RADIAÇÃO ULTRA VIOLETA – AUTOPROTEÇÃO

Verifique junto do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, diariamente nos dias de maior calor, as previsões de radiação ultravioleta e, adeqúe a proteção ocular.

Em caso de irritação ocular provocada pela radiação ou suores irrigue regularmente os olhos com soro fisiológico. Em caso de persistência dos sintomas (por exemplo névoa ocular), consulte o seu médico.

Não esqueça também a proteção da pele, e a necessidade de ingestão de líquidos não alcoólicos para evitar queimaduras, doenças de pele e a desidratação.

Proteja-se a si e aos seus.

Não esqueça que os animais de companhia também sobrem com o calor.

Técnicos de emergência pré-hospitalar em greve à prevenção no Rally de Portugal

A APROSOC – Associação de Proteção Civil, não podia estar mais de acordo com esta greve, já que o empenho de meios públicos neste evento privado desvia recursos técnicos e humanos diferentes daqueles para os quais os contribuintes os suportam. O Instituto Nacional de Emergência Médica não têm de concorrer com as entidades privadas que exercem a atividade de prevenção a eventos privados, tal prática é para a APROSOC uma forma de concorrência desleal para com os operadores privados no sector privado e que, prejudica a capacidade de resposta daquele organismo público na resposta à emergência pública.

Recorde-se ainda que, estes técnicos reivindicam há muito a publicação do Acordo Coletivo de Carreira Especial e a “revisão imediata das condições de trabalho”, até então sem sucesso.

Os técnicos do INEM são no entendimento da APROSOC “pau para toda a obra”, sem o justo reconhecimento e digno enquadramento, dai resultando a elevada taxa de abandono daquele instituto público, motivo pelo qual esta Associação apoia a luta do Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar.

Excesso de potência pode ser inimigo invisível para a saúde humana sabia?

As estações de radiocomunicações estão obrigadas a partir de determinados níveis de radiação a afixar sinalética que informe o público da exposição a essas radiações não ionizantes. No caso das estações CB ou PMR446 a funcionar respetivamente em 27MHz com 4W AM/FM e 12 w P.E.P em SSB e, em 446 MHz com 0,5W P.A.R., estão dispensadas desse procedimento pelo facto de as potências permitidas naquelas frequências face ao tempo de exposição expectável não terem conhecidos efeitos nocivos para a saúde humana. Há contudo quem desconheça que há quem opere nestas frequências com potências muito superiores tanto em estações base como em estações móveis instaladas em viaturas, por vezes centenas de Watts de potência em 27MHz e dezenas em 446MHz que, dependendo do tempo de exposição podem ser prejudiciais à saúde humana. Por este motivo pode considerar-se que quem está nas imediações de uma estação de CB ou PMR446 que não cumpre os limites de potência, tem um inimigo para a sua saúde, sendo tal malefício invisível.

Há por isso estações de radiocomunicações que a coberto de uso de equipamentos dispensados de licenças e taxas e que nos limites legais de potência são inócuos à saúde humana, conferem a esses equipamentos potências muito superiores tornando-se inimigos invisíveis à saúde humana e sem afixação de qualquer sinalética porque tal seria publicitar um ilícito.

A par de tudo isto inúmeras empresas de telecomunicações sem ética contribuem para que tal seja possível, colocando os interesses comerciais acima do interesse público e, vendendo amplificadores de potência, ou equipamentos emissores com potência largamente superior à legalmente permitida, a pessoas não habilitadas para os usar com as condições de segurança exigidas, sendo por isto estas empresas coniventes com tais ilícitos prejudiciais à saúde humana. Estas práticas estão inclusive em  muitos casos documentadas pela faturação das empresas.

“Diversos fatores influenciam a exposição individual às radiações emitidas pelas antenas, tais como:
• potência radiada e a frequência de transmissão;
• distância à antena emissora;
• localização das pessoas relativamente ao seu diagrama de radiação;
• existência de outras estruturas próximas que possam causar obstrução ou refletir as ondas radiadas;
• intervalo de tempo de exposição aos campos eletromagnéticos (CEM).
Alguns fatores adicionais deverão ser tidos em conta na avaliação da exposição às radiações eletromagnéticas, devido às diferenças de susceptibilidade existentes na população em geral.”

