{"id":4211,"date":"2022-11-01T22:10:36","date_gmt":"2022-11-01T22:10:36","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=4211"},"modified":"2022-11-01T23:28:11","modified_gmt":"2022-11-01T23:28:11","slug":"se-o-sismo-de-1755-em-lisboa-ocorresse-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2022\/11\/01\/se-o-sismo-de-1755-em-lisboa-ocorresse-hoje\/","title":{"rendered":"Se o sismo de 1755 em Lisboa ocorresse hoje&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(cen\u00e1rio hipot\u00e9tico)<\/p>\n<p>Sismo atingindo a \u00c1rea Metropolitana de Lisboa<\/p>\n<p>S\u00e3o 09.40 horas de uma bela manh\u00e3 de 1 de novembro, talvez demasiado quente para a \u00e9poca. Os term\u00f4metros marcam 14\u00b0graus e a terra come\u00e7a a tremer, sob um impulso vertical que vem do interior para o exterior e a faz balan\u00e7ar do Norte para o Sul; os edif\u00edcios oscilam e desmoronam-se no segundo momento de dura\u00e7\u00e3o. O abalo prolonga-se por sete minutos, tendo dois pequenos intervalos de remiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas ruas o asfalto parte-se, abrem-se fendas por onde se libertam gases sulf\u00faricos, rebentam condutas de \u00e1gua, os esgotos brotam para o exterior os seus conte\u00fados, enquanto noutros locais abrem-se enormes crateras por afundamento das ab\u00f3badas do Metropolitano que engolem transeuntes e ve\u00edculos.<\/p>\n<p>Alguns viadutos colapsam, esmagando algumas viaturas, composi\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias e os seus ocupantes, que sob eles passavam e interrompendo, nesses e noutros locais, a circula\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, por descarrilamento das composi\u00e7\u00f5es. O sol tolda-se com as nuvens de poeira provenientes das ru\u00ednas fumegantes que parecem sufocar todos os sobreviventes.<\/p>\n<p>Nas praias e zonas ribeirinhas, o mar recolhe, deixando o fundo a descoberto numa enorme extens\u00e3o, mas logo a seguir encapela-se em ondas alterosas de mais de vinte metros de altura, que avan\u00e7am com f\u00faria sobre as povoa\u00e7\u00f5es costeiras e entrando pelo estu\u00e1rio do Tejo, inundam violentamente a zona ribeirinha de Lisboa, Cacilhas, Oeiras e Cascais.<\/p>\n<p>O terror expresso pela popula\u00e7\u00e3o \u00e9 indescrit\u00edvel. Logo nos primeiros instantes milhares de pessoas ficam sepultadas nos escombros dos edif\u00edcios que ru\u00edram ou s\u00e3o arrastados pela f\u00faria das \u00e1guas para o rio Tejo.<\/p>\n<p>Ao ru\u00eddo ensurdecedor da Terra em movimento, junta-se os gritos de dor e afli\u00e7\u00e3o das pessoas e \u00e0 queda dos edif\u00edcios e ao horror do terramoto, sucede-se o pavor dos inc\u00eandios que, tendo tido in\u00edcio no centro da cidade, motivados por causas el\u00e9tricas, pelas rupturas das canaliza\u00e7\u00f5es de g\u00e1s, pelo rebentamento de garrafas de g\u00e1s butano ou propano, vai-se propagando, especialmente pelos bairros velhos da cidade. Ao cair da noite, Lisboa est\u00e1 envolvida em chamas.<\/p>\n<p>As pessoas correm desvairadas, ao acaso, de bairro para bairro, de rua para rua, outras procuram entes queridos entre os escombros.<\/p>\n<p>\u00c0s 11.24 horas regista-se o segundo abalo, o p\u00e2nico \u00e9 horr\u00edvel, a cidade despovoa-se, tentando os sobreviventes fugir para os espa\u00e7os livres.