{"id":4585,"date":"2023-03-20T12:03:03","date_gmt":"2023-03-20T12:03:03","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=4585"},"modified":"2023-09-02T19:40:56","modified_gmt":"2023-09-02T19:40:56","slug":"risco-elevado-de-incendio-em-zonas-rurais-vai-impedir-pessoas-de-sairem-de-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2023\/03\/20\/risco-elevado-de-incendio-em-zonas-rurais-vai-impedir-pessoas-de-sairem-de-casa\/","title":{"rendered":"\u201cRISCO ELEVADO DE INC\u00caNDIO EM ZONAS RURAIS VAI IMPEDIR PESSOAS DE SA\u00cdREM DE CASA\u201d"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 a assun\u00e7\u00e3o do desnorte e distopia governativa no que \u00e0 prote\u00e7\u00e3o \u00e9 atinente.<\/p>\n<p>Impedir as pessoas que residem em zonas rurais de sair de casa em caso de risco elevado de inc\u00eandio, \u00e9 uma utopia visto que h\u00e1 postos territoriais da Guarda Nacional Republicada que n\u00e3o t\u00eam efetivos suficientes para controlar tais acessos e, por outro lado, \u00e9 precisamente nas suas propriedades que surgem comportamentos de risco com as tradicionais churrascadas de ver\u00e3o que com a proje\u00e7\u00e3o de fagulhas incandescentes se iniciam inc\u00eandios.<\/p>\n<p>\u00c9 a assun\u00e7\u00e3o do falhan\u00e7o das pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o implementadas at\u00e9 ent\u00e3o, bem como da incapacidade de envolver os cidad\u00e3os na preven\u00e7\u00e3o, para que os neg\u00f3cios da interven\u00e7\u00e3o possam prosperar.<\/p>\n<p>H\u00e1 boas pr\u00e1ticas localizadas e conducentes \u00e0 redu\u00e7\u00e3o significativa do n\u00famero de focos de inc\u00eandio e \u00e1rea ardida, contudo, ao inv\u00e9s de replicar essas pr\u00e1ticas em todo o pa\u00eds, a estrutura governamental aposta na supress\u00e3o tempor\u00e1ria dos mais elementares direitos, liberdades e garantias democr\u00e1ticas, como cegamente j\u00e1 se observou durante a \u201cpal\u00e9rmia\u201d COVID19 e constatou como inconstitucional.<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s de consagrar a prote\u00e7\u00e3o civil como direito constitucional dos cidad\u00e3os e o seu envolvimento mais participativo nas atividades que lhes est\u00e3o subjacentes, por exemplo atrav\u00e9s da obrigatoriedade das Unidades Locais de Prote\u00e7\u00e3o Civil e Planos Locais de Emerg\u00eancia em todas as freguesias, a desgoverna\u00e7\u00e3o aposta em usar a mesma receita esperando resultados diferentes, a \u201cLei da rolha\u201d, \u201ca priva\u00e7\u00e3o de liberdades\u201d e, agora a acefalia governativa corroborativa da incapacidade governativa no que concerne \u00e0s politicas de prote\u00e7\u00e3o civil mais prof\u00edcuas para o pa\u00eds. J\u00e1 em 2022 o sugerimos e, em 2023 reiteramos que se isto \u00e9 tudo o que a c\u00fapula da Administra\u00e7\u00e3o Interna e, da Autoridade Nacional de Emerg\u00eancia e Prote\u00e7\u00e3o Civil tem a oferecer ao pa\u00eds, ent\u00e3o nada t\u00eam a oferecer ao pa\u00eds.<\/p>\n<p>H\u00e1 que envolver os fregueses nas suas Unidades Locais de Prote\u00e7\u00e3o Civil, aproveitar os seus saberes e complementar as suas skills e capacidades para prevenir o que \u00e9 poss\u00edvel prevenir, mitigar o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel evitar e intervir para socorrer e salvar , bem como recuperar.<\/p>\n<p>Apesar de em muitas aldeias n\u00e3o ser \u00e0 partida poss\u00edvel fazer muito devido \u00e0 idade avan\u00e7ada dos seus habitantes, tal como os homens n\u00e3o se medem aos palmos, tamb\u00e9m as suas aptid\u00f5es n\u00e3o se medem pela idade, sendo esta aus\u00eancia de investimento\u00a0 nas pessoas que em muitos casos daria um novo sentida \u00e0 sua vida mon\u00f3tona e sedent\u00e1ria \u00e0 espera da morte, num novo alento atrav\u00e9s das atividades de voluntariado de prote\u00e7\u00e3o civil que, cremos conducente a mais e melhores rela\u00e7\u00f5es de proximidade entre vizinhos, bairros e aldeias, de modo convergente de for\u00e7as tamb\u00e9m para a entreajuda quotidiana. Mais do que obras de monumentos e outros bens culturais sup\u00e9rfluos nas aldeias rurais, os cidad\u00e3os necessitam de seguran\u00e7a conducente \u00e0 sua integridade f\u00edsica e dos seus bens.<\/p>\n<p>A Autoridade Nacional de Emerg\u00eancia e Prote\u00e7\u00e3o Civil, tem excelentes t\u00e9cnicos e propostas de solu\u00e7\u00e3o e, at\u00e9 a legisla\u00e7\u00e3o\u00a0 vigente contempla muitas dessas possibilidades, contudo, a raz\u00e3o t\u00e9cnica em Portugal n\u00e3o \u00e9 suficiente para vencer a ignor\u00e2ncia e\/ou interesses pol\u00edtico-partid\u00e1rios, n\u00e3o apenas no Governo Central, mas especialmente na Administra\u00e7\u00e3o Local do Estado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 a assun\u00e7\u00e3o do desnorte e distopia governativa no que \u00e0 prote\u00e7\u00e3o \u00e9 atinente. 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