Neste contexto a APROSOC continua a reunir provas e enviar às autoridades competentes, no sentido de contribuir para as práticas das radiocomunicações de forma harmoniosa com a saúde, de modo a que a ignorância de uns nas atividades lúdicas de radiocomunicações, não contribua para o drama oncológico de outros, na maioria expostos a essas radiações sem disso serem conhecedores e por isso sem poderem decidir se querem ou não estar sujeitos a esses campos eletromagnéticos.

Em caso de dúvida sobre as potências utilizadas pelas estações de radiocomunicações em seu redor e potenciais efeitos da sua exposição a essas radiações, consulte a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM).

Recomendamos a leitura atenta de documentos e estudos sobre o efeito, entre os quais este da Direção Geral de Saúde cujo link aqui partilhamos:
https://www.anacom.pt/streaming/sist_com_mov_efeito.pdf?contentId=511760&field=ATTACHED_FILE

Obesidade e sobrevivencialismo

Certamente todos compreendem que um corpo obeso tem maiores necessidade em termos alimentares do que um corpo mais magro e, que em caso de sobrevivência tudo se complica para quem tem excesso de peso, pois terá mais dificuldade em satisfazer as suas necessidades nutricionais. Pois bem, este pode ser um dos bons argumentos para perder alguns quilos, até porque quem tem uns quilinhos a mais para os manter terá à partida um maior dispêndio na aquisição de bens alimentares. Talvez por isso os mais reconhecidos sobrevivencialistas a nível mundial manifestam tanta preocupação com a manutenção da boa forma física.

Claro que cada caso é um caso e que cada pessoa terá as suas particularidades, contudo, serão as alegadas reservas em tecido adiposo uma vantagem? Terão as pessoas obesas algumas vantagens?

Se imaginarmos um cenário hipotético de caos social em que umas famílias têm de sobreviver sem acesso a mais alimentos ou com racionamento, e se um dos membros do agregado familiar é obeso, ele poderá ser visto como um problema, já que tenderá a ingerir mais alimentos para satisfazer as suas necessidades nutricionais, mas, se toda a família for obesa, estaremos perante uma redução da autonomia alimentar da família. Por outro lado, em caso de necessidade de evacuação as dificuldades serão maiores a pé, mas se for em veículo motorizado quanto maior o peso maior e esforço do motor para a sua locomoção e consequente consumo de energia elétrica ou combustíveis fósseis.

Talvez valha a pena pensar nisto!

João Paulo Saraiva
Presidente da Direção

MÉDICO ESTEVE TODA A MANHÃ A TENTAR ENCONTRAR AMBULÂNCIA PARA TRANSPORTE DA MÃE ACAMADA PARA IR A UMA CONSULTA

Um médico de Lisboa esteve esta manhã a efetuar dezenas de contactos para corporações de Bombeiros e empresas de Ambulâncias para tentar transporte da mãe em maca para uma consulta hospitalar, somente após as 12 horas tendo conseguido o transporte e ainda assim em cadeira e não em maca como adequado.
A situação não é nova, já que a inadequação da legislação ao interesse público veio incentivar a que Associações de Bombeiros e empresas de ambulâncias se dedicassem aos que lhes é mais lucrativo no transporte de doentes não urgentes, o transporte de doentes sentados em cadeira, tornando-se numa espécie de empresas de táxis para doentes não urgentes. Tais alterações à legislação fomentaram em nossa convicção a falta de qualificação dos recursos humanos neste sector, bem como a proliferação de “táxis” de faixa vermelha que concorrem com os tradicionais sem acrescentar valor ao serviço prestado.
A APROSOC – Associação de Proteção Civil, considera urgente que se fixem quotas mínimas de ambulâncias com maca em relação às “ambulâncias” sem maca, seja em empresas ou Associações de Bombeiros, já que a atual situação está a transformar essas entidades em empresas de táxis ao invés daquela que deve ser a sua missão essencial que claramente está a ser desvirtuada.
Pode ser uma imagem de texto que diz "APROSOC ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO CIVIL f"

