{"id":5009,"date":"2023-06-07T08:53:50","date_gmt":"2023-06-07T08:53:50","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=5009"},"modified":"2023-06-07T10:10:17","modified_gmt":"2023-06-07T10:10:17","slug":"juntas-de-freguesia-de-lisboa-com-unidades-locais-de-protecao-civil-ao-abandono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2023\/06\/07\/juntas-de-freguesia-de-lisboa-com-unidades-locais-de-protecao-civil-ao-abandono\/","title":{"rendered":"Juntas de Freguesia de Lisboa com Unidades Locais de Prote\u00e7\u00e3o Civil ao Abandono"},"content":{"rendered":"<p>Com exce\u00e7\u00e3o da Freguesia de Santo Ant\u00f3nio, as demais Unidades Locais de Prote\u00e7\u00e3o Civil sofrem de falta de investimento e algumas delas como o caso de Campolide, est\u00e3o completamente ao abandono e sem qualquer interesse por parte dos respetivos presidentes de Junta ou mesmo dos eleitos pelos diferentes grupos pol\u00edticos para as Assembleias de Freguesia.<\/p>\n<p>Regulamentos de Unidade Local de Prote\u00e7\u00e3o Civil obsoletos, Planos Locais de Emerg\u00eancia desatualizados ou mesmo inexistentes, aus\u00eancia de pol\u00edticas de incentivo ao voluntariado de prote\u00e7\u00e3o civil, aus\u00eancia de iniciativas para o envolvimento dos fregueses na atividade de prote\u00e7\u00e3o civil e, aus\u00eancia de tudo quanto est\u00e1 preconizado nas compet\u00eancias e atribui\u00e7\u00f5es daquelas unidades, s\u00e3o alguns dos fatores que se colocam nos mais baixos padr\u00f5es de boas pr\u00e1ticas de prote\u00e7\u00e3o civil local.<\/p>\n<p>Como \u00e9 sabido o n\u00edvel local \u00e9 a base, o n\u00edvel mais importante sem o qual nenhum sistema por mais coluna dorsal que tenha sem p\u00e9s dificilmente se manter\u00e1 em p\u00e9 e capaz de ser prof\u00edcuo.<\/p>\n<p>Por mais competentes e equipados que estejam os Bombeiros da Cidade, nunca ser\u00e3o suficientes para responder atempadamente a todas as ocorr\u00eancias face a situa\u00e7\u00f5es de acidente grave ou cat\u00e1strofe e, nunca ter\u00e3o a necess\u00e1ria disponibilidade para a sensibiliza\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os para prevenir, mitigar, intervir na ajuda de proximidade e recuperar. Sem o envolvimento dos cidad\u00e3os o sistema local de prote\u00e7\u00e3o civil ter\u00e1 sempre mais pessoas do lado do problema do que operacionais do lado da solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A falta de vis\u00e3o pol\u00edtica estrat\u00e9gica local sobre prote\u00e7\u00e3o civil \u00e9 infelizmente uma evid\u00eancia quase transversal \u00e0 classe pol\u00edtica, sendo este um fator determinante para a perda de vidas e bens que elevam facilmente o n\u00edvel da ocorr\u00eancia a acidente grave ou cat\u00e1strofe resultante dessa aus\u00eancia de converg\u00eancia de esfor\u00e7os repartidos entre autarquias locais e cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta que se dote uma cidade de um sistema de aviso de tsunami, se a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 sensibilizada para reagir adequadamente e n\u00e3o existem volunt\u00e1rios de prote\u00e7\u00e3o civil a sensibilizar continuamente e a exercitar regularmente.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta que se distribuam coletes de volunt\u00e1rio e n\u00e3o se dotem esses volunt\u00e1rios de forma\u00e7\u00e3o e equipamentos de primeiro socorro para assegurar o pr\u00e9 socorro em situa\u00e7\u00f5es onde os meios de socorro tardem a chegar como tantas vezes ocorre.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta que se integrem volunt\u00e1rios e se lhes ministre forma\u00e7\u00e3o para atuar com base na comunica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de plataformas dependentes de internet, se depois essas plataformas ou mesmo a internet falha e n\u00e3o tenham meios alternativos de radiocomunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As Unidades Locais de Prote\u00e7\u00e3o Civil da cidade de Lisboa, s\u00e3o salvo raras exce\u00e7\u00f5es, o parente pobre das juntas de freguesia, em muitos casos s\u00e3o mesmo o mendigo sem abrigo, porque n\u00e3o t\u00eam instala\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e passam a vida a mendigar \u00e0 junta algum investimento.<\/p>\n<p>Sem condi\u00e7\u00f5es dignas n\u00e3o se promove o voluntariado de prote\u00e7\u00e3o civil das Unidades Locais de Prote\u00e7\u00e3o Civil, vistas e usadas por muitos autarcas como instrumento de fachada eleitoralista, mas totalmente esvaziadas de compet\u00eancias e recursos.<\/p>\n<p>Importa olhar para a prote\u00e7\u00e3o civil como uma prioridade na seguran\u00e7a coletiva dos cidad\u00e3os, algo que nas Juntas de Freguesia de Lisboa raramente acontece e, quando acontece, resume-se a programas limitados face ao estado atual da arte e das exig\u00eancias contempor\u00e2neas face \u00e0s amea\u00e7as naturais ou antropog\u00e9nicas.<\/p>\n<p>Importa talvez dizer que, esta \u00e9 a realidade de Lisboa, existindo noutros concelhos melhores exemplos, mas tamb\u00e9m existindo na maioria dos concelhos piores exemplos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com exce\u00e7\u00e3o da Freguesia de Santo Ant\u00f3nio, as demais Unidades Locais de Prote\u00e7\u00e3o Civil sofrem de falta de investimento e algumas delas como o caso de Campolide, est\u00e3o completamente ao abandono e sem qualquer interesse por parte dos respetivos presidentes de Junta ou mesmo dos eleitos pelos diferentes grupos pol\u00edticos para as Assembleias de Freguesia. 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