcionam agora como se em “modo de avião”, apenas disponibilizam a informação offline ou funcionam apenas como relógio, gravador de voz ou bloco de notas e pouco mais.

O cenário em Lisboa não é menos grave que o do sismo de 1755, a terra tremeu, sob um impulso que a faz balançar, os edifícios oscilaram e desmoronaram.

Nas ruas o asfalto partiu-se, abriram-se fendas por onde se libertam gases sulfúricos, rebentam condutas de água, os esgotos brotam para o exterior os seus conteúdos, enquanto noutros locais abrem-se enormes crateras por afundamento das abóbadas do Metropolitano que engolem transeuntes e veículos para uma nova dimensão de extensão de mar subterrâneo por força do aumento em cerca de 8 metros do nível médio das águas do mar, muitas estradas e vales são agora mar a muitos montes são agora ilhas, o planeta transformou-se e surgem agora à superfície espécies marinhas que até então habitavam as mais recônditas profundezas dos oceanos.

Alguns viadutos colapsam, esmagando algumas viaturas, composições ferroviárias e os seus ocupantes, que sob eles passavam e interrompendo, nesses e noutros locais, a circulação ferroviária, por descarrilamento das composições. O sol tolda-se com as nuvens de poeira provenientes das ruínas fumegantes que parecem sufocar todos os sobreviventes.

Nas praias e zonas ribeirinhas, o mar recolhe, deixando o fundo a descoberto numa enorme extensão, mas logo a seguir encapela-se em ondas alterosas de mais de vinte metros de altura, que avançam com fúria sobre as povoações costeiras e entrando pelo estuário do Tejo, inundam violentamente a zona ribeirinha de Lisboa, Cacilhas, Oeiras e Cascais. Em Caxias, por exemplo, os banhistas e ocupantes de veículos que ficaram retidos na marginal, correm a todo o custo procurando atingir um ponto mais elevado, mas os acessos pedonais não chegam para escoar todas aquelas pessoas.

O terror expresso pela população é indescritível. Logo nos primeiros instantes milhares de pessoas ficam sepultadas nos escombros dos edifícios que ruíram ou são arrastados pela fúria das águas para o rio Tejo.

Ao ruído ensurdecedor da Terra em movimento, junta-se os gritos de dor e aflição das pessoas e à queda dos edifícios e ao horror do terramoto, sucede-se o pavor dos incêndios que, tendo tido início no centro da cidade, motivados por causas elétricas, pelas ruturas das canalizações de gás, pelo rebentamento de garrafas de gás butano ou propano, vai-se propagando, especialmente pelos bairros antigos da cidade. Ao cair da noite, Lisboa está envolvida em chamas.

As pessoas correm desvairadas, ao acaso, de bairro para bairro, de rua para rua, outras procuram entes queridos entre os escombros.

Com o movimento abrupto da Terra, as placas tectónicas cedem e horas depois da passagem do objeto sideral próximo do nosso planeta, regista-se o segundo abalo, o pânico é horrível, as cidades despovoa-se ainda mais, tentando os sobreviventes fugirem para os espaços livres.

O Tejo rola em catadupa, os barcos voltam-se, outros são arremessados por um tsunami para terra, estilhaçando-se contra edifícios ou colocando-se em posições irrealistas e inacreditáveis até em cima do que resta de alguns edifícios, nas avenidas ribeirinhas, os mais fracos e desprotegidos são pura e simplesmente engolidos sem aviso prévio, muitos acordam debaixo de escombros ou submersos pela água salgada fétida suja e escura, que transportava destroços e corpos de pessoas e animais.

Os radioperadores da banda do cidadão e PMR446 tentam a todo o custo estabelecer contacto com serviços de emergência, mas estes não monitorizam estes canais pelo que estes entusiastas somente conseguem contacto entre si.

Sem comunicações alternativas os serviços e os agentes de proteção civil não têm forma de coordenar eficazmente os meios que não foram afetados, não há sequer um balanço da situação regional, quanto mais nacional.

As chamas devoravam grande parte da cobertura do Hospital de S. José e toda a área norte encontrava-se completamente destruída. Algum, pouco pessoal hospitalar tentava, aproveitando os serviços de Neurocirurgia e de Hematologia, organizar um pequeno centro de triagem, mas a maioria desertou para tentar chegar junto dos seus familiares.

Nas freguesias afetadas, ou não foram constituídas Unidades Locais de Proteção Civil, ou não têm voluntários em número adequado e nenhuma delas têm os grupos de autodefesa e os equipamentos necessários ao cumprimento da sua missão de ajuda de proximidade, limitando-se assim a ação dos voluntários a assistir impotentes à catástrofe agravada pela inércia e inépcia política.

Em poucas horas desapareciam tesouros arquitetónicos impossíveis de refazer e de estruturas imprevisíveis de reestruturar, tais como os principais museus na baixa da cidade junto ao Tejo, os ministérios, e residência oficial do Presidente da República ficaram reduzidos a um monte de pedras e entulho de onde brotavam colunas de fumo.

