Morre gente em Portugal por inércia de políticas de socorro. APROSOC apresenta proposta que possibilita salvar mais vidas.

Ex.mos Senhores

É sabido que há quem espere no nosso país por um meio de socorro bem mais tempo do que é recomendado pelos standards europeus e mundiais, e que, como consequência a taxa de reversão de paragem cardiorrespiratória em ambiente pré-hospitalar teima em não baixar dos cerca de 3%. É também sabido que, esta taxa é mais reduzida noutros países, até com mais população que Portugal, fruto de modelos organizacionais do socorro mais inclusivos.

Em Tel Aviv em Israel por exemplo, a organização Hatzolah garante atualmente após o telefonema de alerta, 90 segundos para a chegada de um First responder que presta os primeiros cuidados de emergência e mantém a vigilância da vítima até à chegada do meio de socorro que a vai transportar à unidade hospitalar.

Uma rede de first responders com as mais variadíssimas profissões, ligada por uma aplicação LTE que recebe do equivalente aos CODU (centro de orientação de doentes urgentes) em Portugal, a informação de cada ocorrência registada em tempo real, possibilitando assim aos socorristas (todos os formados pelo sistema), médicos e enfermeiros voluntários, a resposta imediata a qualquer emergência médica nas imediações de onde habitualmente se encontra ou vai a passar no momento.

Para que tal aconteça em Portugal, basta apenas que todos os socorristas, técnicos de emergência, médicos e enfermeiros estejam listados numa base de dados nacional, que instalem nos seus smartphones uma App LTE do tipo Zello ou similar e adiram ao canal de primeira resposta de emergência pré-hospitalar, e que o CODU nele insira em tempo real os pedidos de socorro recebidos. Deste modo, qualquer socorrista, técnico de emergência, enfermeiro ou médico nas imediações pode iniciar a abordagem à vítima, prestar-lhe os primeiros socorros enquanto aguarda a chegada da ambulância, podendo atualizar a informação sobre o estado da vítima ao CODU do INEM, bem como, à chegada da equipa da ambulância, auxiliar a tripulação no levantamento e transporte da vítima até à ambulância.

A solução é simples de implementar e os custos são inexpressivos, podendo salvar muitas vidas, assim haja vontade política.