CARTA ABERTA À ASSEMBLEIA DE REPÚBLICA | ESTUDANTE DE 18 ANOS MORRE EM LEIRIA APÓS CORTE COM VIDRO

Ex.mos(as) membros dos grupos parlamentares da Assembleia da República Portuguesa
Vimos pelo presente apelar à atenção de V.exas para o seguinte caso:
“Um jovem estudante de solicitadoria de 18 anos morreu esta quinta-feira em Leiria depois de dar entrada no hospital com ferimentos graves causados por corte de uma veia com vidro.
Fonte da PSP afirmou que os ferimentos terão sido resultado da prática de praxes académicas, que terão ocorrido no interior da residência estudantil. Foi pedida a investigação da Polícia Judiciária (PJ) de Leiria que não descarta a hipótese de ter sido um acidente sem ação criminosa.
O jovem deu entrada no Hospital Distrital de Leiria cerca das 20:00 de quinta-feira, em estado muito grave e o óbito foi confirmado minutos depois.
A família do jovem e os colegas estão a receber apoio psicológico.”
Ex.mos(as) Senhores(as) deputados(as), a falta de ação efetiva da Assembleia da República nestas matérias em que, para além de legislar é necessário que as medidas adotadas sejam acompanhadas de um pacote orçamental que possibilite concretizar as ações de formação e materializar as competências de socorrismo, mancham em nossa opinião de sangue todos os que aprovam diplomas legais insuficientemente dotados dos indispensáveis instrumentos de efetivação dos objetivos finais, no caso o de salvar vidas.
A atual legislação só por si é inócua e não salva-vidas. Para os alunos, na maioria das escolas do país, o suporte básico de vida é somente mais uma matéria que têm de estudar para o teste, e não é interiorizado como algo que evita mortes, nem sequer têm oportunidade de praticar a aplicação de um torniquete ou hemostático químico no controlo de uma hemorragia arterial que podia ter salvo este jovem.
Quantas vidas mais têm de se perder para que se proíbam as praxes sejam académicas, militares ou outras?
Quantas vidas mais têm de se perder até que se crie um programa nacional de socorrismo nas escolas que seja mais do que teoria e confira competências efetivas aos alunos e profissionais do sistema educativo por exemplo no controle de hemorragias arteriais?
Transpôs-se e bem para manuais escolares as guide-lines do INEM sobre suporte básico de vida, mas isso não aliado a práticas e validação de conhecimentos práticos e existência dos equipamentos de socorro possibilita por exemplo evitar mortes como esta?
Para quando o financiamento das Organizações de Voluntariado de Proteção Civil e outras entidades que têm a disponibilidade e meios para realizar estas ações, ao invés de alimentar os interesses instalados e que privilegiam empresas com ligações maçónicas ou religiosas, ou deixa na mão do INEM e Bombeiros uma missão para a qual não têm disponibilidade adequada? Quando acabam os lobbies em torno de algo tão vital quanto o dever de salvar vidas?

Um torniquete custa 5€, um hemostático químico custa 15€, e uma vida perdida quanto custa?

Aproveitamos a oportunidade  para endereçar aos familiares e amigos da vítima, as nossas sentidas condolências.

João Paulo Saraiva
Presidente da Direção

Hemorragias – Recomendação

Em cenários de guerra, mas também do nosso quotidiano, as hemorragias arteriais são uma das causas de morte, muitas vezes apenas devido à incapacidade de as “controlar” atempadamente.

Nem todas as hemorragias são possíveis de controlar por socorristas elementares, contudo, muitas hemorragias externas visíveis podem ser controladas por comuns cidadãos, com recurso a compressas e ligaduras, um lenço ou um cinto ou, mais eficazmente com garrotes tipo “torniquete” como o da imagem que aqui se apresenta e recomendamos que todos os cidadãos tenham no seu kit de primeiros socorros e treinem o seu uso preferencialmente com formadores habilitados para o efeito ou, nessa impossibilidade através da visualização de vídeos formativos, como por exemplo o que aqui partilhamos consigo neste link: https://www.youtube.com/watch?v=wWVne7cUrm8

Sobreviver ou salvar alguém com uma hemorragia pode estar na sua mão.

Esteja preparado!

Erros de Governação na base de falta de profissionais de saúde nos hospitais

A falta de Médicos e Enfermeiros em meio intra-hospitalar é um facto inegável, e muito antes da COVID-19 já várias Associações defendiam a criação de uma carreira de paramédicos como existe em muitos outros países da Europa e do Mundo, de modo a libertar estes profissionais para o que foram formados, o meio intra-hospitalar, reservando assim aos paramédicos aquilo para que são formados no resto do Mundo civilizado, o meio pré-hospitalar. Temos assim na atualidade enfermeiros a assegurar a tripulação de ambulâncias de suporte imediato de vida (SIV) e as viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), e a falta destes enfermeiros nos hospitais.
Não deixa de ser irónico que façam agora falta a Portugal os Médicos, Paramédicos (portugueses formados lá fora), Auxiliares de Ação Médica e Enfermeiros que num passado recente foram convidados a emigrar.

