{"id":4609,"date":"2023-03-28T10:46:18","date_gmt":"2023-03-28T10:46:18","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=4609"},"modified":"2023-03-28T10:46:18","modified_gmt":"2023-03-28T10:46:18","slug":"aprosoc-propoe-voto-de-louvor-aos-13-militares-que-recusaram-ordeiramente-sair-em-missao-no-navio-mondego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2023\/03\/28\/aprosoc-propoe-voto-de-louvor-aos-13-militares-que-recusaram-ordeiramente-sair-em-missao-no-navio-mondego\/","title":{"rendered":"APROSOC prop\u00f5e voto de louvor aos 13 militares que recusaram ordeiramente sair em miss\u00e3o no navio &#8220;Mondego&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">Ex.mos(as) Senhores(as)<\/p>\n<p>A APROSOC \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Civil, recomenda aos grupos parlamentares da Assembleia da Rep\u00fablica, um voto de louvor aos 13 militares que se recusaram ordeiramente a sair em miss\u00e3o, arriscando as suas carreiras para n\u00e3o se colocarem n\u00e3o s\u00f3 a si em risco desnecess\u00e1rio e acrescido, bem como n\u00e3o colocar os demais camaradas em risco e n\u00e3o denunciarem \u00e0s for\u00e7as inimigas as fragilidades dos meios de combate da Marinha de Guerra Portuguesa que, os \u00f3rg\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o social acabariam por expor. O que era expect\u00e1vel para aqueles que o conhecem como ningu\u00e9m e, pelos vistos at\u00e9 melhor que o comandante de miss\u00e3o, viria de facto a ocorrer no navio de guerra \u201cMondego\u201d, que regressara a terra sem condi\u00e7\u00f5es de navegabilidade, rebocado, para vergonha nacional que, os 13 militares que se recusaram a sair em miss\u00e3o quiseram evitar mas n\u00e3o conseguiram devido \u00e0 in\u00e9pcia e teimosia dos seus superiores hier\u00e1rquicos que, aparentemente n\u00e3o t\u00eam a capacidade de an\u00e1lise que apregoam aos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social e que, s\u00e3o merecedores de procedimento disciplinar, desde o comandante de miss\u00e3o ao Chefe de Estado Maior da Armada, por terem colocado em causa o bom nome e superior interesse de Portugal no \u00e2mbito da defesa nacional e dos tratados internacionais de defesa.<br \/>\nEstava em causa antes de mais a seguran\u00e7a, n\u00e3o de combate que poderia n\u00e3o ocorrer, mas que se ocorresse determinaria provavelmente a extin\u00e7\u00e3o de toda a tripula\u00e7\u00e3o, porque um navio sem condi\u00e7\u00f5es de navegabilidade perde capacidade de manobra.<br \/>\nSair com um navio neste estado para a guerra, \u00e9 como sair com este navio neste estado para a guerra sem muni\u00e7\u00f5es, a vulnerabilidade \u00e9 uma constante \u00fatil ao inimigo e no m\u00ednimo injusta para os nossos compatriotas tripulantes daquele navio.<\/p>\n<p>At\u00e9 na Guerra, a seguran\u00e7a se imp\u00f5e e, n\u00e3o podemos esquecer que o condi\u00e7\u00e3o de vida militar n\u00e3o se alheia dos direitos consagrados no Artigo 59 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<div id=\"gmail-b19-b2-Titulo\" class=\"gmail-Fragmento_Titulo\"><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">&#8220;Artigo 59.\u00ba<\/span><\/div>\n<div id=\"gmail-b19-b2-Epigrafe\" class=\"gmail-Fragmento_Epigrafe\"><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">(Direitos dos trabalhadores)<\/span><\/div>\n<div id=\"gmail-b19-b2-Texto\" class=\"gmail-diploma-fragmento\">\n<div>\n<div id=\"gmail-b19-b2-$b3\" class=\"gmail-OSBlockWidget\">\n<div id=\"gmail-b19-b2-b3-InjectHTMLWrapper\"><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">1. Todos os trabalhadores, sem distin\u00e7\u00e3o de idade, sexo, ra\u00e7a, cidadania, territ\u00f3rio de origem, religi\u00e3o, convic\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou ideol\u00f3gicas, t\u00eam direito: a) \u00c0 retribui\u00e7\u00e3o do