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Portugal não tem uma única ambulância psiquiátrica

São inúmeros os países em que podemos encontrar ambulâncias psiquiátricas ou ambulâncias psicológicas, as primeiras mais diferenciadas pelas paredes almofadadas e cadeiras especiais para evitar que o doente em surto psicótico sofra ferimentos durante o transporte assistencial psiquiátrico.  Em Portugal a doença mental continua a ser tabu e o investimento na saúde mental cada vez mais escasso. Aqui ao lado na vizinha Espanha existem ambulâncias psiquiátricas com tripulações espacializadas, e até mesmo ambulâncias veterinárias públicas, contudo em Portugal tal continua a ser uma miragem, num país em que a saúde mental pelas mais diversas razões de ordem social e outras afeta mais pessoas que o acidente vascular cerebral ou o enfarte agudo de miocárdio.

Boa vizinhança em segurança

Mantenha contacto regular com os seus vizinhos, deste modo aumenta a probabilidade de deteção de uma situação de emergência, bem como de reciprocidade deles para com a sua família. Dê ainda particular atenção a vizinhos mais vulneráveis e/ou que vivam sozinhos.

Crescente movimento Prepper e Sobrevivencialista em Portugal

Os serviços de proteção civil em Portugal, estão especialmente vocacionados para a gestão e apoio à intervenção, sendo que só num passado ainda muito recentemente despertaram para  a necessidade da prevenção, limitando contudo em muito essa vertente pelo facto de na maioria dos casos serem operacionalizados por quadros oriundos dos serviços de emergência e por isso mais vocacionados para a intervenção do que para a prevenção e mitigação de riscos, igualmente não vocacionados para a preparação dos cidadãos para a autoproteção.

Note-se por exemplo que apesar de serem vários os riscos, os planos de emergência dos edifícios são somente pensados para situações de incêndio, descorando sismos, tsunamis, cheias e inundações, acidentes siderais, acidentes nucleares, químicos, biológicos, entre outros em que os cidadãos não são preparados e nada está planeado.

Tanto por parte da estrutura central de proteção civil, quanto por parte das estruturas municipais de proteção civil, há uma grave lacuna no conhecimento e na capacidade de o difundir a todas as populações, sendo esta a principal razão do surgimento de Associações de Proteção Civil, bem como de comunidades informais, mas bastante proficientes no âmbito da preparação e da sobrevivência, conhecidos como Preppers e Sobrevivencialistas, dois conceitos distintos, mas convergentes. A ausência de estruturas técnicas e científicas no prepping e no sobrevivencialismo possibilitam a existência de alguma distorção conceptual de base científica em algumas matérias, contudo, ainda assim estes movimentos são mais eficazes e eficientes na preparação para um desastre do que qualquer serviço de proteção civil no nosso país. Por exemplo, certamente não conhecemos nenhum serviço de proteção civil em Portugal a preparar cidadãos para técnicas de improviso de ultimo recurso numa evacuação de um edifício colapsado, ou para a correta remoção de vítimas sob os escombros; bem como para a abordagem a ferimentos; a coordenação de equipas locais; as comunicações alternativas; a gestão de stocks de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais; e tantas outras, mas, nas comunidades Preppers, sobrevivencialistas ou em algumas (raras) associações de proteção civil, estes temas são uma constante. Por exemplo, relativamente ao risco nuclear, algumas destas comunidades nacionais possuem reservas de comprimidos de iodeto de potássio para proteção da tiroide e, até mesmo tabelas de dosagens em função do peso da pessoa ou animal a proteger, algo ignorado pelos serviços de proteção civil.

O sistema governamental de proteção civil deveria empenhar-se na proteção dos cidadãos face aos riscos coletivos, envolvendo-os e integrando-os como parte da solução integrada, contudo a realidade é algo diferente. Esta realidade aliada ao progressivo aumento da consciência civil de que nunca houve, não há e nunca haverá capacidade instalada nos serviços de emergência de responder atempadamente a todas as emergências em caso de catástrofe, é só por si geradora do crescente surgimento de movimentos, associações e comunidades centradas nestas temáticas.

TEM EXTINTOR NO AUTOMÓVEL?

Facto:
Praticamente todos os dias um ou mais veículos se incendeiam nas estradas portuguesas.

Recomendação:
Não deixe produtos inflamáveis no interior do habitáculo ou bagageira.
Tenha sempre umextintor, idealmente de 4 ou 6 Kg para incêndios de classe ABC no seu automóvel e aprenda a utilizá-lo corretamente.

ESTEJA PREPARADO

Face à Guerra na Europa, é importante recordar que, é em tempo de paz que os cidadãos, as famílias e as comunidades se devem preparar para a guerra, dotando-se de conhecimentos técnicos, habilidades e reservas de bens essenciais para aumentar a probabilidade de sobrevivência.

Garanta equipamentos, consumíveis  e conhecimentos sobre:

  • Alimentação e água
  • Acampamento
  • Primeiros Socorros e cuidados médicos e de enfermagem
  • Energias
  • Higiene pessoal e salubridade
  • …

Emergência noturna …

Mesmo durante a noite, deixe o seu walkie-talkie PMR446 a carregar na mesa de cabeceira, ligado no canal que usa com familiares ou membros da sua comunidade, de modo a facilmente poder receber um pedido de ajuda ou pedir ajuda em caso de necessidade.

