VOLUNTARIADO EM PROTEÇÃO CIVIL

Artigo de opinião
Autor: João Paulo Saraiva

Os desastres do passado, bem como os do presente, demonstram a imprescindibilidade do voluntariado civil na complementaridade da ação das forças de resposta à emergência (bombeiros, militares, forças de segurança,…), tanto na ação de apoio local às operações, quanto na projeção de forças para outros locais de desastre que justifiquem o reforço de recursos humanos para auxilio às populações afetadas.

O voluntariado informal é altamente eficiente na mobilização, são movimentos espontâneos reativos que funcionam de facto mas que apresentam inúmeras lacunas organizacionais e comunicacionais precisamente devido ao facto de não estarem organizados.

Aprendi através das situações experienciadas da APROSOC – Associação de Proteção Civil, que o aproveitamento do voluntariado em massa pode não passar por submeter todos os voluntários a um processo de aquisição de competências, mas sim pelo reconhecimento e aproveitamento das competências individuais e cada um, proporcionando através de grupos de comunicação a reciproca partilha de conhecimento fora do contexto formativo, sem prejuízo da cada um frequentar as ações de formação que bem entenda. Importa ter consciência de que um voluntário de proteção civil pode passar anos sem ter uma única intervenção na fase de emergência, embora possa atuar regulamente na fase de prevenção/mitigação/preparação (até quotidianamente) e, na fase de auxílio à reposição da normalidade da vida das pessoas e outros seres vivos (com elevada regularidade).

Surge assim na APROSOC – Associação de Proteção Civil, uma nova filosofia interna de voluntariado de proteção civil que passa pela integração para reconhecimento interno das competências individuais, evitando-se assim tornar este tipo de voluntariado demasiado exigente e, reservando-se aos elementos mais diferenciados a responsabilidade de coordenação, garantia das condições de segurança, e atividades de maior responsabilidade tais como o socorro, salvamento, entre outras.

Os canais internos da Associação possibilitam através da sua dinâmica resultante do interesse individual de cada voluntário, a tal desejável partilha de conhecimento, tornando a permanência dos voluntários na Associação mais aprazível e descontraída.

Na fase de prevenção todo o voluntário pode identificar situações de perigo e reportá-las aos serviços competentes, podendo se caso disso desenvolver ações imediatas da mitigação que lhe seja possível.

Do contacto entre voluntários surge naturalmente uma maior ação de preparação individual quer na equipagem quer mesmo na aprendizagem de técnicas.

Decorre desta nova consciência/conceito interno, a convicção de que tendencialmente toda a sociedade civil que não integre as forças de emergência e tenha gosto pelo auxílio ao próximo, deveria tendencialmente integrar uma organização de voluntariado de proteção civil, abrindo-se na APROSOC novas janelas de oportunidade para todos os que desejem abraçar esta causa, numa perspetiva diferente da que até então se idealizava.

 

Kit de voluntário de proteção civil da APROSOC (quota mínima de 120€/ano | campanha exclusiva para novos Associados)

Na admissão como Associado Ativo na APROSOC, recebe como oferta:

» Colete de voluntário (indicar o tamanho)

» Declaração nominativa (emitida pela ANEPC)

» Radiotelefone PMR446 em uso na APROSOC

» Seguro de Acidentes Pessoais

» Integração em plataformas de comunicação internas

» Dístico regulamentar para uso em viatura quando ao serviço da Associação em missões de proteção civil

» Acesso ao curso on-line de introdução ao Sistema Nacional de Proteção Civil

» Check List do Kit individual de emergência