As vias ferroviárias ficaram interrompidas e as vias rodoviárias impraticáveis, quer por estragos dificilmente recuperáveis, que por inúmeros engarrafamentos provocados dos que tentavam fugir e dos que tentam vir em busca de amigos e familiares.

Os socorros terrestres que eventualmente pudessem vir de fora da Grande Lisboa de zonas eventualmente menos afetadas ou de reservas militares não conseguem chegar até a ela, pois a ponte sobre o Tejo (Lisboa-Almada), a ponte da A8, e a ponte de Sacavém ruíram, e a ponte Vasco da Gama não oferece garantias de segurança por ter sofrido danos estruturais. Lisboa tornara-se rodoviariamente uma ilha.

A noite chega e com ela, o aumento da desolação e da incapacidade de resolução dos problemas e da impotência do salvamento de inúmeras vítimas. O inferno e o caos abateram-se sobre Portugal e o Mundo. O país e o Mundo estão às escuras de luz e comunicação, quando a noite cai, a única luz visível resulta dos inúmeros incêndios.

Nas outras áreas metropolitanas do país o cenário não é muito diferente e no meio rural há agora incêndios, grandes manchas florestais a arder sem que existam meios para combater esses incêndios e assim mitigar o aumento da dimensão desta catástrofe sobre a fauna e a flora do planeta, também afetados por cheias e inundações sem precedentes.

Principais estações ativas no cenário do exercício…

O 222 ( um jovem de 14 anos acompanhado pelo seu pai) que se encontrava de férias na Serra da Estrela na companhia de alguns familiares que sobreviveram mas estão impossibilitados de descer da torre pelo facto de possuírem uma viatura urbana e parte dos acessos terem ficado impraticáveis, procuram como tantos outros por um lado pedir ajuda e, por outro tentar ajudar através dos meios de radiocomunicação, contudo, a energia para alimentar os seus rádios não é ilimitada, estando limitado à capacidade das baterias que levou e ao que existe na bateria do automóvel, bem como de baterias que se encontravam nas ruinas da torre da GNR e que alimentavam o gerador e os repetidores de radiocomunicações ali instalados, sendo por isso as suas mensagens muito breves e previamente pensadas muito objetivamente bem como usando potências baixas para poupar bateria dos seus rádios portáteis, visto não ter levado forma de os alimentar a partir de 12Volt´s e não existir alimentação na rede de 220 Volt´s devido à destruição estrutural em massa. Simultaneamente este colega procura encontrar colegas utilizadores de radiocomunicações cidadãs da zona de Lisboa que possam deslocar-se à morada de outros seus familiares para reconhecimento da situação.

O 40 possui viaturas antigas sem centralina e por isso sem vulnerabilidade eletrónica aos pulsos eletromagnéticos e,  rádios acondicionados em caixas militares metálicas que possibilitam protege-los dos eventuais pulsos eletromagnéticos e, colocando o seu kit de mantimentos e sobrevivência na viatura, na impossibilidade de chegar junto dos seus familiares no Entroncamento devido ao congestionamento de viaturas avariadas e pilhagens, procura agora contacto rádio com os seus familiares a partir de Fátima, para saber se sobreviveram e qual o seu estado, ao mesmo tempo que conhecedor da técnica das radiocomunicações como muitos poucos existem, ir conseguindo sucessivas formas de alimentar os seus rádios com recurso a baterias e painéis solares.

O 01, devido à queda de grande parte de edifícios, pontes e viadutos, bem como da existência de tumultos, somente consegue alcançar a Serra de Carnaxide para antes de mais tentar contacto com todos os seus familiares equipados com rádios PMR446 em Tercena, Queluz, Cacém, Loures, para tentar saber se sobreviveram, como estão e se é possível ajudá-los ou eles ajudarem, ao mesmo tempo que mantém disponibilidade para auxiliar através das radiocomunicações outros radioperadores ou radioamadores.

Sem acesso à base de dados nem telecomunicações de acesso público para fazer contacto de rastreio a todos os Associados da APROSOC, procura a todo o custo sinais de vida nos canais e frequências de radiocomunicação habituais.

O 177 estará na região Norte de Portugal preocupado com os familiares na região do Algarve e, procurará através dos outros colegas nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo, solicitar ao 156 no Algarve, que se desloque ou solicite a alguém que se desloque à morada dos seus familiares para fazer o reconhecimento da situação, comunicando-lhes caso tenham sobrevivido que o 177 e seus filhos e esposa se encontram a salvo e sem necessitar de ajuda. Para que tal seja possível a morada e nome da pessoa a contactar e demais mensagem têm de chegar na integra ao 156 independentemente do número de pessoas (estações rádio) e canais pelos quais passe.

