{"id":4632,"date":"2023-04-08T08:42:47","date_gmt":"2023-04-08T08:42:47","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=4632"},"modified":"2023-04-08T19:23:39","modified_gmt":"2023-04-08T19:23:39","slug":"e-uma-enorme-hipocrisia-o-que-se-passa-no-escutismo-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2023\/04\/08\/e-uma-enorme-hipocrisia-o-que-se-passa-no-escutismo-em-portugal\/","title":{"rendered":"\u00c9 uma enorme hipocrisia o que se passa no Escu(o)tismo em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Valores apregoados que n\u00e3o se praticam, compromissos assumidos que n\u00e3o se cumprem, s\u00e3o talvez alguns dos assuntos que mais indigna\u00e7\u00e3o geram a quem olha de fora para dentro daquele que \u00e9 o maior movimento Associativo em Portugal.<\/p>\n<p>Apesar de terem o compromisso de fazer pelo menos uma boa a\u00e7\u00e3o por dia e muitos andarem de cruz ao peito, s\u00e3o muitos os que n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o cumprem a boa a\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, sen\u00e3o mesmo a maioria e, muitos para quem a cruz n\u00e3o os demove das m\u00e1s a\u00e7\u00f5es, mas como se isto n\u00e3o bastasse, a hipocrisia da pr\u00f3pria estrutura nacional mancha a proficuidade de t\u00e3o expressiva ades\u00e3o a este movimento nacional de escotismo, sen\u00e3o vejamos naquilo que estatutariamente nos interessa\u2026<\/p>\n<p>Uma das organiza\u00e7\u00f5es diz ter um departamento de prote\u00e7\u00e3o civil, contudo, embora possuam um curso monogr\u00e1fico de prote\u00e7\u00e3o civil para chefias, nem o curso versa todas as g\u00e9neses de perigos e seus riscos, valorizando mais a organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do sistema de prote\u00e7\u00e3o civil, nem o conhecimento \u00e9 difundido pelas bases.<br \/>\nSe questionarmos a um pioneiro ou mesmo a muitas chefias o que fazer em caso de risco de acidente sideral, em caso de atentado terrorista, em caso de atirador ativo numa escola, em caso de sismo, em caso de tsunami, em caso de acidente radiol\u00f3gico, ou mesmo como nos devemos preparar para desastres, a maioria dos inquiridos respondem de forma que denota que tais assuntos n\u00e3o s\u00e3o abordados no \u00e2mbito da sua forma\u00e7\u00e3o. As pr\u00f3prias t\u00e9cnicas de socorrismo s\u00e3o uma das lacunas no escutismo e, as radiocomunica\u00e7\u00f5es que outrora geminaram o Jamboree no Ar s\u00e3o outra lacuna, a maioria dos adolescentes e jovens daquele movimento nunca utilizaram um walkie-talkie ou n\u00e3o o sabem operar corretamente, sendo mais f\u00e1cil encontrar antigos escuteiros com esta aptid\u00e3o do que os mais recentes.<\/p>\n<p>\u00c9 de facto uma pena que outros interesses se levantem e obstaculizem aqueles que deveriam sobrepor-se, a capacidade de sobreviv\u00eancia face a uma cat\u00e1strofe ca\u00f3tica, pese embora o facto de as demais t\u00e9cnicas escutistas serem importantes para a sobreviv\u00eancia nesses cen\u00e1rios, pode revelar-se insuficiente para a sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>H\u00e1 organiza\u00e7\u00f5es que n\u00e3o t\u00eam recursos para concretizar esta miss\u00e3o e, do movimento escutista que tem condi\u00e7\u00f5es mais que suficientes para cumprir este suposto des\u00edgnio apenas se observam ex\u00edguos esfor\u00e7os nesse sentido, determinando assim que muitos daqueles que poderiam ser parte da solu\u00e7\u00e3o nas situa\u00e7\u00f5es de acidente grave ou cat\u00e1strofe, sejam parte do problema.<\/p>\n<p>O potencial deste movimento\u00a0 para transmitir \u00e0 sociedade uma cultura de prote\u00e7\u00e3o civil \u00e9 incomensur\u00e1vel, nomeadamente atrav\u00e9s do efeito de cont\u00e1gio das boas pr\u00e1ticas resultantes do conhecimento adquirido, de filhos para pais, mas tal n\u00e3o acontece, n\u00e3o honrando por isso a\u00a0 mem\u00f3ria e obra do seu fundador e revelando a inadapta\u00e7\u00e3o ao mundo contempor\u00e2neo, mas este n\u00e3o \u00e9 caso \u00fanico, o\u00a0 mesmo se passa em Servi\u00e7os Municipais de Prote\u00e7\u00e3o Civil e em Corpora\u00e7\u00f5es de Bombeiros, um lament\u00e1vel desperd\u00edcio de oportunidades.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4646\" src=\"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/screen-20.21.4708.04.2023-300x39.png\" alt=\"\" width=\"608\" height=\"79\" srcset=\"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/screen-20.21.4708.04.2023-300x39.png 300w, https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/screen-20.21.4708.04.2023-768x101.png 768w, https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/screen-20.21.4708.04.2023.png 778w\" sizes=\"auto, (max-width: 608px) 100vw, 608px\" \/><\/p>\n<p>Artigo de opini\u00e3o de: Jo\u00e3o Paulo Saraiva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valores apregoados que n\u00e3o se praticam, compromissos assumidos que n\u00e3o se cumprem, s\u00e3o talvez alguns dos assuntos que mais indigna\u00e7\u00e3o geram a quem olha de fora para dentro daquele que \u00e9 o maior movimento Associativo em Portugal. 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