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PORTUGAL PRIVILIGIOU PARTICIPANTES NA JMJ EM DETRIMENTO DO RESTO DO POVO PORTUGUÊS

O Sistema Integrado de Emergência Médica provou com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), ser capaz de responder atempadamente a cerca de 800 ocorrências diárias naquele evento, mantendo o socorro quotidiano no resto do país com os habituais atrasos e improficuidades, tal situação demonstra uma inequívoca discriminação entre visitantes e residentes, entre católicos e não católicos, configurando por isso aos olhos desta Associação uma discriminação inadmissível.

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, exige que, tal como fez para a JMJ, monte um dispositivo permanente para responder atempadamente a emergências médicas ocorridas com os 10 milhões de cidadãos que quotidianamente vivem e trabalham em Portugal e que ponha termo à discriminação entre o que o país oferece a quem vem de fora e o que tem para oferecer aos que são de dentro não são cristãos.

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, lamenta profundamente a falta de respeito e consideração para com os nossos concidadãos, que esperam horas por uma ambulância ou para ser assistidos numa unidade de saúde, e que num evento privado a assistência se tenha tornado VIP.

Esta Associação relembra que a Lei da Separação do Estado das Igrejas o obriga à neutralidade religiosa e que, o próprio Tribunal Constitucional no seu acórdão de 544/2014 considera que “Em termos objetivos, por um lado, a Constituição exige dos poderes públicos a neutralidade em matéria religiosa…”.

Nada tendo contra o homem popular que visitou Portugal na última semana, esta Associação tem tudo a favor de todos os homens e mulheres que visitam, moram e/ou trabalham em Portugal e, à igualdade de direitos na assistência em saúde.

Portugal pode não ser um estado Laico, mas exige-se decência na igualdade de acesso aos serviços prestados pelo SNS, já que os que cá vivem e trabalham não têm direito a um Dispositivo Especial de Operações de Socorro (DEOS) tornando-se assim filhos de um “DEOS” menor.

A mensagem que nada muda.

Ouvimos frequentemente o Sr. General Duarte Costa, apelar aos comportamentos responsáveis dos portugueses, para evitar os incêndios, mas sobre os comportamentos responsáveis da REN, EDP, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Empresas públicas ou privadas, nem uma palavra.
O Exmo. Sr. Presidente da ANEPC, não compreendeu ainda que a única forma de envolver os portugueses como parte da solução, mobilizando-os a todos para a prevenção, é envolvendo-os em programas locais de voluntariado de proteção civil com os quais a ANEPC para alimentar os mesmos de sempre não está disponível para distribuir algumas migalhas ou mesmo instar as autarquias a fazê-lo. Por mais reforço orçamental, humano e material que tenha, nunca terá meios suficientes face à dimensão do país e distribuição das populações pelo território, a ideia de alimentar e aumentar o modelo de sempre esperando resultados diferentes nunca produzirá os resultados desejados, se é que deseja que não existam incêndios, já que todos sabemos que sem incêndios o orçamento não aumenta.
A solução está na massificação das ULPC e OVPC, integrando desejavelmente pelo menos um membro de cada agregado familiar tenha ele 8 ou 80 anos, ande ele de trotinete ou de cadeira de rodas, porque todos sem exceção podem se coordenados e organizados ser parte da solução. De outro modo, o comum cidadão quer tanto saber de proteção civil quanto do fato que vai vestir no dia do próprio enterro.

Assistimos ainda cada vez mais a Bombeiros a assumir funções de proteção civil, determinando assim que por um lado temos cada vez menos bombeiros e, por outro não teremos mais proteção civil, já que quem nasce Bombeiro é filosoficamente bombeiro até ao fim. Enquanto não houver licenciaturas em Operações de Socorro para bombeiros, nem teremos técnicos superiores de proteção civil, nem técnicos superiores de operações de socorro e, esta miscelânea em nada de profícuo se traduz, pois proteção civil não é muito de que se apregoa e faz, aliás, proteção civil é quase tudo o que está por fazer, pois o que se faz são operações de proteção e socorro.

Muito tem mudado nos últimos anos no âmbito da proteção e socorro, contudo, no âmbito da proteção civil, continua-se a usar a receita de sempre, anunciando a expectativa de se alcançarem resultados diferentes.
O pior cego não é o que não vê, é o que não quer ver e se afirma visionário.

