{"id":6463,"date":"2024-06-11T09:53:13","date_gmt":"2024-06-11T09:53:13","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=6463"},"modified":"2024-06-11T18:01:58","modified_gmt":"2024-06-11T18:01:58","slug":"os-preppers-e-sobrevivencialistas-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2024\/06\/11\/os-preppers-e-sobrevivencialistas-em-portugal\/","title":{"rendered":"Os Preppers e Sobrevivencialistas em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>O movimento Prepper em Portugal surge na primeira d\u00e9cada deste mil\u00e9nio e, os sobrevivencialistas no final da primeira d\u00e9cada, o que se acentua ainda mais em ambos os casos a partir de 2017 face \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de que os servi\u00e7os de emerg\u00eancia e prote\u00e7\u00e3o civil do Estado s\u00e3o incapazes de assegurar a resposta atempada a emerg\u00eancias e que, a assimetria da qualidade desses servi\u00e7os muitas vezes partidarizados \u00e9 de tal modo grosseira e dantesca que compromete logo \u00e0 partida tanto a qualidade quanto a capacidade da resposta. Pode assim dizer-se que, os pais dos Preppers e dos Sobrevivencialistas em Portugal s\u00e3o os decisores pol\u00edticos e os quadros dos servi\u00e7os de emerg\u00eancia e prote\u00e7\u00e3o civil, n\u00e3o porque tenham participado ativamente no surgimento, mas porque passivamente na sequ\u00eancia da sua in\u00e9rcia e in\u00e9pcia tanto ao n\u00edvel de freguesia, quanto ao n\u00edvel municipal, bem como inevitavelmente ao n\u00edvel regional e nacional isso originaram.<\/p>\n<p>Os Preppers e os Sobrevivencialistas em Portugal s\u00e3o na atualidade alvo da aten\u00e7\u00e3o dos Servi\u00e7os de Informa\u00e7\u00e3o e Seguran\u00e7a do Estado, porque se preparam na sa\u00fade, na log\u00edstica, nos recursos financeiros, mas especialmente porque se preparam na defesa e porque tendem a ser aut\u00f3nomos e autossuficientes, bem como tendencialmente n\u00e3o digitalmente rastre\u00e1veis nas suas atividades, algo invulgar numa sociedade dita moderna onde a digitaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os est\u00e1 em franco desenvolvimento.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito da defesa, sem preju\u00edzo de solu\u00e7\u00f5es armadas, os Preppers e Sobrevivencialistas procuram essencialmente ter locais seguros, seja no meio de uma zona de pouco interesse, seja uma cave, seja uma sala de p\u00e2nico, ou mesmo para os mais abastados num bunker que ou escapa aos olhos das autarquias no licenciamento, ou \u00e9 muitas vezes licenciado como adega, arrumos, casa de apoio a atividade rural ou outro.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito da comunica\u00e7\u00e3o, as comunidades Preppers \u00a0e Sobrevivencialistas em Portugal s\u00e3o ainda na maioria dos casos muito dependentes de servi\u00e7os p\u00fablicos de telefone e internet e, os que recorrem a meios menos rastre\u00e1veis como walkie-talkies e esta\u00e7\u00f5es de radiocomunica\u00e7\u00e3o, fazem-no na maioria dos casos de forma pouco inteligente, em frequ\u00eancias muitas vezes de risco, na maioria dos casos sem encripta\u00e7\u00e3o ou procedimentos de opera\u00e7\u00e3o prof\u00edcuos, sendo ainda que tamb\u00e9m na maioria dos casos recorrem a equipamentos de baix\u00edssima qualidade que compromete a comunica\u00e7\u00e3o em cen\u00e1rios de grande satura\u00e7\u00e3o de radiofrequ\u00eancia ou elevado fluxo de tr\u00e1fego de comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na comunidade Prepper e Sobrevivencialista em Portugal existe um pouco de tudo, at\u00e9 ex. governantes que conhecem as improfici\u00eancias do Estado e entenderam preparar-se.<\/p>\n<p>N\u00e3o existem d\u00favidas para os cidad\u00e3os mais informados e mais bem formados que, em cen\u00e1rios SHTF (<em>shit hit the fan<\/em>), os servi\u00e7os do Estado s\u00e3o os primeiros a colapsar, o que gera um movimento alternativo de comunidades preparadas para entre os seus membros disponibilizarem uns aos outros as compet\u00eancias e capacidades que as disponibilidades lhes possibilitam. A m\u00e1quina do Estado tornou-se, portanto para muitos algo pouco ou nada confi\u00e1vel, seja qual for o patamar politico-territorial e, a cada dia que passa mais preparadores e sobrevivencialistas surgem, por vezes j\u00e1 no n\u00edvel de discri\u00e7\u00e3o Gray Man (homem cinza &#8211; invis\u00edvel), a cada dia que passa a m\u00e1quina do Estado, ainda que tente limitar o dinheiro f\u00edsico e outras moedas de troca, tem menos controlo sobre os preparadores, sobrevivencialistas e homens cinza mais h\u00e1beis.<\/p>\n<p>A inexist\u00eancia de qualquer Associa\u00e7\u00e3o de Preppers ou Sobrevivencialistas em Portugal, deve-se ao facto de esta ser uma atividade individualista ou, quando muito, de comunidades fechadas que nada reivindicam para n\u00e3o despertar quaisquer aten\u00e7\u00f5es sobre si e, porque tal implicaria for\u00e7osamente a identifica\u00e7\u00e3o de alguns cidad\u00e3os como pertencentes a essa comunidade atrav\u00e9s quer da escritura p\u00fablica do ato constitutivo, quer do Registo Central de Benefici\u00e1rio Efetivo, formalidades contr\u00e1rias a ambas as filosofias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O movimento Prepper em Portugal surge na primeira d\u00e9cada deste mil\u00e9nio e, os sobrevivencialistas no final da primeira d\u00e9cada, o que se acentua ainda mais em ambos os casos a partir de 2017 face \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de que os servi\u00e7os de emerg\u00eancia e prote\u00e7\u00e3o civil do Estado s\u00e3o incapazes de assegurar a resposta atempada a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":6464,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6463","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6463","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6463"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6463\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6483,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6463\/revisions\/6483"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6464"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6463"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6463"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6463"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}