{"id":3508,"date":"2022-07-01T10:42:38","date_gmt":"2022-07-01T10:42:38","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosoc.pt\/\/blog\/?p=3508"},"modified":"2022-07-01T10:42:38","modified_gmt":"2022-07-01T10:42:38","slug":"sismo-reflexao-de-sensibilizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/2022\/07\/01\/sismo-reflexao-de-sensibilizacao\/","title":{"rendered":"SISMO &#8211; REFLEX\u00c3O DE SENSIBILIZA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p>Eram 17H53m quando um sismo de forte magnitude (7.5 na escala de Richter) sacudiu a regi\u00e3o de Lisboa, o \u201cP\u201d que mora na parte mais alta de Pa\u00e7o de Arcos no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, sa\u00edra do emprego no Marques de Pombal h\u00e1 alguns minutos e encontrava-se na A5 na zona da Serra do Monsanto a descer para Alg\u00e9s, tendo consigo um r\u00e1dio CB na bagageira e o r\u00e1dio PMR446 no habit\u00e1culo. Todo o transito parou face \u00e0s fendas e crateras que se abriram no alcatr\u00e3o, h\u00e1 not\u00edcias de que o viaduto de Carnaxide ruiu e existem viaturas sob os escombros e, a ponte da A5 sobre a ribeira de Barcarena desapareceu.<br \/>\nO &#8220;P&#8221; dentro do autom\u00f3vel e, a esposa em casa, est\u00e3o ainda atordoados das sacudidelas sofridas durante o evento s\u00edsmico, at\u00f3nicos, receosos de r\u00e9plicas, tudo \u00e9 novidade pois nunca antes tinham passado por isto.<\/p>\n<p>Quer por algumas torres de telecomunica\u00e7\u00f5es terem colapsado, quer por danos nos sistemas de alimenta\u00e7\u00e3o ou por sobrelota\u00e7\u00e3o, o \u201cP\u201d tenta ligar para a sua esposa que supostamente \u00e0quela hora j\u00e1 teria chegado a casa, mas sem sucesso.<\/p>\n<p>Qual das seguintes op\u00e7\u00f5es seria uma solu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>O P tem um r\u00e1dio CB em casa sempre ligado a uma bateria e carregador, mas a esposa nunca se interessou por isso e nem lhe ocorre ligar o r\u00e1dio.<\/li>\n<li>A esposa do P liga o r\u00e1dio, mas como nunca se interessou pelo assunto n\u00e3o sabe em que canal deve comunicar com o P.<\/li>\n<li>A esposa liga o r\u00e1dio e percebe que o r\u00e1dio tem uma tecla de emerg\u00eancia, pressiona-a e o r\u00e1dio fica em canal 9, ela chama, mas como nunca antes treinaram o \u201cP\u201d est\u00e1 a chamar no canal de chamada 11 e ela no 9.<\/li>\n<li>O \u201cP\u201d percorre v\u00e1rios canais a chamar a esposa, enquanto a esposa faz o mesmo e andam sempre desencontrados.<\/li>\n<li>O \u201cP\u201d tinha praticado com a esposa e at\u00e9 deixou uma folha colada ao r\u00e1dio com instru\u00e7\u00f5es, tais como nome de esta\u00e7\u00e3o, canal prim\u00e1rio, canal alternativo e procedimentos de opera\u00e7\u00e3o em emerg\u00eancia e facilmente estabelecem contacto, mas ele informa-o de que n\u00e3o h\u00e1 eletricidade, apesar do edif\u00edcio n\u00e3o ter sofrido danos. Combinam ent\u00e3o ligar o r\u00e1dio de X em X tempo e que, caso n\u00e3o consiga avan\u00e7ar com o autom\u00f3vel vai a p\u00e9 e fica contact\u00e1vel no PMR446 no canal indicado ou alternativo, assim que estiver em local que possibilite a comunica\u00e7\u00e3o. Pede ainda \u00e0 esposa que tente comunicar com a filha tamb\u00e9m pelo PMR446, mas a esposa repara e informa-o que o r\u00e1dio da filha ficou em casa.<\/li>\n<li>Nenhuma das anteriores \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o completa mas, este exerc\u00edcio possibilitou compreender o problema e encontrar solu\u00e7\u00f5es, o \u201cP\u201d chegou a casa e chamou a filha e esposa e fizeram um plano de comunica\u00e7\u00f5es alternativas de emerg\u00eancia e todos se comprometeram fazer-se acompanhar permanentemente do seu r\u00e1dio PMR446 e no caso do \u201cP\u201d e da esposa \u201cM\u201d combinaram andar sempre com um CB com antena magn\u00e9tica para SOS ma bagageira, com instru\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas indicando o canal prim\u00e1rio a usar e o\/s alternativo\/s.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Se tudo ou parte daquilo que voc\u00ea sempre conheceu desaparecer ou ficar destru\u00eddo, est\u00e1 preparado para lidar com a situa\u00e7\u00e3o? Repare que a hist\u00f3ria tem uma parte boa, por sorte o pr\u00e9dio onde vive a fam\u00edlia do \u201cP\u201d n\u00e3o sofreu danos, mas nem sempre todos t\u00eam essa sorte e, ainda que n\u00e3o sofresse danos existe outra possibilidade a de ser destru\u00eddo por um Tsunami, mas, espere, pois \u00e9, o pr\u00e9dio \u00e9 na \u201cparte mais alta de Pa\u00e7o de Arcos\u201d, portanto com vista para as trag\u00e9dias no edificado a cota mais baixa e mais junto ao mar.<\/p>\n<p>Agradecemos o tempo que dedicou \u00e0 leitura deste nosso pequeno exerc\u00edcio de sensibiliza\u00e7\u00e3o que pode ser adaptado a cada caso. D\u00ea asas \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o e prepare-se porque, a incerteza n\u00e3o est\u00e1 em se vai ou n\u00e3o ocorrer um novo sismo como o que em 1755 abanou e destruiu Lisboa, a incerteza reside no quando voltar\u00e1 a acontecer, pode ser daqui a s\u00e9culos, d\u00e9cadas, anos, meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos, ou neste preciso momento em que estava a ler este texto.<br \/>\nPrepare-se, equipa-se, mantenha-se informado, pode acontecer a qualquer momento.<br \/>\nEst\u00e1 mentalmente preparado para lidar com a situa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Lan\u00e7amos-lhe o repto de &#8220;<a href=\"http:\/\/videos.sapo.pt\/Pfz6sqQFFapCqzbFMaKT\">regressar a 1755<\/a>&#8221; e tentar contemporizar aquele evento no presente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eram 17H53m quando um sismo de forte magnitude (7.5 na escala de Richter) sacudiu a regi\u00e3o de Lisboa, o \u201cP\u201d que mora na parte mais alta de Pa\u00e7o de Arcos no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, sa\u00edra do emprego no Marques de Pombal h\u00e1 alguns minutos e encontrava-se na A5 na zona da Serra [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3509,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3508","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3508","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3508"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3508\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3510,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3508\/revisions\/3510"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3509"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3508"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3508"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosoc.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}