João Paulo Saraiva
Presidente da Direção da APROSOC – Associação de Proteção Civil

CARAVELA PORTUGUESA

Em caso de contacto com caravela portuguesa:

Ø Não colocar ligaduras, pomadas ou cremes não prescritos;

Ø Não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o “veneno”;

Ø Não usar água doce, álcool ou amónia;

Ø Lavar com a própria água do mar (com cuidado);

Ø Remover os tentáculos com cuidado (caso tenham ficado agarrados à pele) utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico ou água do mar;

Ø Aplicar vinagre no local atingido;

Ø Aplicar bandas quentes ou água quente para aliviar a dor;

Ø Consultar assistência médica o mais rapidamente possível (CIAV 800250250).

USE SEMPRE LUVAS  PARA SE PROTEGER.

Tem uma pick-up?

Tem uma pick-up?

Tem depósito de água, motobomba, mangueiras, agulheta e ferramentas manuais?

Tem rádio CB com FM e/ou walkie-talkie PMR446?

Gostaria de ser mais participativo nas operações de rescaldo e proteção das povoações contra incêndios?

Contacte a Unidade Local de Proteção Civil da sua freguesia, o Serviço Municipal de Proteção Civil ou a Associação de Proteção Civil do seu concelho.

Se tem familiares idosos no meio rural…

Se tem familiares idosos sem hábitos ou com dificuldades de visualização ou audição dos órgãos de comunicação social, esta é a altura certa para os contactar, para saber como estão e lhes transmitir as recomendações de autoproteção civil para evitar incêndiose, já agora, recomendar a ingestão de líquidos para evitar a desidratação;

Muitos idosos residentes no espaço rural, toda a vida fizeram sardinhadas ou churrascadas no verão, faz parte da sua tradição mas, as condições meteorológicas e da floresta estão diferentes de outrora, exigindo de todos comportamentos responsáveis e tolerância zero à margem para erros conducentes à ignição de incêndios.

RECONHECIMENTO PRÁTICO DE COBERTURA DE RADIOCOMUNICAÇÕES CIDADÃS

4 e 6 de Agosto

PROMOTOR

Delegação Concelhia de Oeiras – Agrupamento de Carnaxide com apoio da Delegação Concelhia de Cascais

ATIVIDADE
Vamos hoje realizar uma tertúlia de reconhecimento do local estratégico nº 1  (LE1) que servirá de base inicial ao reconhecimento de cobertura de radiocomunicações cidadãs que se realizará durante as próximas semanas na freguesia de Barcarena, sendo o ponto de encontro de hoje às 20:30 no Agrupamento de Escuteiros de Barcarena.
O reconhecimento que, se iniciará já no próximo Domingo entre as 9 e as 13 horas, com encontro junto à pastelaria “O Casarão” em Queluz de Baixo, utilizará os seguintes meios de radiocomunicação:

  • PMR446 em canal 11 (portátil de mão) com antena original integrada e não superior a 8 cm.
  • CB portátil ou móvel com antena não inferior a 1 metro de comprimento em canal 19 FM.
  • Rádio portátil da rede privativa em canal 1 com antena não inferior a 8 cm (quem não tiver a Associação pode emprestar dentro do limite dos que temos).
  • Rádio VHF de AMADOR ou scanner em 145.3875MHz com antena não inferior a 10 cm (quem não for radioamador pode escutar e reportar ao LE as condições de recepção por uma das outras vias).
RECOMENDAÇÕES
É recomendável que nas atividades diurnas usem chapéu de sol e protetor solar e, ainda que nas atividades noturnas se façam acompanhar sempre de cantil ou garrafa de água.
AÇÃO DAS ESTAÇÕES MÓVEIS OU PORTÁTEIS
As estações apeadas ou em viatura a percorrer a localidade, em cada contacto efetuado com o LE devem indicar condições de recepção quanto à inteligibilidade dos sinais recebidos numa escala de 1 a 5 sendo que 1 é imperceptível, 2 percebe-se que alguém está a falar mas compreende-se muito pouco, 3 compreende-se razoavelmente, 4 compreende-se bem, 5 compreende-se sem qualquer dificuldade.
Devem ainda as estações apeadas informar o nome da via em que se encontram, número de polícia e/ou pontos de referência geográfica.
AÇÃO DA ESTAÇÃO NO LOCAL ESTRATÉGICO
Por sua vez a estação móvel instalada no LE 1, deve registar toda a informação que lhe é transmitida, para após a atividade e no espaço máximo de 4 dias enviar um relatório contendo um mapa da localidade explorada com notas sobre os locais e bandas onde houve dificuldade de comunicação.
OPERAÇÃO DE ESTAÇÕES PORTÁTEIS
Na operação de estações portáteis, todas as estações devem garantir que no exterior de viaturas ou edifícios quando em contacto com o LE, rodam o equipamento 360º e fixam para contacto a direção que possibilita melhores condições de recepção. Caso utilize microfone de mão e o equipamento elevado acima da cabeça este procedimento de rotação é dispensado.COMPOSIÇÃO DAS EQUIPAS E NÚMERO MÍNIMO DE PARTICIPANTES

