{"id":4956,"date":"2023-06-01T09:09:22","date_gmt":"2023-06-01T09:09:22","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=4956"},"modified":"2023-06-01T09:09:22","modified_gmt":"2023-06-01T09:09:22","slug":"a-cigarra-e-a-formiga-sao-mascotes-de-protecao-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2023\/06\/01\/a-cigarra-e-a-formiga-sao-mascotes-de-protecao-civil\/","title":{"rendered":"A cigarra e a formiga, s\u00e3o mascotes de prote\u00e7\u00e3o civil?"},"content":{"rendered":"<p>Tornou-se moda os munic\u00edpios adotarem uma mascote de prote\u00e7\u00e3o civil, mas na realidade, o que originou o surgimento da primeira mascote, a do Servi\u00e7o Municipal de Prote\u00e7\u00e3o Civil de Lisboa, raramente \u00e9 colocado em pr\u00e1tica e est\u00e1 at\u00e9 obsoleto no atual estado da arte da digitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A mascote que outrora distribu\u00eda panfletos com recomenda\u00e7\u00f5es de autoprote\u00e7\u00e3o e figurava nos mesmos, na atualidade tudo mudou e, em Lisboa por exemplo, no que respeita aos riscos geol\u00f3gicos, a Riska \u00e9 a nova mascote forte na sensibiliza\u00e7\u00e3o, tal como na preven\u00e7\u00e3o dos acidentes de trabalho a imagem forte \u00e9 o Napo, mas, no que concerne \u00e0 atividade das mascotes de prote\u00e7\u00e3o civil, a hist\u00f3ria mais se assemelha \u00e0 f\u00e1bula da cigarra e da formiga (f\u00e1bula atribu\u00edda a Esopo e recontada por Jean de La Fontaine), j\u00e1 que, temos mascotes que hibernam todo o ano, mascotes que hibernam anos a fio e, mais raras, as mascotes que trabalham continuamente ou, as que surgem somente em ocasi\u00f5es especiais.<\/p>\n<p>Sendo objetivo cada mascote influenciar os cidad\u00e3os, em especial os mais novos, a replicar gestos que contribuem para a seguran\u00e7a individual e coletiva, na realidade a proficuidade dessa a\u00e7\u00e3o das mascotes \u00e9 muito heterogenia e, por vezes completamente in\u00f3cua nesse prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>Importa por isso que estejamos atentos, j\u00e1 que, muitas vezes essas figuras surgem alegadamente num contexto diferente, o da justifica\u00e7\u00e3o de despesa p\u00fablica com contornos pouco transparentes ao inv\u00e9s do interesse p\u00fablico aparente, j\u00e1 que s\u00e3o ainda por vezes utilizadas como instrumento de influ\u00eancia eleitoralista nas crian\u00e7as e jovens, futuros eleitores.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de mascotes em cada concelho pode ser algo funesto, j\u00e1 que alimenta a cultura do bairrismo ao inv\u00e9s de universalidade e, pode influenciar negativamente at\u00e9 pela ina\u00e7\u00e3o que pode gerar a convic\u00e7\u00e3o de normalidade nas pessoas, sendo que a ina\u00e7\u00e3o no contexto da prote\u00e7\u00e3o civil \u00e9 inaceit\u00e1vel e nada tem de normal, porquanto influencia a sinistralidade e \u201ccatastroficidade\u201d.<\/p>\n<p><em>&#8220;Na f\u00e1bula a Cigarra e a Formiga, confronta-se o esfor\u00e7o, personalizado pela Formiga, com a pregui\u00e7a ou \u00eaxito f\u00e1cil, representados pela Cigarra.<\/em><\/p>\n<p><em>Desta hist\u00f3ria retira-se uma importante li\u00e7\u00e3o: antecipar dificuldades, ser respons\u00e1vel e trabalhar arduamente s\u00e3o imprescind\u00edveis para assegurarmos um futuro tranquilo e feliz.<\/em><\/p>\n<p><em>Por outro lado, adiar o inevit\u00e1vel e ser pregui\u00e7oso n\u00e3o \u00e9 um bom caminho para construir a vida que desejamos.<\/em><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>A formiga trabalha todo o outono<\/em><\/h2>\n<p><em>Era uma vez uma formiga e uma cigarra que eram muito amigas e viviam numa floresta. Chegou o ver\u00e3o. Os dias eram muito agrad\u00e1veis e n\u00e3o faltava comida \u00e0s duas amigas. A cigarra cantava sem parar.