<\/p>\n<p>O Tejo rola em catadupa, os barcos voltam-se, outros s\u00e3o arremessados por um tsunami para terra, estilha\u00e7ando-se contra edif\u00edcios ou colocando-se em posi\u00e7\u00f5es irrealistas e inacredit\u00e1veis, nas avenidas ribeirinhas, os mais fracos e desprotegidos s\u00e3o pura e simplesmente engolidos sem aviso pr\u00e9vio, muitos, os que trabalham de noite e iniciavam o seu descanso, acordam debaixo de escombros ou submersos pela \u00e1gua salgada f\u00e9tida suja e escura, que transportava destro\u00e7os e corpos de pessoas e animais.<\/p>\n<p>Em 1755 o tsunami demorou apenas quinze minutos at\u00e9 ao Cabo de S\u00e3o Vicente, com uma altura de onda de dez metros. &#8220;Numa praia entre Vila do Bispo e Lagos encontram-se destro\u00e7os [arrastados pelo tsunami] a um quil\u00f3metro da costa. Era um vale sem qualquer edificado&#8221;, reza a hist\u00f3ria. A duna da ilha de Faro, com dez metros de altura, foi galgada.<\/p>\n<p>E vinte cinco minutos ap\u00f3s o sismo j\u00e1 atingia a zona de Oeiras, com uma altura de onda de seis metros, e em seguida avan\u00e7a pelo estu\u00e1rio do Tejo.<\/p>\n<p>Num primeiro balan\u00e7o, 10.000 casas ru\u00edram completamente e in\u00fameras ficaram gravemente danificadas, segundo o Servi\u00e7o Municipal de Prote\u00e7\u00e3o Civil de Lisboa. O pal\u00e1cio da Independ\u00eancia, no Rossio, o Teatro Nacional D. Maria, o Pal\u00e1cio de S. Bento, o edif\u00edcio da C\u00e2mara Municipal de Lisboa, o quartel do Carmo, Comando-Geral da GNR, o Tribunal da Boa-Hora, o Museu da Arte Antiga, o Pal\u00e1cio dos Condes de \u00d3bidos, sede da CVP, os Edif\u00edcios da Pra\u00e7a do Com\u00e9rcio que albergam os Minist\u00e9rios da Justi\u00e7a, Administra\u00e7\u00e3o Interna e o Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as, o Pal\u00e1cio de Bel\u00e9m, o Teatro Nacional de S\u00e3o Carlos, o Hospital do Desterro, o Hospital da CUF, o Pal\u00e1cio das Necessidades, a Igreja de S\u00e3o Domingos, a Igreja de Santo Ant\u00f3nio, a S\u00e9 Patriarcal, o Teatro Municipal de S\u00e3o Lu\u00eds, entre outros.<\/p>\n<p>No quartel da avenida Dom Carlos I do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa o pessoal lutava por libertar algum material e companheiros encarcerados e emparedados nas ru\u00ednas do que tinha sido um dos principais aquartelamentos de socorro de Lisboa.<\/p>\n<p>No Monsanto o abalo provocou um inc\u00eandio na cantina municipal que rapidamente se propagou ao quartel do Regimento de Sapadores de Bombeiros e ao Servi\u00e7o Municipal de Prote\u00e7\u00e3o Civil, os Bombeiros tentavam salvar o que podiam, ficando assim incapacitados de responder \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todos os viadutos na 2\u00aa Circular se abateram ou sofreram danos que provocam acidentes e impossibilitam os meios de emerg\u00eancia de transitar por aquela art\u00e9ria, e embora alguns meios de comunica\u00e7\u00e3o do principal aquartelamento de Bombeiros da Cidade estejam operativos, o n\u00famero de operadores e terminais de comunica\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel s\u00e3o irris\u00f3rios face ao n\u00famero de pedidos de socorro da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Centro Operacional 112 Sul (sediado no Taguspark em Porto Salvo &#8211; Oeiras, ao lado do edif\u00edcio do SEF) n\u00e3o sofre felizmente praticamente danos estruturais, contudo muitas linhas telef\u00f3nicas foram cortadas pelo abalo, e os cerca de 40 operadores n\u00e3o d\u00e3o vaz\u00e3o ao n\u00famero de pedidos de socorro que lhes chegam. O tempo de espera naquela central \u00e9 superior a uma hora.