A APROSOC- Associação Nacional de Emergência e Proteção Civil, recomenda por exemplo que se complemente a formação dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar que nunca chegou a avançar na prática, possibilitando que as SIV e as VMER sejam tripuladas por técnicos “paramédicos”, libertando assim enfermeiros que tanta falta fazem no meio intra-hospitalar.

COVID-19 | APROSOC co-responsabiliza decisores políticos

Considera esta Associação a possibilidade de terem sido cometidos por decisores políticos do Estado Português, indiciariamente por negligência ou eventual populismo eleitoralista, crimes contra a humanidade que mui respeitosamente vimos relatar nos termos e pelos factos seguintes:

1º na primeira fase da pandemia COVID-19, os decisores hesitaram na recomendação do uso generalizado das máscaras de proteção respiratória, tendo mesmo desaconselhado essa prática que consta das mais elementares normas de segurança face ao perigo biológico, o que atrasou a adaptação da indústria nacional para as necessárias adaptações para a produção em massa daquele equipamento de proteção individual e que terá contribuído para o aumento do número de infetados e mortes.

2º na segunda fase da pandemia, os decisores políticos, pautando pelo experimentalismo que já antes havia dado maus resultados, facilitaram nas regras de confinamento durante o período do Natal e fim de ano, e tal situação originara a atual terceira vaga.

3º A restrição dos horários dos estabelecimentos comerciais imposta pelos decisores políticos, levou a que a lotação de segurança desses estabelecimentos face à COVID-19 estivesse permanentemente no limite ou mesmo fosse mesmo ultrapassada, submetendo os clientes a longos períodos de espera, e aumentando o risco de contágio que viria a dar os resultados que todos conhecemos.

4º Os sucessivos erros acima enumerados, são factores incomensuravelmente prejudiciais à vida e à economia dos cidadãos e do país, entendendo esta Associação que o experimentalismo daqueles em quem o povo confia a sua segurança coletiva, revelou a incapacidade e incompetências desses decisores políticos que se limitaram a fazer navegação à vista, possibilitou que uma situação de emergência atingisse o nível de CATÁSTROFE, pouco mais de três anos decorridos da catástrofe dos incêndios de 2017 em que também por inércia e inépcia dos decisores políticos (com especial responsabilidade criminal no nível autárquico, e que ainda estão por apurar e corrigir) o país sofrera perdas irreparáveis.

5º As propostas experimentalistas geralmente apresentadas pelas diferentes forças políticas, roçam a infantilidade, e ignoraram por demasiado tempo o manual NRBQ das Forças Armadas, subaproveitando as valências dessas mesmas Forças Armadas para a prevenção e resposta nas primeiras fases no sentido de se evitar chegar à atual situação de CATÁSTROFE que cremos podia ter sido evitada com uma gestão militar das soluções de prevenção e resposta.

6º Portugal, as portuguesas e os portugueses, têm as suas vidas depositadas nas mãos de experimentalistas, muitas dessas e muitos desses já não se encontram entre nós para poder reclamar, pelo que entende esta Associação dar voz e honrar assim aqueles que fruto deste experimentalismo dos decisores políticos, perderam a vida.

7º Valeu aparentemente tudo até aqui nesta pandemia, o aparente favorecimento dos interesses instalados em negócios cujo ajuste direto se justificou com o estado de emergência e onde até o experimentalismo foi argumento para justificar o injustificável. O país está mais pobre, mas fruto deste experimentalismo alegadamente resultante de inépcia, alguns estão mais ricos e os seus negócios vão de vento em popa enquanto a economia do país e da esmagadora maioria dos seus cidadãos afunda para níveis onde talvez só de submarino seja possível encontrar.

A APROSOC – Associação Nacional de Emergência e Proteção Civil, co-responsabiliza os decisores dos mais diversos quadrantes políticos pelo “estado a que isto chegou” o de catástrofe. O Estado sofreu uma incomensurável perda de autoridade, revelando-se incapaz por falta de competências, recursos técnicos e humanos, de exercer as suas funções essenciais.

Artigo de opinião emitido ao abrigo do Art.º 37º da Constituição da República Portuguesa.