Cada equipa apeada ou no LE é composta por pelo menos dois elementos e a realização de cada ação de reconhecimento está condicionada ao mínimo de uma equipa de LE e duas equipas apeadas (EA), num mínimo total de 6 (seis) elementos.

PARTICIPAÇÃO DE FAMILIARES  E ANIMAIS OU DE COMPANHIA DE ASSOCIADOS

Podem acompanhar os elementos da APROSOC a participar na atividade os familiares ou os animais de companhia que o entendam por bem.
IDENTIFICAÇÃO
Cada membro da APROSOC a participar na atividade deve estar identificado com colete/polo/t-shirt/casaco/parka.
RELAÇÕES PÚBLICAS
Caso sejam abordados por qualquer cidadão ou agente de autoridade curioso sobre a atividade, devem informar que fazem parte de uma Associação de Proteção Civil e que estão a realizar um estudo prático de cobertura de radiocomunicações cidadãs na zona.
Esta atividade não carece de qualquer tipo de autorização e por isso não devem prestar qualquer outro tipo de esclarecimento, devendo caso exista algum tipo de insistência em mais informação, remeter para o contacto com a Associação pelo e-mail geral@aprosoc.pt.
COMUNICAÇÃO COM INTERLOCUTORES FORA DA ÁREA
As estações envolvidas podem e devem comunicar com as estações que consigo desejem comunicar, desde que tal não provoque constrangimentos ao desenvolvimento da ação, devendo o LE registar esse contacto no seu relatório.
GASTRONOMIA DA ZONA
A Freguesia de Barcarena é conhecida pela boa gastronomia que faz com que diariamente membros da ANEPC e até do Governo ali se desloquem a certo restaurante para almoço ou Jantar, ficando por isso em aberto se assim o desejarem que as atividades futuras sejam antecedidas ou sucedidas de almoço ou jantar.
ÁREA GEOGRÁFICA E REPLICAÇÃO DA INICIATIVA
A razão pela qual começamos neste concelhos é por um lado a iniciativa ter partido de um elemento do Núcleo de Oeiras e ter o apoio de elementos do Núcleo de Cascais, nada havendo a opor a que seja replicada por outros núcleos que para tal se organizem em quaisquer outros concelhos.
BOA AÇÃO
Sendo que faz parte do decálogo do membro da APROSOC praticar pelo menos uma boa ação diária, seja em prol da vida humana, da vida animal, do ambiente ou da natureza, sugere-se que se outra oportunidade não surgir, cada participante retire da rua pelo menos um objeto de lixo e o deposite no recipiente apropriado.
ANGARIAÇÃO DE FUNDOS
Inúmeras outras organizações aproveitam a organização de atividades para angariação de fundos e fixam um valor, por exemplo para passeios locais algumas organizações fixam valores entre os 10 e os 30€, pelo que, não sendo condição obrigatória na APROSOC para a participação, convidamos os Associados que desejem ajudar a Associação a angariar fundos, que transfiram para a conta da Associação o valor que entendam por bem, ainda que apenas 1€ seja já é uma ajuda importante.
NOTA FINAL
Cada uma das ações a desenvolver terá por um lado uma vertente técnica, por outro lado uma vertente formativa, de treino e valorização pessoal, por outro lado uma vertente lúdica, mas será certamente acima de tudo muito aprazível e positivamente memorável para todos, possibilitando a todos conhecer mais recantos e encantos das regiões onde vivemos ou por onde passamos mas que não conhecemos.Inscrição