<\/p>\n<p>As esta\u00e7\u00f5es retransmissoras de telem\u00f3vel e do SIRESP na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa, na sua grande maioria ruiu ou sofreu danos, e ficaram inoperacionais ou sobrelotadas, a comunica\u00e7\u00e3o via telefone fixo, telem\u00f3vel e SIRESP est\u00e3o reduzidas a cerca de 10% da sua capacidade normal, contudo a enorme tentativa de contato por esta via anula por quase completo qualquer possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o nas ruas e bairros de Lisboa.<\/p>\n<p>Os radioperadores da banda do cidad\u00e3o e PMR446 tentam a todo o custo estabelecer contacto com servi\u00e7os de emerg\u00eancia, mas estes n\u00e3o monitorizam estes canais pelo que estes entusiastas somente conseguem contacto entre si.<\/p>\n<p>Sem ativa\u00e7\u00e3o por falta de telecomunica\u00e7\u00f5es de acesso p\u00fablico para o efeito, os radioamadores que n\u00e3o est\u00e3o empenhados no aux\u00edlio aos seus familiares e vizinhos nada podem fazer para auxiliar nas radiocomunica\u00e7\u00f5es, limitando-se a retransmitir mensagens de outros colegas e nem lhes ocorre monitorizar as radiocomunica\u00e7\u00f5es cidad\u00e3s (CB27 e PMR446) para fazer a ponte entre os cidad\u00e3os a necessitar de aux\u00edlio e os servi\u00e7os de emerg\u00eancia, mobilizando dentro do poss\u00edvel radioamadores equipados para esses servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Nenhuma das viaturas do Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa tem r\u00e1dio de VHF Banda Alta, o mesmo se passa com o INEM, PSP, e GNR, pelo que n\u00e3o t\u00eam como comunicar com os meios dos Bombeiros associativos e estes devidos ao desinvestimento na rede de Banda Alta resultante do conforto do uso do telem\u00f3vel e do SIRESP, n\u00e3o possuem equipamentos operacionais em n\u00famero suficiente para fazer face \u00e0s necessidades operacionais.<\/p>\n<p>Sem comunica\u00e7\u00f5es alternativas os servi\u00e7os e os agentes de prote\u00e7\u00e3o civil n\u00e3o t\u00eam forma de coordenar eficazmente os meios que n\u00e3o foram afetados.<\/p>\n<p>As chamas devoravam grande parte da cobertura do Hospital de S. Jos\u00e9 e toda a \u00e1rea norte encontrava-se completamente destru\u00edda. Algum, pouco pessoal hospitalar tentava, aproveitando os servi\u00e7os de Neurocirurgia e de Hematologia, organizar um pequeno centro de triagem, amontoando feridos e grandes queimados numa desorganiza\u00e7\u00e3o indescrit\u00edvel, com bombeiros tentando controlar os in\u00fameros focos de inc\u00eandio.<\/p>\n<p>Nas freguesias afetadas, ou n\u00e3o foram constitu\u00eddas Unidades Locais de Prote\u00e7\u00e3o Civil, ou n\u00e3o t\u00eam volunt\u00e1rios em n\u00famero adequado e nenhuma delas t\u00eam os grupos de autodefesa e os equipamentos necess\u00e1rios ao cumprimento da sua miss\u00e3o de ajuda de proximidade, limitando-se assim a a\u00e7\u00e3o dos volunt\u00e1rios a assistir impotentes \u00e0 cat\u00e1strofe agravada pela in\u00e9rcia e in\u00e9pcia pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Em poucas horas desapareciam tesouros arquitet\u00f3nicos imposs\u00edveis de refazer e de estruturas imprevis\u00edveis de reestruturar, tais como os principais museus na baixa da cidade junto ao Tejo, os minist\u00e9rios, e resid\u00eancia oficial do Presidente da Rep\u00fablica ficaram reduzidos a um monte de pedras e entulho de onde brotavam colunas de fumo.