Garanta ainda uma lanterna por perto para a eventualidade de faltar a energia elétrica e ter de se levantar, um apito para a eventualidade de não se conseguir levantar e necessitar pedir ajuda caso esteja sozinho e ninguém responda no rádio.

CB (citizens band)

Verifique regularmente se o seu rádio está com os níveis de VOLUME, SQUELCH e GANHO de RFadequados a não perder nenhuma comunicação local.

Verifique igualmente se o GANHO DE MICROFONEestá adequado à sua voz e distância a que opera do microfone.

Teste regularmente os seus equipamentos para garantir a sua operacionalidade em caso de emergência.

IDENTIFICAÇÃO

LOGÓTIPO

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, identifica-se na sua correspondência e imagem pública com o logótipo seguinte, com fundo branco ou preto, podendo ainda ser estampado em material refletor em cor cinza.

 

 

 

 

 

CARTÃO DE IDENTIDADE ASSOCIATIVO
Emitido no prazo de 45 dias, mediante solicitação do Associado com envio da foto para o e-mail da Associação, destina-se a identificar o Associado como membro da Associação e funções que eventualmente nela exerça.

DÍSTICO PARA VEÍCULO
Destina-se a identificar veículos dos Associados que estejam empenhados em missões de apoio, treino, ou exercício de radiocomunicações de emergência.

INDICATIVO RÁDIO
Destina-se a identificar inequivocamente os Associados da APROSOC em frequências de uso livre ou, em frequências legalmente consignadas a esta Associação, sendo atribuído automaticamente para fins lúdicos no ato da admissão do Associado ou, para fins emergêncistas após fazer prova de cumprimento dos requisitos de integração.
O indicativo rádio é composto pelo prefixo “RAIO” em operações de apoio ou o nome do concelho  para atividades lúdicas, tendo como sufixo os dígitos correspondentes ao número de Associado.

 

ESTAMPAGEM DE COLETES E OUTRAS PEÇAS DE ROUPA
Destina-se a identificar inequivocamente os Associados da APROSOC através estampagem de peças de vestuário, podendo ser estampado em cinzento refletor ou branco.


Interferências como constrangimentos da radiocomunicação

O nosso Associado 86 é por força das circunstâncias um dos experts em interferências radioelétricas e, é inspirado nele e na troca de opiniões que tivemos ao longo dos tempos que decidi escrever este pequeno artigo de opinião.

Tenho ao longo dos anos desenvolvido e reinventado formas conducentes à preparação possível das comunidades locais, também nas radiocomunicações, no sentido da redundância local às radiocomunicações, contudo, há um fenómeno funesto que quase sempre escapa ao entusiasmo dos treinos e exercícios, os fatores constrangedores das radiocomunicações, e interferências evidentes e não evidentes, seja pela intensidade de sinal, seja pela frequência do sinal interferente.

É sem dúvida um fator importante quando testamos pontos de cobertura rádio, ter presente que a qualquer momento onde a comunicação é limpa, pode surgir uma fonte de interferência local ou até distante, bem como também é possível que num local onde antes se detetará uma interferência constrangedora, a mesma tenha desaparecido, o que ocorre não só com interferências locais mas também de fontes distantes.

Recomendo por isso que sempre atentem ao fator interferência e, caso esteja presente, o estudem por forma a compreender a possibilidade de mitigação, prevenção ou contorno redundante.

Saudações fraternas

João Paulo Saraiva

Unidades Locais de Proteção Civil no concelho de Oeiras

Foram aprovados recentemente os regulamentos, mas até que existam de facto Unidades Locais de Proteção Civil ainda falta nomeadamente:

  • Publicação do regulamento em Diário da República
  • Atribuição de espaço físico para funcionamento da ULPC
  • Recrutamento e formação de voluntários
  • Equipagem individual e coletiva dos recursos humanos
  • Criar a rede de comunicações alternativas dos voluntários em caso de falha das redes de telecomunicações de acesso público
  • Preparar e calendarizar ações de sensibilização e prevenção de riscos coletivos
  • Iniciar o levantamento de riscos, planeamento de prevenção, mitigação e intervenção local
  • Mobilização de toda a população de cada uma das freguesias para a mitigação ou prevenção de riscos, bem como para a primeira resposta de proximidade (boa vizinhança) na intervenção

Embora existam outras etapas, concluídas estas etapas iniciais pode considerar-se a existência de Unidades Locais de Proteção Civil, até lá apenas existem intenções.

O que podem os cidadãos fazer para instar o poder político à celeridade necessária?

Dirigirem-se à junta de freguesia e questionar como se podem inscrever como voluntários ou participar nas ações de cidadania ativa em proteção civil, bem como reiterar regularmente esse pedido de informações através de e-mail.
Pode ainda contactar o Serviço Municipal de Proteção Civil através do e-mail smpc@oeiras.pt.
Um suma, instar, instar e instar até tudo estar a funcionar.