{"id":4216,"date":"2022-11-03T15:46:10","date_gmt":"2022-11-03T15:46:10","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=4216"},"modified":"2023-09-02T19:46:17","modified_gmt":"2023-09-02T19:46:17","slug":"oe-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2022\/11\/03\/oe-2023\/","title":{"rendered":"OE 2023"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\">Ex.mos(as) Senhores(as)<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Da nossa an\u00e1lise do Or\u00e7amento de Estado em apre\u00e7o, pode concluir-se o seguinte:<\/p>\n<ol>\n<li>H\u00e1 um aumento expressivo do investimento nos neg\u00f3cios da interven\u00e7\u00e3o, ou seja, mais do mesmo (atirar com dinheiro para cima dos problemas) esperando resultados diferentes.<\/li>\n<li>O Governo aposta tudo naquilo que possibilita promiscuidades, conluios e negociatas e que, possibilita atrav\u00e9s disso que alguns sejam beneficiados, mas que em muito pouco em nossa opini\u00e3o beneficia o interesse p\u00fablico, j\u00e1 que em nada contribui para o efetivo envolvimento em massa dos cidad\u00e3os nas atividades de prote\u00e7\u00e3o civil como preconizado no Art.\u00ba 1 da Lei de Bases de Prote\u00e7\u00e3o Civil.<\/li>\n<li>\u00c9 mais um or\u00e7amento a pensar em engordar os mesmos e n\u00e3o pensado na efetiva prote\u00e7\u00e3o civil, ou seja, que n\u00e3o protege os cidad\u00e3os nem o patrim\u00f3nio e que, est\u00e1 condenado a revelar-se uma vez mais em preju\u00edzos decorrentes da sinistralidade e \u00e1rea ardida nos inc\u00eandios, alimentando assim um dos instrumentos de condescend\u00eancia e apoios por parte de Bruxelas, face a uma pol\u00edtica de \u201ccoitadismo\u201d e pedinchice devida \u00e0 in\u00e9rcia e in\u00e9pcia deliberada ao inv\u00e9s da poupan\u00e7a atrav\u00e9s de prof\u00edcuas pol\u00edticas estrat\u00e9gicas de prote\u00e7\u00e3o civil.<\/li>\n<li>A promessa feita em 2017 de prepara\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es para cat\u00e1strofes torna-se uma vez mais et\u00e9rea para governantes desprovidos de qualquer credibilidade e, quando esta \u00e9 a postura e atitude do Governo central, nada de muito diferente se pode esperar por parte das autarquias, colocando o pa\u00eds na retaguarda da efic\u00e1cia e efici\u00eancia dos servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o civil, mas tamb\u00e9m do efetivo envolvimento dos cidad\u00e3os nas atividades de prote\u00e7\u00e3o civil de que s\u00e3o exemplo Espanha, It\u00e1lia e tantos outros pa\u00edses, mas n\u00e3o Portugal para que n\u00e3o deixe de se alimentar toda a m\u00e1quina da interven\u00e7\u00e3o e, n\u00e3o se deixe crescer o movimento de preven\u00e7\u00e3o que t\u00e3o funesto seria aos neg\u00f3cios da interven\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>N\u00e3o cremos que seja inocente esta op\u00e7\u00e3o por parte do Governo, pois n\u00e3o se tratam de \u201cmeninos de coro que ainda tenham muito que crescer para compreender o que est\u00e3o a fazer\u201d, dir\u00edamos mesmo que, est\u00e3o instalados neste or\u00e7amento muitos interesses com contornos muito obscuros e que, no que \u00e0 prote\u00e7\u00e3o civil \u00e9 atinente, as Portuguesas e os Portugueses escusam de ficar descansados, porque enquanto esta pol\u00edtica se mantiver, os inc\u00eandios de ver\u00e3o e toda a demais sinistralidade, continuar\u00e1 a engordar alguns, mas continuar\u00e1 a empobrecer muitos outros e, a na\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>J\u00e1 no que concerne \u00e0 emerg\u00eancia m\u00e9dica pr\u00e9-hospitalar, nada de novo se espera nem neste or\u00e7amento, nem no or\u00e7amento do pr\u00f3prio do Instituto Nacional de Emerg\u00eancia M\u00e9dica, pois o investimento previsto continua a ser manifestamente insuficiente para dotar o Sistema Integrado de Emerg\u00eancia M\u00e9dica, daquilo que s\u00e3o as suas principais lacunas, a falta de recursos humanos e a aposta s\u00e9ria e respons\u00e1vel na qualifica\u00e7\u00e3o de todos os t\u00e9cnicos, a par da necess\u00e1ria moderniza\u00e7\u00e3o dos equipamentos e ve\u00edculos de socorro.<\/li>\n<li>Continuar\u00e3o a existir assimetrias absurdas, tais como: o INEM com t\u00e9cnicos com mais forma\u00e7\u00e3o, mas a quem as compet\u00eancias adicionais n\u00e3o lhes s\u00e3o delegadas, e as tripula\u00e7\u00f5es de ambul\u00e2ncias de Bombeiros e Cruz Vermelha (que socorrem mais de 90% das situa\u00e7\u00f5es) a continuarem com a mesma forma\u00e7\u00e3o sem evolu\u00e7\u00e3o, embora as ambul\u00e2ncias destas entidades estejam em muito casos melhor equipadas que as do INEM.<\/li>\n<li>Face \u00e0 an\u00e1lise que fazemos deste Or\u00e7amento de Estado e \u00e0 informa\u00e7\u00e3o adicional de que dispomos, n\u00e3o nos \u00e9 poss\u00edvel dar por s\u00e9rio ou cred\u00edvel este Governo no que concerne \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os tanto no \u00e2mbito da prote\u00e7\u00e3o civil quanto na emerg\u00eancia m\u00e9dica.<\/li>\n<li>Este Or\u00e7amento tem, contudo, uma garantia, Portugal vai continuar a arder muito, os danos de fen\u00f3menos extremos continuaram a ser avultados, a morte precoce continuar\u00e1 a ser pornograficamente elevada devido \u00e0 vergonhosa taxa de revers\u00e3o da paragem cardiorrespirat\u00f3ria resultante do n\u00e3o envolvimento em massa dos cidad\u00e3os (pr\u00f3pria de pa\u00edses de 3\u00ba mundo quando comparada com outros pa\u00edses ou at\u00e9 mesmo com a Regi\u00e3o Aut\u00f3noma dos A\u00e7ores) , da incapacidade de resposta atempada dos servi\u00e7os de emerg\u00eancia e, da imprepara\u00e7\u00e3o qualitativa dos t\u00e9cnicos dos sistemas.<\/li>\n<li>Mas h\u00e1 algo mais garantido, lugares para os amigos tanto no Sistema Nacional de Prote\u00e7\u00e3o Civil quanto no Sistema Integrado de Emerg\u00eancia M\u00e9dica, onde \u00e0 muito a compet\u00eancia n\u00e3o concorre com o fator C e cada vez mais a qualidade deixa a desejar.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex.mos(as) Senhores(as) Da nossa 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