<\/p>\n<p>Num primeiro balan\u00e7o a ANEPC estima que o n\u00famero dos que morreram logo cerca de 150.000, existem cerca de 2.000.000 de feridos, e um n\u00famero indeterminado de desalojados, com grandes reflexos nas \u00e1reas suburbanas da capital, onde aproximadamente 80% do parque imobili\u00e1rio foi atingido e com mais de 50% de forma irrecuper\u00e1vel.<\/p>\n<p>As solicita\u00e7\u00f5es prov\u00eam de todos os concelhos da \u00c1rea Metropolitana de Lisboa.<\/p>\n<p>As vias ferrovi\u00e1rias ficaram interrompidas e as vias rodovi\u00e1rias impratic\u00e1veis, quer por estragos dificilmente recuper\u00e1veis, quer por in\u00fameros engarrafamentos provocados dos que tentavam fugir e dos que tentam vir em busca de amigos e familiares.<\/p>\n<p>Os socorros vindos de fora da Grande Lisboa s\u00e3o solicitados pelas popula\u00e7\u00f5es lim\u00edtrofes \u00e0 capital e n\u00e3o conseguem chegar at\u00e9 a ela, pois a ponte sobre o Tejo (Lisboa-Almada), a ponte da A8, e a ponte de Sacav\u00e9m ru\u00edram, e a ponte Vasco da Gama n\u00e3o oferece garantias de seguran\u00e7a por ter sofrido danos estruturais.<\/p>\n<p>A noite chega e com ela, o aumento da desola\u00e7\u00e3o e da incapacidade de resolu\u00e7\u00e3o dos problemas e da impot\u00eancia do salvamento de in\u00fameras v\u00edtimas. O inferno tinha-se abatido sobre Portugal e em especial sobre Lisboa. A cidade est\u00e1 \u00e0s escuras de luz e comunica\u00e7\u00e3o, quando a noite cai, a \u00fanica luz vis\u00edvel resulta dos in\u00fameros inc\u00eandios\u2026<\/p>\n<p>Pois bem, aqui t\u00eam um cen\u00e1rio do que eventualmente sucederia em Lisboa, se ela fosse abalada por um sismo semelhante ao que ocorreu em 1755.<\/p>\n<p>Quest\u00f5es que se colocam:<\/p>\n<p>1\u00ba Os servi\u00e7os de emerg\u00eancia civis e militares perante um cen\u00e1rio destes, com escassos meios operacionais priorizam o socorro e salvamento dos comuns cidad\u00e3os ou das figuras de Estado?<\/p>\n<p>2\u00ba Sem ajuda atempada dos servi\u00e7os de emerg\u00eancia quem socorre a popula\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>3\u00ba Est\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o organizada, consciente, educada, preparada, treinada e equipada para um cen\u00e1rio destes?<\/p>\n<p>4\u00ba Porque vias de comunica\u00e7\u00e3o pede a popula\u00e7\u00e3o ajuda aos servi\u00e7os de emerg\u00eancia (se estes n\u00e3o t\u00eam radiocomunica\u00e7\u00f5es cidad\u00e3s) e como encaminham os servi\u00e7os de emerg\u00eancia esses pedidos para os meios de socorros?<\/p>\n<p>5\u00ba Que probabilidade de sobreviv\u00eancia t\u00eam neste cen\u00e1rio as pessoas com algum tipo de limita\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou crian\u00e7as?<\/p>\n<p>6\u00ba Como ativam e coordenam os servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o civil os agentes e entidades cooperantes em prote\u00e7\u00e3o civil se n\u00e3o houver telecomunica\u00e7\u00f5es e sendo que a esmagadora maioria das entidades com dever de coopera\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam r\u00e1dio da Rede Estrat\u00e9gica de Prote\u00e7\u00e3o Civil, o mesmo se passando com servi\u00e7os p\u00fablicos tais como seguran\u00e7a social, c\u00e2maras municipais, juntas de freguesia e outros?