{"id":5787,"date":"2023-09-09T08:44:56","date_gmt":"2023-09-09T08:44:56","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=5787"},"modified":"2023-09-09T08:44:56","modified_gmt":"2023-09-09T08:44:56","slug":"sismo-sentido-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2023\/09\/09\/sismo-sentido-em-portugal\/","title":{"rendered":"SISMO SENTIDO EM PORTUGAL"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\">Ontem parte do pa\u00eds voltou a sentir um abalo s\u00edsmico, de baixa intensidade, felizmente, mas o suficiente para fazer algumas pessoas refletir sobre a prepara\u00e7\u00e3o ou a falta dela para tais riscos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O jornalista que no seu est\u00fadio, reda\u00e7\u00e3o ou gabinete n\u00e3o conhece sequer as caracter\u00edsticas de resist\u00eancia estrutural a sismos do edif\u00edcio. Um cidad\u00e3o que passeia numa grande superf\u00edcie comercial e que sente o sismo, mas repara que n\u00e3o h\u00e1 mesas ou n\u00e3o s\u00e3o suficientes para todos, e que n\u00e3o sabe como se proteger porque apenas se fala de agachar debaixo da mesa. Um adolescente numa escada rolante que fica sem saber o que fazer. Uma jovem que estava deitada na cama a dormir e acorda, mas que repara que n\u00e3o tem uma mesa no quarto onde se agachar e proteger. Uma infinidade de situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o abordadas na campanha a Terra Treme da Autoridade Nacional de Emerg\u00eancia e Prote\u00e7\u00e3o Civil e, da esmagadora maioria dos Servi\u00e7os Municipais de Prote\u00e7\u00e3o Civil, alguns destes que se ligarmos durante a noite est\u00e3o encerrados ou, como recentemente nos aconteceu em pleno agosto, se ligarmos respondem-nos que \u201cde momento os colegas est\u00e3o de f\u00e9rias\u201d. Um grupo de cidad\u00e3os numa discoteca que sente o ch\u00e3o tremer e cr\u00ea que faz parte do espet\u00e1culo. Um conjunto de cidad\u00e3os que estavam a divertir-se na roda gigante de um parque de divers\u00f5es e sentem tremer e de repente todas as luzes se apagam e tudo para. Isto para n\u00e3o descrevermos todos os cen\u00e1rios poss\u00edveis e ainda mais tr\u00e1gicos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ficou-nos na mem\u00f3ria a imagem na regi\u00e3o de Kahramanmaras, na Turquia, em que um pai segura a m\u00e3o da filha, morta na sequ\u00eancia do terramoto que assolou a Turquia e a S\u00edria.Esta rapariga, ou n\u00e3o sentiu o sismo, ou n\u00e3o teve tempo, ou n\u00e3o soube o que fazer para se proteger. Se repararmos ao lado da cama ficou um espa\u00e7o paralelo \u00e0 cama chamado de \u201ctri\u00e2ngulo da vida\u201d, mas no nosso e outros pa\u00edses pouco ou nada se fala sobre isto.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Somos o pa\u00eds dos inc\u00eandios, onde os demais riscos elencados nos estudos das g\u00e9neses dos desastres s\u00e3o esquecidos e por isso n\u00e3o se faz prepara\u00e7\u00e3o e somos totalmente surpreendidos com fen\u00f3menos conhecidos e expect\u00e1veis como foi o caso da pandemia, por vezes das cheias, e esperemos que nunca sejamos lembrados dos riscos siderais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o. N\u00e3o estamos preparados. Mas na realidade isso pouco parece importar \u00e0 maioria dos cidad\u00e3os, embora exista quem se importe de facto, como \u00e9 disso exemplo a equipa liderada pela Doutora Cla\u00fadia Pinto, do programa RESIST da C\u00e2mara Municipal de Lisboa, um programa que deveria merecer prioridade de investimento e replica\u00e7\u00e3o em todas as autarquias, mas que n\u00e3o o est\u00e1 a ter.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Face a tudo o que \u00e9 poss\u00edvel e deve ser feito na preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o, o programa A TERRA TREME \u00e9 uma gota de \u00e1gua num oceano, que nem baixa a mar\u00e9, nem o faz transbordar, \u00e9 praticamente in\u00f3cuo e, mais cedo ou mais tarde, esta in\u00e9rcia e in\u00e9pcia governativa, mas tamb\u00e9m de cada um dos cidad\u00e3os, ser\u00e1 respons\u00e1vel por uma dimens\u00e3o tr\u00e1gica e catastr\u00f3fica, potencialmente mitig\u00e1vel se este assunto fosse uma prioridade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O que fizeram ontem os cidad\u00e3os que sentiram o sismo? Quantos se protegerem? Qual a efetiva prepara\u00e7\u00e3o? Quantos cidad\u00e3os est\u00e3o preparados para reagir?<\/p>\n<p>A n\u00e3o resposta a algumas destas quest\u00f5es deveriam implicar demiss\u00f5es de algumas figuras com responsabilidade pol\u00edtica na prote\u00e7\u00e3o civil, pela total aus\u00eancia de prepara\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os para a AUTOPROTE\u00c7\u00c3O CIVIL, mas isso \u00e9 impens\u00e1vel num pa\u00eds como Portugal em que a in\u00e9rcia e in\u00e9pcia s\u00e3o premiadas.<\/p>\n<p>@sismo #sismo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem parte do pa\u00eds voltou a sentir um abalo s\u00edsmico, de baixa intensidade, felizmente, mas o suficiente para fazer algumas pessoas refletir sobre a prepara\u00e7\u00e3o ou a falta dela para tais riscos. O jornalista que no seu est\u00fadio, reda\u00e7\u00e3o ou gabinete n\u00e3o conhece sequer as caracter\u00edsticas de resist\u00eancia estrutural a sismos do edif\u00edcio. 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