Ministro João Galamba provoca constrangimentos à JMJ

A Jornada Mundial da Juventude havia idealizado 400 radioamadores em H24 para assegurar o apoio de radiocomunicações, contudo, o número total de radioamadores empenhado não será de perto nem de longe o inicialmente solicitado e, tudo isto porque o Ministro tem algures numa gaveta o processo de revisão do Decreto Lei 53/2009 que viria permitir a operação autónoma dos radioamadores de categoria 3 que atualmente dependem de supervisão, processo esse entregue pela ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) há tempo mais do que suficiente para ter sido discutido na Assembleia da República, aprovado e publicado, mas que não mereceu até ao momento por parte do Sr. Ministro qualquer atenção.

Registe-se ainda que, nenhuma das Associações de radioamadores que apresentaram contributos à revisão do diploma em causa, tem desenvolvido esforços adicionais para instar que tal solução chegue a bom porto, facto que merece por parte dos radioamadores de categoria 3 imensas críticas e descontentamentos.

Uma vez mais se provam incapacidades do SIRESP

Após a Câmara Municipal de Lisboa ter adquirido em 2018 uma rede de radiocomunicações redundante ao SIRESP para o seu Serviço Municipal de Proteção Civil e a ter reforçado em 2019 com a instalação de estações móveis nas Juntas de Freguesia, chega agora a vez de, a propósito da Jornada Mundial da Juventude, o Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa, anunciar ter adquirido também uma rede de radiocomunicações redundante ao SIRESP. Em suma tal vem uma vez mais corroborar o que sempre afirmámos relativamente ao TETRA com os seus típicos cerca de 1,8W de potência face às necessidades de, em espacial em ambientes com multidões ou outros obstáculos físicos, só funcionar com estações retransmissoras muito próximas e ainda assim com outros constrangimentos tais como o volume de tráfego que essas estações possibilitam.

Se por um lado Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa e Regimento Sapadores de Lisboa, outrora já haviam tido respetivamente redes de radiocomunicações de VHF e UHF que acabaram por consideram obsoletas e cujos equipamentos foram doados, por outro lado temos agora estas entidades a adquirir equipamentos mais modernos mas que pouco mais acrescentam ao que já haviam tido antes de se deixarem ludibriar pelos encantos do SIRESP que iriam possibilitar a transmissão de voz, dados e imagem e comunicar com todas as entidades e que afinal se viriam a revelar etéreos.

E os contribuintes a pagar a incompetência de quem geriu a decisão anterior para agora se voltar a adquirir o que já se tinha e se mandou fora. Parabéns!

O que é a AUTOPROTEÇÃO CIVIL

É o direito e o dever que todos os cidadãos e título individual têm de se organizar individualmente e coletivamente na família ou comunidade de modo conducente à preparação constante para a prevenção ou mitigação de riscos, para a intervenção em emergência para se proteger a si ou aos seus familiares, animais ou bens, bem como para a resiliência em caso de emergência, acidente grave ou catástrofe.

Esta preparação através da aquisição de conhecimento, equipagem e treino básico, possibilita ainda o auxílio a outras comunidades próximas. Os cidadãos envolvidos em processos de preparação para autoproteção civil adquirem progressivamente habilidades que lhes possibilitam estar menos dependentes do sistema para a sua sobrevivência e autoproteção, que podem em caso de necessidade colocar ao serviço de terceiros.

Nunca houve, não há e nunca haverá Bombeiros e outros agentes de proteção e socorro capazes de responder a todas as ocorrências atempadamente, até porque muitas dessas ocorrências só não são resolvidas por populares devido à inabilidade das pessoas envolvidas e, ao facto de não estarem organizadas em comunidades autoprotegidas.

Aquilo que cada cidadão, família ou comunidade não fizer no âmbito da autoproteção civil, ninguém fará por si.  Por exemplo, não compete à estrutura governamental distribuir baldes aos cidadãos para usar em caso de incêndio para combater as chamas, em caso de cheia para retirar água de suas casas, ou mesmo em caso de sismo para recolher destroços, compete a cada cidadão, família e comunidade essa preocupação e, compete aos serviços municipais de proteção civil a sensibilização nesse sentido. Às Associações de Proteção Civil, como é o caso desta, compete somente a consciencialização nesse sentido.