{"id":7120,"date":"2025-02-06T22:35:05","date_gmt":"2025-02-06T22:35:05","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=7120"},"modified":"2025-02-06T22:35:05","modified_gmt":"2025-02-06T22:35:05","slug":"criminalidade-esta-a-aumentar-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2025\/02\/06\/criminalidade-esta-a-aumentar-em-portugal\/","title":{"rendered":"CRIMINALIDADE EST\u00c1 A AUMENTAR EM PORTUGAL"},"content":{"rendered":"<p>Exmas(os) Senhoras(es)<\/p>\n<p>N\u00e3o existe (em nossa convic\u00e7\u00e3o) correspond\u00eancia entre as estat\u00edsticas de criminalidade e a efetiva criminalidade, pelo simples facto de que ao longo de anos as pol\u00edcias foram perdendo capacidade de resposta e o sistema judicial revela-se improficiente, gerando nas v\u00edtimas de crimes um sentimento de descr\u00e9dito do qual resulta a aus\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o de queixas sejam elas de furto, roubo, viol\u00eancia, ou outros crimes.<\/p>\n<p>Acreditar nos relat\u00f3rios de seguran\u00e7a das for\u00e7as de seguran\u00e7a \u00e9 algo equipar\u00e1vel a acreditar que, h\u00e1 no c\u00e9u um ser invis\u00edvel que est\u00e1 em todo o lado e v\u00ea tudo, e tem dez regras para os comuns mortais que se as violarem (e que ao inv\u00e9s de evitar a viola\u00e7\u00e3o dessas 10 regras), condena os prevaricadores\u00a0 que, quando morrerem v\u00e3o parar a um sitio especial para arderem e sofrerem at\u00e9 ao fim dos tempos, e que isso acontece porque esse ser invis\u00edvel\u00a0<u><b>ama<\/b><\/u>\u00a0os comuns mortais, mas precisa de dinheiro, \u00e9 alegadamente o criador de tudo, mas precisa de muito dinheiro. Cada um cr\u00ea no que bem lhe aprouver.<\/p>\n<p>Considera esta Associa\u00e7\u00e3o que, a liberaliza\u00e7\u00e3o de armas n\u00e3o letais, como sejam spray de g\u00e1s pimenta, armas de choque el\u00e9trico e, pistolas de projeteis\u00a0n\u00e3o letais que est\u00e3o acess\u00edveis\u00a0aos comuns cidad\u00e3os em in\u00fameros pa\u00edses, certamente n\u00e3o fariam com que os criminosos as preferissem em detrimento de armas letais, mas, provavelmente possibilitaria que as v\u00edtimas ganhassem tempo para fugir aos agressores e contactar as for\u00e7as de seguran\u00e7a. N\u00e3o podemos esquecer que, de v\u00edtimas que n\u00e3o tiveram tempo de contactar as for\u00e7as de seguran\u00e7a, ou que mesmo tendo contactado 112 n\u00e3o puderam beneficiar da prote\u00e7\u00e3o dessas for\u00e7as do bem em tempo \u00fatil, est\u00e3o os cemit\u00e9rios cheios, seja em casos de roubo, viol\u00eancia dom\u00e9stica, viola\u00e7\u00e3o sexual, sequestro, entre outros crimes.<\/p>\n<p>Nunca houve, n\u00e3o h\u00e1, e nunca haver\u00e1 forma de garantir ao cidad\u00e3o que em caso de atentado contra a sua seguran\u00e7a e integridade f\u00edsica, as for\u00e7as de seguran\u00e7a t\u00eam um agente ao virar da esquina e por isso beneficiam de prote\u00e7\u00e3o policial atempada. A maioria das v\u00edtimas que acabam mortas, apenas puderam contar consigo pr\u00f3prias, na maioria dos casos em desvantagem de for\u00e7a ou meios de prote\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n<p>Entendemos que, cumpre aos grupos com assento parlamentar na casa da democracia, legislar no sentido do direito \u00e0 autoprote\u00e7\u00e3o dos comuns cidad\u00e3os, de modo a reduzir a desvantagem em que se encontram os cidad\u00e3os de bem. Acreditamos que, deste modo, ser\u00e1 poss\u00edvel evitar mortes evit\u00e1veis e, evitar as comuns hist\u00f3rias de que, &#8220;se\u00a0 tivesse como se defender ou dissuadir o agressor, a v\u00edtima poderia ainda estar viva&#8221;.<\/p>\n<p>Por outro lado, cremos que, o simples facto de se saber que em Portugal os cidad\u00e3os de bem passassem\u00a0a ter livre acesso a armas n\u00e3o letais, seria s\u00f3 por si um fator dissuasor e de equil\u00edbrio gerador da desej\u00e1vel seguran\u00e7a coletiva.<\/p>\n<p>Numa popula\u00e7\u00e3o envelhecida em que milhares de cidad\u00e3os vivem sozinhos e, em que tanto no interior como nas grandes metr\u00f3poles h\u00e1 zonas sem cobertura de rede telef\u00f3nica ou, o posto ou esquadra policial\u00a0fica a dist\u00e2ncias imposs\u00edveis de percorrer em tempo \u00fatil para salvar, bem como por vezes o efetivo policial \u00e9 reduzido e n\u00e3o \u00e9 humanamente poss\u00edvel responder por exemplo a uma ocorr\u00eancia de acidente e, um assalto ou agress\u00e3o, por vezes do lado oposto da \u00e1rea operacional da for\u00e7a de seguran\u00e7a territorialmente competente.<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos portanto que o cidad\u00e3o de bem est\u00e1 em clara desvantagem em rela\u00e7\u00e3o a quem se dedica \u00e0 criminalidade, e que, o atual regime de armas para civis\u00a0est\u00e1 longe de satisfazer as necessidades do pa\u00eds real que recomenda \u00e0 casa da democracia a a\u00e7\u00e3o conducente \u00e0 revers\u00e3o do atual paradigma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exmas(os) Senhoras(es) N\u00e3o existe (em nossa convic\u00e7\u00e3o) correspond\u00eancia entre as estat\u00edsticas de criminalidade e a efetiva criminalidade, pelo simples facto de que ao longo de anos as pol\u00edcias foram perdendo capacidade de resposta e o sistema judicial revela-se improficiente, gerando nas v\u00edtimas de crimes um sentimento de descr\u00e9dito do qual resulta a aus\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7120","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7120","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7120"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7120\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7121,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7120\/revisions\/7121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}