{"id":7775,"date":"2025-09-23T15:58:34","date_gmt":"2025-09-23T15:58:34","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/?p=7775"},"modified":"2025-09-27T18:41:33","modified_gmt":"2025-09-27T18:41:33","slug":"aparamente-inepcia-de-seguradoras-em-protecao-civil-pode-estar-a-lesar-os-segurados-no-risco-sismico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2025\/09\/23\/aparamente-inepcia-de-seguradoras-em-protecao-civil-pode-estar-a-lesar-os-segurados-no-risco-sismico\/","title":{"rendered":"Aparente in\u00e9pcia de seguradoras em prote\u00e7\u00e3o civil pode estar a lesar os segurados no risco s\u00edsmico"},"content":{"rendered":"<p>Exmas(os) Senhoras(es)<\/p>\n<p>Como \u00e9 do conhecimento geral e em particular dos especialistas de prote\u00e7\u00e3o civil, o risco s\u00edsmico \u00e9 um dos fen\u00f3menos da natureza, contudo, as seguradoras \u201cvendem\u201d a cobertura de risco s\u00edsmico para im\u00f3veis como um extra fen\u00f3menos da natureza.<\/p>\n<p>Quem estudou geologia, prote\u00e7\u00e3o civil, entre outras \u00e1reas de estudo, sabe que quantos aos riscos, eles s\u00e3o categorizados quanto \u00e0 sua g\u00e9nese como de causa natural (por a\u00e7\u00e3o da Natureza), causa antropog\u00e9nica (por a\u00e7\u00e3o do Homem), ou causa mista ou complexa quando h\u00e1 a\u00e7\u00e3o da Natureza e do Homem envolvidas.<\/p>\n<p>Entende assim a APROSOC \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Civil que, esta pr\u00e1tica das seguradoras, separarem o risco s\u00edsmico dos fen\u00f3menos da natureza, \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 ci\u00eancia, sendo mesmo ludibriosa para os segurados que ao contratarem um seguro com fen\u00f3menos da natureza, descobrem mais tarde que, os fen\u00f3menos s\u00edsmicos s\u00e3o contratados em separado e com custos adicionais.<\/p>\n<p>Por outro lado, n\u00e3o deixa de ser igualmente surpreendente que, seja poss\u00edvel fazer uma simula\u00e7\u00e3o com diferentes franquias, mas que n\u00e3o seja poss\u00edvel ter em conta no pr\u00e9mio de seguro a pagar, factores tais como a resist\u00eancia do edif\u00edcio a sismos, o estudo geot\u00e9cnico e inerente risco de danos face a sismos, bem como a estat\u00edstica de sismicidade do local do im\u00f3vel resultante por exemplo dos resultados dos inqu\u00e9ritos realizados pelo Instituto Portugu\u00eas de Meteorologia e Geof\u00edsica. Isto possibilita que por exemplo, um apartamento em Carnaxide, num local onde nos \u00faltimos sismos sentidos em Alg\u00e9s, Cascais e Lisboa, etc, n\u00e3o foi sentida qualquer atividade s\u00edsmica, o propriet\u00e1rio pague o mesmo que nos locais onde a atividade s\u00edsmica se fez sentir ou, mesmo onde se sentiu com maior intensidade.<\/p>\n<p>Para a APROSOC \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Civil, tal situa\u00e7\u00e3o afigura-se como lesiva dos leg\u00edtimos direitos dos segurados, mas altamente ben\u00e9fica para os seguradores que, a menos que tenham obtido a coniv\u00eancia deliberada do legislador, s\u00f3 pode resultar de in\u00e9pcia t\u00e9cnico-cient\u00edfica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exmas(os) Senhoras(es) Como \u00e9 do conhecimento geral e em particular dos especialistas de prote\u00e7\u00e3o civil, o risco s\u00edsmico \u00e9 um dos fen\u00f3menos da natureza, contudo, as seguradoras \u201cvendem\u201d a cobertura de risco s\u00edsmico para im\u00f3veis como um extra fen\u00f3menos da natureza. 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