<\/em><\/p>\n<p><em>Ap\u00f3s o ver\u00e3o, chegou o outono, e os dias come\u00e7aram a ficar mais curtos e mais frios. Durante todo o outono, a formiga trabalhou sem parar. Passava os dias a juntar comida e a armazen\u00e1-la para os longos e r\u00edgidos dias de inverno. Como consequ\u00eancia, n\u00e3o aproveitou nada do sol quentinho, da brisa suave do fim da tarde, dos c\u00e9us maravilhosamente coloridos do p\u00f4r-do-sol de outono. Da mesma forma, n\u00e3o pode aproveitar da conversa com as amigas. S\u00f3 vivia para o trabalho!<\/em><\/p>\n<p><em>Enquanto isso, a cigarra n\u00e3o desperdi\u00e7ava um minuto da bela esta\u00e7\u00e3o de outono. Cantou e cantou durante todo o outono. Aproveitou os belos pores-do-sol. Na verdade n\u00e3o se preocupou muito com o inverno que estava cada vez mais perto. A formiga avisava-a que n\u00e3o ia haver comida em breve. A cigarra continuava a cantar.<\/em><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>Chega o inverno e a cigarra fica faminta<\/em><\/h2>\n<p><em>Ent\u00e3o, passados alguns dias, come\u00e7ou a arrefecer. Era o inverno que estava a bater \u00e0 porta. A formiga, exausta, entrou na sua humilde toca, mas que contudo era aconchegante e estava repleta de comida.<\/em><\/p>\n<p><em>Por sua vez, com a chegada do inverno, a cigarra viu-se sem comida e a tremer de frio. Faminta, decidiu ir bater \u00e0 porta da toca da sua amiga formiga para lhe pedir ajuda. Perguntou-lhe ent\u00e3o a formiga:<\/em><\/p>\n<p><em>\u2013 Por que \u00e9 que durante o ver\u00e3o e outono voc\u00ea n\u00e3o armazenaste comida como te aconselhei?<\/em><\/p>\n<p><em>A cigarra respondeu:<\/em><\/p>\n<p><em>\u2013 Estive a cantar alegremente o tempo durante todo o ver\u00e3o e outono. Se soubesse como seria duro o inverno\u2026!\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Disse ent\u00e3o a formiga:<\/em><\/p>\n<p><em>\u2013 Amiga cigarra, eu avisei-te para armazenares comida. Enquanto trabalhei no duro durante o ver\u00e3o e outono para ter provis\u00f5es e poder passar o inverno tranquilamente, tu n\u00e3o me deste ouvidos e s\u00f3 cantavas. Assim, agora\u2026 continua a cantar e a dan\u00e7ar!\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Mas a formiga que tinha bom cora\u00e7\u00e3o, sentiu pena da cigarra. Vendo que ela tinha aprendido a li\u00e7\u00e3o, foi amiga da cigarra e ofereceu-lhe da sua comida.<\/p>\n<p>Fonte: SAPO&#8221;<br \/>\nFoto: autor desconhecido<\/p>\n<p>Autor do texto: Jo\u00e3o Paulo Saraiva\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tornou-se moda os munic\u00edpios adotarem uma mascote de prote\u00e7\u00e3o civil, mas na realidade, o que originou o surgimento da primeira mascote, a do Servi\u00e7o Municipal de Prote\u00e7\u00e3o Civil de Lisboa, raramente \u00e9 colocado em pr\u00e1tica e est\u00e1 at\u00e9 obsoleto no atual estado da arte da digitaliza\u00e7\u00e3o. A mascote que outrora distribu\u00eda panfletos com recomenda\u00e7\u00f5es de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4957,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4956","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4956","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4956"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4956\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4958,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4956\/revisions\/4958"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4957"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}