<\/p>\n<p>7\u00ba Os funcion\u00e1rios e os volunt\u00e1rios dos servi\u00e7os de emerg\u00eancia v\u00e3o priorizar a ajuda e socorro ao desconhecido ou priorizar a busca, ajuda e socorro aos seus familiares?<\/p>\n<p>8\u00ba Sem plano familiar de emerg\u00eancia e sem telecomunica\u00e7\u00f5es, como sabem as pessoas onde procurar os seus familiares?<\/p>\n<p>9\u00ba Que tipo de resposta ser\u00e1 dada \u00e0s necessidades de assist\u00eancia e socorro dos animais dom\u00e9sticos?<\/p>\n<p>10\u00ba Estando os mais importantes Minist\u00e9rios na linha de entrada do tsunami, quem e como se gere o pa\u00eds ap\u00f3s a sua passagem?<\/p>\n<p>11\u00ba Como se articulam os servi\u00e7os municipais de prote\u00e7\u00e3o civil das c\u00e2maras municipais, com as unidades locais de prote\u00e7\u00e3o civil das juntas de freguesia, e estas com os grupos de autoprote\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es, se n\u00e3o existe entre todos uma rede comum de radiocomunica\u00e7\u00e3o resistente?<\/p>\n<p>12\u00ba At\u00e9 onde chega um tsunami de causa s\u00edsmica em? Que altura pode atingir? Conhece a carta de risco? Sabe o que fazer e onde se proteger?<\/p>\n<p>13\u00ba Onde est\u00e3o e como se contactam as unidades locais de prote\u00e7\u00e3o civil e grupos de autodefesa de cada bairro? De que equipamentos e recursos humanos disp\u00f5em?<\/p>\n<p>14\u00ba Imagine ficar retido no tr\u00e2nsito a alguns quil\u00f3metros de casa, como contacta os seus familiares se n\u00e3o tiver rede no telem\u00f3vel?<\/p>\n<p>15\u00ba Imagine que al\u00e9m de retido sofreu um acidente e tem consigo no autom\u00f3vel um filho ferido com hemorragia grave, os meios de emerg\u00eancia n\u00e3o conseguem chegar em tempo \u00fatil ao local, o que t\u00eam no autom\u00f3vel para socorrer o seu filho? Imagine o mesmo cen\u00e1rio em casa, o que tem para o socorrer?<\/p>\n<p>16\u00ba Imagine que o sismo acaba de ocorrer, tem consigo em casa um menor em paragem cardiorrespirat\u00f3ria, um idoso com uma fratura e a sua companheira\/o com uma crise asm\u00e1tica, qual socorre primeiro?<\/p>\n<p>Sem estar preparado, a sua fam\u00edlia est\u00e1 mais vulner\u00e1vel, a sociedade est\u00e1 mais vulner\u00e1vel. Cada cidad\u00e3o tem responsabilidades em prote\u00e7\u00e3o civil, das quais se exime ou assume. Sempre que um cidad\u00e3o se exime das suas responsabilidades em prote\u00e7\u00e3o civil, est\u00e1 a comprometer outras vidas, ter\u00e1 o cidad\u00e3o esse direito?<\/p>\n<p>Que futuro estamos a construir, que legado queremos deixar \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A prote\u00e7\u00e3o civil \u00e9, em resumo do artigo 1\u00ba da Lei 27\/2006, uma atividade de todos e para todos e s\u00f3 est\u00e1 completa com a sua participa\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea n\u00e3o fizer a parte que lhe compete em prote\u00e7\u00e3o civil, ningu\u00e9m a far\u00e1 por si.<\/p>\n<p>Pense nisto, porque os Governantes continuam a assobiar para o lado!<\/p>\n<p>Obrigado pela aten\u00e7\u00e3o dispensada.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo Saraiva<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; (cen\u00e1rio hipot\u00e9tico) Sismo atingindo a \u00c1rea Metropolitana de Lisboa S\u00e3o 09.40 horas de uma bela manh\u00e3 de 1 de novembro, talvez demasiado quente para a \u00e9poca. 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