{"id":652,"date":"2021-09-09T11:03:47","date_gmt":"2021-09-09T11:03:47","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=652"},"modified":"2021-09-09T11:03:53","modified_gmt":"2021-09-09T11:03:53","slug":"os-macanudos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2021\/09\/09\/os-macanudos\/","title":{"rendered":"Os \u201cmacanudos\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O termo macanudo \u00e9 conhecido pelos radioperadores da Banda do Cidad\u00e3o (<em>CB \u2013 citizens band<\/em>) como referente a eles, contudo, a palavra significa na sua origem segundo v\u00e1rios dicion\u00e1rios em Portugal e no Brasil, \u201cforte, porreiro, boa pessoa\u201d, tendo-se generalizado o uso do termo para as pessoas que usam r\u00e1dio CB.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por vezes ouvimos algu\u00e9m dizer que chamou neste ou naquele canal e ningu\u00e9m respondeu, e perguntam mesmo onde est\u00e3o afinal todos esses \u201cmacanudos\u201d que aparecem na internet mas que n\u00e3o se ouvem no r\u00e1dio e a resposta \u00e9 simples e muito difusa:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\"><li>Uns estar\u00e3o a trabalhar<\/li><li>Outros estar\u00e3o a descansar e, outros em lazer<\/li><li>Mas outros ainda estar\u00e3o nas suas lides di\u00e1ria, ida ao supermercado, \u00e0 consulta, \u00e0 farm\u00e1cia, ou simplesmente comprar algo para vestir ou a fazer uma refei\u00e7\u00e3o<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora existam r\u00e1dios CB port\u00e1teis, o CB n\u00e3o se leva para qualquer lado ao inv\u00e9s de um walkie-talkie PMR 446 (<em>personal mobile radio 446 MHz<\/em>), e os alcances na vers\u00e3o port\u00e1til no meio urbano s\u00e3o sempre muito escassos, at\u00e9 mesmo porque quer o r\u00e1dio CB quer o PMR 446 se destinam na sua ess\u00eancia a comunica\u00e7\u00e3o de curta dist\u00e2ncia, ou seja, comunica\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um conjunto de volunt\u00e1rios diz que est\u00e1 tendencialmente \u00e0 escuta de um determinado canal, n\u00e3o quer dizer que l\u00e1 esteja dia e noite ininterruptamente sem sequer se poder ausentar para ir comer ou \u00e0 casa de banho, quer dizer que sempre que poss\u00edvel estar\u00e1 atento \u00e0s comunica\u00e7\u00f5es naquele canal. &nbsp;O ideal \u00e9, portanto, que mais volunt\u00e1rios existam nesse canal, para que entre a disponibilidades de uns e outros aumente a probabilidade de resposta naquele canal, ou mesmo para que a \u00e1rea coberta por essa rede seja maior, dependendo isto da disponibilidade e predisposi\u00e7\u00e3o individual de cada um.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 tamb\u00e9m sabido que existe muito macanudo s\u00f3 de internet, uns porque j\u00e1 tiverem, mas j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam esta\u00e7\u00e3o, em muitos casos porque a vizinhan\u00e7a ignorante e insens\u00edvel n\u00e3o distingue a antena de um r\u00e1dio CB que irradia menos que qualquer forno micro-ondas da antena de telem\u00f3vel e acha que \u00e9 tudo a mesmo coisa e por isso n\u00e3o deixa instalar antenas no telhado, outros porque o saudosismo n\u00e3o \u00e9 suficientemente motivador para o regresso. Por falar em antenas de telem\u00f3vel, importa ainda dizer que quem tem uma antena da rede telem\u00f3vel pr\u00f3xima tem menos radia\u00e7\u00f5es junto \u00e0 cabe\u00e7a, porque quanto mais forte o sinal recebido no terminal telem\u00f3vel, menor a pot\u00eancia por ele emitido junto \u00e0 cabe\u00e7a, e por isso tamb\u00e9m menor o consumo. Diga-se ainda, que a pot\u00eancia dos retransmissores da rede telem\u00f3vel \u00e9 baix\u00edssima para n\u00e3o interferir na \u00e1rea de outro retransmissor da rede.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, o \u201c<em>cebeismo<\/em>\u201d, seja ele na original CB ou no PMR 446, \u00e9 a sumula do empenho individual de cada detentor desses meios de radiocomunica\u00e7\u00e3o que deles usufruem com maior ou menor dedica\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da sua disponibilidade e predisposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora j\u00e1 sabe que, se ouvir algu\u00e9m referir-se a outro como macanudo, \u00e9 um elogio ou estar\u00e1 a referir-se a esse algu\u00e9m como utilizador da Banda do Cidad\u00e3o, embora alguns Radioamadores tamb\u00e9m usem essa express\u00e3o nas bandas de r\u00e1dio amador, no caso geralmente para descrever o seu interlocutor como \u201cum tipo porreiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os macanudos t\u00eam ainda diversas atividades e profiss\u00f5es, algumas das quais possibilitam alguma ou mesmo maior disponibilidade que outras para o hobby, por exemplo o caso do motorista, ou mesmo o caso do aposentado que pode dar mais tempo e aten\u00e7\u00e3o ao r\u00e1dio, por vezes de muita utilidade ou que at\u00e9 ajudam a salvar vidas. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O termo macanudo \u00e9 conhecido pelos radioperadores da Banda do Cidad\u00e3o (CB \u2013 citizens band) como referente a eles, contudo, a palavra significa na sua origem segundo v\u00e1rios dicion\u00e1rios em Portugal e no Brasil, \u201cforte, porreiro, boa pessoa\u201d, tendo-se generalizado o uso do termo para as pessoas que usam r\u00e1dio CB. Por vezes ouvimos algu\u00e9m [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":653,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-652","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=652"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/652\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":654,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/652\/revisions\/654"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/653"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}