trabalho, segundo a quantidade, natureza e <u>qualidade<\/u>, observando-se o princ\u00edpio de que para trabalho igual sal\u00e1rio igual, de forma a garantir uma <u>exist\u00eancia condigna<\/u>; b) A organiza\u00e7\u00e3o do trabalho em condi\u00e7\u00f5es socialmente dignificantes, de forma a facultar a realiza\u00e7\u00e3o pessoal e a permitir a concilia\u00e7\u00e3o da actividade profissional com a vida familiar; c) A presta\u00e7\u00e3o do trabalho em <b><u>condi\u00e7\u00f5es de higiene, seguran\u00e7a e sa\u00fade<\/u><\/b>; d) Ao repouso e aos lazeres, a um limite m\u00e1ximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e a f\u00e9rias peri\u00f3dicas pagas; e) \u00c0 assist\u00eancia material, quando involuntariamente se encontrem em situa\u00e7\u00e3o de desemprego; f) A assist\u00eancia e justa repara\u00e7\u00e3o, quando v\u00edtimas de acidente de trabalho ou de doen\u00e7a profissional. 2. Incumbe ao Estado assegurar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, retribui\u00e7\u00e3o e repouso a que os trabalhadores t\u00eam direito, nomeadamente: a) O estabelecimento e a actualiza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, tendo em conta, entre outros factores, as necessidades dos trabalhadores, o aumento do custo de vida, o n\u00edvel de desenvolvimento das for\u00e7as produtivas, as exig\u00eancias da estabilidade econ\u00f3mica e financeira e a acumula\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento; b) A fixa\u00e7\u00e3o, a n\u00edvel nacional, dos limites da dura\u00e7\u00e3o do trabalho; c) A especial protec\u00e7\u00e3o do trabalho das mulheres durante a gravidez e ap\u00f3s o parto, bem como do trabalho dos menores, dos diminu\u00eddos e dos que desempenhem actividades <b><u>particularmente violentas ou em condi\u00e7\u00f5es insalubres, t\u00f3xicas ou perigosas<\/u><\/b>; d) O desenvolvimento sistem\u00e1tico de uma rede de centros de repouso e de f\u00e9rias, em coopera\u00e7\u00e3o com organiza\u00e7\u00f5es sociais; e) A protec\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e a garantia dos benef\u00edcios sociais dos trabalhadores emigrantes; f) A protec\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos trabalhadores-estudantes. 3. Os sal\u00e1rios gozam de garantias especiais, nos termos da lei.&#8221;<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Se o navio mondego n\u00e3o tivesse regressado e a sua tripula\u00e7\u00e3o, provavelmente tudo estaria a ser visto de modo diferente.<\/p>\n<p>O ato praticado por aqueles 13 militares \u00e9, na sua dimens\u00e3o, um ato equivalente ao 25 de Abril de 1974.<\/p>\n<p>O maior perigo \u00e9 a hipocrisia da sociedade em que vivemos e em que apregoamos valores que na realidade n\u00e3o temos e n\u00e3o praticamos. O maior risco \u00e9 n\u00e3o dar ouvidos a quem sabe e teimar em colocar a prova \u00e0 merc\u00ea da sorte.<\/p>\n<p><b>Que bons mares tragam os marinheiros portugueses sempre a salvo de regresso a\u00a0 casa.\u00a0<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex.mos(as) Senhores(as) A APROSOC \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Civil, recomenda aos grupos parlamentares da Assembleia da Rep\u00fablica, um voto de louvor aos 13 militares que se recusaram ordeiramente a sair em miss\u00e3o, arriscando as suas carreiras para n\u00e3o se colocarem n\u00e3o s\u00f3 a si em risco desnecess\u00e1rio e acrescido, bem como n\u00e3o colocar os demais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4609","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4609","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4609"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4609\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4611,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4609\/revisions\/4611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}