O 151, como especialista técnico de telecomunicações e entusiastas das radiocomunicações cidadãs com notável conhecimento técnico, após ter colocado toda a família a salvo, decide exercer voluntariado de proteção civil numa das áreas para que está equipado e coloca as suas radiocomunicações ao serviço daqueles que precisam que a sua mensagem via rádio seja retransmitida para mais longe e, a partir de um local elevado de Sesimbra através de rádio presta uma preciosa ajuda tendo em conta que as mensagens têm de ser excecionalmente breves e objetivas para não ocupar demasiado os canais disponíveis para salvar vidas e, tendo em conta a autonomia de energia para alimentar os seus rádios no atual contexto de catástrofe global.

Outras estações de radiocomunicações…

Podem aparecer de surpresa por acordo prévio para incrementar novas missões para todas as estações a participar, aumentando por um lado o interesse do exercício e por outro o grau de consciencialização coletiva e, outras estações externas vão como habitualmente aparecer espontaneamente sem sequer se aperceberem da existência do exercício, se possível os membros da rede devem envolver essas estações em missões no âmbito do exercício, nomeadamente na transmissão de mensagens, o papel destas estações em nada é menos importante do que as já mencionadas.

Canais e Frequências

Os canais e frequências a usar neste exercício são os indicados no PAREPC de: 232000JUN21

Notas de atenção:

1.      Quem não consegue contactar um familiar munido de rádio, mas consiga contactar outro utilizador de meios de radiocomunicações próximo desse familiar, de pouco lhe adianta se não souber a morada desse familiar e, sem internet e meios de telecomunicações de acesso publica um caderno de endereços de familiares pode ser muito útil. Talvez esteja na altura de criar um grupo nas redes sociais e desafiar todos os seus familiares a partilhar a morada completa para passarem a escrito para um caderno.

2.      Muitos portugueses emigraram, e Portugal tem muitos imigrantes de outros países. Há em Portugal face a este cenário muita gente que procura a todo o custo saber dos seus familiares lá fora e, por todo o mundo haverá tentativas de contacto via rádio CB e rádio amador para tentar saber dos seus familiares em Portugal, somente os radioperadores do CB e os Radioamadores consegues prestar esse abnegado serviço, pois as forças armadas embora possam dispor de meios de radiocomunicação que possibilitem essa ação, não estão vocacionadas para tal e terão no limite das suas capacidades outras prioridades e, a “deserção” involuntária de muitos dos seus militares será uma inevitabilidade decorrente da situação.  Talvez esteja na altura de pensar em formas de radiocomunicação alternativa com os seus familiares espalhados pelo país, pela Europa e pelo mundo.

3.      O uso alternado de frequências / canais de rádio durante ume operação, propicia o desencontro por desfasamento temporal e, a operação de um equipamento em emissão próximo de outros em receção, pode atenuar ou anular a receção de outras comunicações algumas das quais pedidos de ajuda ou socorro.

4.      Os operacionais das forças de emergência e proteção civil são seres humanos e, os que sobrevivam, em primeiro lugar estarão também em busca, auxílio e socorro dos seus, sendo a capacidade de resposta desses serviços a terceiros inexpressiva, muitos utilizaram os meios de socorro que tenham mantido operacionalidade em primeira instância para socorrer e salvar os seus. Para os operacionais de socorro os membros das equipas de socorro são os únicos com privilégios de prioridade no salvamento e socorro, sendo o socorro das altas figuras de Estado da competência e responsabilidade das Forças Armadas.

5.      Sem telecomunicações não existem formas de pagamento eletrónico, a única forma de obtenção de bens dentro da ética civilizacional é a troca seja ela de bens por dinheiro físico ou de bens por bens.  Talvez seja altura de pensar em ter uma reserva de dinheiro físico em local seguro.

6.      Durante uma situação de acidente grave ou catástrofe “não existem” antigos inimigos ou cortes de relações, todos os que solicitem ajuda ou se disponibilizem a ajudar são válidos não importando o clube, raça, religião, atividade a que se dedica. Talvez seja a altura de repensar as suas relações com quem o rodeia.

7.      Durante um cenário desta natureza os GPS podem não funcionar, a informação contida nos planos de emergência não estará acessível online sendo fundamental dispor de planos a cartografia em papel apesar do norte magnético se poder ter alterado e de toda a geografia poder ter sofrido alterações substanciais. Talvez seja altura de pensar em alternativas.

Ações desaconselhadas durante o exercício

Sempre que alguém a participar no exercício recorra à internet ou telefone para comunicar com outro colega para transmissão de mensagens relativas ao exercício que deveriam passar por rádio, estará a trair os objetivos do exercício e os fins estatutários da APROSOC, pedimos por isso a todos que não o façam.

Nenhuma estação deve estar alimentada pela rede pública de distribuição de energia elétrica sendo que caso o façam estarão a defraudar a organização e participantes no exercício. 

O que faria o Global Disaster Alert and Coordination System (GDACS)  das Nações Unidas num cenário destes?