MISSÃO DE RESPOSTA OPERACIONAL

“Todo o cidadão possui uma ou mais competências com aplicabilidade no apoio direto às populações afetadas por desastres. Contudo, entre as características essenciais para quem presta esse apoio destacam-se a humildade e a honestidade.”
João Saraiva

A atividade da APROSOC – Associação de Proteção Civil, no âmbito da resposta operacional de proteção e socorro, enquadra-se no disposto no n.º 2 do artigo 2.º da Lei n.º 71/98.

A APROSOC não dispõe de um corpo formal de voluntários. Conta, antes, com associados voluntariosos e disponíveis para a intervenção, que, perante estados de necessidade decorrentes de situações isoladas e esporádicas de exceção, acidente grave ou catástrofe, podem mobilizar-se de forma voluntária, de acordo com as suas competências, capacidades e disponibilidades pessoais e profissionais, sempre que estas sejam adequadas às especificidades da missão.

Esta mobilização pode ocorrer tanto localmente, nos primeiros minutos após a ocorrência, como noutros locais onde seja necessário prestar apoio, designadamente perante insuficiências ou limitações da capacidade de resposta dos sistemas públicos.

A intervenção dos associados pretende, assim, contribuir para a autoproteção, o apoio direto às populações e o reforço da capacidade de resposta comunitária, sem substituir as responsabilidades legalmente atribuídas às entidades públicas e aos agentes de proteção civil.

Recomendamos aos  Associados da APROSOC predispostos a participar em missões de apoio direto às populações no âmbito da Proteção e Socorro, que estejam equipados e integrados nos canais Zello, MESHTASTIC e MESHCORE (“VAC” voluntários de apoio em catástrofe) onde podem partilhar entre si informação no âmbito do acompanhamento de potenciais situações de risco e articulação conducente à eventual mobilização.

Devem estes Associados estar consciente de que a maioria do tempo de permanência na APROSOC não é de ação,  é de acompanhamento e aprendizagem para que, quando necessário intervir estejam melhor preparados. Decorrem por vezes meses ou anos até que se justifique terem a oportunidade de intervir.
Recomendamos a estes Associados a formação de Base de Proteção Civil, disponibilizada on-line pela HELPCARE, entidade parceira da APROSOC, atendendo ao facto de que deve existir pelo menos um voluntário com esta formação em cada missão, exceto no caso de existirem técnicos de proteção civil.

RADIOCOMUNICAÇÕES

O acionamento para uma missão é efetuado através do Zello, quando exista acesso à Internet, ou através do MeshCore, canal “VAC 2”, quando não exista conectividade à Internet.

No teatro de operações, as comunicações são asseguradas, por regra, através de PMR446 e CB27, podendo ser utilizadas, complementarmente, frequências de radioamador, sempre que existam radioamadores integrados na missão e devidamente habilitados para a sua utilização.

Em teatros de operações de incêndio rural, as comunicações táticas são efetuadas através do canal P2, pertencente à rede privativa da APROSOC.

No concelho de Oeiras e concelhos limítrofes, o acionamento e as comunicações operacionais podem, quando a rede se encontre operacional, ser efetuados através do canal P1, igualmente integrado na rede privativa da APROSOC.

PROTEÇÃO INDIVIDUAL

A seleção e utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI) devem ser adequadas à natureza, aos riscos e às exigências da missão, dentro das capacidades, formação e competências de cada operacional.

Cada operacional é responsável por dispor dos EPI adequados à sua função e por os utilizar corretamente durante a intervenção.